Meu sabadão paulista, nos preparativos para a cobertura da convenção do PT de amanhã, no Expo Center Norte, que vai homologar a candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição, foi familiar.
Almocei com meu sobrinho Gastão Cerquinha Neto e sua esposa Tatiane Guedes, no bar e restaurante Mocotó, na Vila Medeiros. No cardápio, torresmo e, claro, caldinhos de mocotó.
Neto é engenheiro e Tatiane advogada. Eles estão morando há um ano em São José dos Campos. Doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP), Neto está assinando uma coluna no meu blog aos sábados sobre clima.
Por Malu Gaspar
Do jornal O Globo
A negociação com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não foi adiante por conta da posição do partido dela e de seu presidente, Ciro Nogueira, de manter neutralidade na campanha presidencial. Mas internamente no PL e até mesmo no PP, aliados de ambos apontam um fator que consideram ter feito toda a diferença para o fracasso da iniciativa: a demora de Flávio em procurar a própria Tereza.
Embora a senadora tenha sido citada muitas vezes pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, como a vice ideal para o filho de Jair Bolsonaro, o próprio Flávio nunca tinha conversado com Tereza Cristina até a última quarta-feira, quando ela foi chamada a Brasília às pressas para uma reunião com o candidato e o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN).
Leia maisNessa conversa, a senadora sinalizou que toparia compor a chapa, desde que a federação formada pelo PP e pelo União Brasil aprovasse – o que o próprio partido rechaçou em uma nota pública em que reafirmou que vai ficar neutro na disputa pelo Palácio do Planalto.
Tereza Cristina foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro e também foi cotada como vice na chapa da reeleição do então presidente, que resistiu à ideia e escolheu o general Walter Braga Netto (PL) a despeito dos apelos de Valdemar e Ciro.
“Foi a primeira vez que alguém da família Bolsonaro colocou esse assunto na mesa. Até então só quem falava sobre isso com ela era Valdemar, que aliás insistiu muito”, diz um interlocutor frequente da senadora. “Aí já era tarde.”
O mesmo diagnóstico veio de uma liderança do PL, segundo a qual Flávio tem sido lento nas iniciativas e não toma as rédeas da própria campanha, diferentemente do pai, que comandava pessoalmente as conversas e articulações. “Ele perdeu o timing. Se ele tivesse feito um esforço maior desde o começo, talvez as coisas tivessem tomado outro rumo”.
Para esse aliado, Flávio estava de “salto alto” por aparecer bem colocado nas pesquisas, mas foi atropelado pelo caso Dark Horse. “Ele ficava fechado com Rogério Marinho numa sala tomando todas as decisões, ignorando que no final quem decide mesmo é a política”.
Ontem, Flávio admitiu que as conversas com a senadora do PP fizeram água por decisão do partido, mas disse que ainda vai tentar reverter a situação até o dia 5, quando termina o prazo da lei eleitoral. “Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro, não desisto nunca. Vamos continuar nas conversas”, declarou.
A frustração com o desfecho das conversas com Tereza Cristina reflete o clima geral de preocupação com a falta de rumo da campanha. Nesta mesma semana, Flávio trocou de marqueteiro pela segunda vez. Saíram Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer e entrou Duda Lima, que fez a campanha de Jair Bolsonaro em 2022 e desde então cuida do marketing do PL.
Além das muitas críticas ao tom utilizado nas propagandas, integrantes da cúpula do PL também consideraram que a convenção do partido foi ruim e desorganizada — um exemplo citado várias vezes na conversa foi o fato de o discurso de Flávio Bolsonaro ter acontecido com muito atraso e com o centro de convenções do Pacaembu esvaziado, quando boa parte das caravanas já deixava o local para voltar para casa.
Leia menos
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Álvaro Porto (MDB), reiterou, em discurso durante a convenção que oficializou, neste sábado (1º), a candidatura do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco, aquilo que tem dito em entrevistas e pronunciamentos nas suas bases. “Quem conhece Raquel, não vota em Raquel”, disparou para as milhares de pessoas que lotaram o Clube Internacional do Recife, no bairro da Madalena.
Ex-aliado da gestora, que é pré-candidata à reeleição, Porto afirmou que tem propriedade para falar sobre a governadora e acrescentou que Pernambuco vive a pior gestão estadual da sua história. “Pernambuco não aguenta mais este governo de enrolação e de fachada, tanto na saúde, quanto na educação, na segurança e em todas as áreas”, disse.
O deputado afirmou que a grandiosidade da convenção era uma demonstração de força dos pernambucanos e também um indicativo de que o povo já não aceita mais a atual gestão. “O Agreste Meridional e todas as regiões estão com você”, disse, se dirigindo a João. “Quero dizer que nosso time tá na rua e que você vai ganhar em todas as regiões”, frisou.
