Durante sabatina promovida pelo Diario de Pernambuco nesta terça-feira (25), o candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), negou ter pressionado o PSOL para retirar Ivan Moraes da disputa pelo governo de Pernambuco.
A declaração ocorreu após Ivan afirmar, em sabatina realizada na segunda-feira (24), que teria sofrido pressão do PSB para desistir da candidatura. O candidato do PSOL também revelou que João teria ameaçado o partido e tentado inviabilizar sua participação na eleição. Ivan foi oficializado como candidato no último dia 16 de agosto. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisAo comentar a relação com outras siglas e candidaturas, o socialista declarou respeitar a autonomia dos partidos para definir suas estratégias eleitorais. O ex-prefeito também destacou sua atuação como presidente nacional do PSB na construção de alianças em torno da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
“Demonstrei respeito por todas as candidaturas, pelos partidos políticos. Eu sou presidente nacional de um partido. Conduzi o partido no Brasil inteiro para criar uma grande aliança em torno da candidatura de Lula e Alckmin, que é uma prioridade para o campo democrático brasileiro”, afirmou.
O candidato também citou alianças construídas pelo PSB em outros estados para defender que acordos eleitorais são feitos por meio de negociações entre diferentes partidos.
Ao comentar a disputa em Pernambuco, João reforçou: “Sobre o PSOL, e eu tenho profundo respeito pelas decisões partidárias e pelas candidaturas”.
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O ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Márcio Elias Rosa, vai se encontrar virtualmente com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, na próxima segunda-feira (31) às 14h30.
A reunião foi marcada após o telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do chefe de Estado estadunidense, Donald Trump, na última sexta-feira (21). As informações são da CNN Brasil.
Até então, o Brasil via com pessimismo a possibilidade de renegociar antes da eleição presidencial os dois últimos tarifaços aplicados contra diversos setores. A conversa, no entanto, reascendeu expectativas de um acordo com a gestão Trump.
Leia maisA avaliação é de que a ligação já abriu uma porta, a retomada das conversas. Outro ponto frisado por fontes foi a procura imediata de Jamison Greer em acionar o Brasil após o diálogo dos dois mandatários.
No diálogo dos dois mandatários, Lula teria dito a Trump que a taxação é baseada em informações falsas, segundo o relato do próprio petista durante um ato de campanha em Belo Horizonte horas após o telefonema.
“Eu disse ao presidente Trump que a taxação é irreal e foi feita com base na mentira. Eles falaram do desmatamento, e o Brasil tem o menor desmatamento da história. Falaram do trabalho forçado, e nós combatemos o trabalho forçado”, declarou durante ato de campanha realizado em Belo Horizonte, capital mineira, horas depois do telefonema.
Lula alegou que o presidente americano teria concordado com seus argumentos.
“E Trump reconheceu e pediu para o secretário de comércio marcar uma reunião com o Márcio [Elias Rosa]”, completou.
Em 23 de julho, o USTR confirmou a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado, com o Brasil entre eles sob a taxação de 12,5%.
Um dia antes, entrou em vigor uma tarifa de 25% contra produtos brasileiros com base em uma investigação do órgão aberta gestão Trump no contexto do primeiro tarifaço aplicado contra o Brasil, de 50%, em julho de 2025.
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A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) aparece na liderança da pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25), com 16% das intenções de voto na combinação dos votos totais. Humberto Costa (PT) tem 13%, seguido por Mendonça Filho (PL), com 9%, Eduardo da Fonte (PP), com 6%, e Túlio Gadêlha (PSD), com 3%.
O resultado mantém Marília na primeira colocação, cenário também registrado em levantamentos recentes de outros institutos. No Datafolha divulgado na última sexta-feira (21), a pedetista apareceu com 15%, seguida por Humberto, com 14%, Mendonça, com 12%, e Eduardo, com 11%. Já na pesquisa Simplex/CBN desta segunda-feira (24), Marília marcou 16,8%, contra 9,8% de Humberto, 8,3% de Mendonça e 7,4% de Eduardo.
A Quaest ouviu 1.302 pessoas entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07828/2026.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra como está a disputa pelo governo de Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados.
Leia maisPara 72% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 27% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro. Um por cento não soube ou não respondeu.
A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de tês pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é PE-07828/2026.
A Quaest mostra também os resultados da pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores.
