Conhecida como a maior feira de gado do Nordeste, o ‘Curral do Gado de Tabira’, no Sertão pernambucano, atrai compradores e vendedores de toda a região. A feira, que acontece principalmente nas quartas-feiras, com movimentação intensa durante a madrugada e manhã, existe desde antes da fundação oficial da cidade, quando Tabira era uma fazenda de propriedade privada, em meados de 1865. Confira!
Após a polêmica envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, os dois candidatos à Presidência que disputam o segundo turno participam de missas nesta segunda-feira (12), dia da santa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu realizar uma missa restrita na capela do Palácio da Alvorada, enquanto seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), prevê ir à Catedral de Brasília no fim da manhã.
Lula é católico e convidou um grupo restrito de convidados para acompanhar a celebração, entre eles o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Com informações da Agência O Globo e do Brasil de Fato.
O vice-presidente Geraldo Alckmin acompanha a missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, no interior de São Paulo, acompanhado da mulher, Lu Alckmin.
Já Flávio Bolsonaro (PL), que é evangélico, participa de uma missa na Catedral de Brasília com seu candidato a vice, Alfredo Gaspar.
A data ocorre dias após a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A controvérsia teve origem na circulação de conteúdos digitais, desdobrou-se em acusações contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e gerou decisões conflitantes entre a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto
A polêmica ganhou força após a divulgação de mensagens que associavam Flávio Bolsonaro a uma iniciativa para alterar o status da imagem religiosa. O caso gerou manifestações públicas do candidato, respostas formais da Igreja Católica e disputas judiciais sobre os limites da liberdade de expressão.
As publicações veiculadas nas redes sociais fizeram referência a uma proposta legislativa real, embora antiga e arquivada. Trata-se do Projeto de Lei 2.623 de 2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli (MT), à época filiado ao MDB. A proposta pretendia alterar a Lei 6.802 de 1980, que instituiu o feriado nacional de 12 de outubro, para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
O tema voltou à tona após um comentário no programa “Em Pauta”, da GloboNews, sobre uma suposta mobilização evangélica para retirar o título de padroeira. Em errata, a emissora mencionou que o projeto citado era de 2007 e estava arquivado desde 2008. Organismos vinculados à CNBB vinham alertando sobre um aumento dos ataques contra católicos: um relatório da Comissão Brasileira de Justiça e Paz listou 58 episódios de ataques da extrema direita contra a Igreja Católica desde 2018.
O projeto de Galli foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivado definitivamente em agosto de 2008. Anos mais tarde, Galli aliou-se ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ser nomeado assessor especial da Presidência da República.
Apesar de o projeto ter sido autoria de um aliado político do grupo bolsonarista, Flávio Bolsonaro declarou, em vídeos, que não possui qualquer projeto para alterar o título da padroeira e classificou as acusações como informação falsa.
No episódio especial de hoje (12), a série jornalística Revelando, cujo tema é “A Guerra à Santa”, recebeu a cantora Juliette para discutir os ataques direcionados a Nossa Senhora Aparecida, a intolerância religiosa e a instrumentalização da fé em disputas políticas e relações de poder no Brasil.
Dedico este venturoso artigo a todos os rapazes e raparigas, meus queridos amigos e minhas queridas amigas, leitores dos meus artigos, das Freguesias dos Aflitos, Jaqueira, Graças e Espinheiro, e a todas as raparigas formosas e charmosas que sapateiam no meu coração.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Eu juro por Zeus o seguinte: o aiatolá do Planalto falou, com todas as línguas, que é o único candidato “antissistema” e carrega nas costas “a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira”. Oh céus!
Confesso que fiquei estatelado, com todos os meus olhos, ao ler esta notícia sobre o status do guru vermelho. Ser antissistema significa ser contra si mesmo. Já quase na idade de Matusalém, o macróbio vermelho estaria delirando? Ou falou apenas depois de um vacilo da cuidadora regente ao ingerir umas tubaínas e chamar Jesus de Genésio?!
Falar em promiscuidade dos demiurgos de capa preta significa declarar uma “star wars”, guerra nas estrelas. A declaração é crucial, mas ao menos por enquanto os demiurgos estão caladinhos.
