Quatro seções eleitorais em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, tiveram seu local de votação alterado para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).
De acordo com o Tribunal Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que divulgou a informação na quinta-feira (22), a nova medida abrange 1.206 eleitores aptos para votar no município.
Segundo o órgão, a mudança acontece por problemas estruturais no prédio da Gerência Regional de Educação (GRE), que comportou os locais de votação no primeiro turno, em 4 de outubro.
As seções 111, 115, 118 e 121 serão transferidas para o Colégio Santa Mônica. Para evitar confusão e auxiliar os votantes, o novo local fica ao lado do endereço anterior.
Mudanças já haviam sido anunciadas em seções de Buíque e Tacaimbó, também no Agreste, e em Floresta, no Sertão.
Em Buíque, as seções 005 e 006, que funcionaram na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Jonas Campelo de Almeida, nº 40, retornarão à Câmara Municipal de Buíque.
Em Tacaimbó, duas seções eleitorais foram transferidas da Escola Manoel Martins de Lima, na Vila Igrejinha, zona rural do município, para a Escola Maria Luíza Pereira, na sede do município. Será disponibilizado transporte cedido pela prefeitura até o novo local de votação.
E em Floresta, quatro seções eleitorais terão novo endereço: 068, 091, 121 e 123. As seções deixarão a Unidade Básica de Saúde Dr. Cantidiano Valgueiro de Carvalho, na Avenida Antônio de Souza Jota, nº 01, e passarão a funcionar na Creche Municipal Professora Nair Diniz Ferraz, localizada na Rua Adalberto Emílio Novaes, s/n.
Com a nova atualização do TRE-PE, 12 seções e 4.120 eleitores aptos a votar devem ser afetados em Pernambuco. Segundo o tribunal, outras mudanças pontuais ainda podem acontecer até o dia da votação.
No podcast Direto de Brasília da última terça-feira, o cientista político e sociólogo Antônio Lavareda fez um prognóstico em relação aos riscos para o presidente Lula (PT) de uma eventual derrota para Flávio Bolsonaro (PL) na leitura da chamada abstenção, o contingente de eleitores que não votarão.
Pelo seu raciocínio, se Lula e Flávio chegarem amanhã, véspera da eleição, empatados, diante de uma abstenção de 20%, as chances de Flávio se eleger seriam de 55% ante 45% de Lula. Com a campanha tão empatada, um ponto de atenção para o petista é o absenteísmo. E a pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro pode ter vantagem na questão da mobilidade. Pela pesquisa do Datafolha de ontem, na qual Flávio tem um ponto de vantagem – 47% a 46% – se a abstenção for alta, Flávio se elege.
O candidato do PL tem 48% das intenções entre quem mora perto de seu local de votação, ante 45% do petista. Na parcela que mora longe do local de votação ou em outra cidade, Lula fica à frente (51% a 43%). A campanha do atual presidente vai ter que reforçar muito com os eleitores de que cada voto importa.
Flávio Bolsonaro registra sua maior vantagem entre evangélicos (69% a 26%) e na região Sul (58% a 33%). Lula lidera com folga entre católicos (55% a 39%) e no Nordeste (65% a 30%). Mas é no Nordeste onde se concentra, historicamente, o maior percentual de abstenção. Daí, o temor de Lula e de aliados da derrota para os que não forem votar.
Outro indicativo favorável a Flávio: o antipetismo é maior que o antibolsonarismo: 13% votam no Lula para evitar Bolsonaro, e 25% votam no Flávio para evitar Lula. O empate numérico de Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 50% dos votos válidos, reforça os sinais de que a eleição presidencial pode ser decidida no olho mecânico.
O cenário aumenta a importância do último debate de TV, amanhã na Globo. E eleva muito a pressão sobre os dois candidatos, que pisarão no estúdio sabendo que qualquer erro pode custar a eleição.
ÚLTIMO DEBATE – A TV Globo promove, hoje, logo após o Jornal Nacional, o debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República que disputam o segundo turno das eleições. Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro será transmitido ao vivo dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, pela TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay. O debate terá quatro blocos, três com temas determinados e um de tema livre, além das considerações finais. A ordem das perguntas será definida por sorteios ao vivo, e a dinâmica busca aprofundar as propostas dos candidatos para o governo federal.
