Após o público “chega pra lá” em Túlio Gadelha, deixando claro que ele não tem autorização para falar em seu nome nem para conduzir articulações políticas por conta própria, o presidente acabou colocando o deputado em uma situação delicada. Com as discussões sobre a chapa majoritária avançando, especialmente em torno da disputa ao Senado, Túlio passa a ser tratado cada vez menos como peça central e mais como um ator secundário no tabuleiro político.
Fontes ouvidas pelo Blog avaliam, porém, que a própria ficha já caiu para o neodireitista. Nos bastidores, a leitura é de que ele percebeu ter feito um movimento excessivamente à direita e agora tenta corrigir a rota. O problema é que, na política, nem sempre há espaço para voltar atrás sem custos. E, se Lula costuma ser duro com quem se afasta da estratégia definida pelo grupo, setores da esquerda costumam ser ainda menos tolerantes com movimentos considerados fora da linha e alinhados aos direitistas.
Hoje, promete ser mais um grande capítulo do São João de Arcoverde 2026. Com programação distribuída em diversos polos culturais, a Capital do Samba de Coco abre as portas para moradores e turistas vivenciarem uma verdadeira imersão na cultura nordestina, reunindo forró pé de serra, samba de coco, poesia, artes cênicas, quadrilhas juninas e grandes shows musicais.
Ao longo do dia, a festa se espalha por toda a cidade, reafirmando a proposta de valorizar as tradições populares e oferecer opções para todos os públicos. A programação começa ao meio-dia, no Polo do CGA, com Felipe Novo, e segue até a madrugada com apresentações que celebram a diversidade cultural do Nordeste.
Símbolo da identidade cultural de Arcoverde, o Polo Raízes do Coco será um dos grandes destaques desta sexta-feira. Localizado no coração da festa, o espaço reúne grupos tradicionais e artistas que mantêm viva uma das manifestações culturais mais importantes do município.
A programação começa às 19h com o Samba de Coco En’cantos do Coco, seguido, às 20h30, pelo Samba de Coco Irmãs Lopes, levando ao público toda a força da tradição passada de geração em geração.
Às 22h, sobe ao palco Josildo Sá, um dos nomes mais respeitados da música nordestina, conhecido por sua trajetória ligada à valorização da cultura popular e dos ritmos regionais.
No Polo Multicultural, principal palco da festa, o público poderá conferir os shows de Dani Aguiar, Talita Mel e Priscila Senna, a partir das 21h, prometendo reunir uma multidão.
Já o Polo Pé de Serra mantém viva a essência do forró tradicional com apresentações de Ademir e Banda, às 20h, e Silvia Regina, às 22h.
O Polo das Artes Henry Pereira traz uma programação diversificada com o Reisado Encanto das Caraíbas, a tradicional Quadrilha Junina Rainha Sertaneja, além do Samba de Coco Quebra Coco Aliança e da banda Cadillac Tangerina.
No Polo Multimusical, as atrações ficam por conta de Spice Bone, Laranjão, Dkaws e Verdant, garantindo uma mistura de ritmos e sonoridades contemporâneas.
A programação ainda contempla apresentações no Polo da Cruz, Polo da Poesia e Corredor Cultural, fortalecendo a descentralização dos festejos e valorizando artistas locais e regionais.
Reconhecido como um dos maiores e mais autênticos festejos juninos do Brasil, o São João de Arcoverde mantém como marca principal a valorização das raízes culturais do Nordeste. Com dezenas de atrações espalhadas pelos polos temáticos, a cidade transforma cada esquina em palco para a arte, a tradição e a celebração da identidade sertaneja.
Nesta sexta-feira, moradores e visitantes terão mais uma oportunidade de vivenciar a riqueza cultural que faz de Arcoverde uma referência nacional quando o assunto é São João.
A nona fase da Operação Compliance Zero, que atingiu em cheio o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), trouxe de volta à discussão a famosa “solução Hargreaves”, muitas vezes comentada e nunca mais repetida. Em 1997, o então ministro da Casa Civil de Itamar Franco, Henrique Hargreaves, foi envolvido em denúncias na CPI do Orçamento.
Itamar resolveu afastá-lo até o fim das investigações. Hargreaves só retornou ao cargo quando não restavam mais suspeitas sobre ele. Itamar considerou que não se tratava de uma sentença antecipada de culpa, mas de uma decisão que preservava o governo da crise e fazia com que o acusado se defendesse sem usar os poderes e influência do Estado.
