Em simulação de segundo turno considerando apenas os votos válidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente na corrida eleitoral, marcando 52,8% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 47,2% da preferência neste formato, segundo dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9).
Nos votos totais, Flávio tem 51,1% e Lula, 45,7%. Brancos/ nulos/ não sei são 3,2%.
Flávio e Lula disputam o segundo turno no próximo dia 25 de outubro. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03%, com 56,1 milhões de votos no primeiro turno. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. As informações são da CNN.
O que são votos válidos? Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.
Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
Metodologia A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.026 eleitores, entre os dias 3 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03663/2026.
No primeiro turno, as pesquisas eleitorais erraram em vários Estados e na corrida presidencial. No embate Lula (PT) x Flávio (PL), o petista sempre apareceu à frente, mas quando os votos saíram das urnas apareceu em segundo, com o filho de Bolsonaro abrindo dois pontos de vantagem – 47% a 45%. Nas primeiras sondagens, ontem, o que se esperava aconteceu, com o liberal permanecendo na frente.
Pelo Datafolha, entretanto, a vantagem de Flávio é muito pequena, quase dentro da margem de erro, de quatro pontos percentuais – 49% a 44%, enquanto no Datapoder chega a 6 pontos. Quando se computam apenas os votos válidos no Datafolha, Flávio vai a 52% e Lula fica em 48%, a mesma diferença. Um dado chama a atenção: os indecisos representam apenas 1%, enquanto brancos e nulos somam 5%.
Lula pode virar ainda? Esta é a pergunta mais ouvida. Tudo é possível. O jogo não está decidido, mas eleição é soma. Enquanto Lula ficou perdendo tempo com a lavagem de roupa suja em reuniões com aliados, Flávio foi em busca de apoios. O liberal já agregou apoios importantes, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que disputaram no primeiro turno, além de cinco partidos.
Legendas, aliás, que estão no Governo Lula, como o PSD, Republicanos e União Brasil. Flávio trouxe ainda o Podemos, que cresceu muito e terá uma bancada expressiva na Câmara, em torno de 27 deputados. Quando um partido detém uma fatia de poder numa gestão e passa para o outro lado do balcão sinaliza por mudanças, reflete descrédito na capacidade do presidente em reverter o processo eleitoral adverso.
A campanha de rua de segundo turno começou agora. A propaganda eleitoral no rádio, na TV e nas redes sociais só terá seu start hoje. Vêm pela frente os debates na TV e as estratégias políticas, eleitorais e de marketing. Lula é mais experiente, bom nos debates e tem uma militância muito mais aguerrida.
Mas um fato é indiscutível: na primeira semana pós-eleição de primeiro turno, Flávio criou em torno da sua candidatura um ambiente muito mais favorável do que Lula. Apoios, fatos positivos e campanha para cima geram expectativa de vitória e de poder.
CENÁRIO RUIM PARA LULA – Na pesquisa Datafolha, houve uma redução de dois pontos na rejeição de Flávio Bolsonaro, com 43% das pessoas dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. Já a rejeição a Lula cresceu um ponto, de 45% para 46%. Embora os movimentos tenham sido na margem de erro, o aumento de três pontos na distância na guerra de rejeições eleva a dificuldade para a campanha à reeleição do petista nesse segundo turno, que também não teve melhora na avaliação de governo. E governo com baixas taxas de avaliação, como o de Lula, tem extrema dificuldade de emplacar reeleição.
Candidato do PL ganhou maioria dos eleitores de Caiado, Zema e Cury – A primeira pesquisa do Datafolha para o segundo turno da disputa presidencial mostra para onde migraram até o momento os votos dos eleitores de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Segundo o levantamento, 46% foram para Flávio Bolsonaro (PL), enquanto outros 32% passaram a declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda dentro deste grupo, 15% afirmam que votam em branco ou nulo, segundo o Datafolha. Os números confirmam os sinais de que a tendência majoritária da chamada “terceira via” seria para o candidato bolsonarista.
O maior entrave – O alto percentual de eleitores que dizem estar totalmente decididos quanto ao voto (94%) é um entrave à estratégia da campanha de Lula de virar votos. A maior incidência de quem escolhe candidato para derrotar o adversário entre os eleitores de Flávio também é um dado que mostra a limitação do apelo a eleitores de outros candidatos em favor do presidente. Um de cada quatro eleitores que pretendem votar em Bolsonaro o faz para derrotar Lula e apenas 69% porque acreditam que ele é o melhor candidato. No caso de Lula, 83% o acham melhor e 13% votam para derrotar Bolsonaro.
