Dolphin Mini é o carro mais vendido no varejo

O mercado automotivo brasileiro acaba de registrar um marco inédito. Pela primeira vez no país, um carro elétrico é o mais vendido no ranking mensal do varejo entre automóveis e comerciais leves. O BYD Dolphin Mini emplacou 4.094 unidades no mês de fevereiro e garantiu a primeira colocação, com folga de mais de 200 unidades, superando modelos a combustão que há anos dominavam as ruas. Este feito ocorre há exatamente dois anos após o seu lançamento oficial no Brasil, em fevereiro de 2024.
Desde sua chegada, o modelo rapidamente se tornou o elétrico mais vendido do Brasil, fechando aquele ano com 21.944 emplacamentos. No ano passado, foram emplacadas mais 32.459 unidades. Desde que chegou ao mercado, o BYD Dolphin Mini já vendeu mais de 62 mil unidades no mercado geral e transformou a percepção pública sobre a viabilidade dos elétricos, além de serviu como porta de entrada para milhares de consumidores que, antes, enxergavam a eletrificação como algo distante, alterando o cenário das ruas e consolidando uma nova preferência nacional.
Em fevereiro, impulsionada por uma rede que já conta com mais de 200 concessionárias em operação em todo o território nacional, a BYD apresenta bons resultados no varejo em diversas regiões do país, e lidera em capitais como Brasília, Aracaju e Palmas, onde a marca se destacou ao saltar do 6º lugar em janeiro para a liderança.
Leia maisSong Plus: motor turbo e bateria ampliada – E por falar em BYD, a chinesa acaba de trazer ao Brasil o Song Plus, com três grandes novidades para a sua versão 2027. A principal evolução está na plataforma DM-i (Dual Mode Intelligence), que agora passa a contar com um motor 1.5 turbo, atuando em conjunto com o motor elétrico. Com a nova configuração, a potência combinada do sistema atinge 239cv, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos. O Song Plus conta agora com a bateria Blade ampliada de 18,3 kWh para 26,6 kWh, elevando a autonomia do modo elétrico de 63 km para 99 km, segundo o PBEV — uma evolução de 57%, se comparado à versão anterior. A autonomia combinada agora passa a ser de até 1.150 km.
Outra novidade: a possibilidade de carregamento rápido. Em apenas 55 minutos é possível fazer a bateria do novo BYD Song Plus ir de 30 a 80%, com a inclusão do DC (corrente contínua). No interior, o SUV mantém um pacote robusto de tecnologia embarcada. O Song Plus teve sua segurança premiada com cinco estrelas no Euro NCap (2023), trazendo seis airbags e sistema ADAS 2, que inclui controle de cruzeiro adaptativo com função Stop & Go, alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, assistentes de permanência e mudança de faixa e monitoramento de ponto cego.
A central multimídia flutuante de 15,6 polegadas, integrada à câmera 360°, é acompanhada por painel digital de 12,3 polegadas e head-up display. O sistema de som é assinado pela marca premium Infinity e o modelo oferece bancos dianteiros com ajuste elétrico e ventilação, além de teto solar panorâmico e acesso por NFC e bluetooth via celular. Para quem vai no banco de trás, há regulagem independente do ar-condicionado traseiro e opção de reclinar os bancos para maior conforto. Desde o seu lançamento em 2022, o modelo já soma mais de 44 mil unidades vendidas no Brasil. Mesmo com avanços, a BYD mantém o preço de R$ 249.990.

BYD Atto 8 – A BYD também lançou oficialmente o BYD Atto 8 no mercado nacional. O modelo foi apresentado pela primeira vez no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. O SUV híbrido plug-in de sete lugares marca a estreia no Brasil da nova plataforma DM-P (Dual Mode Performance), voltada a aplicações de maior desempenho. O modelo entrega potência combinada de 488 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, com velocidade máxima limitada a 200 km/h. Com 5,04 metros de comprimento e entre-eixos de 2,95 metros, o Atto 8 combina dimensões amplas com capacidade de porta-malas que varia de 270 a 1.960 litros, conforme a configuração dos bancos.
Em segurança e dinâmica, o SUV incorpora suspensão eletrônica DiSus-C, capaz de controlar rolagem lateral, inclinação longitudinal e absorção de vibrações. O modelo tem alta tecnologia embarcada, contando com o pacote completo ADAS 2, sendo complementado com nove airbags. O model tem sistema de áudio premium da Disound, de 21 alto-falantes, central multimídia de 15,6 polegadas, com comando de voz em quatro zonas, além de bancos das duas primeiras fileiras com aquecimento, ventilação e massagem. O preço anunciado é de R$ 399.990.

