Quem te viu e quem te vê. Essa é uma expressão que cai como uma luva para definir o neo-direitista Túlio Gadelha (PSD), candidato da chapa governista da governadora Raquel Lyra (PSD) ao Senado em Pernambuco.
Sem conseguir pontuar nas pesquisas, sem demonstrar viabilidade eleitoral e muito menos entusiasmo depois do lançamento da candidatura de Mendonça Filho, Túlio, que se desvinculou da esquerda em busca do eleitorado de direita, acabou descobrindo que a direita também não o abraçou. Mendonça resgatou um eleitorado que jamais se identificaria com Túlio, enquanto ele, ao se afastar da esquerda, perdeu justamente a base com a qual tinha alguma identidade.
Leia maisNesse contexto, a primeira fatura chegou antes mesmo da eleição. E a governadora teve de ceder. Raquel Lyra, que iniciou o mandato cultivando certo pudor na distribuição de cargos no governo, chega ao fim do primeiro mandato, candidata à reeleição, com outra postura: distribui cargos a torto e a direito na tentativa de acomodar interesses, apaziguar os ânimos e construir as condições para a própria sobrevivência eleitoral.
Túlio acaba de indicar o secretário de Esportes do Estado. E há quem aposte que, depois da derrota eleitoral de 4 de outubro, seu destino poderá ser justamente o Palácio do Campo das Princesas, em algum cargo de secretário estadual.
Seria, no mínimo, uma curiosa maneira de reparar os danos causados por ele mesmo à própria trajetória política.
Quem te viu e quem te vê.
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