Dir-se-ia que o ex-presidente Michel Temer aflorou no recinto com espada flamejante para participar da guerra nas estrelas. Acusado de golpista no caso de impeachment de Dilma, Temer sempre foi hostilizado pelos ortodoxos da seita vermelha. Ele nem esperou esfriar o primeiro turno para declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Eis a vingança do mordomo.
Temer é uma mistura de lobo com raposa e exerce o ofício da manha do gato. O apoio dele é trunfo de ouro para a candidatura de Flávio Bolsonaro nos bastidores. Nestes dias surreais imaginem a troca de figurinhas do mordomo com os aiatolás da República. Temer conversa com eles de igual para igual, de potência a potência.
Os protestos da seita escarlate sobre a ingerência externa nas eleições equivalem a falar em corda na casa de Tiradentes. Em 2023 uma equipe de 20 publicitários brasileiros trabalhou na campanha do peronista argentino Sérgio Massa contra o direitista Javier Milei. O fato foi noticiado livremente pela mídia na época. Milei ganhou de goleada, mas nunca esquecerá dessa história na vida de suas retinas fatigadas. Por isso sempre chama o guru vermelho de corrupto.
Eu não estou revelando nenhum segredo de Estado. Nos dias de agora a ingerência nacional e internacional acontece através do general Money. Pense num cara sedutor!
O general Money opera principalmente através das Big Techs e das redes sociais. A tribo de peles vermelhas abomina o capitalismo, mas adora Sua Excelência o Doutor Money, como queiram chamá-lo. As Big Techs são movidas pelo General Money e fazem a cabeça da galera através dos chamados algoritmos.
Meu sonho de consumo midiático é ser esculachado por um grande dama, como se eu fosse um Nicolas, ser chamado de jornalista piá de côco, para ser consagrado na mídia nacional. Mas, pobre de mim, ninguém me esculacha, nem a caterva vermelha. Eu sou apenas um periodista piazinho do tamanho de uma piaba.
O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), marcou para o próximo domingo (18) um “bloquinho” com seus apoiadores na Avenida Paulista. A manifestação foi anunciada horas depois de o presidente Lula (PT) lotar a Paulista ontem (11).
Flávio disse que seu ato será um “bloquinho 22 na Avenida Paulista”. O anúncio foi feito em postagem no X, e ele marcou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O senador e candidato à Presidência não divulgou detalhes sobre o “bloquinho”. Ele não informou o horário de concentração, nem quem estará presente no ato. Flávio também debochou da manifestação a favor de Lula ocorrida ontem (11). Ainda no X, o presidenciável do PL postou vídeo do ato pró-Lula e comparou os manifestantes na Paulista com zumbis da série “The Walking Dead”. As informações são do UOL.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lotou a avenida Paulista, em São Paulo, durante um ato político ontem (11). Uma das frases de ordem entoadas pelos manifestantes foi: “Trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua para o seu filho estudar”.
O ato contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e dos governadores petistas reeleitos Elmano de Freitas (PT-CE), Jerônimo Rodrigues (PT-BA) e Rafael Fonteles (PT-PI). As deputadas federais Erika Hilton (Psol), Luna Zarattini (PT) e Sâmia Bomfim (Psol) também receberam aplausos da militância.
Pelas imagens divulgadas, não é possível fazer uma contagem precisa do público na av. Paulista. O uso de drones privados foi proibido porque, em atos com o presidente da República, esse é o procedimento adotado pela equipe de segurança do Palácio do Planalto. Apesar dessa medida, a Mídia Ninja foi autorizada. A Secretaria de Comunicação (Secom) foi questionada e ainda não respondeu ao Poder360.
Alguns grupos políticos foram autorizados a usar drones, inclusive a campanha de Lula, e divulgaram fotos e vídeos. Nas imagens publicadas, é possível notar que a av. Paulista estava lotada da rua Haddock Lobo até a alameda Joaquim Eugênio de Lima. As imagens são de Ricardo Stuckert, fotógrafo da campanha de Lula, e de Vinicius Filgueira, do Poder360.