Audi começa a produzir o novo Q3 – A marca alemã deu início à produção dos novos Q3 e Q3 Sportback, confirmando a chegada dos modelos à rede de concessionárias da marca a partir da segunda quinzena de maio. A terceira geração do veículo será produzida na fábrica em São José dos Pinhais, perto de Curitiba (PR). O utilitário compacto premium ganhou visual totalmente renovado e está mais potente, equipado e tecnológico. Em relação ao visual, o modelo abraçou a nova linguagem estética global da marca das quatro argolas, mais limpa e minimalista, porém sem perder a sua autenticidade. Já o cockpit adota ‘um novo conceito’ de palco digital, no qual os elementos são orientados para motorista, com destaque para a tela panorâmica e curvada. Os preços não foram divulgados.

Vem aí o e-Vitara – A Suzuki garante para ‘poucos dias’ o início de venda do e-Vitara, o SUV 100% elétrico que chega ao mercado brasileiro na versão única 4Style 4×4. O preço, porém, não foi divulgado. O modelo é equipado com dois motores elétricos: um dianteiro, com 174CV e 19,6 kgfm de torque e outro traseiro, com 65CV e 11,6 kgfm de torque. Combinados, desenvolvem 184 cv de potência e 31,2 kgfm de torque. O SUV tem baterias de íons de lítio de 61 KWh que dão autonomia de 293 quilômetros segundo as normas do Inmetro. O carregamento pode ser feito por meio de dois plugs de carga: um AC tipo 2 de 7 kW capaz de carregar o modelo dos 10% aos 100% em 9 horas e outro, ideal para cargas rápidas, é um DC do tipo CCS2 com 150kW, com carregamento dos 10% aos 80% em apenas 45 minutos.