A pesquisa traz a simulações de 2º turno. Os dados estão abaixo:
O ex-prefeito de Jupi Marcos Patriota anunciou, nesta terça-feira (25), apoio à candidatura de Jobson Almeida a deputado estadual. Patriota administrou o município por dois mandatos consecutivos, entre 2017 e 2024, e afirmou que seu grupo político também participará da campanha. “Nosso time estará em campo para ajudar Jobson Almeida a conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco e representar Jupi e toda a nossa região”, declarou.
Com a adesão, Jobson Almeida passa a contar com o apoio do ex-prefeito e de seu grupo político em Jupi, no Agreste pernambucano. A candidatura busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nas eleições de outubro.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), subiu o tom contra o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e afirmou que o emedebista deve se preparar para perder a eleição em 4 de outubro.
Em entrevista a Bruno Pereira, no programa Frente a Frente, da TV Arapuan, na Paraíba, Hugo também acusou Veneziano de usar a influência do irmão, Vital do Rêgo, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), para “chantagear” e “coagir” prefeitos paraibanos.
Hugo respondia às críticas de Veneziano à candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos), pai do deputado e adversário do senador na disputa pela reeleição. As informações são do blog do Maurílio Júnior.
Entre os dias 02 e 06 de setembro, o município de Pedra, no Agreste, será palco da 2ª Vaquejada do Parque Dr. Fernandinho Freitas, evento que celebra uma das mais fortes tradições culturais do Nordeste. Apaixonado por cavalos e pela vaquejada, Dr. Fernandinho Freitas tem investido na valorização desse esporte, que fortalece a identidade sertaneja e movimenta a economia regional.

Há cerca de quatro anos, Fernandinho Freitas vem promovendo reformas e modernizações na estrutura do parque para receber, pelo segundo ano consecutivo, a etapa final de um dos maiores campeonatos de vaquejada do país: o Campeonato Brasil.
Leia maisEmbora a programação oficial aconteça entre os dias 02 e 06 de setembro, a movimentação começa ainda no fim de semana anterior, quando equipes de diversas regiões chegam ao parque com seus caminhões, cavalos e equipes de apoio. Esse fluxo impulsiona significativamente a economia local, gerando empregos diretos e indiretos e aquecendo o comércio em geral.
O Campeonato Brasil de Vaquejada também se destaca pela organização, pontualidade e compromisso com os competidores. Além disso, busca incentivar os vaqueiros da cidade e da região, proporcionando condições para que possam competir em igualdade com atletas de outras localidades.
A inovação também faz parte da marca do evento. No ano passado, foi criada a Tropa dos Tratadores, iniciativa que valoriza os profissionais responsáveis pelo bem-estar, saúde e preparação diária dos animais. Muitos desses tratadores sonham em se tornar vaqueiros e encontram no projeto uma oportunidade de aprendizado e crescimento dentro do esporte.
Entre as novidades desta edição está a Vaquejada de Pneu, atração que tem conquistado espaço nas redes sociais e promete encantar a criançada apaixonada pela modalidade, incentivando as novas gerações a vivenciarem o esporte de forma lúdica e segura.
Com uma premiação de aproximadamente R$ 500 mil, incluindo um carro zero quilômetro, a expectativa é reunir mais de 1.000 competidores de diversas regiões, além de familiares e visitantes. O Parque Dr. Fernandinho Freitas contará com uma estrutura preparada para receber gratuitamente toda a população da cidade e região, oferecendo arquibancadas, praça de alimentação, banheiros e espaços de convivência.
A competição terá início na quarta-feira pela manhã, com a fase classificatória, que segue até o sábado ao meio-dia. A partir daí começam as disputas decisivas, que se estendem até a grande final, no domingo, prometendo fortes emoções para competidores e público.
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A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado ganha um novo reforço no Agreste pernambucano. Prefeito de Cupira e principal liderança de seu grupo político no município, Duda Lira (União) declarou apoio à pedetista e passa a integrar a crescente frente de lideranças municipais que vem se formando em torno de seu nome. A adesão fortalece a presença de Marília na região e evidencia sua capacidade de construir alianças para além das fronteiras partidárias.
