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A mais recente movimentação do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), em torno da disputa por uma vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) parece muito mais uma tentativa de produzir um factoide político do que uma iniciativa com viabilidade jurídica.
Ele distribuiu um release informando que a convenção do seu partido, o União Brasil, marcada por ele para o próximo dia 1, se destina a homologar sua candidatura ao Senado. Não é verdade. Esta convenção só tem autonomia para homologar os candidatos a deputado federal.
Leia maisSeu partido tem que indicar 30% das vagas de federal e estadual para a federação homologar em convenção no próximo dia 5. Quanto ao Senado, só a federação pode fazer a escolha e homologação da candidatura.
A legislação eleitoral e as regras que disciplinam as federações partidárias são claras. Desde que foi homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, passou a atuar como um único partido para fins eleitorais.
Isso significa que as decisões sobre candidaturas não pertencem mais isoladamente a cada legenda, mas à própria federação. O TSE estabelece que as convenções das federações devem ocorrer de forma unificada, não sendo admitidas deliberações isoladas de um dos partidos que as integram para definir candidaturas em desacordo com a decisão da federação.
Em Pernambuco, a instância competente da Federação Progressista já se reuniu e deliberou. Por ampla maioria, sem nenhum voto contrário, referendou o nome do deputado federal Eduardo da Fonte para compor a chapa majoritária ao Senado ao lado da governadora Raquel Lyra. E isso será referendado no próximo dia 5.
Diante desse cenário, a insistência de Miguel em anunciar uma convenção do União Brasil para homologar sua própria candidatura ao Senado não altera a realidade jurídica construída pela federação. Ao contrário, tende a criar mais um imbróglio político e jurídico sem perspectiva concreta de produzir os efeitos pretendidos, caso contrarie a deliberação da entidade federativa.
Nos bastidores já tem muita gente incomodada, inclusive a governadora, com a postura intimidatória de Miguel. A expressão “a montanha vai parir um rato” se encaixa perfeitamente a essa tentativa desesperada de sua parte.
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Por Wellington Ramos*
O que está acontecendo com os agendamentos do Detran?
Relatos de candidatos têm levantado dúvidas sobre a transparência no processo de agendamento para provas teóricas do Detran. Segundo essas denúncias, muitos usuários afirmam que não conseguem encontrar vagas disponíveis no sistema oficial. No entanto, alegam que algumas pessoas oferecem, nas proximidades do local de realização das provas, a possibilidade de conseguir um agendamento em curto prazo mediante pagamento.
Leia maisA situação é extremamente grave e merece uma apuração rigorosa por parte dos órgãos competentes. Afinal, o acesso aos serviços públicos deve ocorrer de forma igualitária, transparente e sem qualquer tipo de favorecimento. A população espera respostas. Se há falhas no sistema, elas precisam ser corrigidas. Se existem irregularidades, os responsáveis devem ser identificados e punidos conforme a lei.
O silêncio das autoridades diante de denúncias recorrentes apenas aumenta a desconfiança da sociedade e reforça a necessidade de uma investigação Rigorosa para esclarecer os fatos.
*Leitor do Blog
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O senador Humberto Costa (PT), pré-candidato à reeleição, reforçou, em evento, ontem, no Recife, as ações do presidente Lula em Pernambuco e disse que os investimentos devem avançar ainda mais no próximo governo. “O presidente Lula já transformou Pernambuco e, no seu próximo mandato, tenho certeza que fará um trabalho ainda melhor. O que vimos até aqui é só o começo de uma grande reconstrução”, afirmou o parlamentar, ao destacar os recursos e programas que vêm mudando a realidade da população como o Minha Casa Minha Vida, o Pé de Meia e a gratuidade do Farmácia Popular.
Na ocasião, Humberto lembrou a política de desmonte promovida pelo governo Bolsonaro e defendeu que a continuidade e o aprofundamento das transformações promovidas pelo governo Lula dependem diretamente da força política que o presidente terá no Congresso Nacional a partir do ano que vem. “Para que Lula possa fazer ainda mais pelo Brasil e por Pernambuco, é fundamental eleger, em outubro próximo, uma bancada progressista forte, comprometida de verdade com o povo. Lula precisa de aliados que não tremam na hora de votar pelos trabalhadores, pelas mulheres, pela juventude e pelos mais pobres”, defendeu.
Humberto participou de ato da Frente Popular que reuniu milhares de pessoas na Zona Norte do Recife. O evento juntou lideranças da cidade, reforçou a candidatura de João Campos ao governo de Pernambuco e a dobradinha Humberto Costa e Marília Arraes rumo ao Senado.
