Lula diz que foto com Roberta Luchsinger não indica relação pessoal e afirma nunca ter tido interlocução com ela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, por meio de nota divulgada hoje, que não mantém qualquer relação com a empresária e lobista Roberta Luchsinger e que nunca teve interlocução com ela. A manifestação foi divulgada após questionamentos sobre fotografias nas redes sociais de Roberta em que os dois aparecem juntos.

Segundo a nota da equipe de campanha de Lula, o fato de o petista ter sido fotografado ao lado de Roberta não significa a existência de vínculo pessoal, profissional ou político. “O presidente Lula é uma figura pública que, ao longo de sua trajetória e especialmente em campanhas e agendas públicas, é abordado por inúmeras pessoas para registros fotográficos. A existência desses registros não significa relação pessoal, profissional ou política”, diz o comunicado.

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A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou, neste sábado (29), em Belo Horizonte, do ato nacional Mulheres com Lula, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja e de candidatas e lideranças femininas de diferentes estados.

Realizado na Serraria Souza Pinto, no centro da capital mineira, o encontro colocou as mulheres no centro da mobilização nacional da campanha de Lula. Entre os principais temas estão o enfrentamento à violência e ao feminicídio, políticas de cuidados, saúde, educação, igualdade e ampliação da participação feminina nos espaços de poder.

Passados quatro dias do grave escândalo revelado pela TV Record — que mostra um servidor afirmando que se reuniu com Raquel Lyra (PSD) para fazer ataques coordenados contra o candidato João Campos (PSB) —, a governadora de Pernambuco ainda não tomou nenhuma medida jurídica contra o denunciante. No lugar de agir contra Amisadai Andrade, o suposto chefe do gabinete do ódio, Lyra preferiu interpelar judicialmente a vítima, que é seu adversário, João Campos.

Ficam perguntas a serem respondidas: além de exonerar Amisadai, por que Raquel Lyra não ingressou com nenhuma medida jurídica contra o seu ex-servidor? Já que solicitou a sessão dele para a Caixa Econômica, por que Raquel não fez uma queixa formal ao banco sobre a postura de Amisadai? Por que decidir interpelar João Campos, no lugar de atuar contra quem fez as graves revelações? São muitas perguntas ainda sem resposta.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Augusto Cury (Avante) participa neste sábado (29) da série de entrevistas da TV Globo com os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A conversa, que está prevista para começar às 21h20 (de Brasília), será exibida ao vivo logo após o Jornal Nacional, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. O g1 também transmite ao vivo, bem como a Globonews. As informações são do g1.

A entrevista será conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Além da TV Globo, o público poderá acompanhar a transmissão pela GloboNews e pelo g1. Depois da exibição, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1. Esta é a primeira vez que as entrevistas da Globo com candidatos ao Palácio do Planalto são exibidas após o Jornal Nacional, e não dentro do telejornal.

A Globo convidou os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pela Quaest em 14 de agosto. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes dos partidos.

As entrevistas tiveram início na segunda-feira (24), com Romeu Zema (Novo), seguidas por Ronaldo Caiado (PSD), na terça-feira (25); Renan Santos (Missão), na quarta-feira (26); Lula (PT), na quinta-feira (27); Flávio Bolsonaro, na sexta-feira (28); e, encerrando a série, Augusto Cury (Avante), neste sábado (29).

Caruaru - Transparência 2026

Por Bela Megale
Do jornal O Globo

Aliados de Lula entraram em campo para pacificar os ânimos da lobista Roberta Luchsinger, investigada nos inquéritos que apuram desvios no INSS e suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha. Pessoas próximas a Roberta relataram que ela ficou “possessa” ao ver o presidente chamá-la de “pilantra” durante a entrevista no “JN”, na noite de quinta-feira (27).

A lobista se sentiu como o único nome rifado por Lula, que defendeu o filho Fábio Luís, o ex-líder do governo Jaques Wagner e também fez gestos em direção ao seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Ipojuca - Na palma da sua mão

O candidato a governador João Campos (PSB) participou de um ato de panfletagem na feira livre de Caruaru, no Agreste pernambucano, neste sábado (29). Ao lado de lideranças políticas locais e apoiadores, ele cumprimentou comerciantes e pediu votos para toda a chapa da Frente Popular de Pernambuco.

Animado, João interagiu com o público, conversou com comerciantes e chegou a dançar com algumas pessoas durante a passagem pela feira.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Do jornal O Globo

Líderes em intenções de votos na campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram pela bancada do Jornal Nacional durante a semana para entrevistas, nas quais tiveram a oportunidade de responder questionamentos e apresentar suas ideias aos eleitores. O jornal O Globo, com seu time de colunistas, acompanhou e analisou as entrevistas em tempo real, com balanços ao final de cada uma.

Entre os dois, o primeiro entrevistado, na quinta-feira (27), foi Lula, que concorre à reeleição, no que seria seu quarto mandato no cargo. Já Flávio, senador que busca pela primeira vez a presidência, foi ouvido ontem (28). Ao longo da semana, a TV Globo também entrevistou Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), outros postulantes ao cargo.