A movimentação em Cupira acontece em meio a uma sequência de importantes adesões conquistadas por Marília nos últimos dias. Nesta segunda-feira, a prefeita de Escada, Mary Gouveia, e o ex-prefeito Jandelson Gouveia e todo seu grupo político, anunciaram apoio à candidata. Também passaram a integrar o palanque da pedetista, nos últimos dias, o prefeito de Tamandaré, Carrapicho (Republicanos); o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD), e seu irmão, o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos); a vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT); e o prefeito de Bonito, Dr Ruy (PSB).
Leia maisDuda Lira destacou a experiência política de Marília e sua capacidade de defender os interesses dos municípios em Brasília. “Marília conhece Pernambuco, sabe das dificuldades enfrentadas pelas prefeituras e tem força política para ajudar os municípios a avançarem. Nossa decisão é fruto da confiança na sua trajetória e na certeza de que teremos no Senado uma parceira de Cupira e do Agreste. Por isso, nosso grupo chega unido para caminhar com ela”, afirmou o prefeito.
Marília ressaltou a importância da chegada do prefeito e seu grupo. “Duda construiu uma liderança importante em Cupira e tem um grupo político forte e comprometido com o município. Ter ele ao nosso lado é muito importante. Nossa candidatura segue avançando com diálogo e reunindo lideranças de diferentes partidos porque existe um objetivo maior que nos une: trabalhar por Pernambuco e garantir que os municípios tenham uma voz forte no Senado”, destacou.
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Do G1/PE
Um homem de 38 anos, internado no Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central do Recife, encontrou larvas de moscas, conhecidas popularmente como “tapurus”, dentro de uma ferida na perna esquerda. A ferida fica no entorno do fixador externo circular, como é chamado tecnicamente o aparelho de Ilizarov, estrutura metálica usada para estabilizar fraturas complexas.
Ele foi internado na unidade pela quarta vez em 13 de agosto, para aguardar uma cirurgia que, até esta segunda-feira (24), ainda não tem previsão para acontecer.
Leia maisO operador de telemarketing Daniel Marinho Guedes foi atropelado em março e sofreu fraturas nas duas pernas e num dos ombros. Na perna esquerda, foram sete fraturas. Meses depois, os médicos identificaram uma osteomielite, uma infecção que atinge o osso, motivo pelo qual ele precisa passar por cirurgia.
O paciente afirmou que as larvas foram encontradas dentro da ferida no dia 16 de agosto, durante a troca do curativo. Segundo ele, cinco foram retiradas naquele dia e outras duas foram encontradas no dia seguinte. Daniel recebeu, posteriormente, medicamento para combater as larvas.
A presença das larvas e a infecção no osso são problemas diferentes. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a osteomielite não provoca o aparecimento de larvas. Elas podem surgir quando moscas depositam ovos em uma ferida aberta, principalmente quando há exposição da lesão e condições inadequadas de higiene.
Também não é possível afirmar que moscas tiveram contato com a ferida de Daniel no Hospital da Restauração, ou em um momento anterior à internação mais recente.
Daniel afirma que aguarda uma cirurgia desde o dia 14 de agosto. O procedimento indicado por um médico tem como objetivo retirar uma amostra do osso para identificar a bactéria responsável pela infecção no osso e, assim, definir um tratamento mais específico.
O que aconteceu com o paciente
Daniel foi atropelado na Avenida Pan Nordestina, em Olinda, no dia 22 de março. Além de fraturar um ombro, ele teve as duas pernas quebradas;
Idas e vindas ao hospital
No dia 2 de julho, ele retornou ao Hospital da Restauração por causa de um sangramento na perna esquerda. Foi nessa ocasião que os médicos identificaram uma osteomielite aguda na tíbia. A tíbia é um dos ossos da parte inferior da perna.
A osteomielite é uma infecção que pode acontecer quando bactérias chegam ao osso, segundo uma médica consultada pelo g1. No caso de Daniel, a fratura exposta aumentou o risco de contaminação porque deixou o osso em contato com o ambiente externo. Daniel recebeu alta novamente no dia 22 de julho.
Quatro dias depois, em 26 de julho, ele precisou ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, na Zona Oeste do Recife. De lá, foi encaminhado novamente ao Hospital da Restauração.
“Fiquei horas no corredor, sem comer, sem trocar os curativos, e sem receber a medicação que eu precisava”, disse. Cinco dias depois, na noite do dia 27, recebeu alta novamente.
Daniel voltou ao Hospital da Restauração na madrugada de 13 de agosto, depois de passar pela UPA de Cruz de Rebouças, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.