Na verdade, o governo Luiz Inácio Lula da Silva já esperava que, em algum momento, as investigações sobre o caso Master atingissem o PT da Bahia. Porque é no governo da Bahia, cuja administração é petista, que está um dos pontos de origem dos esquemas de irregularidades do Banco Master. De forma resumida, o banco de Daniel Vorcaro tinha dois esquemas de irregularidades. Um deles tem a sua origem diretamente ligada à Bahia.
O primeiro esquema era uma espécie de pirâmide financeira a partir da altíssima rentabilidade que oferecia para suas operações de CDBs. Claramente, o Master sabia que a rentabilidade que oferecia era insustentável. Por isso, a necessidade da tal “emenda Master” proposta pelo senador Ciro Nogueira, que aumentava para R$ 1 milhão o valor de investimento assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O segundo esquema estava relacionado com falsos empréstimos consignados que engordavam a carteira de crédito do banco.
Nessa ponta, está Augusto Lima, sócio de Vorcaro, e a Bahia. Guga Lima, como é conhecido, comprou do governo da Bahia o CredCesta. Inicialmente, o CredCesta era uma empresa que vendia alimentos a preços subsidiados. Evoluiu para conceder crédito a servidores. Privatizada, foi vendida para Guga Lima, que se associou depois a Vorcaro e levou o processo dos consignados.
Como denunciaram reportagens de Beatriz Matos neste Correio da Manhã, mais de cem professores da rede pública estadual de ensino da Bahia tiveram consignados falsos em seu nome. Não receberam nem um tostão. Mas esses empréstimos engordaram a carteira que o Master vendeu para o BRB.
Desde o início, o Correio da Manhã vem buscando respostas junto aos órgãos do governo da Bahia que controlam a folha de pagamento dos servidores. Como se deu o acesso ao nome e CPF desses servidores. Como foi possível que esses créditos constassem da carteira dessa forma?
Dentro ou fora do governo, o senador Jaques Wagner (PT-BA) terá que explicar se tem alguma relação com esse modus operandi desenvolvido pelo Master para fraudar a carteira de crédito que tentou passar para o BRB. E se tem mais gente do governo da Bahia também envolvido com isso.
Os R$ 11 milhões pagos à empresa de consultoria da nora de Wagner, Bonnie Bonilha, somam-se aos R$ 80 milhões efetivamente pagos ao escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre Moraes, Viviane Barci, aos R$ 60 milhões efetivamente pagos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a outras despesas de Vorcaro com autoridades.
Desde o início, porém, o caso dos consignados falsos dos professores da Bahia enseja outra dúvida grave no meio financeiro, como já foi dito aqui no Correio Político. Como foi possível ao Master negociar uma carteira de crédito falsa sem que isso fosse percebido pelos mecanismos de fiscalização e controle financeiro?
Sempre será preciso lembrar que Daniel Vorcaro quase conseguiu vender seu banco para o BRB. E que o Banco de Brasília efetivamente pagou por uma carteira fajuta de crédito. E que antes disso ele quase conseguira que esse negociação fosse feita com a Caixa Econômica Federal. Até então, muita cegueira houve.
A reportagem da Folha de S.Paulo de 18 de junho traz uma informação de enorme relevância estratégica: o grupo CSN, controlador da Transnordestina Logística, apresentou ao Governo Federal uma nova proposta para alterar a ligação da ferrovia que vai até Pecém com a Norte-Sul, deslocando a conexão originalmente pensada pelo Maranhão para um novo traçado pelo Tocantins.
Na prática, trata-se de uma mudança que pode redesenhar a geografia logística do Brasil. A interligação da Transnordestina com a Ferrovia Norte-Sul, associada ao Porto do Pecém, no Ceará, cria um corredor competitivo de exportação, especialmente diante da crescente centralidade da China no comércio internacional e da necessidade brasileira de escoar produção com menor custo e maior eficiência.
O Ceará tem tudo para sair fortalecido. Também ganharão os estados atravessados por esse novo trecho. Pernambuco, porém, não está nessa rota. E esse fato precisa acender um sinal de alerta.
O trecho pernambucano da Transnordestina, há anos prometido pelo Governo Federal, ainda não teve seu reinício concretizado. Enquanto isso, o projeto avança por outras frentes, com maior capacidade de atração de investimentos e de apoio político. A consequência pode ser grave: Pernambuco corre o risco de ficar à margem de uma das principais infraestruturas logísticas do país.
É verdade que há questionamentos atuais do Tribunal de Contas da União sobre o trecho pernambucano. Entre eles, estaria a desatualização do projeto, inclusive quanto ao traçado. Em parte, a crítica procede. O projeto precisa ser revisto, modernizado e adequado à nova realidade logística nacional. Pernambuco não pode defender apenas uma ferrovia regional, limitada em sua ambição e em sua capacidade de integração. É preciso pensar em uma ferrovia estratégica, conectada ao Brasil produtivo e às grandes rotas internacionais.