Álvaro Porto chegou ao Clube Internacional acompanhado de Gabriel Porto (PSB), candidato a deputado federal; da prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos), sua esposa; do secretário de Turismo do Recife, Felipe Porto, e de assessores. Na chegada, foi recepcionado por apoiadores e correligionários.
O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, declarou neste sábado (1º) apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. Durante o evento, o gestor discursou em nome dos prefeitos presentes, sendo muito bem recebido pelas lideranças políticas e pelo público.
A decisão ocorre em um novo momento da política estadual, após a definição do cenário para as eleições de 2026. Evilásio ressaltou que sua trajetória ao lado do deputado federal Fernando Filho e do ex-prefeito Miguel Coelho permanece pautada pelo respeito, pela lealdade e pela gratidão, mas afirmou que, diante da nova conjuntura, o apoio a João Campos representa o caminho mais consistente para fortalecer Araripina, ampliar parcerias institucionais e viabilizar novos investimentos para o município.
“O nosso compromisso continua sendo um só: trabalhar por Araripina. Seguimos com independência para tomar as decisões que acreditamos serem as melhores para o presente e para o futuro da nossa cidade”, afirmou o prefeito.
O senador Sergio Moro (PL) oficializou, neste sábado (1°), sua candidatura ao governo do Paraná, em convenção do PL, e usou o primeiro discurso para criticar o presidente Lula e minimizar atritos passados com o clã Bolsonaro. Em entrevista coletiva, ele afirmou que o grupo político reunido em torno de sua candidatura vai “lutar para derrotar Lula” e eleger o senador Flávio Bolsonaro (PL) à presidência.
Questionado se não se sentia desconfortável em dividir palanque com Flávio, tendo em vista o racha com Jair Bolsonaro que levou a sua saída do Ministério da Justiça, Moro destacou sua reaproximação com o ex-chefe e afirmou que a derrota de Lula é “essencial para garantir o futuro e a liberdade do país”. Em 2020, o ex-ministro deixou a pasta após acusar Bolsonaro de intervir politicamente na Polícia Federal. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“Em 2022 eu não tive o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas fui eleito senador pelo Paraná. No segundo turno recebi uma ligação. Quem me ligou foi Bolsonaro, que pediu que eu o apoiasse para que nós pudéssemos derrotar o Lula. Apesar de ter algumas divergências e algum ressentimento, eu aceitei essa missão porque entendia que era importantíssimo para o nosso País. A volta do Lula é uma tragédia moral e econômica. E eu acompanhei Bolsonaro naqueles debates e, desde então, nós iniciamos uma reaproximação e agora estamos unidos nesse projeto maior”, afirmou.
Durante a convenção, o candidato do PL ao Senado, deputado federal Filipe Barros, também fez críticas ao PT ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Barros já havia sido citado no debate sobre o caso por ter apresentado, em 2024, um projeto de lei semelhante à chamada “emenda Master”, proposta que ampliava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A medida passou a ser alvo de questionamentos após as investigações apontarem que o banco buscou influenciar mudanças legislativas que poderiam beneficiar seu modelo de captação de recursos. Barros afirma que sua proposta tinha como objetivo proteger pequenos investidores e nega qualquer relação com as irregularidades investigadas.
Neste sábado, o deputado citou o caso do senador Jaques Wagner, da Bahia. Um relatório da Polícia Federal cita contatos entre o petista e o ex-sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima. Segundo o documento, houve 74 ligações telefônicas entre os dois, que somaram cerca de cinco horas e meia de conversas entre novembro de 2023 e maio de 2025. “Eu quero que venham ao Paraná, sim, as menções ao Banco Master, até porque o que a PF está descobrindo nos últimos dias é a relação umbilical do Banco Master com as grandes lideranças do PT”, disse.
Leia menos
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou, neste sábado (1º), o nome de Edmilson Costa como o candidato da legenda à Presidência da República para as eleições de outubro. A vice na chapa é a professora Cleusa Santos.
A confirmação dos nomes ocorreu durante convenção em São Paulo. Edmilson Costa é doutor em economia e Cleusa é doutora em serviço social. Ambos têm trajetória na militância política acadêmica. O evento deste sábado também confirmou os nomes de Carlos Machado e Petter Maahs ao governo de São Paulo e ao Senado, respectivamente. As informações são do portal Metrópoles.