Cury também adere – O escritor Augusto Cury (Avante), que ficou em terceiro lugar na disputa à Presidência, anunciou, ontem, apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Os dois tiveram um encontro pela manhã. Segundo a assessoria do ex-candidato, foi entregue uma carta de compromissos políticos ao candidato do PL. Flávio assinou o documento. “A decisão foi tomada após uma longa conversa entre os dois e a assinatura, por Flávio, de um compromisso público com propostas defendidas por Cury durante sua campanha, voltadas à transformação social, à modernização do país e à pacificação nacional”, informou Cury em nota.
Para tirar do pobre – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como uma “aberração” o anunciado “tesouraço” de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário nas eleições, caso ele seja eleito presidente no próximo dia 25. O petista disse que esses cortes vão afetar diretamente as pessoas pobres do país. “Uma aberração do ponto de vista de proposta política que é a ideia do ‘tesouraço’. No Brasil, toda vez que um governo fala em corte, quando faz teto de gastos, quando fala de ajuste fiscal, ele não fala tentando fazer com que os ricos percam alguma coisa. Eles fazem essa proposta para tirar do pobre”, afirmou.
CURTAS
NO DF – A governadora Celina Leão (PP) lidera a disputa de segundo turno no Distrito Federal, com 55% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha. O candidato do PT, Leandro Grass, tem 37%. Ainda segundo a pesquisa, 3% dos eleitores estão indecisos sobre qual candidato votar, e 5% declararam intenção de votar nulo ou branco. Em votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções, Celina lidera com 60%, contra 40% de Grass.
INQUÉRITO – A Polícia Federal instaurou um inquérito, ontem, para apurar as causas do incêndio que atingiu um prédio do Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O órgão mantém tratativas com o reitor Alfredo Gomes e o comandante do Corpo de Bombeiros. As chamas atingiram o edifício na noite de quarta-feira e o segundo andar foi destruído.
CRIMINOSO – Os senadores eleitos Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) manifestaram preocupação com a possibilidade de um suposto incêndio criminoso no prédio da UFPE. “Diante dos relatos de ameaças após um ato pró-Lula, é fundamental esclarecer os fatos”, disse a pedetista. Já o senador Humberto divulgou que acionou a Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) pedindo investigação “imediata e rigorosa”.
Perguntar não ofende: Por que nenhum dos candidatos de primeiro turno declarou apoio a Lula?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Partido Liberal (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não querem assumir o compromisso de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalha 6×1, em discussão no Senado Federal.
“Eu estou sabendo, pelo noticiário da imprensa, que o meu adversário está propondo ao partido dele abstenção. Isso saiu na imprensa de hoje. Ele tá com vergonha de dizer que não vai estar no plenário, mas está pedindo para o partido dele, para o PL se abster, na perspectiva de não assumir compromisso com a redução da jornada de trabalho para o povo trabalhador brasileiro”, disse. As informações são do g1.
O presidente, candidato à reeleição, também afirmou que o “tesouraço” nas despesas proposto por Flávio Bolsonaro é uma “aberração” e que herdou orçamento insuficiente do governo de Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.
“E uma outra coisa que eu queria conversar com os nossos senadores, com os nossos parlamentares, e que tem levado a uma aberração, do ponto de vista de proposta política, é a ideia do ”tesouraço'”, disse Lula.
O presidente afirmou que precisou fazer a PEC da Transição em 2022 para corrigir problemas no orçamento de 2023, proposto pelo governo Jair Bolsonaro e aprovado pelo Congresso Nacional.
Lula disse que os pobres são sempre quem mais sofrem com ajuste fiscal e corte de despesas no Brasil.
“Vou dar o que significa ‘tesouraço’ para essa gente: corte de 59% no Farmácia Popular. Foi o que eu encontrei no orçamento para eu começar a trabalhar. Corte de 50,7% para os mais médicos; corte de 45% para a prevenção e controle do câncer; corte de 97% na verba para infraestrutura escolar. Só tinha verba suficiente para comprar um ônibus escolar no orçamento deixado para mim. Nós já compramos 12.000 ônibus”, afirmou.