O primeiro carro nacional da Geely – A fábrica conjunta da Renault e Geely no Paraná começou a montar, em regime de testes, o utilitário esportivo híbrido EX5 EM-I. Ele deve chegar às ruas somente no segundo semestre de 2026. Ele será o primeiro híbrido da marca no Brasil. Hoje, ela tem dois elétricos: o EX5 e o compacto EX2, importados da China. O EX5 híbrido será fabricado na mesma linha de montagem de onde saem atualmente os Renault Kardian e Boreal. A adaptação para produzir o representante da Geely faz parte do atual ciclo de investimentos da empresa de R$ 3,8 bilhões, anunciado em novembro de 2025.
Mercado usados mantém alta – A Fenauto, federação que reúne os revendedores de veículos, divulgou esta semana que o mercado de seminovos e usados segue em trajetória ascendente. Mesmo com o calendário reduzido de fevereiro, o setor registrou a venda de 1.363.383 unidades, uma alta de 1,7% em relação a janeiro. O desempenho consolida um início de ano vigoroso. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o setor já soma 2.703.716 de trocas de propriedade, o que representa um salto de 16,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
A evolução desse crescimento não é isolada, já que o setor vem de uma sequência de resultados históricos positivos. Em 2024, por exemplo, consolidou-se como um ano de recuperação sólida e recorde de transações. No ano passado, manteve o fôlego, impulsionado pela maior oferta de crédito e pela estabilização dos preços dos usados, servindo de base para os números expressivos que vemos agora no início de 2026.
Carros e mulheres – Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, o Sem Parar, plataforma de soluções para o carro, realizou uma pesquisa nacional para entender o perfil das mulheres motoristas e sua relação com mobilidade, segurança, autonomia e serviços digitais.
No campo da tecnologia, os serviços digitais aparecem como aliados da autonomia: 60% das entrevistadas afirmam que ferramentas digitais facilitam a gestão do carro e tornam a rotina mais prática. Quando o tema é a gestão do veículo, como manutenção, pagamentos e seguros, 68% dizem resolver tudo sozinhas, indicando um alto nível de protagonismo na relação com o carro.
Para 59% das entrevistadas, o principal motivo para aprender a dirigir foi o desejo de ter mais independência. O carro é utilizado principalmente para deslocamento ao trabalho (47%), compras rotineiras (19%) e apoio à rotina da família (17%). O uso do veículo é frequente: 74% afirmam dirigir todos os dias. Em relação à autonomia, 57% das mulheres declaram que são as principais motoristas do carro, enquanto 36% dividem essa responsabilidade com outra pessoa. A segurança aparece como um dos principais pontos de atenção.
Segundo a pesquisa, 68% das mulheres evitam dirigir em determinados horários ou trajetos por receio relacionado à segurança. Entre as situações que mais geram desconforto estão o comportamento agressivo de outros motoristas 46%, a direção noturna 21% e a falta de iluminação ou sinalização adequada 19%. Além disso, 54% relatam já ter presenciado ou vivenciado alguma situação de agressividade no trânsito. O levantamento também mapeou os ambientes do universo automotivo onde as mulheres se sentem menos confortáveis, oficinas mecânicas lideram o ranking com 41%, seguidas por lava-jatos 26%, concessionárias, locadoras e revendedoras de veículos 19% e postos de abastecimento 12%.
Risco de acidentes é até três vezes maior na madrugada – Em meio ao alerta do mais recente Relatório Global sobre o Estado do Trânsito Rodoviário, que indica o aumento nas mortes no trânsito e maior vulnerabilidade em países de baixa renda, um estudo com base em dados brasileiros chama atenção para um fator ainda pouco explorado nas políticas públicas, o horário do dia.
A pesquisa realizada pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em parceria com a USP e a Universidade de Swansea, do Reino Unido, estimou a probabilidade de acidentes a cada hora nas rodovias do país, cruzando registros de ocorrências com dados médios de fluxo de veículos. O resultado mostra que, proporcionalmente, o risco de acidente na faixa entre 2h e 4h é até três vezes maior do que no período das 7h às 18h, associados ao maior volume de tráfego. O risco relativo nesses horários é inferior ao registrado na madrugada. O dado reforça a necessidade de estratégias mais direcionadas, como fiscalização inteligente e campanhas específicas para períodos críticos, considerando fatores como fadiga, baixa visibilidade e direção sob efeito de álcool.
Commander agora também blindado – A Jeep anunciou a expansão da blindagem homologada, que agora está disponível também para o Jeep Commander. O serviço mantém a garantia de fábrica de 5 anos do modelo e conta com processo de blindagem nível lll-A, (maior nível de proteção civil autorizada pelo Exército Brasileiro). Dentro das capacidades técnicas, o veículo se beneficia de todas as qualidades, como potência, capacidade e suspensão para enfrentar qualquer situação. Agora, a Jeep oferece dois dos SUVs, Compass e Commander, com a opção de blindagem homologada, em parceria com quatro das principais empresas de blindagem do país, com mais de 10 anos de mercado.

Tukan, o 1º eletrificado da Volkswagen no Brasil – A montadora alemã Volkswagen anunciou que a picape Tukan será o primeiro veículo eletrificado da marca por aqui – e que já nascerá com 76% de peças nacionais, índice que valoriza fornecedores e gera empregos para o país. No portfólio de modelos Total Flex, a marca já opera com 85% de peças nacionais e, em 2026, aumentará em 7% as suas compras (peças + gerais), totalizando quase R$ 35 bilhões. Dos 750 fornecedores da Volkswagen atualmente, 80% têm operação no Brasil.
E vale um exemplo: só de aço, que equivale a cerca de 70% do carro, a Volkswagen do Brasil movimenta 26 mil toneladas por mês. A Volkswagen investe R$ 16 bilhões no (2024 a 2028), com uma ofensiva de 17 novos carros, dos quais 8 já foram lançados. Somente em 2025, foram R$ 3 bilhões de investimentos destinados a maquinário e modernização produtiva, pesquisa & desenvolvimento. A picape Tukan representa um segmento inédito para a Volkswagen do Brasil, sendo um modelo 100% desenhado, planejado, desenvolvido e produzido aqui.