“O Recife, mais uma vez, mostrou a força do nosso time. O que vimos aqui é a prova de que o nosso projeto é coletivo, tem raiz e está conectado com o desejo de mudança do povo pernambucano. É este o time de Lula no estado, que vai garantir a governabilidade e as conquistas que o nosso presidente quer entregar”, disse Humberto.
O novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros entrou em vigor hoje, à 1h01 (horário de Brasília). As informações são do portal Metrópoles.
A medida, chancelada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, estabelece sobretaxa de 25% sobre parte das importações do Brasil e foi oficializada pelo governo estadunidense na última quarta-feira (16/7).
A sobretaxa pode causar prejuízo de até US$ 11 bilhões às exportações brasileiras. A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que encerrou investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o governo Trump, o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento e políticas relacionadas ao Pix.
Produtos que serão atingidos pela tarifa de 25%
Biocombustíveis e químicos
· Etanol de cana-de-açúcar;
· Outros biocombustíveis;
· Celulose branqueada (exceto categorias isentas).
Indústria pesada
· Aço e alumínio semiacabados;
· Máquinas agrícolas;
· Equipamentos de mineração;
· Transformadores elétricos de grande porte.
Bens de consumo
· Calçados;
· Móveis de madeira;
· Pisos, revestimentos e rochas ornamentais;
· Vestuário, tecidos e peças de roupa.
O senador e pré-candidato à presidência da república Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu em Brasília, em evento privado, com representantes de cerca de 40 países. Durante o encontro, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic e citou um relatório da CIA segundo o qual a companhia estaria envolvida em fraudes nas eleições da Venezuela em 2012 — uma associação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não usa urnas da Smartmatic.
Flávio nega estar questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que os países presentes enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse Flávio.
O episódio reproduz um discurso recorrente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e chega em um momento delicado para a pré-candidatura do senador.
Com o início as convenções partidárias, etapa em que as pré-candidaturas precisam fechar alianças e definir vices, Flávio enfrenta dificuldade para ampliar seu apoio além do PL: União Brasil, Progressistas e Republicanos ainda negociam uma adesão formal, que garantiria mais tempo de TV e rádio no horário eleitoral.
Superintendente da Sudene cobra união política para destravar a Transnordestina
Depois de anos de paralisações, mudanças de projeto e sucessivos adiamentos, o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, disse ontem, em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que os estudos exigidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para o trecho da Transnordestina entre Salgueiro e Suape serão contratados ainda neste semestre. “A gente tem a leitura de que a estrada deverá ter seu início logo, logo”, afirmou.
Ao longo da entrevista, Francisco reconheceu que Pernambuco perdeu tempo no processo. Segundo ele, após a devolução do trecho pernambucano pela concessionária, foram consumidos dois anos apenas para formalizar a cisão do contrato, antes do início da nova fase do projeto. Ao detalhar o estágio atual da ferrovia, explicou que a contratação dos estudos técnicos marca o começo dessa etapa. “Perdemos dois anos do ponto de vista da discussão da estrada”, admitiu. “Os 350 quilômetros estão sendo iniciados com a contratação dos estudos”, acrescentou.
Questionado sobre a percepção de que o Ceará conseguiu avançar mais rapidamente na implantação da ferrovia, o superintendente evitou atribuir o cenário a um lobby político, mas fez um apelo pela união das lideranças pernambucanas. “O que nós temos que fazer aqui em Pernambuco é a unidade de todos em defesa da estrada”, pontuou, acrescentando que pretende reunir as forças políticas após o período eleitoral para discutir formas de acelerar o empreendimento.
Leia maisFrancisco também rebateu avaliações de que a Sudene perdeu protagonismo. Embora tenha admitido que o órgão já não desfruta da mesma visibilidade de décadas passadas, sustentou que a instituição continua exercendo papel central no desenvolvimento regional. “O protagonismo existe na medida em que nós administramos os fundos”, ressaltou, ao destacar que a autarquia administra cerca de R$ 70 bilhões em recursos destinados a financiamentos e investimentos no Nordeste.
Ao defender a retomada da Transnordestina, o superintendente afirmou que a ligação do ramal ao Porto de Suape faz parte de uma estratégia nacional de logística e competitividade. “A estrada é importante para a estratégia do Brasil de inserção no contexto mundial”, declarou, argumentando que a ferrovia ampliará a capacidade de escoamento da produção do Centro-Oeste e do Matopiba para mercados internacionais.