Dessa vez, segundo ele, um médico plantonista indicou a realização de uma nova cirurgia. O objetivo é fazer uma coleta de material do osso, que será analisado para tentar identificar qual bactéria está causando a infecção. Com essa informação, os médicos podem escolher um tratamento mais direcionado.
Daniel afirma que aguarda o procedimento desde o dia 14 de agosto. Após entrar e sair do hospital várias vezes, sem uma solução efetiva, ele teme que a demora possa ter um custo alto. “Vivo com o perigo iminente de uma amputação da minha perna esquerda”, contou.
Larvas na ferida
Antes de voltar ao Hospital da Restauração, Daniel estava em uma clínica particular em Camaragibe, também na Região Metropolitana. Segundo ele, o curativo era trocado diariamente no local.
No dia 13 de agosto, já no HR, ele afirma que não teve o curativo trocado. Entretanto, a partir do dia seguinte, segundo o paciente, as trocas passaram a ser feitas diariamente.
No domingo, 16 de agosto, durante uma troca, uma larva apareceu presa à gaze retirada da perna. De acordo com Daniel, a equipe fez uma limpeza na ferida e encontrou outras cinco larvas no local.
No dia seguinte, mais duas foram encontradas. O paciente filmou parte do procedimento e enviou as imagens ao g1. A partir de 17 de agosto, Daniel passou a receber medicação para combater as larvas.
No mesmo dia, a família dele formalizou denúncias à Ouvidoria do Hospital da Restauração e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Nelas, os parentes afirmam que Daniel já fez uma solicitação formal para que ele seja transferido para outra unidade, mas permanece sem atendimento adequado no corredor. Também pede a abertura formal de um procedimento para apurar o caso.
O que causa a proliferação de tapurus?
O estomaterapeuta Jabiael Carneiro da Silva Filho, professor do Departamento de Enfermagem da Universidade de Pernambuco (UPE), explicou que os chamados tapurus são larvas de moscas. Segundo o especialista, a manutenção adequada dos curativos e da higiene da ferida é importante para reduzir esse risco.
“Algumas moscas, não são todas as espécies, depositam ovos na pele, e consequentemente na lesão. E aí tem o desenvolvimento das larvas, os chamados tapurus. Está relacionado à higiene, à manutenção da ferida exposta. Quando uma mosca pousa, pode ou não depositar os ovos”, explicou.
Isso, porém, não significa que a presença de larvas prove que houve falha no atendimento hospitalar, já que casos como estes podem acontecer também quando os pacientes estão em suas casas. Segundo ele, demoras nas trocas de curativos podem ter contribuído para o surgimento dos tapurus, mas outras causas também devem ser levadas em conta.
“Pode estar relacionado a isso, mas não necessariamente. Por exemplo, se eu faço um curativo que precisa de troca a cada 24h, e ele tem uma troca mais longa, pode contribuir, porque vai gerar microrganismos ali. Mas normalmente está relacionado à falta de higiene e à ferida exposta. O que pode, ou não, acontecer no hospital”, disse.
Segundo ele, pessoas que tiveram uma fratura no osso podem ser acompanhadas de casa ou do hospital. Tudo vai depender do tipo de fratura e da evolução do paciente. Fatores como comorbidades, alimentação e idade também podem influenciar no tempo da cicatrização.
Infecção no osso
Em entrevista ao g1, a médica Giselly Veríssimo, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) em Pernambuco, explicou que a osteomielite é uma infecção profunda que pode atingir o osso devido a uma fratura exposta.
“Quando você tem essa comunicação do osso com o ambiente externo, tem esse risco de desenvolver, porque pode ter entrado uma bactéria. Quanto mais grave a fratura exposta, maior a chance de desenvolver uma osteomielite.
Mesmo fazendo o tratamento e a limpeza, há sempre esse risco”, afirmou a ortopedista.
Segundo a médica, a causa mais comum da infecção é a bacteriana. E o tratamento depende do uso de antibióticos e de que a fratura não fique exposta, para que o osso não tenha mais contato com o ambiente.
A especialista conta que, em alguns casos, é necessário que o paciente passe por uma cirurgia, que colete parte do tecido ósseo, para identificar o tipo de bactéria e determinar o melhor medicamento para enfrentá-la.