Faleceu, na madrugada desta segunda-feira (12), o poeta, filósofo e cineasta pernambucano Jomard Muniz de Britto, aos 89 anos. O velório de Jomard Muniz de Britto será realizado a partir das 10h, na capela do Cemitério de Santo Amaro, no Centro do Recife. O enterro está marcado para às 16h. As informações são do Diário de Pernambuco.
Jomard Muniz de Britto nasceu em 8 de abril de 1937, no bairro de São José, no Recife. O diretor e autor é conhecido por seu trabalho em obras como ‘O Palhaço Degolado’ e ‘Inventário de um Feudalismo Cultural’.
Filho da pernambucana Maria Celeste Amorim, Jomard era o primogênito e o único vivo entre cinco irmãos. Estudou estética com Ariano Suassuna, com quem posteriormente teve divergências intelectuais, e, ao longo da carreira, lecionou disciplinas como introdução à filosofia, teoria do conhecimento e estética.
No início dos anos 1960, se aproximou do cineasta baiano Glauber Rocha, que o convidou para passar uma temporada em Salvador. À Glauber, Jomard atribuía o despertar de seu interesse pela realização cultural. Em Pernambuco, passou a se destacar pela circulação entre diferentes áreas, como filosofia, cinema, literatura e música, além de desenvolver atividades como agitador cultural no estado.
O feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado nesta segunda-feira (12), reúne fiéis em missas, procissões e outras manifestações de fé em homenagem à padroeira do Brasil.
Em Pernambuco, as comemorações incluem atividades religiosas e culturais, com programações especiais nas paróquias do Recife, de outras cidades da Região Metropolitana (RMR) e da Mata Sul.
Na Arquidiocese de Olinda e Recife (AOR), cinco paróquias são dedicadas a Nossa Senhora da Conceição Aparecida: no bairro do Ipsep, na Zona Sul do Recife; em Bela Vista, em Vitória de Santo Antão; no Parque Capibaribe, em São Lourenço da Mata; no Janga, em Paulista; e em Vila Rica, em Jaboatão dos Guararapes.
Além dessas localidades citadas, no distrito de Juçaral, no Cabo de Santo Agostinho, também existe um santuário dedicado à santa padroeira nacional.
Confira os horários e as celebrações divulgados pelas paróquias para esta segunda-feira, de acordo com a programação disponibilizada.
Ipsep, Recife
5h – Missa presidida pelo padre José Amaro Neto 6h – Café da manhã paroquial 7h – Missa presidida pelo padre Adilson, dos Arautos do Evangelho 9h – Missa presidida pelo padre João Carlos Magalhães, com bênção das crianças 12h – Missa presidida pelo padre Kaio Duarte 15h – Missa presidida pelo padre Charles Araújo 16h30 – Grande procissão pelas ruas do bairro 18h – Missa de encerramento, presidida por dom Josivaldo Bezerra, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife 20h – Programação cultural
Janga, Paulista
6h30 – Ofício e Ladainha 8h – Celebração eucarística com as crianças, presidida pelo padre Joelmir José 16h – Recitação do Santo Terço, com a participação da Paróquia de Santo Amaro 16h30 – Procissão com saída da Igreja Matriz de Santo Amaro 18h – Celebração eucarística presidida por dom Paulo Jackson
Vila Rica, Jaboatão dos Guararapes
9h – Missa 15h30 – Carreata com saída da Paróquia Nossa Senhora do Ó até a Capela da Conceição dos Médicos Em seguida – Procissão até a matriz, com encerramento em celebração eucarística
Parque Capibaribe, São Lourenço da Mata
7h – Celebração eucarística presidida pelo padre Deonilson Nogueira, da Paróquia São Lourenço Mártir, em São Lourenço da Mata 10h – Celebração eucarística presidida pelo padre Leandro, salesiano e reitor do Oratório do Horto, em Juazeiro do Norte (CE) 18h – Celebração eucarística presidida pelo padre Damião Silva, da Paróquia São Frei Pedro Gonçalves, no Marco Zero, no Recife Ao longo do dia – Alvorada, recitação do Ofício e procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida Concentração na Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, às margens do Rio Capibaribe