O que não se pode aceitar é que a necessidade de atualização técnica sirva como pretexto para o abandono político do trecho pernambucano. Ao contrário: justamente por sua importância, o projeto exige revisão, prioridade e articulação.
Esse assunto merece muito mais atenção dos senadores por Pernambuco, da bancada federal pernambucana, do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa, do setor produtivo e da sociedade civil. Na realidade, não se vê. A Transnordestina não é apenas uma obra de engenharia. É uma disputa por futuro, competitividade, empregos, arrecadação, portos, indústria e presença estratégica no Nordeste.
Pernambuco já perdeu muitas oportunidades por falta de coordenação política e visão de longo prazo. Não pode repetir esse erro agora.
Se a nova conexão da Transnordestina com a Norte-Sul pelo Tocantins representa um ganho para o Ceará e para a logística nacional, Pernambuco precisa fazer a sua parte: atualizar o projeto, defender seu traçado, demonstrar sua viabilidade e exigir do Governo Federal, destravar o TCU e ter uma posição clara sobre o reinício das obras.
A pergunta que fica é simples: Pernambuco quer ser protagonista da nova logística brasileira ou aceitará assistir, de fora, ao redesenho dos grandes corredores de desenvolvimento do país?
Na manhã de hoje, o presidente da Câmara Municipal do Paulista, vereador Eudes Farias, articulou uma reunião entre representantes dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Combate às Endemias (ACE) e a Secretaria de Administração do município para tratar das pendências relacionadas às declarações do Imposto de Renda de servidores das categorias.
O encontro contou com a participação da secretária de Administração, que apresentou esclarecimentos sobre as providências adotadas pela gestão municipal diante das inconsistências identificadas por alguns servidores junto à Receita Federal.
Durante a reunião, a secretária informou que a Prefeitura do Paulista já realizou todas as correções e ajustes que estavam sob responsabilidade da administração municipal. Segundo ela, os procedimentos pendentes agora dependem exclusivamente do processamento das informações pela Receita Federal.
O senador Humberto Costa (PT-PE), 2º vice-presidente do Senado, foi reconhecido, pelo 16º ano consecutivo, como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. O nome do senador integra a tradicional lista “Cabeças do Congresso Nacional”, elaborada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), que reúne os 100 deputados e senadores de maior protagonismo na atividade legislativa brasileira.
Por 16 anos seguidos, Humberto é o senador pernambucano que mais vezes integrou a lista dos “Cabeças do Congresso”, consolidando uma trajetória de influência e protagonismo no Parlamento. Desde o início de seu primeiro mandato no Senado, em 2011, ele figura ininterruptamente entre os congressistas de maior destaque na atuação legislativa nacional.
O levantamento do DIAP identifica os parlamentares que exercem maior influência sobre o processo legislativo, considerando critérios como capacidade de articulação política, formulação de propostas, negociação, liderança nos debates e formação de consensos.
Para Humberto Costa, o reconhecimento é resultado de uma atuação pautada pelo diálogo e pela defesa dos interesses de Pernambuco e do Brasil. “Recebo esse reconhecimento com muita responsabilidade. É a confirmação de que nosso mandato segue atuando com seriedade, diálogo e compromisso para defender Pernambuco, fortalecer a democracia e construir soluções para melhorar a vida da população”, disse o senador.
Agenda pelo interior
Além da intensa atuação no Congresso Nacional, Humberto Costa cumpre, nesta semana, uma extensa agenda pelo interior de Pernambuco. Em quatro dias, o senador percorrerá dez municípios para encontros com lideranças, visitas institucionais e participação em eventos populares.
Depois de passar por Bonito, Bezerros e Bom Conselho, no Agreste, Humberto segue, hoje, para Araripina, no Sertão. No sábado (20), a agenda inclui Ouricuri, Parnamirim, Mirandiba, Serra Talhada e Sertânia. A programação será encerrada no domingo (21), em Arcoverde, com a participação do senador na tradicional Caminhada do Forró, um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural da região.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), tem confidenciado a aliados, segundo fontes ouvidas pelo Blog, que o deputado federal Túlio Gadelha (PSD) vem se tornando cada vez menos viável como opção para compor sua chapa ao Senado em 2026.
Na avaliação de integrantes do entorno da governadora, episódios recentes envolvendo o parlamentar, somados ao enfraquecimento de sua aproximação política com o presidente Lula (PT), reduziram sua relevância estratégica dentro do projeto eleitoral governista.