“São poucos antibióticos que conseguem atravessar todas as barreiras e chegar no osso. Por isso, às vezes, o paciente precisa ficar internado. Em alguns casos, pode ser necessário medicamento intravenoso”, disse a médica.
De acordo com a ortopedista, a infecção no osso, por si só, não resulta no aparecimento de larvas.
“Essa larva pode aparecer em pacientes que estão acamados há muito tempo, que estão com a ferida exposta, aberta. Não precisa ter infecção do osso para aparecer a larva, não. É só estar com uma feridinha aberta”, afirmou a médica.
O que diz o hospital?
Em nota, o Hospital da Restauração afirmou que:
Por Eduardo Romero Marques de Carvalho*
Faz tempo que não escuto um neologismo tão sem graça, perigoso e pernóstico quanto o recém-dito pela governadora de Pernambuco, para tentar escapar do “Ser ou não ser? Eis a Questão… do Sempre” – de tradução minha e o pertinente adendo, também. Declarando-se “pernambuquista”, pôs graves holofotes iluminando a política administrativa mesquinha do seu “em si mesmado governo”.
Pior. Ao declarar-se “pernambuquista” a governadora defende o isolacionismo político-administrativo do nosso Estado. O descalabro miliciano-obscurantista a ser reimposto ao resto dos brasileiros, caso um bolsonarista volte ao Planalto, não nos dizem nem dirão respeito. Para a pernambuquista, desde que Pernambuco seja poupado, a entourage bolsonarista pode voltar ao comando do Brasil. E, o resto que se fo… deixa pra lá.
Leia maisCaso do acaso… Acabo de reler “Memórias da Segunda Guerra Mundial”, de Churchill, e estou por terminar “Roosevelt e Hopkins – Uma História da Segunda Guerra Mundial”, de Robert E. Sherwood. Pena que a governadora ainda não tenha passado uma vista em nenhum dos dois. E se o Chamberlain tivesse permanecido à frente da Inglaterra, dando de ombros para a França e para o resto da Europa? Se o Franklin Delano não tivesse sido reeleito? Onde estaria, no agora, o resto do Mundo?
O isolacionismo é egoísta e covarde. Os grandes líderes sempre tiveram lado, arcando com as consequências de tal postura. Dr. Miguel Arraes, diante do cerco covarde do Palácio do Campo das Princesas, nem mesmo procurou negociar a sua permanência no comando do Executivo do Estado.
E qual de nós, que tenha tido a oportunidade de caminhar, mesmo poucos metros, ao seu lado, pode levantar dúvida quanto à Estrada por onde estaria caminhando, no agora, o deputado e ministro Fernando Lyra? Passa pela mente de um de nós a possibilidade de Fernando, encerrando um daqueles célebres comícios em favor da redemocratização, gritar, a plenos pulmões: “E, para presidente do Brasil… tanto faz, como tanto fez”.
Nunca! Jamais!
*Advogado
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de amanhã. Excepcionalmente, o programa será transmitido na quarta-feira, em função da agenda do ministro. Sucessor de Fernando Haddad no comando da pasta, Durigan vai falar sobre os desafios das contas públicas, juros, dívida, reforma tributária e as medidas que o governo pretende levar adiante no Congresso.
Entre os assuntos em destaque está a chamada “taxa das blusinhas”. Durigan anunciou que o governo vai concentrar esforços no Congresso para aprovar a medida provisória que acaba com a alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP precisa ser aprovada até 8 de setembro para não perder a validade.
Leia maisEm suas declarações mais recentes, Durigan tem elevado o tom na defesa do equilíbrio das contas públicas. Nesta semana, afirmou que o Brasil precisa ter com a irresponsabilidade fiscal a mesma intolerância construída contra a inflação e pregou a busca por “juros civilizados”. O ministro também disse que a equipe econômica está preparada para realizar um novo esforço fiscal equivalente a cerca de 2% do PIB em um eventual próximo mandato do presidente Lula, com atenção especial ao controle das despesas obrigatórias. Também tem sustentado a manutenção, com aperfeiçoamentos, do atual arcabouço fiscal e criticado propostas apresentadas pela oposição para as contas públicas.