O presidente também citou:
corte de 99% para a prevenção de desastre. Segundo o presidente, havia apenas R$ 20 mil para prevenir problemas de calamidade em encostas e córregos, por exemplo;
corte de 95% para o Minha Casa, Minha Vida;
corte de mais de 90% para as cisternas do semiárido;
corte de 95% para o sistema Único de Assistência Social;
cinco anos sem que a verba para merenda escolar fosse reajustada.
“Agora eles estão dizendo que vão fazer corte. Eu sei que o corte que eles vão propor, é importante que a sociedade fique atenta”, disse Lula.
Lula rebateu promessa de campanha feita nesta quinta-feira (8) por Flávio de aumentar as aposentadorias da Previdência Social.
“Ele não tem experiência. A não ser nós, desde 2003, não tem presidente que conceda aumento aos aposentados acima da inflação”, afirmou.
O presidente evitou comentar o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta que o mostra 4 pontos percentuais atrás de Flávio em votos válidos.
“Eu não avalio pesquisa. Não trabalho assim”, disse. “Tenho 17 dias para isso e minha obrigação é trabalhar para ganhar esses votos”, afirmou.
O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na disputa ao Planalto, afirmou nesta quinta-feira (8/10) que foi “exigente” antes de declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e cobrou do candidato o compromisso de governar sem ódio e sem vingança.
Cury disse que apresentou propostas ao senador e condicionou o apoio à assinatura de um documento com compromissos para um eventual governo. Segundo o escritor, não houve negociação por cargos. As informações são do Metrópoles.
“Quanto a Flávio Bolsonaro, fui exigente. Afirmei que precisamos de um governo para todos. Sem ódio, sem vingança. Fiz perguntas e apresentei várias propostas. Não pedi cargos”, afirmou.
O ex-presidenciável disse que Flávio aceitou suas condições e ressaltou que o apoio não significa um “cheque em branco”.
“Não é um cheque em branco, é um compromisso com o Brasil. Eu e todo o povo brasileiro vamos cobrar”, declarou.
Augusto Cury também explicou por que decidiu não apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O escritor afirmou ser contrário à reeleição e criticou os juros elevados e a condução da economia brasileira.
“Sou radicalmente contra a reeleição. Também sou contra o modelo econômico que vem asfixiando o Brasil com juros altíssimos. Por isso, não posso apoiar Lula. Não é pessoal, é por causa do projeto”, disse.
O Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, mostrou nesta quinta que o escritor tinha decidido apoiar Flávio.
Terceiro Cury recebeu 3,4 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos válidos. O escritor havia anunciado, logo após a votação de domingo (4/10), que permaneceria em silêncio sobre a disputa entre Lula e Flávio.
A decisão de apoiar o senador foi tomada após uma conversa por videochamada nesta quinta. Flávio afirmou, durante uma transmissão ao vivo, que concordou com todas as propostas apresentadas pelo escritor e assinou o documento.
O apoio de Cury amplia a lista de antigos adversários que passaram a apoiar Flávio no segundo turno. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de Clariana Barão (DC), também declararam voto no senador.
O candidato do PL também conseguiu atrair cinco partidos desde o primeiro turno. União Brasil, PP, Novo e Republicanos anunciaram apoio nos primeiros dias após a votação. Nesta quinta-feira, o Podemos também anunciou endosso ao senador.
Com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confira a lista dos parlamentares, suas biografias e patrimônios declarados à Justiça Eleitoral, na ordem dos mais votados:
Jones Manoel (PSOL) — 249.077 votos Segundo mais votado do estado para o cargo e primeiro deputado do PSOL eleito no Nordeste, o historiador e doutorando Jones Manoel foi candidato ao governo de Pernambuco em 2022 e agora conquista uma cadeira na Câmara dos Deputados. O comunista ficou conhecido nas redes sociais pelo conteúdo político que produz e pelos debates no estilo “coliseu”, nos quais enfrenta diversos opositores. Seu patrimônio é de R$ 170.790,43.
Anderson Ferreira (PL) — 185.429 votos Irmão gêmeo do deputado estadual eleito André Ferreira (PL), Anderson foi o candidato de direita mais votado para o cargo no estado. Foi eleito deputado federal em 2010 e reeleito em 2014, mas deixou a Câmara em 2017 para assumir a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Em 2022, disputou o governo de Pernambuco. Seu pai é o pastor da Assembleia de Deus e ex-deputado estadual Manoel Ferreira. Nasceu em 1972, no Recife. Seu patrimônio é de R$ 2.171.207,61.