Jaques Wagner é intimado pela PF – A Polícia Federal intimou o senador Jaques Wagner (PT-BA) a depor no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A oitiva está marcada para 7 de agosto e será presencial, na sede da Superintendência da PF em Brasília. Questionado por jornalistas sobre o depoimento, Wagner disse que provará sua inocência. “Eu, por orientação do meu advogado, não falo sobre o tema. Eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí. Mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independentemente dessa agitação que está agora”, disse.

Flávio exporta desinformação – O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras ao pedir a representantes diplomáticos de 42 países que enviem “a maior quantidade de observadores possível” para acompanhar as eleições de outubro. Durante evento em Brasília, ele afirmou que as urnas brasileiras têm a mesma origem da empresa venezuelana Smartmatic, alegação desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2017. A Corte afirma que a empresa nunca forneceu nem programou as urnas utilizadas no país. Após a repercussão, Flávio divulgou nota negando ter colocado em dúvida o processo eleitoral e sustentou que o convite a observadores internacionais é uma prática adotada por outras democracias.
Valdemar desclassifica Flávio – O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse, ontem, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não estava “preparado para ser candidato” à Presidência da República. Flávio foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, para concorrer pelo grupo neste ano. “Ele foi escolhido pelo (Jair) Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República. Bolsonaro escolheu Flávio e agora que estamos conseguindo andar nesse assunto”, afirmou Valdemar em entrevista à CNN Brasil.
Forças Armadas nas eleições – Um decreto assinado pelo presidente Lula (PT) e publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem autoriza a atuação das Forças Armadas no apoio logístico nas eleições de outubro. Elas auxiliam em questões de segurança e no transporte de urnas, pessoas e materiais para locais de difícil acesso. Pelo decreto, os locais e o tempo de emprego das Forças Armadas dependem de requisições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE aprova o envio de forças federais a estados a partir de pedidos dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Fachin rejeita submissão do Judiciário – O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que o Judiciário não substitui a política, mas defendeu que o Poder deve exercer suas funções sem “submissão indevida” ao Executivo e ao Legislativo e sem obedecer a interesses econômicos, campanhas midiáticas e pressões populares ou internas. “Um Judiciário institucionalmente forte, mas composto por juízes vulneráveis à pressão, não é verdadeiramente independente. Da mesma forma, magistrados íntegros inseridos em instituições frágeis dificilmente conseguirão sustentar sua independência no longo prazo”, afirmou Fachin. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
CURTAS
ITAMARATY – O Ministério das Relações Exteriores atualizou o alerta consular para brasileiros que estão no Oriente Médio ou pretendem viajar para a região. O governo recomenda não viajar para países e áreas afetados diretamente por conflitos e orienta evitar viagens não essenciais a outros destinos. O governo brasileiro recomenda não viajar para: Irã, Israel, sul do Líbano, Faixa de Gaza e Iêmen.
ABASTECIMENTO – Uma intervenção no Sistema Tapacurá vai suspender o abastecimento de água em mais de 130 localidades do Recife, de Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe, na Região Metropolitana, a partir das 6h de hoje. Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), o serviço está previsto para ser finalizado às 6h do sábado (25), e mais de 800 mil pessoas devem ser impactadas.
LIBERDADE – A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire, investigado por acusações de estupro, e determinou sua liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares. A decisão foi proferida ontem pelo juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves, que entendeu haver excesso de prazo na instrução processual. Com a decisão, Airton deixa a prisão domiciliar, mas continuará sujeito a restrições determinadas pela Justiça.
Perguntar não ofende: Flávio vai mesmo tentar repetir a estratégia fracassada e antidemocrática do pai?
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Por Edson Mota – Blog da Folha
A governadora Raquel Lyra (PSD) não participou da convenção do partido Novo na noite desta terça-feira (21). É a segunda vez, desde que as convenções partidárias iniciaram, que a gestora não comparece a eventos de partidos aliados. Na segunda-feira (20), primeiro dia das definições das siglas, ela também não esteve presente na convenção do Podemos.
Nos dois compromissos, Raquel Lyra foi representada pela vice-governadora Priscila Krause (PSD). Questionada sobre o motivo da ausência da governadora, Priscila justificou que a gestora estadual estava impossibilitada de participar dos dois momentos e que elas costumam se dividir em eventuais compromissos do mandato.
Leia mais“A governadora está em reuniões que não permitiram que ela viesse. Somos um time. Ela cumpre umas agendas e eu outras. Em vários momentos precisamos nos dividir pra poder multiplicar. (…) Temos uma campanha inteira para caminharmos juntos”, alegou.