Flávio muda estratégia – A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) prepara mudanças na atuação do candidato para o último debate presidencial, hoje, na Globo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), terá participação nos treinamentos, enquanto o influenciador Pablo Marçal, que auxiliou o senador no confronto anterior, ficará fora da preparação. A equipe também discute uma alternativa para manter a estratégia de aproximação física com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo que o petista permaneça atrás do púlpito para evitar a repetição das movimentações feitas pelo adversário no debate da Band. Flávio começou as sessões de preparação ontem, conduzidas pelo marqueteiro Duda Lima. A intenção é corrigir pontos considerados negativos pela equipe no primeiro debate do segundo turno, especialmente o excesso de provocações e a dificuldade de apresentar propostas de maneira objetiva.
Checagem de fakes ou verdades não será ao vivo – A verificação das informações dos candidatos durante o debate na Globo será feita na página Fato ou Fake, do g1, e não ao vivo no enfrentamento dos postulantes. O serviço terá início durante o encontro e seguirá pela madrugada. Além do g1, o trabalho ocorrerá em parceria com os sites dos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico e da Rádio CBN. Petições públicas e mobilizações nas redes sociais cobravam que a Globo fizesse a checagem de informações durante o debate de hoje, com a verificação ao vivo e a interrupção dos candidatos para corrigir eventuais informações falsas.
Tentando atrair os idosos – Os idosos que recebem benefícios previdenciários receberam mensagens pelo WhatsApp, enviadas pela conta Gov.br, informando que o voto nas eleições pode ser utilizado como prova de vida. A iniciativa foi realizada em massa pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia adotado a estratégia no primeiro turno para incentivar os eleitores a comparecer às urnas. O texto lembra que o procedimento tem validade de 12 meses e orienta os beneficiários a consultar o aplicativo Meu INSS para obter informações sobre o benefício e a comprovação de vida. Ao final, pergunta se o usuário deseja continuar recebendo mensagens sobre o tema.
Imagens de Lulinha com lobista em jatinho bombam – Fotografias obtidas pela revista Veja mostram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), a bordo de um jato executivo fretado ao lado da lobista Roberta Luchsinger. Os dois são investigados pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. De acordo com a revista, a imagem foi feita no início de 2025, durante uma viagem à Finlândia para ver a aurora boreal. A aeronave era um Embraer Praetor 600, modelo cujo exemplar novo custa mais de US$ 20 milhões. Em outro registro, o grupo posa diante do avião, numa pista coberta de neve.
CURTAS
NA PRESSÃO – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, ordenou, ontem, à Meta, dona do WhatsApp, a apresentação de um relatório técnico sobre suspeita de ações coordenadas no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e atualmente com 8,3 milhões de seguidores. A três dias do segundo turno, o magistrado cita a possibilidade de comportamento “potencialmente irregular” no espaço digital.
COBRANÇA – Um grupo de cerca de 380 pessoas, formado por empresários, economistas, executivos e lideranças da sociedade civil, elaborou uma carta de compromissos destinada aos candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A iniciativa, chamada de Grupo Parlatório, foi coordenada pelo economista Roberto Giannetti da Fonseca e está estruturada em 14 pilares temáticos, entre eles democracia, educação, emprego e produtividade, mas o principal foco é a responsabilidade fiscal com uma espécie de “Plano Real para os juros”.
FORA DO AR – A publicação do canal Revelando no Instagram, com um vídeo sobre Flávio Bolsonaro (PL) estrelado por MC Cabelinho, foi derrubado pela Meta na manhã de ontem. A empresa alegou restrição temporária ao conteúdo devido ao uso de Inteligência Artificial, segundo as novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ator Gregório Duvivier, um dos integrantes da produção, contestou a decisão e afirmou que não houve uso da tecnologia.
Perguntar não ofende: Teremos hoje na Globo um novo ringue?