Advogado formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan assumiu o Ministério da Fazenda em março deste ano, após a saída de Fernando Haddad. Antes, ocupava desde 2023 a Secretaria-Executiva da pasta, onde participou da formulação e articulação de algumas das principais agendas econômicas do governo, entre elas o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária. Sua trajetória profissional inclui ainda passagens pela Advocacia-Geral da União (AGU), pela Casa Civil, pela Prefeitura de São Paulo e pelo setor privado.
Nos últimos meses, Durigan ganhou ainda mais espaço na formulação da política econômica. O ministro tem buscado diálogo com economistas de diferentes correntes para discutir alternativas destinadas a estabilizar a dívida pública, reduzir o risco fiscal e criar condições para a queda dos juros.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Antônio Campos*
A economia é o grande assunto de 2026 e deverá ocupar o centro da eleição presidencial, o restante é narrativa menor. Há outros temas relevantes no debate público, mas nenhum deles terá tanta capacidade de influenciar diretamente o cotidiano das pessoas, a confiança dos investidores e o futuro do país quanto a situação econômica brasileira.
O Brasil vive um quadro fiscal que exige atenção e responsabilidade imediatas. Não se pode adiar indefinidamente o enfrentamento do desequilíbrio das contas públicas. O país precisa iniciar um processo consistente de ajuste, com controle das despesas, definição de prioridades e recuperação da credibilidade fiscal. Caso contrário, estaremos alimentando uma trajetória perigosa de crescimento da dívida, aumento do custo de financiamento do Estado e perda de confiança.
Leia maisOs números dão a dimensão do problema. Em junho de 2026, a dívida bruta do Governo Geral alcançou 81,9% do PIB, aproximadamente R$ 10,8 trilhões. Nos doze meses encerrados naquele mês, os juros nominais do setor público chegaram a R$ 1,16 trilhão, equivalentes a 8,8% do PIB. O déficit nominal acumulado atingiu quase R$ 1,32 trilhão, ou 9,99% do PIB. (Banco Central do Brasil)
São números que não podem ser tratados como detalhe contábil.
Mesmo depois de iniciar um movimento de redução, a taxa Selic continua muito elevada: o Copom fixou-a em 14% ao ano em agosto de 2026. O próprio Banco Central registra moderação gradual da atividade econômica e mantém preocupação com expectativas de inflação ainda acima da meta. (Banco Central do Brasil)
Esse conjunto — dívida elevada, déficits persistentes, juros muito altos e custo crescente de financiamento do Estado — restringe investimentos, dificulta a expansão das empresas, encarece o crédito das famílias e reduz o espaço para políticas públicas estruturantes.
Não se trata de anunciar catástrofes nem de afirmar que o Brasil já vive uma situação semelhante à da Grécia em sua crise da dívida. Trata-se justamente de agir antes que desequilíbrios acumulados produzam uma crise de confiança de maiores proporções. A responsabilidade fiscal não é uma bandeira ideológica. É condição para o crescimento sustentável.
As redes sociais, os algoritmos, a inteligência artificial e o enorme poder econômico das Big Techs são questões fundamentais do nosso tempo. Precisamos discutir sua regulação, sem restringir a liberdade, seus efeitos sobre a democracia, a informação e as relações sociais. Mas essa não deverá ser a questão decisiva da eleição de 2026.
A pauta que chega mais diretamente à população é a economia.
É o preço dos alimentos, o custo do crédito, os juros, a capacidade de comprar uma casa ou um automóvel, a situação das empresas, os empregos, os salários, a carga tributária e a confiança em relação ao futuro.
Por isso, a economia tende a ser um fator decisivo também para a avaliação do presidente Lula e de seu governo. Embates internacionais, inclusive as controvérsias envolvendo o governo Trump e as tarifas norte-americanas, podem movimentar o debate político e diplomático, mas dificilmente substituirão as questões econômicas internas como critério central do eleitor.
A crise do petróleo e as transformações geopolíticas também merecem atenção. O ambiente internacional está cada vez mais complexo, marcado por guerras, protecionismo, tarifas comerciais, disputas tecnológicas e reorganização das cadeias mundiais de produção. O próprio governo brasileiro anunciou medidas de crédito para empresas atingidas pelas tarifas norte-americanas e pelos efeitos de conflitos internacionais, demonstrando como essas mudanças já alcançam a economia real. (Agência Brasil)
Há ainda sinais preocupantes no ambiente empresarial brasileiro. Grandes grupos atravessam processos de reestruturação financeira. Em agosto, por exemplo, a Braskem anunciou processo de recuperação extrajudicial envolvendo cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas, enquanto as Casas Bahia ingressaram em recuperação judicial em meio a dificuldades financeiras, fechamento de lojas e demissões. (Agência Brasil)
Cada caso possui causas próprias e seria equivocado atribuir todas as recuperações judiciais exclusivamente à política econômica. Entretanto, episódios dessa magnitude reforçam a necessidade de observarmos o ambiente de crédito, endividamento, consumo, competitividade e segurança para os investimentos.