Além disso, a base política que sustenta o governo estadual reúne diferentes forças partidárias e lideranças que reivindicam espaço na composição majoritária. Nesse contexto, o nome de Túlio deixaria de ser considerado decisivo para a montagem da chapa.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que uma composição com o ex-ministro Mendonça Filho (PL) e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) poderia tornar a chapa mais competitiva junto ao eleitorado de centro-direita, segmento que teve papel importante na eleição de Raquel Lyra ao governo do Estado em 2022.
Embora nenhuma decisão tenha sido oficialmente tomada, o debate já integra as discussões internas sobre a estratégia eleitoral para 2026.
São Lourenço da Mata, que possui a melhor Atenção Básica do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, também se destaca pelos investimentos realizados na média complexidade. Com uma política pública voltada à descentralização dos serviços de saúde, o município inaugurou, no distrito de Matriz da Luz, uma moderna Clínica de Fisioterapia, com capacidade para atender até 800 pessoas por mês.
O evento também chamou atenção pela presença de João Campos, que esteve no município para acompanhar de perto a entrega do novo equipamento de saúde na zona rural. Durante a solenidade, João Campos parabenizou o prefeito Vinícius Labanca e destacou a importância dos investimentos na área. “Saúde é prioridade máxima em qualquer gestão. Conte comigo sempre que precisar”, afirmou.
Já Vinícius Labanca relembrou o apoio recebido em um dos momentos mais difíceis enfrentados pelo município. “No ano passado, quando São Lourenço da Mata viveu um período desafiador, foi João Campos quem levou nossa demanda ao presidente Lula e ajudou a garantir mais de R$ 10 milhões para manter o custeio da saúde da cidade”, destacou.
Labanca também voltou a cobrar maior apoio do Governo do Estado ao Hospital e Maternidade Petronila Campos, unidade que realiza cerca de 1.400 partos por ano. Segundo o prefeito, o hospital não recebeu convênios estaduais durante o período citado. “Se dependesse exclusivamente do Estado para manter o funcionamento do hospital, ele estaria hoje de portas fechadas. Felizmente, conseguimos mantê-lo funcionando com muito esforço e responsabilidade”, afirmou.
Na próxima segunda, dia 22 de junho, às 10h, a Câmara de Garanhuns realizará uma audiência pública no Plenário, com foco na Segurança Pública. Este encontro terá como destaque o funcionamento da Delegacia da Mulher e o Policiamento Ostensivo na cidade.
Na Audiência, será discutida a atual situação do policiamento, especialmente a falta de efetivo policial, que impacta diretamente a segurança da cidade. Também será abordada a ausência de policiais militares recém-formados no Batalhão de Garanhuns, um fator que agrava a problemática da segurança na região. A participação da comunidade é essencial para enriquecer o debate.
“Não é a política que faz o candidato virar ladrão. É o voto que faz o ladrão virar político” – Gustavo Krause.
Por Muciolo Ferreira*
“Quem sabe faz a hora e não espera acontecer…” São com esses versos de uma canção revolucionária, composta por Geraldo Vandré, nos anos 60, que saúdo, hoje, o mestre Gustavo Krause pelos 80 anos de vida. E faço minhas as palavras do senador Fernando Dueire, que em artigo hoje na Folha de Pernambuco o classifica como o prefeito que tocou a alma do Recife.
Verdade. Talvez o título do artigo, em homenagem a um “pequeno notável em estatura”, mas grandioso e vitorioso em todas as atividades exercidas na vida pública, não tenha vindo lá de cima? Sejam um auxílio celestial e proteção divina do anjo da guarda Leuviah? Isso mesmo.
Até porque esse invisível é o protetor dos nascidos hoje, 19 de junho. Leuviah é conhecido como o anjo da inteligência, da memória aguçada e que orienta seus protegidos a se espelhar no passado ao projetar o futuro. E sem temer os obstáculos. Essas qualidades herdadas do anjo definem e se encaixam direitinho na visão futurista, na personalidade e no carisma do aniversariante.
Vida longa ao agora oitentão, filho de dona Emocy e do dentista Bido Krause, e pai de Daniela, Priscila, Manuela, Artur e Lara.
Arcoverde viveu, ontem, uma noite histórica nos festejos juninos. Segundo a organização do evento, o público registrado no Pátio de Eventos da Estação foi um dos maiores desta edição 2026 do São João de Arcoverde, consolidando o evento como um dos mais prestigiados do Nordeste.
A programação reúniu três atrações de grande apelo popular e capazes de mobilizar fãs de diversas regiões de Pernambuco e estados vizinhos: Wesley Safadão, Iguinho e Lulinha e Maciel Kuré.