A Avenida Bia Viagem ficou coberta de amarelo, na noite desta quinta-feira (22), no ato de campanha pró-Flávio Bolsonaro (PL), comandado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O aliado do candidato a presidente da República veio ao Recife para tentar reduzir a diferença entre o presidente Lula (PL) e Flávio, neste segundo. No dia 4 de outubro, o liberal foi o mais votado no País, porém o petista ganhou em Pernambuco com 63% dos votos, contra 31% do principal concorrente. As informações são do Blog Dantas Barreto.
Nikolas encabeçou a caminhada, saindo da Pracinha de Boa Viagem e chegou ao Parque Dona Lindú, onde fez um discurso rápido, mas provocativo contra Lula. Confiante de que o resultado será favorável a Flávio, no próximo domingo (25), o deputado mineiro bradou: “O Nordeste! acordou”.
Diante da multidão, Nikolas ressaltou a participação voluntária dos apoiadores de Flávio Bolsonaro, afirmando que “não damos “mortadela pra ninguém estar aqui”. “Se Deus quiser, ano que vem, Flávio não subirá aquela rampa sozinho. Subirá com Jair Messias Bolsonaro”, garantiu.
Ainda se referindo à região nordestina, o deputado do PL, citou o vídeo que publicou com depoimentos de moradores do Nordeste e críticas ao Governo Lula, utilizando a música “Grão de Areia”, do cantor Rubel em parceria com Xande de Pilares.
“Eu fiz um vídeo, essa semana, e um artista esquerdista pediu os direitos autorais, silenciou o vídeo inteiro e calou o Nordeste. Mas ele não contava é que é impossível calar as ruas do Nordeste. E escutem, um recado para todo o Nordeste. Não, o Flávio não vai acabar com os benefícios. Não, o Flávio não vai mexer na sua aposentadoria. Ele, inclusive, vai garantir a aposentadoria do Lula, porque nós vamos aposentar o Lula”, provocou.
PROVOCANDO JANJA
Ao ouvir o coro “Nikolas, venha pra cá, em Pernambuco você é meu piá”, ele fez questão de agradecer à primeira-dama Janja da Silva, que o chamou de “piá de bosta”. “Quero agradecer a Janja, que me chamou de Piá, porque em todo lugar que vou agora, vejo o cartaz que somos todos piá. Arruma a mala, porque você vai virar ex-primeira-dama do Brasil. Lula, arruma a mala porque você vai virar ex-presidente do Brasil. Domingo, diferentemente das outras eleições, quando começarem a chegar os votos do Nordeste, o Nordeste vai dar a maior votação para direita da história do País”, falou.
Partindo para o discurso de campanha, Nikolas Ferreira citou promessas feitas por Flávio na área da segurança. “Flávio vai declarar guerra ao crime organizado. Menor que matar, roubar e estuprar vai para a cadeia. Escutem, a picanha chegou aí? A saúde melhorou? Vocês vão dar mais quatro anos pro PT?”, perguntou Nikolas, ouvindo um sonoro “não” dos apoiadores.
Em determinado momento do discurso, Nikolas parou de falar de cima da grade do trio elétrico e mandou todos se afastarem, como se algo de risco estivesse acontecendo. Só depois que o pessoal deixou o local, ele voltou para concluir a sua fala.
Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram, na noite desta quinta-feira (22), uma mobilização em Sertânia, no Sertão de Pernambuco, a três dias do segundo turno da eleição presidencial. O vereador Alexandre Laet (PT) publicou registros do ato nas redes sociais e destacou a participação de jovens e estudantes. “Parabéns a todos que participaram e, especialmente, à juventude e aos estudantes que seguem mobilizando e fazendo a diferença”, escreveu.
Bispos católicos divulgaram nesta quinta-feira uma carta na qual dizem que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) é uma ameaça à “existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”. O documento é assinado por 35 religiosos de diferentes dioceses do país.
Na carta, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, os bispos pedem que os católicos votem “em defesa da democracia, dos valores humanitários, dos pobres”. As informações são do jornal O GLOBO.
