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Medida de Lula contra bets movimenta cenário político em Pernambuco 

Por Alex Fonseca
Do Blog da Folha

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspender as atividades das casas de apostas on-line, por meio de Medida Provisória assinada ontem (25), repercutiu entre os políticos pernambucanos que disputam os cargos majoritários no estado.

Em vídeo publicado no próprio dia da assinatura, a governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, elogiou a iniciativa do presidente da República. “Uma notícia boa para Pernambuco e para o Brasil: o presidente Lula acaba de assinar uma medida provisória acabando com as bets no Brasil. E é muito simbólico que ele faça isso no dia em que veio ao Recife, aqui em Pernambuco”, declarou.

A governadora Raquel Lyra foi a Petrolina neste sábado (26) e passou apenas cerca de cinco horas na cidade. Chegou pela manhã, participou de uma caminhada com presença de protestos e, sem apresentar novos compromissos para a região, deixou o município.

Cinco horas depois, Raquel já estava no Recife para participar de uma caminhada no Centro. A passagem relâmpago pela cidade reforça uma pergunta que os petrolinenses têm o direito de fazer: qual é, de fato, a prioridade do Governo de Pernambuco para Petrolina e para o Sertão do São Francisco?

Enquanto isso, João Campos, durante aniversário de Petrolina, no último dia 21, fez questão de permanecer na cidade, dormir em Petrolina, conceder entrevista coletiva e apresentar uma carta de compromissos com a região.

João transformou a presença em Petrolina em oportunidade para apresentar propostas e assumir compromissos, Raquel chegou, participou de uma caminhada que teve protestos e deixou a cidade poucas horas depois. Petrolina não precisa apenas de visita de campanha. Precisa de presença, compromisso e respostas para os problemas que continuam afetando a população.

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A carreata que seria realizada pelo candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, em Tuparetama, no Sertão, foi suspensa após decisão da Justiça Eleitoral local apontar falta de efetivo policial suficiente para garantir a segurança do evento. João respeitou a determinação e criticou a falta de policiamento no interior do Estado.

“Eu não estou aqui para questionar a Justiça, mas sabe qual foi o argumento utilizado? Que não tinha efetivo policial suficiente. Os policiais estão se formando na polícia e estão ficando nos bairros caros e de gente rica do Recife”, afirmou.

Caruaru - Minha rua nova

Do Blog da Folha

Na tarde deste sábado (27), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), participa do ato Onda 55, que deve percorrer as principais ruas da área central do Recife, maior colégio eleitoral do estado. A mobilização foi incluída de última hora na agenda da gestora.

A campanha da governadora pretende mobilizar apoiadores da Região Metropolitana do Recife (RMR) para que compareçam já na concentração, que começa a partir das 14h30 na Rua da Aurora, no trecho localizado no bairro de Santo Amaro.

Desse ponto, Raquel Lyra, a vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), os candidatos ao Senado e deputados federais, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), e lideranças de segmentos culturais da cidade seguirão até a Praça do Arsenal.

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Do Blog da Folha

A agenda deste sábado (26) do candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), conta com uma série de mobilizações pelo Sertão do Pajeú. João iniciou o dia com carreatas em São José do Egito e Itapetim. Nos dois municípios, João foi recebido por apoiadores e lideranças políticas.

Em São José do Egito, João realizou uma mini carreata até a feira no centro do município. Acompanharam o líder da frente popular a candidata ao Senado Marília Arraes, o ex-prefeito Evandro Valadares, os candidatos à reeleição para deputado federal Carlos Veras e Lucas Ramos e o candidato a deputado estadual Diogo Moraes.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

No Baixo Império, quando as legiões aclamavam um novo imperador, o rei era levado nos ombros dos soldados. Era um gesto para legitimá-lo antes mesmo da aprovação do Senado. Na Roma Antiga, o ato de carregar generais ou líderes vitoriosos era o triunfo, mas quem os carregavam eram soldados submetidos a todo tipo de humilhação.

Por isso, quando vi, há pouco, o vídeo de Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, carregando a governadora Raquel Lyra (PSD) nos ombros, num ato político na cidade que ele governou com tamanha competência e se projetou para o Estado, não acreditei. Pensei ser um servo, vassalo.