Na carreira política partidária, o candidato do PCB à Presidência disputou o cargo de prefeito de São Paulo em 2008 e, em 2010, foi candidato a vice-presidente do Brasil na chapa de Ivan Pinheiro. Em seu discurso, Edmilson defendeu a estatização do sistema financeiro, a suspensão do pagamento da dívida pública, além do aumento do controle do Estado sobre o câmbio e o comércio exterior e a reestatização de empresas.
Em 2022, o PCB lançou Sofia Manzano para candidata à presidência. Ela recebeu 45.620 votos — 0,04% do total.
O vereador de Caruaru Anderson Correia (UP/PP) oficializou, neste sábado (1º), sua candidatura a deputado estadual durante a convenção do Partido Progressistas (PP), no Recife. Reeleito em 2024 como o vereador mais votado de Caruaru, com 7.310 votos, Correia é reconhecido pela atuação em defesa da causa animal, da saúde pública, da inclusão social e do apoio às crianças em tratamento contra o câncer. “Agradeço a confiança dos nossos líderes Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, que acreditaram no nosso trabalho. Vamos seguir firmes, com humildade, diálogo e muito compromisso para construir um Pernambuco cada vez melhor para as pessoas e para os animais”, declarou Anderson.
Em discurso durante a convenção que oficializou sua candidatura ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB) afirmou que não será um “governador de paletó e gravata”. O candidato disse que pretende estar onde o povo está e que será o governador dos investimentos e da cultura, mas também do “passinho” e do “piseiro”, em referência aos eleitores da periferia, que abraçam seu projeto político desde 2020. Confira!
Por Mônica Moraes – especial para o Blog
A presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), no evento da Frente Popular, no Recife, está dando o que falar e não é por acaso. Ver um nome de projeção nacional de perto, ao lado das lideranças locais, manda um recado claríssimo: Pernambuco está no centro do mapa político nacional. Para os militantes, ver o vice-presidente no palanque é aquele gás que faltava para esquentar a campanha e mostrar que o projeto local tem as portas escancaradas em Brasília.
Alckmin traz para mesa aquele perfil mais moderado, que conversa super bem com o empresariado, com a turma de centro e com quem ainda está em cima do muro. Este movimento ajuda a Frente Popular a furar a bolha, transmitindo uma sensação de firmeza e estabilidade. No fim das contas, foi um tiro calculado e certeiro para mostrar musculatura bem na hora em que o jogo começa a afunilar.
Após a definição da chapa governista e a confirmação de Eduardo da Fonte para a vaga ao Senado ao lado do neodireitista Túlio Gadelha, o União Brasil realizou uma convenção a portas fechadas. Dela saiu uma mensagem confusa, mas que sinaliza um possível rompimento com a governadora Raquel Lyra.
Na prática, esse movimento já era esperado. Sob o comando de Miguel Coelho, o União Brasil parece não encontrar uma direção política consistente. Em vez de avaliar a correlação de forças e a realidade da Federação Progressista em Pernambuco, liderada por Eduardo da Fonte, preferiu apostar em uma disputa que acumulou desgastes e reações contrárias. Vale destacar que o presidente Nacional da legenda é um lobista partidário, sequer tem um mandato. Assumiu o partido em meio a acusações de traição a Luciano Bivar.
Leia maisO que acontecerá daqui para frente ainda é uma incógnita. O histórico recente de Miguel Coelho, porém, ajuda a explicar o cenário. Depois de disputar a eleição fazendo oposição ao PSB, partido que foi filiado, apoiou Raquel Lyra no segundo turno. Insatisfeito com a falta de espaço no governo, rompeu com a governadora e passou a fazer oposição, tanto na Assembleia Legislativa quanto em Petrolina.
Em seguida, voltou a apoiar o PSB, seu aliado histórico. A reaproximação, entretanto, durou pouco. Sem conquistar o protagonismo que desejava, voltou a se alinhar com Raquel Lyra, liderou a disputa em torno da vaga ao Senado e agora volta a sinalizar um novo afastamento.
O resultado é um percurso marcado por sucessivos movimentos de ida e volta, que revelam mais improviso e falta de coerência do que estratégia. Para alguém com experiência administrativa e de sua recente trajetória política, a repetição desse comportamento consolida a impressão de pouca maturidade na condução das próprias alianças e na compreensão da dinâmica política. Em política não há espaço para chororô.
Leia menos
Em seu discurso na convenção da Frente Popular, neste momento, o candidato a vice-governador de Pernambuco, Carlos Costa (Republicanos), reafirmou a sua parceria e lealdade a João Campos (PSB), disse que não entrou para política para fazer meia-sola e prometeu que Pernambuco voltará a brilhar e ultrapassar os outros estados do Nordeste, como na época de Eduardo Campos. Confira!