“Não se trata apenas de uma escolha eleitoral, tantas vezes já praticada no Brasil,mas da possibilidade de uma mudança profunda nos rumos da nação, cujos exemplos na históriado século XX deixaram cruéis e amargas lembrança”, diz a carta, que descreve o cenário eleitoral como “muito grave”. Na carta, os bispos se propõem apontar “alguns pontos de antagonismo entre o ensinamento social da Igreja e uma das candidaturas em disputa.
Sem citar expressamente o nome de Flávio Bolsonaro, eles afirmam que “a candidatura que sempre foi contra o fim da escala 6×1 (…) não reconhece a dignidade do trabalhador e poderá voltar a este tema”. Em outro trecho, os bispos dizem que um dos candidatos “promete submissão aos Estados Unidos” e “fez parte de uma conspiração para taxar produtos brasileiros”, menção ao tarifaço determinado pelo presidente americano Donald Trump.
Segundo a carta, um dos candidatos, descrito como “filho do presidente que foi condenado e preso por atentar contra a democracia”, fez várias declarações de “ameaça à ordem constitucional” e, se eleio, “governará com maioria absoluta no Congresso Nacional e no STF”.
A liberação do acesso às armas é citada como uma das pautas da candidatura que vai em sentido contrário às orientações da Igreja. A pauta ambiental e o combate à probeza também são mencionados. Também sem citar diretamente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os religiosos afirmam:
“Temos outra candidatura que, embora também esteja sujeita a críticas, sempremanifestou responsabilidade com os pobres e com a Casa Comum e atuou dentro dos limites daordem democrática, respeitando a Constituição. Gostar ou não do atual Governo não pode serrazão para entregar o país nas mãos de quem manifesta tamanha contradição com osensinamentos de nossa Igreja”.
Entre os bispos que assinam o texto estão dom Evaristo Pascoal Spengler, da Diocese de Roraima, dom Adolfo Pereira, da Diocese do Alto Solimões, dom Joaquim Hudson de Souaza Ribeira, de Manaus, dentre outros.
Imagens aéreas registraram uma multidão reunida, na noite desta quinta-feira (22), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, durante o “Bloquinho 22”, ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A mobilização teve concentração na Pracinha de Boa Viagem e seguiu em caminhada até o Parque Dona Lindu, com participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de lideranças da direita pernambucana.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou por volta das 20h45 ao ato em apoio ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) no Recife.
O parlamentar chegou acompanhado do presidente do PL em Pernambuco, deputado federal eleito Anderson Ferreira, do preso estadual do Novo, Técio Teles, e de outras lideranças e aliados da direita. As informações são da Folha de Pernambuco.
Apoiadores de Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República (PL-RJ), marcam presença na Praça de Boa Viagem, para o “Bloquinho 22”, que terá participação do deputado federal eleito, Nikolas Ferreira (PL-MG), além de outros políticos da direita pernambucana.
Durante o ato, apoiadores cantaram música contra o PT e o presidente Lula. As informações são do JC.
Antes do começo da carreta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no Recife, deputados pernambucanos exaltaram o ato em apoio ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Para o deputado federal eleito deputado estadual André Ferreira (PL), o ato demonstra a força da direita no estado. As informações são da Folha de Pernambuco.
“É o maior ato político da direita em Pernambuco. Não tenho dúvida nenhuma que (Flávio) Bolsonaro vai ser eleito, e Pernambuco vai dar sua contribuição em votação nele”, afirmou.
Já o deputado estadual reeleito Abimael Santos (PL) afirmou que o ato representa o desejo de mudança da população pernambucana.
“Isso aqui é resultado de várias forças, vários deputados trabalhando , mas não só isso. É mais um desejo de mudança do povo pernambucano. Nunca se viu um negócio desse”, disse.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22), a três dias do segundo turno, mostra que 49% dos eleitores entrevistados aprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, enquanto 48% desaprovam.
Na pesquisa anterior, de uma semana atrás, 50% desaprovavam o governo, e 48% aprovavam. As informações são do g1.
É a primeira vez desde julho que a aprovação fica numericamente acima da desaprovação.
O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-09709/2026.
