Mais dois tetos de hospitais caem e confirmam maquiagem de Raquel
As duas novas quedas de parte do teto registradas ontem — uma no Hospital da Restauração, a terceira em pouco mais de um mês, e outra na Pediatria do Hospital Getúlio Vargas — reforçam um cenário que já se transformou em símbolo da crise da saúde pública em Pernambuco. A maior emergência do Norte e Nordeste volta a ser palco de um episódio que ultrapassa o problema estrutural e revela um modelo de gestão marcado pela redução de investimentos, diminuição de leitos e incapacidade de enfrentar os problemas reais da rede estadual.
O caso do Hospital da Restauração está longe de ser isolado. Nos últimos dias, o Hospital Agamenon Magalhães registrou dois desabamentos de teto em um intervalo de apenas uma semana. Já a UTI Pediátrica do Hospital Barão de Lucena também sofreu recentemente com a queda de parte da estrutura. A repetição dos episódios em diferentes unidades evidencia que não se trata de um acidente pontual, mas de um problema sistêmico que atinge hospitais estratégicos da rede estadual.
Leia maisO mais grave é que os desabamentos acontecem em meio a um contexto de superlotação crônica, corredores cheios, pacientes aguardando atendimento por horas e profissionais trabalhando sob condições cada vez mais precárias.
A situação é consequência direta de uma política que reduziu recursos para a saúde e promoveu o fechamento de leitos justamente quando a demanda por atendimento cresce em todo o estado. Enquanto a rede enfrenta dificuldades estruturais cada vez mais visíveis, o Governo Raquel Lyra tem apostado em intervenções que muitos classificam como obras de fachada.
A pintura externa do Hospital da Restauração se tornou um dos principais exemplos dessa estratégia. O mesmo ocorre agora com intervenções na fachada do Hospital Agamenon Magalhães. O problema é que a tinta nova nas paredes não resolve infiltrações, não recupera estruturas comprometidas, não cria leitos e tampouco melhora a qualidade da assistência prestada à população.
A deterioração das unidades também se manifesta de outras formas. Documentos da própria Secretaria Estadual de Saúde já registraram a presença de ratos, escorpiões e outras pragas em hospitais da rede. São relatos que ajudam a compor um quadro preocupante de abandono, incompatível com a importância das unidades para milhões de pernambucanos que dependem exclusivamente do SUS.
Ao mesmo tempo, Pernambuco assistiu ao fechamento de três hospitais e à redução da oferta de leitos durante a atual gestão. Em vez de ampliar a capacidade da rede para enfrentar a crescente demanda, o Estado passou a operar com menos estruturas disponíveis, contribuindo para o agravamento da superlotação e da sobrecarga dos serviços.
A sequência de quedas de teto, a presença de pragas, a redução de leitos, o fechamento de unidades e a superlotação dos hospitais formam um conjunto de evidências que apontam para uma mesma direção: a saúde pública estadual vive uma crise que não pode mais ser escondida por ações de marketing ou reformas superficiais.
O que desaba nos hospitais pernambucanos não é apenas concreto. É a narrativa de que a saúde estaria avançando sob a gestão Raquel Lyra, enquanto pacientes e profissionais convivem diariamente com os sinais de um sistema cada vez mais fragilizado.
SEMANA DECISIVA – A partir de hoje, as atenções em Brasília se voltam para o desfecho das negociações do banqueiro Daniel Vorcaro para sua delação premiada sobre um dos maiores escândalos dos últimos anos no País envolvendo o sistema financeiro nacional. A primeira proposta dele não foi aceita por falta de informações substanciosas, mas a segunda proposta foi entregue na segunda-feira passada. Desde então, está sendo ajustada mais de uma vez a pedido da PF e PGR.

Túlio, o manda-chuva – Depois das declarações de Túlio Gadelha, afirmando que a chapa de Raquel para o Senado já está fechada com ele o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, a pergunta que mais se ouve nos bastidores é se a governadora perdeu as rédeas na montagem do seu palanque. Se os dois nomes vierem a se confirmar, Gadelha passou a ter um super poder na coligação governista. Consequentemente, a governadora perdeu a sua autonomia no xadrez político.
Haja dinheiro: 40 bilhões a devolver – Os principais pontos indicados sobre o que ele tem a dizer ou oferecer na delação incluem a análise que tem uma “imensidão de nomes” para oferecer, incluindo políticos, congressistas e lideranças religiosas envolvidas no esquema investigado. A proposta prevê a devolução de R$ 40 bilhões aos cofres públicos, parcelados ao longo de 10 anos. Além de fraudes financeiras, as investigações abrangem planejamento de agressões físicas e outros atos violentos.
De quem é o pix? – O Palácio do Planalto recuperou o lema “O Pix é nosso”, lançado no ano passado após o início da apuração dos Estados Unidos e em meio aos desdobramentos do primeiro tarifaço. A estratégia também serviu para alfinetar Flávio Bolsonaro, acusado por governistas como o culpado pela reação americana, após um encontro com Donald Trump na semana que antecedeu a crise. O senador negou ter envolvimento com a medida e apostou na criação de um slogan próprio: “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”.

Enfim, contrapeso aos menudos – A velha guarda do PSB, oriunda do arraesismo histórico, começou a dar pitacos na campanha do pré-candidato a governador, João Campos. Um encontro com ele atraiu muita gente que trabalhou com Arraes e Eduardo, experientes em eleições bem-sucedidas e que antes eram uma mera aventura, como a vitória de Eduardo Campos em 2006. Finalmente, João se convenceu da importância desse grupo e que, embora os menudos tenham o sangue novo para a guerra, as grandes ideias e estratégias saem pelos cabelos brancos.
CURTAS
VISÃO DE CIRO 1 – Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, disse, ontem, que a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas poderá ter consequências para empresas e pessoas que colaborem com as facções criminosas.
VISÃO DE CIRO 2 – Também declarou que a medida adotada pelos EUA não deve alterar as investigações policiais contra os grupos criminosos, mas empresas ou indivíduos que colaborarem com o crime organizado poderão ser alvo das sanções dos norte-americanos, tendo restrições para fazer negócios internacionais.
FORRÓ – Mais de 30 prefeitos, entre eles o anfitrião Zeca Cavalcanti (Podemos), já confirmaram presença no Forró do Magno em Arcoverde no próximo sábado, a partir de meio-dia com a Super Oara, Silvério Pessoa e Paulinho Leite, em comemoração aos 20 anos do blog. Também vários ex-prefeitos, deputados e vereadores. Senhas e mesas ainda podem ser adquiridos pelo contato 87. 98824-0969, através de Tayse Lira.
Perguntar não ofende: A queda sucessiva de tetos em hospitais reformados confirma a maquiagem de Raquel na saúde?
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