Putin anuncia cessar-fogo temporário na Ucrânia durante Páscoa

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou hoje um cessar-fogo temporário durante o feriado de Páscoa na Ucrânia. Segundo o governo russo, a trégua deve começar a partir das 18h (horário local) deste sábado até às 00h de segunda-feira (21). A Ucrânia ainda não se manifestou sobre o anúncio da Rússia.

“Com base em considerações humanitárias… o lado russo anuncia uma trégua de Páscoa. Ordeno a suspensão de todas as atividades militares durante este período”, disse Putin ao seu chefe militar, Valery Gerasimov, em uma reunião no Kremlin. As informações são da Reuters.

O governo russo declarou esperar que Ucrânia faça o mesmo e as ações de Kiev durante esse período mostrarão a disposição do país para “uma solução pacífica para a guerra”.

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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta quinta-feira (2), de uma série de entregas e anúncios no Recife ao lado do prefeito Victor Marques (PCdoB). A agenda incluiu a assinatura da ordem de serviço para a construção de uma escola municipal em tempo integral em Boa Viagem, a entrega de escadarias requalificadas no Brejo da Guabiraba, de uma obra de contenção de encosta em Dois Unidos e da requalificação de uma quadra esportiva no Cordeiro, além da autorização para obras de drenagem e pavimentação de ruas no bairro da Torre. Durante as agendas, João destacou ações realizadas durante sua gestão na capital, especialmente nas áreas de educação, infraestrutura e urbanização.

Na assinatura da ordem de serviço da nova unidade de ensino, que terá investimento de R$ 8,2 milhões e capacidade para atender 650 estudantes, João Campos afirmou que ampliou a oferta de vagas na rede municipal e fez críticas à gestão estadual na área da educação. “Nós saímos de 90 mil para 110 mil alunos, mais de 20 mil alunos a mais em nossa rede. Fomos a cidade do Brasil que mais criou vagas de creche por três anos seguidos. Enquanto isso, a gente viu o estado diminuir na educação integral e não conseguir entregar as 250 creches prometidas”, declarou.

Também nesta quinta-feira, João Campos participou da assinatura da ordem de serviço para a construção de 4.665 cisternas em 58 municípios, em ação executada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Ao encerrar a programação no Recife, o pré-candidato afirmou que a legislação eleitoral deve impedir novos atos administrativos conjuntos com a gestão municipal. “Eu dediquei cinco anos e três meses da minha vida a cuidar do Recife de forma integral. Eu consegui chegar a todos os bairros da cidade com alguma obra, com ação, com investimento”, disse.

POR LETÍCIA LINS – OXE RECIFE

Como se não bastassem as denúncias que envolvem a situação precária dos hospitais públicos no estado – tetos desabando, goteiras, vazamentos, presença de pragas como ratos – os pacientes que precisam de serviço público de saúde enfrentam outros problemas que afetam inclusive a acessibilidade. A reclamação mais recente vem do Hospital da Polícia Militar, no bairro do Derby, onde os elevadores estão quebrados e enfermeiros e maqueiros se alternam na cansativa tarefa de subir escadas carregando pacientes em cadeiras de rodas. Até  os acompanhantes ajudam na “tarefa”.

“Fui levar um amigo ao Hospital da PM e tomei um susto com a situação do hospital. Militar da reserva, ele teve que ser carregado por quatro pessoas até o segundo andar em cadeira de rodas”, afirma Genival Paparazzi, fotógrafo que acompanhava um colega, Manoel Ribeiro Filho, que está na reserva, e que precisou de atendimento médico. “Ele necessita de cirurgia e o aconselharam a ir para a Casa de Misericórdia, mas ele disse que ia ficar lá, pois recebe seu salário com desconto, justamente para ter direito ao atendimento de saúde fornecido pela corporação”. Segundo informaram aos acompanhantes do paciente, os dois elevadores do Hospital estão quebrados há 22 dias, sem que até o momento tenha aparecido empresa para realização do conserto. De acordo com Paparazzi, alguns banheiros estavam “imundos” e sem água. Também há várias poltronas reclináveis encostadas e com defeito nos corredores do hospital. É triste que os PMs tenham descontos para ter direito a atendimento médicos e hospitalar e encontrem o hospital nessa situação. Como se sabe, a administração do Centro Médico Hospitalar da Polícia Militar cabe à própria PM.  Mas manutenção, investimentos e gestão do sistema de saúde dos PMs são com o governo.

