Em maio, as rodas de conversa do Palácio diziam: “A eleição está definida, derretemos João e Raquel está reeleita”. O clima era de festa. Cheguei a ouvir “favas contadas”. Hoje, sessenta dias depois, os palacianos estão com as barbas de molho. Vejamos:
O DataFolha, principal instituto de pesquisas, mostra a diferença de Raquel sobre João caindo de 7 para 4 pontos. Pior, ela cai 2 e ele cresce um. O legítimo “a boca do jacaré fechando”.
Leia maisAs confusões da chapa majoritária, terminam com ela sendo obrigada a aceitar Dudu da Fonte, quebrando a palavra dada a Miguel e a toda família Coelho. A consequência, indignação dos Coelho, debandada de prefeitos para João e 60% do tempo de tv de Raquel, vai ter que aguardar posicionamento da Justiça.
Nas articulações políticas, onde o palácio sob a liderança de Raquel sempre capengou, perdeu a Federação PRD/Solidariedade e viu o presidente da Federação PSDB/Cidadania, Fred Loyo, ser deposto. No final, o tempo de tv de João deverá ser, no mínimo, 50% maior ou até poderá ser o triplo do de Raquel.
Para fechar o domingo, a convenção de Raquel, anunciada como um enorme arrasa quarteirão, ficou muito longe disso e deve ter assustado os organizadores. A expressão da Governadora durante praticamente toda a convenção, é mais ainda na coletiva que deu, mostra a uma Raquel assustada, cansada, preocupada.
De favas contadas a um clássico disputadíssimo em 60 dias e com 48h de terror para a Governadora. Teremos mais 60 dias até a urna, só que agora, o clima da campanha de João é de ânimo, crescimento e adesões e o de Raquel é de perdas, susto e preocupação.
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