O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) repudiou, neste domingo (30), a circulação de panfletos com ataques à candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), com fotos e frases acusando a governadora de ter matado o marido Fernando Lucena para ser eleita em 2022. “Esses panfletos apócrifos que estão circulando hoje são um completo absurdo. E quero deixar uma coisa muito clara: qualquer pessoa que tente atribuir esse tipo de prática a mim ou à minha candidatura vai responder por isso na Justiça brasileira”, disse
“Eu perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel perdeu o marido durante uma eleição. Nós sabemos a dor que isso representa para uma família. Por isso, não admito que a minha família, a família dela ou a família de qualquer pessoa seja atacada ou utilizada como instrumento de disputa eleitoral. Isso ultrapassa qualquer limite da política. Isso é desumano e inaceitável”, continuou.
João disse ainda que sua equipe jurídica já acionou a Justiça para investigar a origem dos panfletos. O Jurídico da Frente Popular de Pernambuco informou que apresentou, neste domingo, uma solicitação ao Ministério Público Eleitoral para apurar a autoria, produção e divulgação do material, que circula nas redes sociais e teria sido afixado em locais públicos. “Quero que a Justiça Eleitoral descubra quem produziu, quem financiou e quem distribuiu esse material, e que os responsáveis sejam punidos na forma mais severa da lei”, declarou.
O candidato afirmou que a democracia comporta divergências, críticas e confronto de ideias, mas não “covardia, anonimato e ataques contra famílias”. Em nota, a Frente Popular também repudiou os panfletos e reafirmou que não participou da produção ou disseminação do material: “A Frente Popular repudia de forma categórica esse tipo de prática e defende que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados na forma da lei. A coligação reafirma que não possui qualquer participação na produção ou disseminação desse material”, diz a nota da coligação.”

