Petrolina - São João 2026

O senador Humberto Costa (PT) participou, nesta sexta-feira (3), da inauguração do Hospital de Amor de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, unidade que atenderá exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a solenidade, também foram entregues mais de 100 veículos destinados à rede pública de saúde, entre ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), odontomóveis e veículos sanitários. O evento contou com a presença do secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou a cerimônia por videoconferência.

Em seu discurso, Humberto Costa criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro na área da saúde e afirmou que houve descontinuidade de políticas públicas. “A gente não esquece o que foi a gestão anterior. Há bem pouco tempo, o Brasil enfrentava uma das maiores pandemias da história e clamava por vacina, enquanto o ex-presidente zombava de milhares de mortos, fazendo chacota da dor das famílias brasileiras”, declarou. O senador também afirmou que o governo Lula retomou investimentos no SUS. “Hoje, vivemos um novo momento. Temos um presidente que valoriza o SUS de verdade e que está inaugurando hospitais em todo canto do Brasil: como este, aqui em Garanhuns”, disse.

Segundo o parlamentar, o Hospital de Amor terá capacidade para realizar cerca de 20 mil atendimentos mensais, ampliando a oferta de tratamento oncológico no Agreste. “Hoje, não inauguramos apenas um prédio, mas um novo tempo para a saúde do Agreste e de Pernambuco”, afirmou. A agenda reuniu ainda o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), os deputados federais Carlos Veras (PT), Felipe Carreras (PSB) e Silvio Costa Filho (Republicanos), além do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB).

Ipojuca - Na palma da sua mão

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) está sendo recebido, neste momento, por apoiadores em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. Ao lado do prefeito Paulo Roberto e de outras lideranças, o socialista participa de uma agenda com inaugurações e anúncios nas áreas de saúde e infraestrutura no município.

Caruaru - São João que o mundo reconhece

Uma das precursoras da Bossa Nova, a cantora e compositora Alaíde Costa estará no Sextou de hoje, programa musical que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por mais de 40 emissoras em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Bahia. Residente em São Paulo, Alaide vem ao Recife no próximo dia 10 para um show dentro da grade do projeto Seis e Meia, no Teatro do Parque.

Hoje com 90 anos, Alaide é uma das mais longevas artistas de um movimento que encantou o Brasil entre os anos 70 e 90. Já se apresentou ao lado de grandes nomes da MPB, como Vinicius de Moraes, Johnny Alf e Tom Jobim. Gravou com integrantes do legendário Clube da Esquina e imprimiu sua singularidade no cenário musical.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3), após a defesa reiterar o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar. As informações são do Metrópoles.

Palmares - 147 anos

O espetáculo ao ar livre “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião” realiza nova temporada entre os dias 22 e 26 de julho, em Serra Talhada, com apresentações gratuitas na Estação do Forró, sempre às 20h. A edição de 2026 traz atualizações no elenco e na encenação e destaca dois marcos da história do cangaço: o centenário do Fogo da Serra Grande, ocorrido em 1926, e os acontecimentos que culminaram na morte de Lampião, Maria Bonita e outros integrantes do bando, na Grota de Angico, em Sergipe, em 1938. A montagem é baseada em texto do pesquisador Anildomá Willans de Souza e tem direção de Izaltino Caetano.

Com duração aproximada de duas horas, a montagem reúne 30 atores, 70 figurantes e cerca de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa. O elenco conta com artistas de Serra Talhada e de outras cidades pernambucanas, entre eles Karl Marx, no papel de Lampião, Bruna Florie, como Maria Bonita, Feliciano Felix, interpretando Getúlio Vargas, e Jadenilsom Gomes, no papel de Padre Cícero. A proposta do espetáculo é apresentar diferentes momentos da trajetória de Virgolino Ferreira da Silva, desde os conflitos familiares que antecederam sua entrada no cangaço até sua morte.