Principal nome da noite, Wesley Safadão subiu ao palco cercado de expectativa e protagonizou um dos maiores públicos já registrados nesta edição da festa. Com uma carreira consolidada nacionalmente e sucessos que atravessam gerações, o cantor é apontado como um dos grandes responsáveis pela intensa movimentação de turistas e forrozeiros na cidade.
A abertura da programação ficou por conta de Maciel Kuré, artista que representa a força da cultura popular nordestina. Com muito humor, irreverência e valorização das tradições regionais, o cantor levou identidade cultural ao palco e aqueceu o público para uma das noites mais aguardadas do calendário junino.
Encerrando a maratona de shows, a dupla Iguinho e Lulinha transformou o Pátio da Estação em um grande coro coletivo. Fenômeno do forró e da vaquejada, os artistas acumulam sucessos e arrastam multidões por onde passam, garantindo animação até as primeiras horas da madrugada.
Além da programação musical, a cidade registra intensa movimentação no comércio, na rede hoteleira e nos polos gastronômicos, reforçando o impacto econômico positivo gerado pelo São João de Arcoverde.
Com uma estrutura reforçada de segurança, saúde, mobilidade e serviços, a Prefeitura de Arcoverde trabalha para garantir tranquilidade ao público em uma noite que já entra para a história como uma das maiores e mais movimentadas de todo o São João 2026.
A expectativa para essa sexta-feira (19) é de um público apaixonado pela sofrência, já que sobe ao palco multicultural a cantora Priscilla Senna. Antes tem Dani Aguiar e Talita Mel. Hoje também Arcoverde abre as portas de todos os 10 polos juninos, com muito samba de coco, forró pé de serra, arte e cultura.
A Operação Compliance Zero acaba de atingir um dos nomes mais poderosos da política brasileira. O senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, ex-governador da Bahia, ex-ministro e amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva há mais de quatro décadas, tornou-se alvo de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
É importante registrar que Wagner nega qualquer irregularidade e terá amplo direito de defesa. Mas, no campo político, o dano já está produzido. Afinal, não se trata de um parlamentar qualquer. Trata-se do principal articulador do governo no Senado e de uma das figuras mais influentes do PT desde a chegada do partido ao poder.
A decisão da Polícia Federal de incluir Jaques Wagner entre os alvos da nona fase da Operação Compliance Zero não surgiu do nada. Os investigadores afirmam estar apurando uma série de conexões entre o senador, o empresário Augusto Lima — ex-sócio de Daniel Vorcaro — e operações financeiras que passaram a despertar suspeitas no curso das investigações sobre o Banco Master.
Entre os elementos analisados pela PF estão pagamentos milionários realizados à BK Financeira, empresa pertencente à nora do senador, além de relações empresariais e patrimoniais que os investigadores consideram merecedoras de aprofundamento. Também está sob análise a suspeita de que vantagens patrimoniais possam ter sido concedidas de forma indireta a pessoas ligadas ao líder do governo no Senado.
A própria Polícia Federal sustenta que esta fase da investigação busca esclarecer possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Não há, até o momento, denúncia formal ou condenação contra Jaques Wagner. Mas o simples fato de a investigação ter alcançado o principal articulador político do governo Lula no Congresso já representa um terremoto político de grandes proporções.
O que torna o caso ainda mais explosivo é que as investigações deixaram de atingir personagens periféricos da política nacional. As apurações e revelações já alcançam nomes que ocupam o centro do poder em Brasília. Além de Jaques Wagner, aparecem citados em diferentes desdobramentos do caso figuras como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e o senador Flávio Bolsonaro. A lista atravessa governo, oposição e Centrão, sugerindo que Daniel Vorcaro construiu uma rede de influência muito mais ampla do que se imaginava inicialmente.
Se essa hipótese vier a ser confirmada pelas investigações, o Banco Master terá produzido algo raro na história recente do país: um escândalo capaz de conectar setores aparentemente antagônicos da política nacional em torno de um mesmo eixo de interesses. Nesse contexto, a chegada da Polícia Federal ao círculo mais próximo de Lula transforma um problema que parecia restrito ao sistema financeiro numa crise potencialmente institucional.
Para o presidente da República, a situação é especialmente delicada. Jaques Wagner não é apenas mais um senador do PT. Foi ele quem ajudou a construir a hegemonia petista na Bahia, principal fortaleza eleitoral de Lula no Nordeste. Ex-sindicalista, Wagner migrou para a política profissional, governou a Bahia por dois mandatos, ocupou ministérios estratégicos e tornou-se um dos homens mais influentes da República.
A oposição certamente explorará esse episódio ao máximo. Afinal, durante meses, o governo tentou enquadrar o escândalo do Banco Master como um problema localizado em outros campos políticos. A chegada da investigação ao líder do governo desmonta essa narrativa e reforça a percepção de que os tentáculos de Vorcaro alcançaram diferentes correntes ideológicas e diversos centros de poder.