Juçaral, Cabo de Santo Agostinho 4h30 – Caminhada da Fé, com saída do Sítio Jaboatãozinho 7h – Cerimônia de bênção do novo manto de Nossa Senhora 8h – Café partilhado Durante todo o dia – Praça de alimentação e feira de artesanato 9h – Adoração ao Santíssimo Sacramento e recitação do Terço Mariano 10h – Missa Solene presidida por dom Fernando Saburido, arcebispo emérito de Olinda e Recife 12h – Almoço, com venda de refeições 13h30 – Caminho de Maria, com subida à Pedra do Arroz em oração 15h30 – Concentração e procissão pelas ruas de Juçaral 17h30 – Missa da chegada, presidida pelo padre Taciano Nascimento 19h – Show católico
Bela Vista, Vitória de Santo Antão
Alvorada festiva 6h – Saída dos romeiros da Capela de São Pedro em direção à matriz 7h – Santa Missa, presidida pelo padre Antônio Rendon, da Ordem dos Oblatos de Maria Imaculada (OMI) 10h – Missa Solene presidida por dom Josivaldo Bezerra, com bênção das crianças 16h – Santa Missa, presidida pelo padre Herbesson Luiz, da OMI Em seguida – Procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, seguida da bênção do Santíssimo Sacramento Encerramento – Apresentação musical de Beto e Companhia
A cidade de Jaqueira, na Mata Sul de Pernambuco, há 147 km do Recife, inaugura, nesta segunda-feira (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, um santuário em homenagem a padroeira do Brasil e do município. No Alto da Boa Vista, acima da capela, está uma imagem de 13 metros de altura da santa, mas todo santuário chega a 16 metros.
Segundo a gestão municipal, a estrutura gigante durou cerca de um ano para ficar pronta, e agora, passa a ser destaque como ponto de fé e devoção para a comunidade católica na região. A imagem foi produzida em Petrolina, no Sertão do estado, sob a coordenação do escultor Ranilson Viana. Cerca de 20 pessoas trabalharam na construção, desde os estudos iniciais e a modelagem até a execução da estrutura metálica, o revestimento, o acabamento e a pintura, além do transporte, montagem e finalização no local.
Nesta segunda-feira (12), dia que marca a inauguração do santuário, uma programação religiosa será realizada no local. Às 16h, uma procissão com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida sairá da Igreja Matriz, no centro do município, em direção ao santuário, que fica na Rua Projetada, s/n, no Alto da Boa Vista. Às 17h, haverá a missa de encerramento, seguida pela benção da imagem e inauguração do mirante e santuário. As informações são da CBN Recife.
Advogados especialistas em direito eleitoral avaliam que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kassio Nunes Marques não poderia ter derrubado a lista de transmissão no WhatsApp criada por André Janones (Rede-MG). Pouco depois, o corregedor-geral eleitoral Ricardo Villas Bôas Cueva, relator de ação, restabeleceu o canal.
Na avaliação dos juristas Fernando Neisser e Alberto Rollo, a decisão de Nunes Marques de derrubar todo o canal configurou censura prévia. Além disso, segundo Neisser, o ministro utilizou um procedimento administrativo, e não judicial, para tomar a medida, o que não seria adequado.
O presidente do TSE mandou suspender o “Exército de Lula” através de um processo administrativo no qual as plataformas digitais assinaram um plano de conformidade — uma lista de boas práticas que elas se comprometeriam a respeitar para evitar desinformação — para as eleições brasileiras.
“O plano de conformidade não diz respeito a condutas ou a episódios individuais. Esse é um processo administrativo ligado à necessidade de cumprimento de regras pelas plataformas. Para fazer uma comparação: é como se um juiz determinasse a apreensão do carro de uma pessoa dentro de um processo entre a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e as empresas que possuem a concessão das estradas”, explicou Neisser, que é professor de direito eleitoral da FGV/SP.
O presidente do TSE reconheceu, no despacho, que o ‘Exército de Lula’ era tema de outro processo em curso na Corte e sob relatoria do corregedor-geral da Justiça eleitoral. Nunes Marques determinou a remessa da cópia do pedido de Flávio Bolsonaro e de sua decisão a Cueva “para as providências que entender cabíveis”.
Já Cueva, na decisão em que restabeleceu o funcionamento da lista de transmissão, defendeu que “a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa não antecipe a solução” depois que uma ação é submetida “à apreciação jurisdicional do órgão competente”.