A realização é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, com patrocínio do Shopping Serra Talhada e incentivo do Banco do Nordeste, por meio da Lei Rouanet, além do apoio da Secretaria de Cultura de Pernambuco, da Fundarpe, do Governo do Estado, da Prefeitura de Serra Talhada e de empresas locais. A expectativa da organização é receber mais de 30 mil pessoas durante os cinco dias de apresentações.

Serviço
Espetáculo: O Massacre de Angico – A Morte de Lampião – 100 Anos do Fogo da Serra Grande
Data: 22 a 26 de julho de 2026
Horário: 20h
Local: Estação do Forró (antiga Estação Ferroviária), Serra Talhada
Entrada: Gratuita
Informações: (87) 99938-6035 | (87) 99918-5533 | (87) 98804-3195 | cabrasdelampiao@gmail.com

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O deputado Túlio Gadelha (PSD), que assumiu o papel de articulador da direita e dos setores conservadores para fortalecer o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra, parece não saber mais para onde aponta.

Em um dia, defende Miguel Coelho. No outro, sai em defesa de Fernando Dueire. Agora, se derrete em elogios a Eduardo da Fonte e ao deputado federal Lula da Fonte. A cada movimento, muda o discurso, muda o interlocutor e muda o rumo.

A impressão é de que não existe uma linha política consistente, mas apenas uma corrida desesperada para costurar apoios capazes de garantir à governadora os votos da direita e do eleitorado conservador em Pernambuco.

No fim das contas, Túlio Gadelha parece mais preocupado em servir como operador político de Raquel Lyra do que em sustentar uma posição coerente. Vai para onde o vento sopra. E, assim, acaba transmitindo a imagem de quem perdeu o rumo e já não consegue explicar qual projeto político, de fato, representa.

Camaragibe - Forró da Vila

O Hospital Regional Ruy de Barros Correia, em Arcoverde, está um caos. Encontrar um ortopedista por lá é um milagre. Muitos pacientes estão reclamando da demora no atendimento e, sobretudo, das dificuldades para realizar cirurgias de emergência. Rumores dão conta da demissão em massa do quadro médico, especialmente de ortopedistas.

A unidade hospitalar está na UTI, literalmente, porque as informações dão conta também de um déficit de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões com fornecedores, em razão da não transferência de recursos para manutenção pelo Governo Raquel Lyra (PSD), que tem tratado a saúde com descaso.

O cantor pernambucano Geraldo Maia compartilhou nas redes sociais um vídeo em que interpreta “Deus Lhe Pague”, de Chico Buarque. Na publicação, o artista afirmou que sempre teve preferência por canções de tom mais crítico.

Lançada em 1971, a canção abre o álbum “Construção”, considerado um dos marcos da música popular brasileira e um dos trabalhos mais emblemáticos da carreira de Chico, produzido durante o período da ditadura militar no Brasil.

“Sempre gostei de cantar canções ‘ácidas’, com uma pegada meio ‘roqueira’, e Deus Lhe Pague é uma tradução perfeita dessa vibe, ainda mais acentuada pela guitarra quase ríspida de Renato Bandeira. Espero que vocês gostem”, escreveu.

Confira:

Um gesto espontâneo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acabou se transformando em mais um símbolo da sintonia política com o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Durante a inauguração do Hospital de Amor, em Garanhuns, nesta sexta-feira (3), Lula telefonou para João em plena transmissão nacional do evento e fez um pedido inusitado: que aproximassem o quadro de dona Lindu para que ele pudesse registrar uma foto diretamente de Brasília.

Naquele momento, o presidente participava, por videoconferência, de uma cerimônia com ministros, governadores e lideranças de diferentes estados. Quando chegou a vez de Pernambuco, Lula interrompeu a programação para falar com João Campos e pedir que transmitisse seu abraço ao público que acompanhava a inauguração no Agreste.

“O presidente ligou e pediu para tirar uma foto com o quadro de dona Lindu. A gente colocou aqui na frente. Ele estava fazendo a foto e pediu para interromper um instante”, relatou João, diante do público.