Avaliação do governo Lula
A pesquisa também mostra que 39% dos entrevistados consideram a gestão Lula 3 como ruim ou péssima, enquanto 36% consideram ótima ou boa. Aqueles que responderam regular são 24%.
Veja os números:
Ruim/péssimo: 39% (eram 41%)
Ótimo/bom: 36% (eram 35%)
Regular: 24% (eram 23%)
Não sabe: 1% (era 1%)
Disputa acirrada pela Presidência
O levantamento mostra que Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto, e Lula tem 46%, em empate técnico dentro da margem de erro. Brancos e nulos somam 5%, os indecisos são 2%.
Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 50%. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições.
Veja os números:
Flávio Bolsonaro (PL): 47% (eram 47%)
Lula (PT): 46% (eram 45%)
Em branco/nulo/nenhum: 5% (eram 6%)
Indecisos: 2% (eram 2%)
O Datafolha mostra que 94% dos eleitores entrevistados estão totalmente decididos sobre o voto, e 6% ainda podem mudar.
Rejeição
A pesquisa aponta ainda que também que Flávio Bolsonaro tem uma rejeição de 46% dos eleitores (eram 44% na pesquisa anterior), enquanto a rejeição de Lula é de 45% (eram 46%).
Segundo a pesquisa, 3% dos eleitores dizem rejeitar ambos, e 6% não rejeitam nenhum dos dois.
Minha amiga Kátia Cubel, que promove há 22 anos o Prêmio Engenho Comunicação, em Brasília, me fez uma convocação para participar de um dos painéis do Festival de Jornalismo no Recife, na próxima quarta-feira. Terá o mesmo formato do de Brasília, também promovido e coordenado por ela, com muito brilho e sucesso, com a participação da nata do jornalismo nacional.
O Festival de Jornalismo Recife será realizado no auditório da OAB-PE, das 13h às 20h, com participação de 15 profissionais da comunicação. O evento, voltado prioritariamente para estudantes de Jornalismo, terá entrada gratuita e vagas limitadas. A proposta é complementar a formação universitária com debates sobre prática profissional, ética, mercado de trabalho, apuração e os desafios atuais da profissão.
A programação começa às 13h30, com o painel “O Papel do Jornalismo”, reunindo Breno Pires, da revista Piauí e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); Carla Egydio, da Associação de Jornalismo Digital (Ajor); e Patrícia Blanco, do Instituto Palavra Aberta e do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. Pernambucano e formado pela UFPE, Breno é um premiado repórter investigativo.
Às 14h30, o painel “Os desafios do Jornalismo em Pernambuco” terá Carol Santos, do Marco Zero; Leusa Santos, da Folha de Pernambuco; Laurindo Ferreira, do Sistema Jornal do Commercio; e Magno Martins, do Blog do Magno. Na sequência, às 15h30, o jornalista Francisco José fará a conferência magna “Francisco José e o Jornalismo nas Linhas de Frente”. Aos 82 anos, ele participou de 103 edições do Globo Repórter e construiu uma trajetória marcada por grandes reportagens no Brasil e no exterior.
O debate “O que o Mercado espera de você”, às 16h30, reunirá Eduardo Scolese, da Folha de S.Paulo; Eldo Gomes, do Blog do Eldo; e Felipe Resk, do Diário de Pernambuco. Às 17h20, Basília Rodrigues, analista de conjuntura do SBT News e uma das jornalistas mais bem informadas sobre os bastidores do poder em Brasília, participa com Roberta Aureliano, da TV Guararapes, do painel “Precisão da Informação e o Impacto na Sociedade”. A programação será encerrada com a exibição do documentário Escola Base – Um Repórter Enfrenta o Passado, às 18h10.
O Festival de Jornalismo Recife tem patrocínio do Banco do Nordeste, da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), além do apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, Jornalistas & Cia, RXZ e OAB-PE. As inscrições são gratuitas e as vagas, limitadas.
A corrida presidencial entra em sua fase decisiva com uma intensa agenda de pesquisas eleitorais registradas para os dois últimos dias antes da votação.
Na sexta-feira (23), estão previstas sete pesquisas nacionais. No sábado (24), véspera do segundo turno, outros dez levantamentos poderão ser divulgados.