R$ 3,7 bilhões para renovar frota de caminhões – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 3,7 bilhões em financiamentos destinados à aquisição de caminhões novos e seminovos no âmbito do programa Renovação de Frotas. O montante já representa 36,8% do orçamento total de R$ 10 bilhões reservado à iniciativa e indica avanço consistente na execução da política pública voltada à modernização do transporte rodoviário brasileiro. Dados atualizados até a primeira semana de março mostram que R$ 3 bilhões já foram efetivamente contratados e R$ 1,9 bilhão desembolsado. Ao todo, foram aprovadas 3.318 operações para a compra de aproximadamente 5.800 equipamentos, distribuídos em 1.028 municípios. O tíquete médio por operação é de R$ 1,1 milhão, o que evidencia o perfil de investimento voltado à renovação estrutural da frota e não apenas à reposição pontual de ativos.
A maior parte dos recursos aprovados, cerca de R$ 3,6 bilhões, foi direcionada à aquisição de caminhões novos, contemplando 3.126 operações. O dado sinaliza estímulo direto à indústria nacional de veículos pesados e à cadeia produtiva associada. O programa está em vigor desde 30 de dezembro de 2025 e prevê prazo para solicitação de financiamento até maio, conforme a documentação exigida em cada modalidade. Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), que congrega mais de 5 mil trabalhadores diretos especializados no transporte de veículos zero quilômetro em todo o Brasil, o avanço do programa tem impacto direto sobre a qualidade operacional e a sustentabilidade do setor. A atividade exige implementos específicos, alto padrão técnico e constante atualização tecnológica para atender às exigências de montadoras e concessionárias.

Luz do óleo acesa? Pare imediatamente – Entre os diversos indicadores do painel, a luz de pressão do óleo é uma das indicações mais importantes para a preservação do motor. Quando permanece acesa após a partida ou surge com o veículo em funcionamento, é recomendável que o motorista interrompa a condução, pois o aviso pode indicar falha no sistema de lubrificação e risco iminente de danos graves. A NTK, marca da Niterra, multinacional japonesa, destaca como agir ao identificar a luz do óleo acesa:
1 – Pare o veículo imediatamente em local seguro. A continuidade da condução com baixa pressão de óleo pode causar danos severos ao motor, em poucos minutos.
2 – Desligue o motor. Isso evita o agravamento do possível desgaste interno causado pela falta de lubrificação adequada.
3 – Verifique o nível do óleo com a vareta de medição. Certifique-se de que o veículo esteja em superfície plana e aguarde pelo menos 10 minutos antes da medição.
4 – Complete o nível, se necessário, com o lubrificante especificado pela montadora. O uso de produtos fora da especificação pode comprometer o funcionamento do sistema. Motores mais modernos possuem especificações de viscosidade e aditivos específicos. Por isso, consulte o manual do veículo.
5 – Caso a luz permaneça acesa, não volte a ligar o motor. Procure imediatamente um mecânico de confiança para um diagnóstico técnico.
O óleo exerce papel vital no funcionamento do motor, formando uma película protetora entre as peças metálicas, a fim de reduzir o atrito, auxiliar na dissipação de calor e contribuir para a limpeza interna dos componentes. A circulação ocorre por meio de uma bomba que pressuriza o lubrificante e o distribui pelas galerias internas. “O sistema conta com um interruptor de pressão de óleo, responsável por monitorar se a pressão está dentro dos níveis especificados pela montadora. Esse componente é o responsável por acionar a luz de advertência no painel quando detecta queda de pressão do óleo lubrificante do motor. Caso apresente falhas, pode gerar alertas incorretos ou deixar de sinalizar um problema real, reforçando a importância da verificação técnica”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra.
Vazamentos – Entre as possíveis causas para o acionamento da luz de óleo estão nível insuficiente do lubrificante, vazamentos, desgaste da bomba, obstrução no sistema ou uso de produtos inadequados. Nessas condições, as peças deixam de receber a lubrificação correta, o que pode provocar superaquecimento, desgaste prematuro de componentes internos e, em situações extremas, danos graves ao motor. Os interruptores de óleo devem ser substituídos, sempre que ocorrerem problemas de vazamentos de óleo pela peça, problemas de formação de borra no sistema de lubrificação, retíficas de motor e falhas no circuito elétrico do interruptor.
Vale reforçar: a precisão do sistema depende do correto funcionamento dos sensores e interruptores de pressão. Por isso, procure aqueles desenvolvidos com alta tecnologia e rigoroso controle de qualidade, que contribuem para diagnósticos confiáveis e maior segurança ao motorista. A manutenção preventiva, seguindo os intervalos recomendados pela montadora, é a melhor forma de evitar falhas e garantir a durabilidade do motor.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
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