Outro problema apontado pelo advogado eleitoral Alberto Rollo foi de que a suspensão de todo o canal de transmissão foi um exagero por parte do magistrado. “O que o ministro falou na decisão é que o canal estava sendo utilizado para colocação de notícias sabidamente inverídicas. Então, o remédio que a resolução dá é tirar de circulação a determinada postagem. Não tudo. A suspensão do canal é censura”, diz.
Segundo Nunes Marques, a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar'”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.
“O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou o ministro em seu despacho.
O caso, na avaliação dos juristas, precisa ser resolvido em plenário. O advogado eleitoral Eduardo Damian Duarte afirma que o Brasil tem visto um excesso de procedimentos judiciais com objetivos idênticos. “Isso acaba levando a parte a escolher o juiz da causa em detrimento da manifestação do plenário do tribunal. Esse é um problema que temos visto no Supremo Tribunal Federal também (STF)”, avalia.
Já Rollo aponta que a atuação do TSE e do STF nas eleições de 2026 está politizada “de parte a parte”. “Aquela decisão da ministra Estela Aranha de proibir a cadeira vazia no debate do primeiro turno da TV Globo também me pareceu exagerada. Ou seja, estão havendo decisões políticas dos dois lados”, defendeu o jurista que também defende que a suspensão da lista de transmissão de Janones deve ser analisada pelo plenário do TSE.
Raquel teve mais de 1 milhão de votos casados com Lula
Numa postagem de fim de semana, joguei uma nuvem de suspeitas sobre a postura de lealdade do PT e, principalmente, do senador reeleito Humberto Costa, com João Campos (PSB), derrotado pela governadora Raquel Lyra no primeiro turno. Ontem, recebi de um leitor números que comprovam que houve, verdadeiramente, uma baita traição.
Vamos aos números: na totalização pelo TSE, Raquel teve 2.805.438 votos e Flávio Bolsonaro 1.738.043 votos. Para sair vitoriosa, a governadora obteve 1.067.395 votos agregados aos votos de Lula, ou seja, essa legião de leitores casou o voto dado a Raquel com Lula e não com João, o que, na prática, põe abaixo o esforço do então candidato do PSB a governador em fazer uma campanha 100% dobrada com Lula.
Traduzindo: o apelo do candidato do PSB pelo voto casado com Lula só beneficiou o presidente e candidato à reeleição, porque o PT em Pernambuco fingiu que fez campanha para João. Humberto, o senador mais votado, saiu das urnas com mais votos do que João.
Recebeu 2.531.389 votos ante 2.360.469 votos, 170.920 votos a mais. Com exceção de Teresa Leitão, candidata à Casa Alta na chapa de Danilo Cabral em 2022, graças ao efeito Lula, em Pernambuco nunca um candidato a governador perdeu a eleição e seus senadores foram eleitos. Humberto chegou a ter mais votos do que Marília Arraes (PDT), que liderou todas as pesquisas até às vésperas da eleição.
Por que tal fenômeno? Humberto era o candidato não oficial de Raquel. Teve o apoio declarado em propaganda de 40 prefeitos leais a governadora, a começar por Rodrigo Pinheiro (PDT), de Caruaru, município que Raquel governou por dois mandatos. Humberto chegou a fazer campanha nesses municípios sem João. O que é isso se não traição?
Em Tabira, município governado pelo PT, seara do deputado federal reeleito Carlos Veras, também petista e integrante do grupo de Humberto, Raquel teve quase 12 mil votos e João pouco mais de mil votos. Já em Jurema, no Agreste, também de prefeito petista, Raquel teve 57% dos votos e João 42%. A mesma coisa Granito, também no Sertão, onde Raquel teve 60% e João 39%.
A política ama a traição e odeia o traidor, como dizia o saudoso Leonel Brizola.
RECIFE FALHOU – Dos 14 municípios que compõem a Região Metropolitana do Recife, João Campos venceu em apenas três: Recife, Olinda e São Lourenço da Mata. O desempenho na região ganhou peso na apuração por se tratar da principal área de influência política de João no Estado. No Recife, onde construiu sua trajetória política e administrou a cidade por cinco anos, o socialista buscava uma votação capaz de sustentar a candidatura estadual. O resultado, porém, ficou abaixo da força demonstrada em eleições anteriores para cargos disputados na capital, resultando em 49,94% dos votos ante 46,07% de Raquel.