O volume de entrevistas chama a atenção e permitirá uma comparação importante entre diferentes institutos, metodologias e períodos de coleta.
Para a sexta-feira estão previstas pesquisas dos seguintes institutos:
DataTrends, com 2.000 entrevistados. Alfa Inteligência, com 1.200. RealTime Big Data, com 2.000. Veritá, com 15.554. Ipespe, com 1.500. Vox Brasil, com 2.100. Vetor Arrow, com 3.000 entrevistados.
A véspera da eleição terá uma concentração ainda maior de levantamentos.
Estão previstos estudos da Phoenix, com 4.001 entrevistados; AtlasIntel, com 5.000; CNT/MDA, com 2.002; Veritá, com 15.554; Gerp, com 2.400; Apex/Futura, com 2.000; Palver, com 5.000; Nexus/BTG, com 2.000; Quaest, com 3.702; e Datafolha, com 4.050 entrevistados.
Ao todo, são 45.709 entrevistas previstas nesses dez levantamentos.
A última fotografia antes das urnas
O interesse não está apenas no número de pesquisas, mas principalmente no período em que os entrevistados serão ouvidos.
Quaest, Datafolha, AtlasIntel e outros institutos terão trabalhos de campo realizados muito próximos da votação, oferecendo ao eleitorado uma das últimas fotografias da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
A comparação entre os resultados deverá ser feita com cautela. Diferenças de metodologia, tamanho da amostra, margem de erro e período de coleta podem produzir números diferentes sem que isso necessariamente represente uma mudança real na preferência do eleitor.
Outro ponto fundamental é distinguir registro de pesquisa de aprovação do resultado. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é uma exigência legal e permite consultar informações como contratante, metodologia, amostra e período de realização. O TSE, entretanto, não chancela previamente os números apresentados pelos institutos.
Na reta final, portanto, mais importante do que observar uma pesquisa isoladamente será verificar a tendência conjunta dos levantamentos.
A sexta-feira poderá indicar o movimento da disputa. No sábado, a véspera da eleição, poderá apresentar a última grande fotografia antes de o eleitor transformar números de pesquisas em votos nas urnas.
A Faculdade de Medicina de Olinda (FMO) lançou, nesta quinta-feira (22), a Comenda Inácio de Barros Melo, criada para homenagear personalidades de destaque na sociedade, especialmente na área da educação. O primeiro agraciado foi o médico cardiologista e professor Eduardo Lins Paixão, escolhido por decisão unânime do corpo docente da instituição.
Durante a homenagem, Eduardo Lins Paixão destacou sua relação com a medicina e com a docência. “A medicina é a arte de servir, de trabalhar para as pessoas. O sucesso é apenas uma consequência disso. Eu adoro ensinar e procuro sempre entregar o meu melhor”, afirmou. Formado em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE), ele atua nas áreas de cardiologia nuclear e tomografia cardiovascular e é professor da FMO.
A comenda leva o nome do advogado e professor Inácio de Barros Melo, fundador da Associação de Ensino Superior de Olinda (Aeso), criada em 1968 e responsável pela implantação da Faculdade de Direito de Olinda. Segundo o diretor-geral da FMO, Inácio de Barros Melo Neto, a homenagem busca preservar o legado do educador. “A Comenda nos ajuda a perpetuar a história de um grande educador”, declarou.
O Partido Liberal (PL) realiza, nesta quinta-feira (22), uma mobilização política em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, no Recife. O ato, intitulado “Bloquinho do 22”, é realizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana, e conta com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros políticos conservadores.
A concentração ocorre na Pracinha de Boa Viagem. Os participantes seguem em caminhada pela orla da Avenida Boa Viagem até o Parque Dona Lindu. As informações são da Folha de Pernambuco.
Entre os políticos que participam da caminhada estão o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP), o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e o senador eleito Marcel van Hattem (Novo-RS).
Também marcam presença representantes pernambucanos, como o presidente estadual do PL e deputado federal eleito, Anderson Ferreira; o deputado estadual eleito André Ferreira (PL); e o ex-candidato ao Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, Mendonça Filho (PL), além de outros políticos e aliados.