O desgaste também é simbólico. Wagner sempre foi apresentado como um dos quadros mais leais e próximos de Lula. Quando seu nome passa a frequentar as manchetes de uma investigação dessa magnitude, a repercussão inevitavelmente alcança o Palácio do Planalto e contamina o ambiente político da campanha presidencial de 2026.
A grande pergunta que emerge da nona fase da Operação Compliance Zero é simples: até onde chegam os tentáculos de Daniel Vorcaro? A cada nova etapa da investigação, a impressão que fica é que o Banco Master não buscou apenas negócios e operações financeiras. Buscou acesso, influência e trânsito privilegiado nos mais altos escalões da República.
Se as investigações avançarem e produzirem novas revelações, o caso poderá se transformar num dos maiores problemas políticos enfrentados pelo governo Lula em seu quarto mandato. E o fato de o nome de Jaques Wagner aparecer agora nesse enredo talvez seja apenas o começo de uma história que ainda promete muitos capítulos.
Mais do que o destino jurídico dos investigados, o que está em jogo é a credibilidade das instituições e a capacidade da política brasileira de explicar suas relações com grupos econômicos que operam nos bastidores do poder. Quando os nomes do líder do governo, dos presidentes da Câmara e do Senado, de expoentes da oposição e de dirigentes partidários passam a orbitar a mesma investigação, o país tem o dever de acompanhar cada passo da apuração com atenção redobrada.
Afinal, se Daniel Vorcaro conseguiu construir uma ponte entre interesses financeiros e os mais altos escalões da República, o Brasil está diante de algo muito maior do que um simples caso bancário. Está diante de uma investigação que pode revelar como funciona, de fato, uma parte importante da engrenagem do poder em Brasília.
Assim, a cada fase da Operação Compliance Zero, ninhada de pombos-sujos de Vorcaro cada vez aumenta mais.
O Sextou de hoje, programa que ancoro às sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, trará o mais autêntico forró. O entrevistado é o cantor Assum Preto, ícone do ritmo nordestino. O artista, que fez história no grupo Brasas do Forró, agora segue em carreira solo, com agenda cheia durante os festejos juninos.
Antes de integrar o Brasas do Forró, Assum Preto fez parte da banda Os Três do Nordeste. Durante o período no Brasas, sua voz inconfundível foi consagrada nas canções “Irreverência” “Eu Te Amei” e “Maria Tchá Tchá Tchá”. Seu mais recente álbum, lançado em abril, inclui sucessos como: “O Dia”, “Saudade pra sempre”, “Paraíso do Vaqueiro” e “Quem Muito Fala Muito Erra”.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
O Grupo Preserve Liserve conquistou, pelo 13º ano consecutivo, o primeiro lugar no segmento de Empresa de Segurança na pesquisa Marcas Que Eu Gosto 2026. Com atuação em sete estados do Nordeste, a empresa se consolidou como a maior transportadora de valores da região e uma das maiores do Brasil, oferecendo serviços como logística e custódia de valores, escolta armada, segurança patrimonial, vigilância inteligente e terceirização de operações estratégicas.
Com mais de 50 anos de atuação, o grupo atribui o reconhecimento ao investimento contínuo em tecnologia, inovação e qualificação de equipes. Segundo o diretor comercial, Felipe Gomes, a empresa busca evoluir constantemente para acompanhar as novas demandas do mercado, apostando em soluções inteligentes, automação e eficiência operacional. Para a Preserve Liserve, a liderança na pesquisa reforça a confiança conquistada junto aos clientes e parceiros e o compromisso com a excelência na prestação de serviços.
Os profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) escolhem, no próximo dia 3 de julho, a nova diretoria da entidade. Candidato à Presidência pela chapa da situação, Nielsen Christianni afirmou, em entrevista exclusiva ao Frente a Frente, que pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão, da qual participa como superintendente. “Sou um candidato de continuidade a um projeto que se iniciou em 2021”, destacou.
Entre as prioridades apresentadas, Nielsen apontou o avanço da modernização dos serviços prestados pelo Conselho. Segundo ele, a meta é ampliar o uso da tecnologia para reduzir ainda mais o tempo de emissão de documentos, como a Certidão de Acervo Técnico (CAT), indispensável para a participação de profissionais em licitações públicas. “A gente pacificou o procedimento, demos agilidade e agora a nossa intenção é colocar mais tecnologia, mais sistema, para poder fazer isso com muito mais celeridade”, afirmou.