Lula só bombou Raquel – Um dos principais elementos da campanha de João foi a associação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio do presidente foi utilizado pelo socialista como uma das marcas da candidatura e ganhou ainda mais espaço na reta final da disputa. Em 25 de setembro, Lula participou de um ato de campanha em Pernambuco ao lado de João e a chapa da Frente Popular, o “time de Lula” no Estado. A presença do presidente ocorreu pouco mais de uma semana antes da votação, em uma tentativa de reforçar a candidatura na reta final, porém, não foi suficiente para alterar o resultado da disputa. Raquel acabou tendo mais de 1 milhão de votos casados com Lula.
Prefeitos aprovados transferem votos – Gestões bem-sucedidas são comprovadas em votos nas urnas. É o caso de Garanhuns, onde João bateu Raquel com 53% dos votos ante 44%, graças ao prefeito Sivaldo Albino (PSB), que goza de altíssima popularidade no município. Também é o caso de Araripina, capital do Ararípe. Ali, João teve 65% dos votos porque o prefeito Evilásio Mateus (PDT) tem um governo bem aprovado, em sintonia com os anseios da população.
Prefeito ruim puxa para baixo – No oposto, prefeito rejeitado pela população resulta em retumbante derrota a quem se alia. É o caso, por exemplo, do prefeito de Belém do São Francisco, Calby Carvalho (Republicanos). Ex-prefeito e já liderando as pesquisas para voltar em 2028, o socialista Gustavo Caribé deu 51% dos votos a João, mesmo enfrentando a máquina municipal. Cabrobó, no São Francisco, também reproduziu nas urnas o desgaste do prefeito, saindo João vitorioso no município com quase 50% dos votos.
No Pajeú, Itapetim e Carnaíba dão as maiores vitórias a João – Em Itapetim, a prefeita Aline Karina (PSB) deu a maior vitória a João Campos no Sertão do Pajeú: 63% dos votos. A gestora dá sequência a um projeto administrativo exitoso no município iniciado pelo ex-prefeito Adelmo Moura, que já governou o município por quatro mandatos. Berço imortal da poesia no Pajeú, Itapetim é, também, uma ilha de excelência em gestão pública. Karina foi secretária de Adelmo e se revelou também no comando do Governo Municipal. Itapetim bateu Carnaíba, terra também de uma gestão super competente, do socialista Berg Gomes, que sucedeu Anchieta Patriota, também extremamente aprovado em suas passagens pela Prefeitura.
CURTAS
SANHARÓ – Em Sanharó, no Agreste, o prefeito César Freitas (PCdoB) também mostrou sintonia com a população: deu a João 57,8% dos votos. Na campanha, resistiu a todo tipo de pressão para se alinhar ao projeto de reeleição da governadora. Mas Freitas, além de bom gestor, não conjunta o verbo trair.
ANGELIM – Outro prefeito extremamente correto e competente é Caíque, o Galeguinho (PSB), de Angelim, no Agreste Meridional. Proporcionou a João uma das vitórias mais retumbantes na região: 64% dos votos. O resultado é fruto da gestão por excelência que o município tem hoje depois de desastrosas experiências antes de Caíque chegar ao poder.
PETROLÂNDIA – Em Petrolândia, o prefeito Fabiano Marques (Republicanos) deu a maior vitória a João no Sertão de Itaparica: 55% dos votos. Fabiano teve outra expressiva e comemorada vitória: a chegada do seu filho Bruno à Assembleia Legislativa. Em Itaparica, João ganhou também em Floresta, com 55% dos votos.
Perguntar não ofende: Foi só atropelo de agenda o motivo para a Record cancelar o debate de ontem entre Lula e Flávio?
Uma declaração de Pablo Marçal dá a dimensão do que pode estar em jogo caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial no segundo turno. No domingo (4), durante a exibição do programa da BNTV Brasil, ao comentar o resultado do primeiro turno, o empresário, influenciador e aliado de Flávio afirmou que aceitaria até uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo do senador e disse que, se fosse escolhido, iria “tocar o terror” na Corte.