Marcelo Gouveia (Podemos) — 183.124 votos Eleito prefeito de Paudalho nas eleições de 2016, Marcelo Gouveia nasceu no Recife, em 1985. É engenheiro de formação, filho e neto de ex-prefeitos de Paudalho. O deputado estadual Gustavo Gouveia (Podemos) é seu irmão. Seu patrimônio é de R$ 2.235.581,59.
Juliana de Chaparral (União) — 183.089 votos Candidata mais votada para o cargo, Juliana nasceu em 1983, em Orobó, no Agreste do estado, e declara ser professora. Sua carreira política começou em 2018, quando disputou uma vaga de deputada estadual. Em 2020, foi eleita prefeita de Casinhas, no Agreste, e reeleita em 2024. Seu marido, Cleber Chaparral, é prefeito de Surubim, também no Agreste. Seu patrimônio é de R$ 730.000,00.
Gilson Machado (Podemos) — 156.754 votos Ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, foi presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), candidato ao Senado por Pernambuco em 2022 e candidato à Prefeitura do Recife em 2024. Gilson Machado nasceu em 1968, no Recife, é pai do deputado estadual eleito Gilson Machado Filho (Podemos) e declara ser produtor agropecuário como profissão. Seu patrimônio é de R$ 1.772.443,83.
Rosa Amorim (PT) — 144.101 votos Nascida em 1996, em Caruaru, no Agreste do estado, Rosa foi eleita deputada estadual em 2022. Sua trajetória política teve início no movimento estudantil e em encontros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Tem forte atuação nas redes sociais e milita pela causa LGBTQIAPN+. Rosa não declarou bens.
Gabriel Porto (PSB) — 114.860 votos Filho do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, Gabriel disputou uma eleição pela primeira vez. Seu pai está no quarto mandato. O deputado federal eleito nasceu em 1993, no Recife. Seu patrimônio é de R$ 2.084.781,00.
Eduardo Moura (Novo) — 113.482 votos Jornalista de profissão, Eduardo nasceu em 1980, no Recife. Em 2024, foi eleito vereador da capital. Moura ficou conhecido nas redes por conteúdos em que confronta órgãos públicos do Recife no que chama de fiscalização. Esta é sua primeira eleição para a Câmara Federal. Seu patrimônio é de R$ 600.000,00.
Eliane Soares (PSB) — 102.396 votos Ex-prefeita de Santa Cruz da Venerada, no Sertão do Araripe, Eliane nasceu em 1975, no município de Ouricuri. Declarou ser empresária como profissão. Seu patrimônio é de R$ 3.887.755,43.
Thiago Medina (PL) — 88.354 votos Vereador do Recife eleito em 2024, Thiago diz defender os valores cristãos e a liberdade ideológica. Nascido em 2003, em Belo Horizonte, Minas Gerais, é uma liderança jovem da direita e recebeu apoio de parlamentares de projeção nacional. Seu patrimônio é de R$ 17.516,59.
Liana Cirne (PT) — 85.039 votos Professora da Faculdade de Direito do Recife (FDR), Liana foi eleita vereadora do Recife em 2020 e reeleita em 2024. Nasceu em 1971, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foi advogada do Movimento Ocupe Estelita. Seu patrimônio é de R$ 682.074,68.
Ricardo Teobaldo (Podemos) — 59.951 votos Nascido em Limoeiro, no Agreste, em 1965, Ricardo foi prefeito da cidade natal por dois mandatos e eleito deputado federal em 2014 e 2018. Em 2022, não conseguiu se reeleger para a Câmara, mas agora retorna ao Legislativo federal. Também foi deputado estadual entre 2007 e 2010. Seu patrimônio é de R$ 7.255.491,88.
A coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” afirmou nesta quinta-feira que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a realização do segundo turno das eleições para o governo do Rio. O grupo político de Eduardo Paes (PSD) contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, pouco antes, decidiu indeferir o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou a recontagem de votos válidos do primeiro turno, o que abriu caminho para a vitória do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), no primeiro turno.
Em nota, a coligação de Paes cita votos divergentes no TSE, que barrou Garotinho e anulou os votos do ex-governador por maioria, com placar de 5 a 2. A nota cita a defesa do respeito à soberania popular e a “exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador”. As informações são do jornal O GLOBO.
“A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do Estado do Rio de Janeiro, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo”, destaca a nota.
Correligionários de Paes disseram ao GLOBO que veem a manobra como uma “última esperança” no pleito. Apesar disso, o desânimo já toma conta das fileiras da coligação.