O candidato também defendeu uma atuação mais presente do CREA na formulação de políticas públicas relacionadas à engenharia, à agronomia e às geociências. Para Nielsen, o Conselho precisa exercer um papel técnico na construção de projetos voltados ao desenvolvimento do Estado. “Passamos a inserir a engenharia, a agronomia e as geociências na construção dessas políticas, ou seja, a incidir sobre elas”, ressaltou.
Na área de capacitação profissional, Nielsen destacou o CREA Qualifica, programa criado durante a atual gestão para oferecer cursos gratuitos em parceria com instituições de ensino. Segundo ele, a iniciativa busca suprir uma demanda crescente por atualização profissional. “Ainda identificamos uma carência do que nós costumamos chamar de capacitação continuada. O CREA criou um programa para patrocinar essa qualificação de forma gratuita”, explicou.
Ao comentar a participação das mulheres na engenharia, tema levantado durante a entrevista, Nielsen afirmou que o fortalecimento da presença feminina já faz parte das ações da atual administração. Ele citou a criação do Programa Mulher, a ocupação de cargos de liderança por engenheiras e o crescimento da participação feminina nos cursos da área. “Cada vez mais, oportunizar esses espaços para a participação das mulheres na engenharia tem sido uma das nossas metas”, declarou.
Ao final da entrevista, Nielsen conclamou os profissionais a participarem da eleição, que ocorrerá de forma eletrônica, das 8h às 19h do dia 3 de julho. Segundo ele, uma participação expressiva da categoria fortalece a defesa de pautas como o piso salarial dos engenheiros e a valorização da profissão. “Gostaríamos que cada um pudesse mobilizar o máximo de profissionais para termos uma grande representatividade. Isso dá forças para que possamos trilhar as lutas que temos feito”, concluiu.
A operação que atingiu o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, criou um problema político para o Planalto ao atingir em cheio uma das principais narrativas do PT: a de que o caso Master seria um escândalo restrito a adversários da direita e do Centrão.
Nos bastidores do governo, a orientação desde o início do dia era clara: Jaques Wagner precisava explicar os pagamentos sob investigação e colocar o cargo à disposição para evitar que o caso contaminasse o governo e o partido.
A avaliação de integrantes do Planalto era de que o afastamento deveria ter ocorrido ainda no ano passado, justamente para impedir que a crise ganhasse novas proporções. As informações são do blog da Andréia Sadi.
Por isso, causou perplexidade a declaração de Wagner de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria lhe pedido para “ficar firme”, por considerar que ele estaria sendo alvo de perseguição. Na avaliação de auxiliares do governo, a fala vincula diretamente o presidente à decisão e dificulta a estratégia que vinha sendo construída para separar o governo da situação do senador.
A tendência agora é o PT tentar se descolar do caso e concentrar a responsabilidade na situação individual de Jaques Wagner. O cálculo político é preservar o governo e evitar que o escândalo comprometa ainda mais a agenda do Planalto.
Do lado das investigações, porém, a mensagem da Polícia Federal e do ministro André Mendonça é de que a apuração seguirá avançando. Celulares apreendidos, depoimentos e o material já coletado pelos investigadores são considerados peças centrais da investigação.
Entre investigadores e integrantes do Judiciário, a avaliação é de que o conteúdo reunido até agora ajuda a explicar tanto a pressão para enfraquecer a operação quanto a dimensão do escândalo. Nos bastidores, o caso é tratado como uma investigação de alcance suprapartidário, capaz de atingir personagens de diferentes campos políticos, da esquerda à direita.
Com quem conversou reservadamente em Araripina na última quarta-feira, quando esteve na abertura oficial dos festejos juninos do município, a governadora Raquel Lyra (PSD) sinalizou que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), estará na sua chapa como candidato ao Senado ao lado de Túlio Gadelha (PSD), já escolhido, mas também não oficializado.
A decisão, se confirmada, não terá o respaldo da Federação Progressista, formada pelo União Brasil e PP, que tem como presidente o deputado federal Eduardo da Fonte (PP). Dudu da Fonte, como é mais conhecido, aliás, marcou para o próximo dia 29 a deliberação da federação, da qual tem o controle absoluto, por ter a maioria dos seus integrantes no Estado.
No encontro do dia 29, no Recife, sairá a indicação de Dudu como o candidato ao Senado pela federação. Se a governadora não aceitar, perderá, consequentemente, o apoio formal da federação. Isso implica danos para a governadora, que perderá tempo de TV na propaganda oficial e muito dinheiro do fundo eleitoral.
Raquel nunca imaginou tamanho abacaxi para descascar. Dudu e o conjunto da Federação Progressista não apoiam Miguel em hipótese alguma. O ex-prefeito de Petrolina tem dito que a decisão soberana caberá à executiva nacional da federação, cujo controle está dividido entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda, presidente do UB.