POSICIONAMENTO
Além disso, como é de praxe, o evento se notabilizou pelo posicionamento contrário do partido ao nome do pré-candidato João Campos (PSB).
“De um lado, temos um atraso e tudo que atrasa Pernambuco há anos; do outro, temos uma governadora e uma vice que trabalham. Do lado do PT e do PSB nós não estamos, mas respeitamos a condução da governadora nas pautas”, falou o presidente estadual do partido, Tecio Teles.
“O presidente do Novo já deixou claro que onde o PT e o PSB estiverem, nós não estaremos. Entendemos que o projeto (da governadora Raquel Lyra) consegue atender às necessidades do povo pernambucano”, afirmou o candidato ao Senado, Carlos Sant’Anna.
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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a ideia do Brasil não é retaliar os Estados Unidos após a implementação das tarifas de 25%. Entretanto, afirmou que há “instrumentos” para que a “reciprocidade” seja aplicada em um momento oportuno.
“A ideia não é retaliação. Olho por olho, o que pode acontecer, é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: ‘Olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso’. Nós temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno, da forma adequada”, afirmou. As informações são da CNN.
Alckmin voltou a afirmar que o Brasil está sendo injustiçado com a implementação das tarifas, e lembrou a Lei de Reciprocidade, aprovada no ano passado pelo Congresso, que permite ao Brasil se defender de imposições comerciais injustificadas.
Leia maisApesar da indicação de possível resposta, o governo ressaltou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é para que o Brasil se mantenha na mesa de negociação, enquanto busca formas de socorrer os principais setores afetados.
Sobre esse ponto, o ministro Marcio Elias Rosa, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Coméricio e Serviços), afirmou que os temas elencados na investigação comercial da Seção 301 não devem ser negociados.
“Os nossos argumentos não foram acolhidos e, infelizmente, eles usaram esses argumentos de maneira errada, equivocada, injusta para tomar a decisão”, disse.
“Então, nós não estamos falando mais de linhas preferenciais com o México, com o Índia e nem de etanol, açúcar e nenhum outro tema daqueles que estavam dentro da 301. Porque, infelizmente, eles já decidiram esse tema. Então, ponto final nesse capítulo.”
Sobre a investigação contra o Brasil e outros 59 países por suspostamente falharem no combate ao trabalho forçado, o ministro disse que a tarifa provavelmente será anunciada na sexta-feira (24).
“Nós estamos na expectativa de saber se serão cumulativos com os 25% ou não. Nós conseguimos, quando saiu a decisão dos 25%, excluir a outra seção e não houve acumulação. Agora, nós só saberemos na sexta-feira”, finalizou.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, atacou nesta terça-feira (21) as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. As informações são do g1.
Leia mais“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa. Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas são da mesma empresa”, disse Flávio.
“Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação”, afirmou o senador.
O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa venezuelana. Em nota em seu site, publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o TSE esclarece que as urnas não são fornecidas pela empresa. (Veja mais detalhes aqui)
“São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, diz a nota do TSE.
“Dessa forma, o TSE reitera que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras”, complementa o TSE.
Em 2022, o TSE também desmentiu que a empresa Smartmatic tivesse acesso ao programa que roda nas urnas e afirmou que o software é desenvolvido e gerido apenas pela Justiça Eleitoral.
“O sistema eletrônico de votação do país utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, não tendo nenhum contato com redes públicas, como a internet. Em mais de 20 anos de trajetória, o sistema foi reiteradamente testado e comprovadamente isento de quaisquer formas de manipulação, de fraude na totalização de votos ou de quebra do sigilo do voto”, afirmou o tribunal à época.
Flávio deu a declaração a representantes de quase 50 países e organizações internacionais no “Debatendo o Brasil”, série de eventos reservados entre pré-candidatos e representantes estrangeiros promovida pela Novo Selo Comunicação em parceria com o The Brazilian Report, veículo jornalístico em inglês voltado à cobertura do Brasil para o público internacional.
Durante sua fala, Flávio afirmou que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu para os países enviarem uma quantidade maior de observadores eleitorais.
“Então o pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para as nossas eleições, como sempre fazem, e também pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e como o Brasil pode dar ter eleições mais seguras e transparentes”, afirmou.
O TSE também informa que a empresa já prestou serviços de conexão de dados e voz e que perdeu uma licitação para fabricar urnas eletrônicas em 2020.
