A movimentação é tranquila na Escola Vera Cruz, um dos principais pontos de votação do bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. Durante a manhã deste domingo (4), o local registra poucas filas e fluxo considerado tranquilo de eleitores.
Cada eleitor está levando, em média, até 10 minutos para chegar à cabine de votação e registrar o seu voto.
Neste domingo, os pernambucanos vão às urnas para escolher o próximo presidente da República, governador, dois senadores e deputados estadual e federal.
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) votou, na manhã deste domingo (4), na Escola Coronel José Venâncio Dias, na cidade de Colina (SP), no interior do estado.
Cury por volta das onze horas e esteve acompanhado de seu sobrinho, Daniel Cury, e da esposa, Suleima Cury. As informações são da CNN.
“Esse país não suporta mais essa indústria do ego, essa indústria da polarização de duas famílias, bolsonarismo e lulismo. Eu espero que nunca haja ‘curysmo’, porque ninguém é digno do poder, […] ninguém é dono do cargo, o cargo é do contribuinte”, disse o candidato a jornalistas em seu local de voto.
Cury ainda comentou sobre sua expectativa para o resultado do primeiro turno. “Expectativa é grande, pode haver uma surpresa, milhões, até dezenas de milhões de pessoas silenciosas vão votar”, afirmou.
O candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), votou, há pouco, em Maceió. Ele chegou ao local de votação por volta das 9h20, acompanhado da esposa, Renata Calheiros, e dos filhos João e Davi.
Antes de votar, Renan Filho falou que está confiante para ser eleito no 1º turno, agradeceu a cobertura da imprensa durante as Eleições 2026, e disse que a candidatura dele representa a experiência de um projeto político que tem resultados.
“Nós estamos muito otimistas em relação ao resultado. Eu espero que no dia de hoje as pessoas, com consciência, possam ir às urnas e escolher o melhor projeto para Alagoas. Me sinto mais preparado para fazer o melhor governo da minha vida e colocar Alagoas como o melhor estado do Nordeste brasileiro”, falou Renan Filho. Ele falou ainda que está pronto para ajudar o candidato Lula na reeleição, e falou que o candidato Flávio Bolsonaro representa o improviso.
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) votou na manhã deste domingo (4/10) na Vila Friburgo, zona sul de São Paulo.
Renan votou por volta das 10h30 na Escola Estadual Professor José Geraldo de Lima.
Na ocasião, ele afirmou que considera esta a eleição mais “estranha” desde 1989, considerando as mudanças nos cenários e a falta de presença nos debates presidenciais. As informações são do Metrópoles.
“É uma eleição que não tem sentido, tudo muda o tempo todo, não houve debate, discussão”, disse antes de entrar na seção.
A partir das 17h, o candidato do Missão deve acompanhar a apuração dos votos na sede do partido, na capital paulista.
Candidato da terceira via
Durante toda campanha, Renan Santos (Missão) se vendeu como o principal candidato da terceira via, para fugir da polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na pesquisa Datafolha divulgado na quinta-feira (1º/10), a três dias do primeiro turno, Renan marcou 3% das intenções de voto, valor que se manteve durante toda a campanha.
Vídeos mostram a Polícia Militar (PM) concentrando abordagens em militantes vestidos de amarelo, cor associada ao candidato João Campos (PSB). Em uma das imagens, gravada perto do Colégio Damas, na Zona Norte do Recife, na manhã de hoje, um grande número de profissionais de segurança aparece fazendo gestuais que parecem intimidar um grupo de pessoas contra um muro.
A denúncia ocorre menos de 24 horas depois de a Frente Popular ter denunciado indícios de que a PM realizar a operação Saturação, voltada a concentrar o efetivo da PM em locais de votação no Recife, principal reduto eleitoral de João Campos, adversário da governadora Raquel Lyra (PSD). Ainda no sábado (3), a Justiça Eleitoral já havia suspendido a realização de ofensivas policiais dessa natureza.
Já na sexta (2), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Fernando Cerqueira, havia orientado órgãos policiais e de trânsito do Governo de Pernambuco e de municípios a não realizarem fiscalizações ou bloqueios que inibissem a livre manifestação e o deslocamento dos eleitores, dentro das regras do processo eleitoral.
Acompanhado do neto e familiares, o candidato ao Senado Humberto Costa (PT) acaba de chegar, ao seu local de votação, na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Também estão presentes os candidatos ao governo de Pernambuco João Campos (PSB), a candidata ao Senado, Marília Arraes (PSD) e o candidato a vice Carlos Costa (Republicanos).
A governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, votou neste domingo (4) em Caruaru, no Agreste do estado. Acompanhada dos filhos e de aliados políticos, a candidata registrou o voto às 9h55, no Colégio Diocesano, no bairro Maurício de Nassau.
De Caruaru, Raquel segue para o Recife, onde acompanhará os votos da vice na chapa, Priscila Krause, e dos candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD).
“A gente trabalhou muito ao longo desses quatro anos, chegamos em cada recanto de Pernambuco. Eu quero agradecer os carinhos, abraços e orações que a gente recebeu em todos os lugares. Agora é a vez do povo de Pernambuco decidir”, disse.
Raquel também comentou estar feliz com o filho João, que participa de uma votação pela primeira vez hoje. “Hoje também é um dia especial porque eu recebo, pela primeira vez, o voto do meu filho João, que tirou o título de eleitor”, afirmou.
O candidato a deputado federal Luciano Pacheco votou neste domingo (4), na Escola Municipal Sebastião Luiz Cavalcanti, em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Acompanhado da esposa, Janine, ele destacou a importância do voto e disse estar confiante no resultado das urnas. “Tenho certeza absoluta de que o povo vai fazer as escolhas certas por Arcoverde, por Pernambuco e pelo Brasil”, afirmou.
A governadora Raquel Lyra (PSD), pelo visto, determinou uma ação político-militar para tentar evitar que os militantes espontâneos possam, de forma silenciosa, participar da festa no dia da eleição. Isso é literalmente um absurdo. Isso nunca aconteceu na história de Pernambuco. Isso só foi visto na última eleição de Bolsonaro e que terminou com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal preso.
Outro fato observado é que a campanha da governadora produziu um verdadeiro lixo eleitoral, jogando panfletagem no chão em todos os colégios eleitorais. Não é dessa forma que se exerce a democracia.
Na manhã deste domingo (4), a candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), votou por volta das 10h20, no Colégio GGE, no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife. Durante votação, que foi rápida e tranquila, ela esteve acompanhada de familiares e aliados.
A imprensa internacional repercutiu neste domingo (4) as eleições presidenciais no Brasil, destacando a polarização política no país, a crise do Banco Master, uma potencial interferência dos Estados Unidos no pleito e o futuro da própria América Latina. As informações são do g1.
O jornal “The New York Times” diz que o pleito do domingo pode “definir o futuro da América Latina”.
A agência de notícias Reuters afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro seria mais um trunfo da direita na região, e a de Lula, “uma dor de cabeça para Washington”.
O jornal espanhol “El País” cita a polarização e a apatia do eleitorado brasileiro.
A revista inglesa “The Economist” diz que o próximo presidente será um “herdeiro político vingativo” ou um “esquerdista fragilizado pela idade”.
O jornal “The New York Times” disse que a “disputa pode definir o futuro da América Latina” e cita o temor de interferência do governo Trump nas eleições brasileiras.
“Um amplo escândalo de corrupção envolvendo boa parte da elite política e do Judiciário — incluindo o próprio Flávio Bolsonaro — esfriou o ânimo dos eleitores.”, disse o jornal, se referindo à crise do Banco Master.
“Os dois principais candidatos apresentam projetos opostos para o futuro da maior democracia da América Latina. As divergências incluem a concessão de acesso preferencial aos Estados Unidos na exploração de terras raras, a proteção da Amazônia contra o desmatamento e o distanciamento das relações com a China”, explicou o NYT.
A agência Reuters ressaltou que “uma vitória do senador Flávio Bolsonaro ampliaria a onda de triunfos de candidatos de direita na América Latina alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já a reeleição de Lula poderia gerar uma dor de cabeça para Washington, que tem histórico de atritos com o governo dele em questões de comércio e segurança.”
A Reuters também citou a crise do Banco Master e a renovação no Congresso brasileiro.
A revista inglesa “The Economist” foi mais crítica em seu título: “O próximo presidente do Brasil será um herdeiro político em busca de vingança ou um esquerdista fragilizado pela idade”, citando a polarização política e uma possível estagnação econômica.
O jornal espanhol “El País” diz que “embora os protagonistas não sejam os mesmos do último pleito, a polarização se mantém. Aos 80 anos e em busca de um quarto mandato, Lula afirma que o eleitor deve escolher “entre a democracia e a barbárie”, escreveu.
“Já o senador Flávio Bolsonaro (PL), de 45 anos, classifica a eleição como uma disputa “do Bem contra o Mal”. Herdeiro político do bolsonarismo e investigado por corrupção, o parlamentar atrai o voto de conservadores e do eleitorado antipetista.”