A ex-líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Joice Hasselmann (Podemos) declarou nesta quinta-feira (22) que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em vídeo publicado no Instagram, a ex-parlamentar explica que sua decisão decorre da defesa da democracia, apesar das divergências políticas que mantém com Lula e o PT. “Afinal, perder uma eleição, tudo bem. Perder a democracia, jamais”, afirma. As informações são do Brasil 247.
Joice apresenta o voto como uma escolha pela preservação das condições que permitem o debate político e o exercício da oposição. “Voto em Lula, sem meias palavras, sem hipocrisia”, declara.
Da campanha de Bolsonaro ao rompimento
No vídeo, Joice relembra sua trajetória de enfrentamento ao PT e sua participação na campanha de Jair Bolsonaro em 2018. Ela afirma que acreditava estar contribuindo para uma mudança política e para o combate à corrupção.
“Em 2018, acreditei em Bolsonaro, sim”, diz. A ex-deputada recorda a proximidade que teve com o então candidato e sua atuação posterior como líder do governo no Congresso Nacional.
Segundo seu relato, a decepção ocorreu ainda no primeiro ano da gestão. Joice afirma que a convivência com o núcleo familiar e com aliados de Bolsonaro revelou práticas incompatíveis com as promessas que a haviam levado a apoiar o projeto.
“Eu vi o clã por dentro”, afirma. Ao reconhecer sua responsabilidade na ascensão do ex-presidente, acrescenta: “Eu errei em ajudar, mas não poderia ficar de braços cruzados”.
Relato de perseguição e denúncia sobre minuta de golpe
Joice afirma que o rompimento foi acompanhado de perseguições, agressões e ataques à sua reputação. No vídeo, relata ter perdido poder, aliados e base política, além de ter sido grampeada e espancada – o que ocorreu em 2021, quando seu apartamento foi invadido.
A ex-parlamentar também afirma que denunciou a existência de uma minuta de golpe ainda em 2019 e que levou a informação ao então presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.
“Esta minuta já existia no primeiro ano de governo”, declara. Ao revisitar sua trajetória, Joice sustenta que suas denúncias foram feitas quando ainda enfrentava resistência e ataques de antigos aliados.
“Os dois lados não são iguais”
O argumento central da declaração de voto é a distinção entre divergências políticas e ameaça à democracia. Joice afirma que continua discordando da esquerda, mas considera que essas diferenças podem ser enfrentadas dentro das instituições.
“Hoje posso confirmar: os dois lados não são iguais”, diz. Sobre o campo político ao qual se opôs durante décadas, afirma que ele tem ideias que combate, “mas dentro das regras da democracia”.
A ex-deputada faz duras acusações contra a família Bolsonaro e sustenta que o grupo representa um risco à alternância de poder. Em sua avaliação, uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia abrir caminho para a continuidade do domínio familiar sobre a Presidência durante décadas, além de assalto aos cofres públicos.
Voto em Lula e oposição após a eleição
Joice afirma estar consciente das consequências pessoais e políticas de seu posicionamento. Prevê críticas, rompimentos de amizades e fechamento de portas, mas diz que esses custos não a farão recuar. “Já perdi muito e não tenho medo de perder”, declara.
A ex-deputada ressalta que seu voto não representa adesão ao programa do PT. Sua intenção, segundo explica, é retomar a oposição depois da eleição, com a garantia de poder exercê-la em um ambiente democrático.
“Sim, volto à oposição, mas dentro do processo democrático, onde é possível fazer oposição”, afirma.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, a três dias do segundo turno, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto, contra 46% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ambos têm 50%.
Na pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 15 de outubro, Flávio Bolsonaro aparecia com 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula.
Os dados da pesquisa espontânea — quando o nome dos candidatos não é apresentado ao entrevistado — mostram um cenário de estabilidade. Flávio manteve 46%, enquanto Lula marcou novamente 45%. Os indecisos, por sua vez, passaram de 3% para 4%. As informações são do jornal O GLOBO.