“A Smartmatic celebrou contratos com o TSE em outras ocasiões somente para a prestação de serviços de conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica. Além disso, a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas para 2020, mas perdeu para a empresa Positivo”, complementa a nota do TSE.
Em evento realizado em 18 de julho de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas, afirmando, sem provas, de que elas não seriam seguras.
Em função do episódio, Bolsonaro foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A decisão da Corte tornou Bolsonaro inelegível por oito anos, até 2030.
“O ex-presidente Jair Bolsonaro, ele está inelegível após uma reunião com embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral e apenas manifestava suas preocupações para que os embaixadores levassem esse cenário de preocupação para os seus países”, afirmou Flávio nesta terça.
O então presidente usou o Palácio da Alvorada e a estrutura do governo organizar uma apresentação a embaixadores de diversos países. Na ocasião, repetiu suspeitas, que foram desmentidas por órgãos oficiais, sobre as eleições de 2018 e a segurança das urnas eletrônicas.
O ex-presidente baseou a apresentação em um inquérito aberto pela Polícia Federal em 2018, com autorização do STF, sobre a invasão de um hacker ao sistema do TSE. O tribunal informou que esse acesso foi bloqueado e não interferiu em qualquer resultado.
Bolsonaro também citou, sem provas, a tese de que o voto impresso seria mais seguro que as urnas eletrônicas — utilizadas desde 1996 sem qualquer caso confirmado de fraude ou adulteração.
A TV Brasil, emissora estatal, transmitiu o evento. O acesso da imprensa foi restrito às equipes que concordaram previamente em veicular a apresentação ao vivo e na íntegra.
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O ex-prefeito de Tupanatinga Manoel Tomé oficializou, nesta terça-feira (21), apoio à candidatura de Regina da Saúde (Podemos) para deputada estadual. O anúncio foi feito durante uma reunião realizada em sua residência, com a presença de lideranças políticas do município. Na ocasião, Tomé também declarou apoio à reeleição da deputada federal Iza Arruda (MDB).
Ao agradecer o apoio, Regina afirmou que pretende representar Tupanatinga e a região na Assembleia Legislativa de Pernambuco. “Recebo esse apoio com muita gratidão e responsabilidade. Nosso compromisso é trabalhar para que Tupanatinga e região tenham uma voz atuante na Assembleia Legislativa do estado, defendendo investimentos para o desenvolvimento dessa região tão importante para nosso estado”, disse.
Como se não bastassem as indefinições sobre alianças partidárias, a aproximação de prefeitos, as disputas internas e o impasse em torno da composição para o Senado, a governadora protagonizou mais um movimento que chamou atenção.
Na convenção do Novo, partido que decidiu apoiá-la, quem a representou foi a vice-governadora Priscila Krause. Não se trata de questionar sua representatividade, ela a tem de sobra, até por sua trajetória política ligada ao campo da direita. O problema é a mensagem política transmitida.
Enquanto escala o deputado federal Túlio Gadelha para dialogar com setores da direita, envia Priscila Krause para representar sua candidatura em um evento partidário. A sucessão de aproximações e distanciamentos com diferentes grupos reforça a percepção de que a governadora procura se adaptar às circunstâncias políticas, o que acaba gerando desconforto e desconfiança entre aliados e potenciais apoiadores.
A impressão que fica é a de uma estratégia que prioriza conveniências, sem um compromisso político claramente definido com os grupos que busca atrair. Resta saber até que ponto esse método continuará surtindo efeito. O Novo chegou com pompa e, antes da largada, lá levou um chega pra lá. O mesmo que Raquel deu nos bastidores da convenção do Podemos, que chegou a ir, mas sequer entrou.
Por Betânia Santana – Blog da Folha
A Executiva Nacional do PP reuniu, nesta terça-feira (21), dirigentes dos principais estados do país para resolver os imbróglios na construção de palanques estaduais. Em meio ao impasse da sigla para a vaga no Senado em Pernambuco, o presidente da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, participou do encontro, que foi comandado pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.
Na ocasião, foi referendado o nome de Eduardo da Fonte para o Senado em Pernambuco, em consonância com a escolha da executiva estadual da federação.
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O partido ainda debateu o posicionamento que deve adotar nas eleições presidenciais. Durante o encontro, Eduardo da Fonte defendeu que o PP se mantenha neutro na disputa.
Também participaram da reunião a senadora por Mato Grosso do Sul Teresa Cristina; o deputado federal Ricardo Barros; o líder do PP na Câmara, deputado Dr. Luizinho; o secretário-geral do Progressistas, Aldo Rosa; e o advogado da legenda Herman Ted Barbosa.
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