“Apesar de os dois favoritos apresentarem projetos antagônicos para o país e estarem empatados nas pesquisas há meses, o clima é de apatia. É improvável, embora não seja impossível, que a eleição presidencial seja definida matematicamente já na noite deste domingo.”
O candidato ao governo do Ceará Elmano de Freitas (PT) votou, há pouco, na cidade de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Ele chegou ao local de votação por volta de 9h30, acompanhado do senador Camilo Santana, a candidata à vice Gabriella Aguiar, o prefeito de Fortaleza Evandro Leitão, a candidata ao Senado Luizianne Lins (Rede), o candidato ao Senado Cid Gomes (PSB), entre outros apoiadores.
Após votar, Elmano falou sobre a expectativa de vitória dos aliados do presidente Lula no Ceará. Ele afirmou, ainda, que o enfrentamento ao crime organizado, a construção de novos hospitais no interior do estado e transformar todas as escolas do Ceará em escolas de tempo integral e profissionalizantes, são algumas das principais demandas em uma possível reeleição.
“Nós estamos aqui na expectativa muito positiva de que no final do dia nós teremos uma apuração que vai de fato consolidar uma grande vitória desse projeto político. Aqui é um time, aqui a gente trabalha de maneira coletiva, todos juntos (…) Mas, fundamentalmente pedir ao povo cearense que no dia de hoje nós possamos garantir uma grande vitória do time do Lula (…) A mensagem de esperança, uma mensagem de muita confiança, de que nós vamos poder fazer um estado que está avançando muito, sabendo que tem muita coisa para fazer”, declarou durante entrevista coletiva.
O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), votou na manhã deste domingo (4/10), no município de Nova Crixás (GO), acompanhado de aliados, entre eles o presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa, Gilberto Kassab, o candidato ao governo de Goiás Daniel Vilela (MDB), além de familiares.
Após a votação, Caiado seguiu para Goiânia, onde acompanhará os votos de Vilela e da esposa, Gracinha Caiado (UB), que é candidata ao Senado por Goiás. As informações são do Metrópoles.
Segundo a assessoria, Caiado deve acompanhar a apuração das eleições no Palácio das Esmeraldas, na capital goiana, acompanhado da família e de aliados políticos.
Alternativa à direita
Caiado iniciou oficialmente, em 16 de agosto, a campanha para tentar chegar ao Palácio do Planalto. Para compor a chapa, escolheu como vice o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O resultado do 1° turno do pleito se dará neste domingo.
A estratégia era se apresentar como uma alternativa de direita à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com destaque para temas como segurança pública, saúde, educação e tecnologia.
Vindo de uma administração com alta aprovação em Goiás, entretanto, ele acabou convivendo com dificuldades na campanha e não decolou nas pesquisas. Ele lidou com afastamento, inclusive, de um setor ao qual é ligado na vida pessoal e desde o início da carreira: o agronegócio, que preferiu Flávio Bolsonaro (PL).
Na televisão e no rádio, Caiado contou com 2 minutos e 2 segundos de propaganda eleitoral. A campanha apostou na divulgação de resultados de sua gestão em Goiás e na defesa de que o modelo aplicado no estado poderia ser levado para o governo federal.
O discurso também procurou diferenciá-lo de Lula e Flávio, principalmente na área de segurança pública.
Pesquisas
Apesar da exposição, Caiado permaneceu distante dos dois primeiros colocados nas pesquisas. No Datafolha divulgado em 24 de setembro, apareceu com 4% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 38% e Flávio Bolsonaro, 33%.
O desempenho permaneceu próximo desse patamar na reta final. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 28 de setembro, Caiado marcou 5%, empatado numericamente com Augusto Cury. Lula aparecia com 42% e Flávio, com 37%. O levantamento ouviu 2 mil eleitores e tinha margem de erro de dois pontos percentuais.
Com a proximidade do primeiro turno, a campanha de Caiado concentrou parte importante da agenda em Goiás e manteve o discurso de que o eleitor deveria escolher uma alternativa aos dois grupos que lideravam a disputa.
O candidato também buscou ampliar a presença no debate nacional, mas terminou a campanha sem alcançar os primeiros colocados nas pesquisas.
Sem acordo
Já na reta final da campanha, Caiado negou um acordo com o candidato do Novo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, para desistirem de suas candidaturas e apoiarem Flávio Bolsonaro. A ação seria um esforço para derrotar o presidente Lula a menos de uma semana da realização do primeiro turno.
Procurado pelo Metrópoles, Caiado rejeitou a possibilidade em uma mensagem de texto com várias palavras em caixa alta.
“Posso responder por mim. Não existe qualquer hipótese de desistência. Tá entendido?”, disse.