Os pesquisadores foram às ruas entre terça e quinta-feira. Ocorreram 2.520 entrevistas feitas pessoalmente. O levantamento, contratado pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, tem nível de confiança de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-09709/2026.
Contexto eleitoral
A nova pesquisa mede o impacto de desdobamentos importantes da campanha. Na semana passada, foi promulgado o fim da escala 6×1, bandeira eleitoral de Lula. Depois, os candidatos participaram das entrevistas da Globo e do debate da TV Band. Também cresceram, desde então, as mobilizações nas ruas e nas redes em prol dos candidatos.
Nos últimos dias, outra tendência que se acentuou foi o duelo de narrativas sobre o Bolsa Família. Baseada em declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, a campanha de Lula passou a alegar que a vitória do filho de Jair Bolsonaro colocaria em risco o programa. O período de entrevistas do instituto, no entanto, não pegou tanto o auge dessas afirmações, que cresceram ontem.
O debate da Band foi considerado de péssimo nível pelas campanhas, que tentam agora modular a postura de Lula e Flávio para o encontro da Globo, na sexta. Pesquisas qualitativas também diagnosticaram que os eleitores não gostaram do primeiro embate.
O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) autorizou, nesta quinta-feira (22), os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a divulgarem seus sigilos.
A decisão é uma resposta a ofícios apresentados pelos dois candidatos ao tribunal entre terça-feira (20) e quinta-feira. Cada um se dispôs a liberar seus dados e os de familiares e empresas, desde que o adversário fizesse o mesmo.
“Não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor”, afirmou o ministro. As informações são da CNN.
“Ante o exposto, e diante da ausência de óbice legal à divulgação espontânea de seus próprios dados, nos termos aqui expostos, reitera-se que os candidatos e pessoas físicas e jurídicas a que se referiram estão autorizadas a divulgar, por ato próprio, como e quando entenderem pertinentes, seus respectivos dados e informações, conforme os compromissos públicos assumidos”, concluiu o vice-presidente do TSE.
Pedido de Lula
Na petição, Lula autoriza a abertura de seus sigilos e os da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, e dos filhos Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Claudio, referentes aos últimos oito anos.
O petista pede ainda que os dados sejam divulgados à população no sistema DivulgaCandContas, do TSE, ou em outro site de acesso público.
A condição é que Flávio adote a mesma providência em relação a si e a seus familiares: o ex-presidente Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan e a mulher, Fernanda Bolsonaro.
O desafio foi lançado por Lula no final do primeiro debate do segundo turno, no domingo (18), e reforçado em ato de campanha em Porto Alegre na segunda-feira (19).
”Sigilo protege o próprio titular”
Mendonça argumenta que os sigilos existem para proteger o titular, que pode abrir mão deles quando quiser. O ministro cita a Lei Complementar 105/2001, segundo a qual não há quebra do dever de sigilo quando as informações são reveladas com consentimento expresso dos interessados.
Segundo a decisão, extratos bancários estão disponíveis nos bancos ou em seus aplicativos, as declarações de Imposto de Renda podem ser acessadas no portal da Receita Federal pela conta gov.br e os registros de chamadas podem ser obtidos com as operadoras de telefonia.
“Para que não reste dúvida”, o relator reafirma que os candidatos e as pessoas físicas e jurídicas citadas estão autorizados a divulgar os dados “como e quando entenderem pertinentes”.
Sobre gastos com recursos públicos, como os do cartão corporativo, Mendonça afirma que, se essas informações tiverem sido classificadas como sigilosas com base na Lei de Acesso à Informação, a própria autoridade responsável pela classificação, ou uma superior, pode revê-la e dar publicidade imediata, sem necessidade de intervenção judicial.
“Laranjas”
O ministro, porém, faz uma ressalva sobre o alcance da divulgação. Segundo ele, é de conhecimento público que recursos de corrupção e lavagem de dinheiro costumam não passar pelas contas dos beneficiários, mas por intermediários, os chamados “laranjas”.
Por isso, diz Mendonça, a divulgação voluntária de extratos e declarações, embora legítima, não substitui investigações conduzidas por órgãos competentes sob controle judicial.