Ao mesmo tempo, estamos diante de uma verdadeira mudança de paradigma econômico.
A inteligência artificial, a automação, as novas tecnologias, a economia de plataformas e as transformações nas relações de trabalho estão criando um novo modelo produtivo. Empresas tradicionais precisarão se reinventar. Algumas atividades desaparecerão, outras serão profundamente transformadas e novos setores surgirão.
O Brasil precisa participar dessa transformação, e não apenas assistir a ela.
Também precisamos rever nossa estratégia de inserção internacional. A China é hoje indispensável para a economia brasileira e continuará sendo um parceiro estratégico. Em 2025, recebeu aproximadamente 28,7% das exportações brasileiras e respondeu por 25,3% das nossas importações. (Ceará.gov.br)
Justamente pela importância da China, o Brasil deve trabalhar simultaneamente pela diversificação de seus parceiros econômicos. Não se trata de substituir a China nem de aderir automaticamente a qualquer outro bloco geopolítico. Trata-se de ampliar mercados e equilibrar relações com Estados Unidos, União Europeia, América Latina, Índia, Oriente Médio, África, Japão e outros centros econômicos.
Uma grande economia não pode depender excessivamente de um único destino comercial.
Outro ponto decisivo é a segurança jurídica. O capital procura países nos quais seja possível planejar, investir e calcular riscos. Mudanças permanentes nas regras, intervenções imprevisíveis do Estado e excessiva judicialização de questões econômicas podem reduzir a previsibilidade necessária aos investimentos.
O Brasil precisa de instituições fortes, mas instituições fortes também significam Poderes que respeitem suas competências constitucionais. Executivo, Legislativo e Judiciário devem atuar com independência, mas também com equilíbrio e respeito aos respectivos limites.
Da mesma forma, precisamos discutir uma nova modernização das relações de trabalho, compatível com a inteligência artificial, o trabalho remoto, as plataformas digitais, a economia criativa e as novas formas de prestação de serviços. A legislação não pode permanecer alheia às profundas mudanças que já ocorreram no mercado.
E há uma preocupação adicional no setor produtivo: a implementação da reforma tributária. Empresas de São Paulo, Pernambuco e de todo o país estão revendo sistemas, contratos, estruturas societárias e modelos de negócio diante da nova realidade tributária. Uma transformação dessa dimensão exige segurança, regras claras, transição responsável e diálogo permanente com quem produz.
O Brasil tem enormes vantagens: mercado consumidor, recursos naturais, agricultura competitiva, matriz energética diferenciada, capacidade empresarial, sistema financeiro sofisticado, universidades, tecnologia e uma posição geopolítica privilegiada.
O problema brasileiro não é falta de potencial.
É transformar potencial em crescimento sustentável.
Para isso, precisamos recuperar a responsabilidade fiscal, reduzir estruturalmente o custo do Estado, melhorar o ambiente de negócios, garantir segurança jurídica, modernizar as relações econômicas, diversificar nossas parcerias internacionais, investir em tecnologia e criar condições para o aumento da produtividade.
A eleição de 2026 precisa discutir tudo isso.
Pode-se debater redes sociais, regulação tecnológica, petróleo, geopolítica e tantos outros assuntos importantes. Mas nenhum debate será suficiente se o brasileiro não perceber melhora em sua vida cotidiana.
No final, a economia chega à mesa das famílias, ao caixa das empresas e ao bolso do trabalhador.
Por isso, o primeiro passo é simples e urgente:
colocar a economia no centro do debate nacional e um novo modelo de desenvolvimento atualizado a pauta mundial, inclusive tecnológica.
O Brasil precisa voltar a discutir crescimento, equilíbrio fiscal, produtividade, investimento e desenvolvimento com seriedade.
A gravidade do momento exige menos distrações e mais atenção a economia.
*Advogado e escritor
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