Diário de Pernambuco
A governadora e candidata à reeleição em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou, hoje, ter “preocupação zero” com o caso envolvendo o Banco Master. Durante reunião do Conselho Deliberativo da Associação Atitude Pernambuco, no Hotel Atlante Plaza, em Boa Viagem, no Recife, ela disse que sequer conhecia a instituição financeira e afirmou que pensava que “Master era só cartão de crédito”.
“Eu não tenho nenhuma preocupação com o Banco Master, zero. Eu pensava que Master era só cartão de crédito. Eu vim descobrir de verdade (estou falando sério), eu não conhecia”.
Leia maisA declaração foi feita diante das investigações sobre o banco, que foi colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025. Na ocasião, o BC apontou grave crise de liquidez, comprometimento da situação econômico-financeira e graves violações às normas que regulam as instituições do sistema financeiro.
O caso é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero e envolve, entre outros pontos, suspeitas de fraudes financeiras e operações realizadas pelo Banco de Brasília (BRB) com o Master. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Master, está preso e é investigado por suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.
Ao comentar o assunto, Raquel afirmou que não considera o episódio uma preocupação para sua gestão. A governadora também ampliou a declaração para defender que a discussão eleitoral em Pernambuco deve se concentrar no modelo de política e de governo que os eleitores desejam para o estado.
“Esse tipo de preocupação eu não carrego. Nem o meu governo carrega. Nosso governo é de todos. E o que está em jogo em Pernambuco, além de tudo isso que nós estamos fazendo, é sobre que tipo de política você quer no Estado. Quem é o governante que você quer que governe o Estado de Pernambuco. É sobre isso.”
Na quarta-feira (23), o Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou o bloqueio de até R$ 2,76 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do BRB. Segundo o TCDF, a medida busca resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios identificados em apurações sobre operações realizadas pelo banco com o Master.
O tribunal também determinou o envio de informações de uma auditoria independente contratada pelo BRB para avaliar os prejuízos relacionados aos negócios com o Master. O tamanho definitivo do eventual prejuízo ainda não foi estabelecido.
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