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Por Agência Brasil

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar, por 7 votos a 3, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, mais multa de R$ 80 mil, por ter difamado a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O julgamento foi realizado em plenário virtual, prevalecendo ao final o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O caso está relacionado a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, quando ele afirmou que Tábata atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Por Agência O Globo

A medida provisória (MP) que proíbe as bets no país, anunciada ontem (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a valer ontem mesmo, com a publicação no Diário Oficial da União. Porém, terá um efeito inicialmente temporário, cuja validade é de quatro meses.

Para ter validade permanente é preciso que a medida seja votada em uma comissão mista com deputados e senadores e, depois, pelos plenários da Câmara e do Senado. A cúpula do Congresso ainda não se debruçou sobre o calendário e nem sobre quais parlamentares vão ocupar a relatoria e a presidência da comissão mista.

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O candidato a governador João Campos (PSB) publicou, neste sábado (26), uma mensagem de solidariedade à ex-deputada Roberta Arraes (PP), que registrou boletim de ocorrência após denunciar ter sido vítima de violência física e verbal em Araripina, no Sertão de Pernambuco. Nas redes sociais, João defendeu uma apuração rigorosa do caso e criticou a governadora Raquel Lyra (PSD) por ter ouvido o relato da violência e, mesmo assim, ter seguido em agenda de campanha com um aliado apontado como responsável pela violência contra a ex-parlamentar.

“Me solidarizo com a deputada estadual Roberta Arraes, que registrou boletim de ocorrência após denunciar ter sido vítima de violência física em Araripina. O caso precisa ser rigorosamente apurado pela Polícia Civil. Causa estranheza que, diante do relato, a candidata não tenha tomado nenhuma medida como governadora. Mesmo estando ao lado da vítima, que pediu medida protetiva, preferiu seguir sua agenda com o homem apontado por ela como agressor”, escreveu o candidato.

O caso ocorreu na tarde de ontem (25), dentro do Hospital de Câncer do Sertão, em Araripina. Um vídeo mostra Roberta Arraes abordando Raquel Lyra e dizendo que havia sido agredida pelo ex-prefeito Raimundo Pimentel (PSD). No boletim de ocorrência, segundo informações divulgadas sobre o caso, a ex-deputada relatou que teria sido empurrada com o ombro e posteriormente intimidada com agressões verbais. Ela solicitou medidas protetivas urgentes.

Após o episódio, Raimundo Pimentel confirmou que seguiu para Ouricuri acompanhando a agenda da governadora e classificou a denúncia como “factoide”. A agenda foi cumprida depois do episódio de violência denunciado por Roberta Arraes e relatado à governadora ainda nas dependências do hospital. Raquel não se manifestou publicamente sobre a denúncia.

Durante agenda pelo Sertão do Pajeú, neste sábado (26), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que, caso eleito, pretende ampliar os investimentos na região a partir do próximo ano. Em entrevista à Rádio Gazeta 95.3 e ao Blog do Marcelo Patriota, o candidato citou diversos investimentos, como Centro de Hemodiálise, Companhia de Polícia e Delegacia da Mulher, além da ampliação do ensino técnico.

Grupo de mulheres de Petrolina participaram neste sábado (26) da caminhada de Raquel Lyra pelas ruas do centro da cidade. Durante o ato, elas distribuíram cópias xerox de mensagens pedindo respeito às mulheres, em uma manifestação que fez referência direta ao episódio que ganhou repercussão nacional após a frase “faz sem ela saber”, dita por Raquel em um vídeo gravado em 2025. A governadora posteriormente pediu desculpas e classificou a fala como equivocada.

A manifestação tem um significado especial porque foi justamente de Petrolina que partiu, na última quinta-feira (24), o pedido formal ao Ministério Público para que o caso seja investigado, protocolado por um grupo de mulheres liderado pelas rendeiras do bairro José e Maria.

A caminhada de Raquel também foi marcada por uma participação abaixo do esperado, segundo relatos e imagens do ato. A governadora chegou ao centro de Petrolina acompanhada por um grupo reduzido de apoiadores e, durante o percurso, teve de conviver com a manifestação das mulheres que cobravam respeito e investigação.