Ciro e Rueda andam superafinados, e o que se diz em Brasília é que não vão interferir em Pernambuco, em respeito ao acordo nacional pelo qual quem tiver a maioria na formação da federação tem autonomia para decidir, o que favorece Dudu da Fonte.
Dudu tem dez deputados estaduais e dois federais, enquanto Miguel conta apenas com um federal e um estadual, respectivamente os irmãos Fernando Filho e Antônio Coelho. Se Raquel, portanto, contrariar essa lógica numérica, pode dar um tiro no próprio pé.
FAVAS CONTADAS – O que se ouve nos bastidores é que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), já estaria escolhido como o segundo candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), ao lado de Túlio Gadelha (PSD). E que só não foi ainda anunciado porque a governadora aguarda o respaldo da Federação Progressista, que não terá, segundo uma fonte bem próxima ao presidente estadual da federação, Dudu da Fonte. “Ela me confessou que o segundo candidato será Miguel”, disse um parlamentar da base governista com trânsito fácil no Palácio do Campo das Princesas.
O bicho vai pegar – Ouvido, ontem, pelo blog, o ex-prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSD), torceu o nariz para uma possível escolha de Miguel Coelho ao Senado. “Não creio que a governadora passe por cima de uma decisão da Federação Progressista (PP-UB), que tem convocação do seu conjunto de deliberação para o dia 29. Vou esperar até lá”, disse. Adversário figadal dos Coelho, Pimentel não tem o menor entusiasmo pela candidatura de Miguel. “Miguel foi extremamente deselegante comigo e com Socorro”, afirmou Pimentel, referindo-se também à sua esposa, deputada estadual e candidata a federal. Se Raquel optar por Miguel, Pimentel só vai se pronunciar após a confirmação.
Prefeito à espera da definição – Quem também aguarda uma posição de Raquel sobre essa novela mexicana em que se transformou a escolha dos candidatos ao Senado em sua chapa é o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), que está sendo fortemente pressionado pela família Coelho para apoiar a reeleição da governadora. “Eu dependo dos Coelho. O grupo liberou R$ 10 milhões em emendas federais para Araripina por meio do deputado Fernando Filho”, disse o gestor, que na última quarta-feira recebeu a governadora em seu camarote na abertura oficial dos festejos juninos do município, mas não se rendeu às pressões. “Se ela confirmar Miguel, terá o meu apoio”, afirmou.
Reação do governo – A revelação da PF de que o senador Jaques Wagner, líder do governo, foi “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master não deve mudar, ao menos por enquanto, os planos da comunicação de Lula para a campanha eleitoral. O argumento repetido por petistas é o de que Jaques Wagner não disputa a Presidência da República e o principal opositor de Lula, Flávio Bolsonaro, tem provas contra si mesmo por sua relação para lá de próxima com Daniel Vorcaro. A estratégia traçada no entorno do presidente, por ora, é continuar explorando politicamente o envolvimento do Zero Um com Daniel Vorcaro, por meio das visitas do senador ao ex-banqueiro, pedidos de recursos para o filme Dark Horse e o fato de Flávio ter negado inicialmente a relação com Vorcaro.
Envolvido até o talo – A Polícia Federal já tem provas de que o senador Jacques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado, está envolvido até o talo no escândalo do Banco Master. Ele teria recebido pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, usado aeronaves ligadas ao Master e recebido ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil. O petista foi alvo, ontem, de um mandado de busca e apreensão na nona fase da Operação Compliance Zero. O ponto de conexão de Wagner com o caso Master se dá por meio do ex-sócio do banco, o empresário baiano Augusto Lima, que também foi alvo na operação de ontem.
CURTAS
CIFRADAS – As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master e o senador Jacques Wagner incluem o uso de mensagem que, para os investigadores, foi uma forma de linguagem cifrada para tratar do apartamento de R$ 2,45 milhões no empreendimento Poème Horto, em Salvador.
PROVAS – O diálogo ocorreu entre Daniel Lopes Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro ligado ao grupo do Banco Master, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como “Tio Guiga”, homem de confiança do senador e pai de seu enteado, Eduardo Mendonça Sodré Martins.
DOCUMENTOS – Segundo a decisão do ministro André Mendonça, após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, as tratativas envolvendo o apartamento não foram interrompidas. Ao contrário, continuaram por meio de reuniões presenciais, chamadas de voz, videoconferências e trocas de documentos destinados a reorganizar juridicamente a propriedade do imóvel.
Perguntar não ofende: Jacques Wagner tem culpa no cartório?