A cena foi transmitida ao vivo para todo o país e ganhou continuidade nas redes sociais. Pouco depois da solenidade, Lula e João publicaram uma postagem colaborativa no Instagram, ampliando a repercussão do encontro virtual e reforçando, mais uma vez, a aliança política entre os dois.

Durante a conversa, o presidente também afirmou que pretende visitar Garanhuns em breve para conhecer pessoalmente o Hospital de Amor, construído por meio da parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura de Garanhuns. A unidade levará atendimento oncológico integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população do Agreste ao tratamento especializado.

Por Zé Américo Silva*

Há uma diferença fundamental entre manter relações diplomáticas, defender interesses nacionais no exterior e pedir a um governo estrangeiro que molde suas decisões de acordo com a conveniência eleitoral de um grupo político brasileiro. Essa fronteira parece ter sido ultrapassada por Flávio Bolsonaro.

O documento encaminhado pelo senador ao governo dos Estados Unidos representa um dos episódios mais delicados da política recente. Não apenas porque pede o adiamento de medidas comerciais durante o período eleitoral brasileiro, sob o argumento de que elas poderiam produzir efeitos políticos favoráveis ao presidente Lula, mas porque introduz uma lógica inquietante: a de que uma potência estrangeira possa calibrar suas decisões para influenciar, ainda que indiretamente, a disputa democrática de outro país.

Mais grave ainda é o conteúdo estratégico da iniciativa. Entre os pontos defendidos está a limitação da expansão internacional do PIX, um dos maiores avanços do sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas. Em vez de defender um ativo tecnológico nacional, a proposta sinaliza alinhamento aos interesses de outra potência econômica, justamente em um setor no qual o Brasil conquistou protagonismo mundial.

No mesmo movimento, surge a disposição de rever a participação brasileira no Mercosul como demonstração de alinhamento geopolítico aos interesses norte-americanos. Evidentemente, qualquer tratado internacional pode ser discutido e até revisto. O que causa estranheza é transformar uma decisão que pertence exclusivamente ao Estado brasileiro em argumento de convencimento perante um governo estrangeiro.

Em qualquer democracia consolidada, a oposição tem o direito — e o dever — de criticar o governo, denunciar erros e apresentar alternativas. O que não faz parte da normalidade democrática é recorrer a uma potência estrangeira para pedir que suas decisões econômicas sejam sincronizadas com o calendário eleitoral brasileiro.

O episódio produz ainda um efeito político inevitável. Ao defender apenas o adiamento das tarifas, e não sua rejeição definitiva, a mensagem transmitida é de que o problema não estaria na medida em si, mas no impacto que ela poderia produzir sobre a eleição presidencial. É um raciocínio que transforma uma disputa de interesses nacionais em cálculo eleitoral.

Esse talvez seja o maior tiro no pé do bolsonarismo desde o início da corrida presidencial. Durante anos, o grupo construiu sua identidade política sob as bandeiras da soberania nacional, do patriotismo e da rejeição a qualquer interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil. Agora, oferece aos adversários exatamente o argumento que sempre combateu: o de que, diante da possibilidade de conquistar ou preservar o poder, a soberania pode se tornar negociável.

Nenhum país relevante abre mão de defender seus interesses estratégicos. Os Estados Unidos fazem isso. A China faz isso. A União Europeia faz isso. E o Brasil também deve fazê-lo, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.

A disputa eleitoral termina em outubro. A soberania nacional, porém, precisa sobreviver a qualquer eleição.

Quando um líder político leva para outro país pedidos que interferem na economia, na política comercial e, potencialmente, no ambiente eleitoral brasileiro, deixa de agir apenas como adversário de um governo. Passa a assumir uma posição que inevitavelmente será julgada pela História.

Porque governos passam. Partidos mudam. Presidentes são eleitos e derrotados. Mas há um patrimônio que não pertence à direita, nem à esquerda, nem a qualquer grupo político: a soberania do Brasil. E ela jamais deveria servir como moeda de troca em um projeto de poder.

*Jornalista e consultor de marketing político