Veja os comentários dos colunistas sobre os desempenhos de Lula e de Flávio no Jornal Nacional:

Palmares - Forró Mares 2026

Por Ancelmo Gois
Do jornal O Globo

Faltam apenas 35 dias para as eleições gerais de 2026. O cientista político Jairo Nicolau, nosso maior estudioso de duas décadas de eleições presidenciais no Brasil (2002-2022), desconfia que esta é, até agora, a com maior número de pessoas desinteressadas pelo pleito.

Para ele, das duas, uma: ou o interesse aumenta repentinamente em setembro, com o começo, ontem, do horário eleitoral, ou podemos assistir a um aumento considerável de votos brancos e nulos e de abstenção. “Acho”, diz ele, “que existe um certo enfado, um certo cansaço. Não dá para ficar polarizado na vida e nas redes por tantos anos”. Faz sentido.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma em 2 de setembro o julgamento que pode definir se empresas e holdings imobiliárias precisam pagar o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) ao receber imóveis para formar seu capital social. A análise havia chegado a quatro votos a favor dos contribuintes e um contra, mas o placar foi desconsiderado após um pedido de destaque e o julgamento será reiniciado.

Na prática, a discussão envolve situações em que uma pessoa transfere um imóvel para uma empresa e, em troca, recebe participação na sociedade. A Constituição prevê que essa operação não seja tributada pelo ITBI, mas há dúvida se a regra também vale quando a empresa tem como principal atividade a compra, venda ou aluguel de imóveis. Com informações do Congresso em Foco.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

A governadora Raquel Lyra (PSD) segue dando demonstrações cada vez mais explícitas de sua proximidade com o bolsonarismo. Neste sábado (29), durante caminhada na comunidade do Bode, no Recife, ela aparece dançando uma releitura do principal jingle usado por Jair Bolsonaro (PL) na campanha de 2022, associando-se diretamente ao ex-presidente.

“Agora é Raquel e Mendonça”, diz o refrão, usando a mesma sonoridade de “22 é Bolsonaro”, que virou uma espécie de hino de guerra de eleitores de direita em passeatas e outros atos políticos durante e após as eleições de quatro anos atrás. No jingle atualizado, Raquel associa sua imagem à de Mendonça Filho (PL), candidato a senador do bolsonarismo no estado.

O momento foi flagrado em transmissão ao vivo nas próprias redes sociais da governadora. Percebendo que a cena poderia ser usada para alertar eleitores de esquerda que acreditam em uma suposta proximidade dela com o presidente Lula (PT), a equipe de comunicação do PSD pausou a live e só a retomou quando um jingle de Raquel já era tocado no carro de som.

Ao mesmo tempo em que tenta confundir o eleitorado com agradecimentos a Lula por ações institucionais sem declarar voto nele, Raquel vem fazendo diversos acenos ao bolsonarismo. No início do mês, ela participou de um culto na igreja controlada pela família da deputada Clarissa Tércio (PP), que chegou a ser cotada como candidata a vice de Jair Bolsonaro (PL).

Por Vera Magalhães
Do Jornal O Globo

Flávio Bolsonaro adotou um script de bom moço para se apresentar na TV Globo. Soando completamente ensaiado num minucioso media training, começou se solidarizando com a entrevistadora Renata Vasconcellos pelo que chamou de “grosseria” do presidente Lula na véspera.

Retratou-se sobre as dúvidas que levantou sobre as urnas eletrônicas, repreendeu o irmão Eduardo por ter comemorado o primeiro tarifaço de Donald Trump contra o Brasil e se esquivou de explicar o destino dos milhões que pediu, cobrou e obteve de Daniel Vorcaro, banqueiro que perpetrou a fraude do Master, sobretudo a parcela paga nos EUA.

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), participou, ontem (28), de uma caminhada pelas ruas da Vila Santa Luzia, na Torre, no Recife. Ao lado do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e de lideranças políticas, João conversou com moradores durante o percurso.

Em seu discurso, o candidato afirmou que não pretende transformar a disputa eleitoral em uma guerra de ataques. “A gente não vai perder tempo perseguindo adversário. Não vai perder tempo com gabinete do ódio, com dinheiro público, porque isso é crime. Enquanto eles gastam tempo tentando manchar a imagem de pessoas sérias, a gente gastou o nosso tempo fazendo vaga de creche, fazendo hospital, fazendo rua e obra de encosta”, afirmou.

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Em 1989, o deputado Ulysses Guimarães disputou a Presidência da República depois de ter sido maestro da redemocratização, presidindo seu partido, o PMDB, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Nacional Constituinte. Ele vinha da resistência à ditadura, da campanha pela anistia e pela “Diretas Já”. Mas naquela eleição, o velho timoneiro acabou com 4,43% dos votos, amargando um 5º lugar no 1º turno.

Tinha 73 anos, menos que os atuais 80 anos de Lula ou os 76 anos de Ronaldo Caiado. Era muito conhecido Brasil afora, mas a sociedade queria mudança de rumo radical, algo novo. Foi assim que Fernando Collor, então governador de Alagoas, começou a se tornar o queridinho daquele momento histórico: a 1ª eleição desde 1960.