“O que o Flávio falar, eu estou na guerra. Se o Flávio quiser me pôr de ministro do STF, eu também tenho o meu diploma de Direito, eu vou tocar o terror lá no STF”, afirmou.
A declaração ocorre poucos dias depois de Flávio convidar Marçal para integrar um eventual governo. Em 29 de setembro, o candidato afirmou que o influenciador poderia atuar nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social e disse que os dois estavam “unindo forças” em uma coalizão. A informação foi confirmada pela assessoria de Flávio ao SBT News.
A indicação de um ministro do STF, no entanto, não depende apenas da vontade do presidente. O nome escolhido precisa ser submetido à sabatina e aprovado pelo Senado antes da nomeação. Embora Marçal tenha citado seu diploma de Direito ao se oferecer para uma vaga no STF, a Constituição exige que o indicado tenha entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.
Marçal, por sua vez, teve o registro de candidatura à Presidência indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro e foi declarado inelegível até 2032. Ele foi condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro durante as eleições municipais de 2024.
Além disso, o Ministério Público Federal (MPF), que pediu ao TSE o indeferimento da candidatura, apontou que Marçal não estava filiado ao PRTB em abril de 2026, quando terminou o prazo legal para a definição partidária. Segundo o MPF, ele ainda estava filiado ao União Brasil. Marçal diz aceitar “qualquer coisa”
Na mesma participação na BNTV Brasil, Marçal afirmou que está disposto a assumir diferentes funções em um eventual governo de Flávio. Ao citar a possibilidade de comandar uma estrutura de “Superinteligência”, disse: “Se ele quiser me colocar para ser o ministro da ‘Superinteligência’, se quiser me colocar para qualquer coisa eu estou dentro.”
A declaração reforça a disposição de Marçal de participar da administração caso Flávio seja eleito. A vaga no STF, porém, foi citada pelo próprio empresário como uma possibilidade, condicionada à vontade do candidato.
O que está em jogo no STF
A fala de Marçal acontece enquanto o entorno de Flávio discute abertamente mudanças na relação entre o governo e o Supremo.
Na última terça-feira (6), a jornalista Daniela Lima informou que integrantes da campanha de Flávio tratam o impeachment de ministro do STF como um possível marco de um eventual governo. A informação foi divulgada no programa Pulso Político, do UOL.
O coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), também vem defendendo mudanças na atuação do Senado em relação a eventuais processos contra ministros da Corte. Nesta terça, após reunião com Edson Fachin, disse que o Senado não se omitirá diante de possíveis crimes de responsabilidade cometidos por integrantes do Supremo.
A composição futura do tribunal também está em disputa. O próximo presidente poderá preencher quatro vagas no STF ao longo do mandato.
A plataforma Meta – que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – alegou que “problemas técnicos” foram responsáveis pela redução do alcance de postagens ligadas à campanha do candidato à presidência da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao mesmo tempo, a plataforma sediada nos Estados Unidos (EUA) afirma que são falsas as alegações da campanha de Lula que sustenta que a Meta estaria beneficiando as postagens do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de dados (ANPD) foram acionadas pela campanha do PT, que alega “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.
“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.
O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula. Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.
“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6×1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.
Meta e Trump
Após o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump assumir novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que trabalharia ao lado do político republicano contra países ou governos que defendessem alguma regulação das redes sociais.
O uso ou manipulação de plataformas digitais para direcionar conteúdos e informações durante processos eleitorais tem sido alvo de processos judiciais e debates em todo o mundo.Um dos casos mais famosos envolveu a empresa Cambridge Analytica, que colheu dados de dezenas de milhões de usuários do Facebook, para direcionar informação de campanha durante as eleições presidenciais dos EUA de 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, assim como a favor da campanha do Bretix, no Reino Unido.
Em março de 2018, o Facebook Inc., atual Meta, reconheceu “falhas” no sistema que permitiram a coleta em massa de informação usada pela Cambridge Analytica nas campanhas.Em julho de 2019, a Meta (na época, ainda Facebook Inc), foi obrigada a pagar uma multa de US$ 5 bilhões imposta pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos EUA por supostamente “enganar” usuários sobre a capacidade de controlar a privacidade das informações.