Por Tarsila Castro
Do Blog da Folha

Em coletiva de imprensa no Recife, o candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, afirmou que ainda não conversou com os candidatos ao governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) sobre a disputa estadual. Segundo Cury, a campanha dele pretende manter uma posição de neutralidade em relação à eleição, pelo menos por enquanto. O postulante participou de um encontro com líderes políticos e candidatos do partido em um comitê localizado em Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana.

“Eu não conversei com eles (Raquel e João) sobre esse tema. A minha vida está extremamente corrida. Se você quer ficar estressado, candidate-se à Presidência da República e você vai ver que não tem nem tempo de respirar. Não tive contato próximo com eles. Por isso, não tenho nada a dizer sobre esse tema. O que está traçado, até agora, é que vamos ficar neutros.”

Por Rinaldo Remígio*

Basta a eleição se aproximar e o Brasil parece descobrir uma pressa que, muitas vezes, não demonstrou durante os anos anteriores. De repente, surgem anúncios, reajustes, benefícios, promessas, investimentos e medidas destinadas a alcançar milhares — às vezes milhões — de brasileiros. Algumas são necessárias, outras podem estar previstas há bastante tempo e muitas são perfeitamente legais. Mas o cidadão tem todo o direito de fazer uma pergunta incômoda: por que tanta coisa acontece justamente quando o voto está tão perto?

Não se trata de ser contra o Bolsa Família ou qualquer outro programa social. Pelo contrário. Uma sociedade marcada por profundas desigualdades precisa proteger aqueles que realmente necessitam do Estado. O problema começa quando a política pública corre o risco de ser confundida com favor político.

Ontem (25), em Arcoverde, João Campos foi recebido por lideranças políticas, apoiadores e moradores durante uma carreata pelas principais vias do município. A ex-prefeita Madalena Britto esteve presente no evento, que também contou com a participação do candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), do deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e do candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras (PSB). A concentração ocorreu na região da Praça da Rodoviária, no bairro São Cristóvão.

A participação de Madalena ocorre em momento de intensa movimentação política no município. Nos últimos dias, a ex-prefeita também participou de agendas de rua e reafirmou publicamente seu apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco.

A governadora Raquel Lyra está em Petrolina neste sábado (26) para participar de uma caminhada que sai da Praça do Galo e segue até a área atrás da Igreja Matriz, onde está previsto um ato político.

A mobilização, porém, começou marcada pelo esvaziamento. As imagens registradas no local mostram uma participação muito abaixo do esperado, em um evento organizado com o apoio da família Coelho.

Raquel chega a Petrolina depois de não ter participado das comemorações pelo aniversário da cidade. Agora, encontra um cenário de baixa mobilização. Além do esvaziamento, há mobilizações de grupos que prometem protestar durante a passagem da governadora, o que pode aumentar a pressão sobre Raquel durante a agenda.

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Era quarta-feira, 2 de março de 1988, em Brasília. O senador Afonso Arinos (1905-1990), 82 anos, sobe na tribuna e defende a emenda do voto aos 16 anos. “Sou o constituinte mais idoso defendendo o direito dos mais jovens”, iniciou Arinos, argumentando a favor da emenda proposta pelo deputado gaúcho Hermes Zaneti e pelos mineiros Paulo Delgado e Aécio Neves. Arinos convenceu o plenário a aprovar o voto facultativo para os maiores de 16 anos e menores de 18.

Foi o canto do cisne daquele político que vivera intensamente o Brasil desde os anos 1920. Apoiara a revolução de 1930 e rompera com Getúlio Vargas em 1943, signatário do Manifesto dos Mineiros, expondo dura contradição: o Brasil lutava na Segunda Guerra contra a ditadura nazista e não poderia seguir no regime ditatorial do Estado Novo, instaurado em 1937. Pouco mais de 20 anos depois, romperia com o regime militar, por ele apoiado em 1964. Ficou anos a fio longe da política, voltando ao Congresso octogenário, eleito em 1986 pelo PFL do Rio de Janeiro.

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