Garotinho ficou inelegível depois de uma condenação por improbidade administrativa, mas conseguiu se manter na disputa por causa do andamento de recursos. No dia seguinte ao primeiro turno, porém, anunciou que desistiria de tentar reverter o caso na Justiça. O grupo político de Paes passou a alegar que o ex-governador estaria fechado com Ruas e contestar o movimento sob o argumento de que a presença de Garotinho nas urnas, na propaganda eleitoral e em debates televisivos ludibriou o eleitor, que teria achado que a candidatura era para valer. Disse que anular os votos seria “desrespeitar as urnas” e cobrou respeito ao resultado, o que adiaria a decisão final para 25 de outubro.
Após a votação, nesta quinta, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, proclamou o resultado do julgamento determinando uma imediata recontagem dos percentuais dos demais candidatos. Esta recontagem dispensaria segundo turno de Ruas contra Eduardo Paes, o segundo mais votado.
O Senado Federal encerrou, nesta quinta-feira (8), a terceira sessão de discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. A sessão teve quórum de 52 senadores, com maioria de governistas e baixa presença da oposição pelo terceiro dia seguido. Os debates serão retomados na próxima semana, com as duas últimas sessões antes da votação em primeiro turno, também semipresenciais.
A sessão desta quinta foi curta. Aberta por volta das 16h30, a ordem do dia terminou perto das 17h. Apenas o senador Paulo Paim (PT-RS) discursou, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encerrou os trabalhos na sequência. As informações são da CNN.
Em conversa com jornalistas no plenário, Alcolumbre voltou a dizer que ainda não recebeu nenhum requerimento da base do governo para acelerar a análise da proposta. Segundo o senador, são necessários 54 votos para apresentar o pedido. Ele ponderou, porém, que já houve casos em que foi apresentado com número menor de assinaturas.
O calendário especial é o instrumento que o governo pretende usar para encurtar a tramitação. O objetivo é reduzir o intervalo previsto no regimento entre os dois turnos de votação da PEC. Sem esse atalho não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições.
O regimento do Senado estabelece cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e três antes do segundo, com prazo de cinco dias úteis entre as duas votações. O próprio regimento, porém, permite quebrá-lo, de modo que os dois turnos sejam realizados na mesma sessão. É essa brecha que o Executivo pretende usar.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que “quem tem prazo não tem pressa”. Ela afirmou que o governo vai esperar o momento oportuno para apresentar o requerimento. A senadora disse que está colhendo assinaturas, mas não revelou quantas já tem nem quantas faltam.
Enquanto isso, a oposição, liderada pelo PL, busca empurrar a votação para depois do pleito.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse nessa quarta-feira (7) que não faz bem ao país votar um tema dessa gravidade em pleno período eleitoral. Ele classificou a discussão neste momento como oportunista e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.
A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, contra 48% de Lula. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais. As informações são do g1.
O Datafolha divulgou também os resultados que consideram apenas os votos válidos. Para chegar a esses números, o instituto exclui da conta quem declara voto nulo ou em branco e os indecisos. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.
Alguns destaques da pesquisa:
46% dos eleitores de Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Caiado (PSD) e Zema (Novo) no 1º turno migram para Flávio Bolsonaro.
32% declaram voto em Lula agora.
15% dizem que votam em branco ou nulo
Lula tem vantagem entre eleitores com escolaridade fundamental (55% a 41%), no segmento com renda até 2 salários (52% a 41%), entre católicos (53% a 41%) e no Nordeste (61% a 35%).
As maiores vantagens de Flávio Bolsonaro são registradas entre evangélicos (69% a 25%) e na região Sul (58% a 35%).
Grau de definição do voto
Segundo a pesquisa, 94% dos eleitores dizem estar totalmente decididos sobre o voto e 6% afirmam que ainda pode mudar.
Motivação do voto: 25% votam em Flávio para derrotar Lula
Segundo o Datafolha, 76% dos eleitores entrevistados afirmam que vão votar no seu candidato porque acham que ele é a melhor opção. Outros 19% afirmam que vão votar para derrotar o adversário. Os índices são diferentes entre eleitores de Flávio Bolsonaro e Lula.
Eleitores de Flávio Bolsonaro
Voto porque é o melhor candidato: 69%
Voto para derrotar o outro candidato: 25%
Outras respostas: 4%
Não sabe: 2%
Eleitores de Lula
Voto porque é o melhor candidato: 83%
Voto para derrotar o outro candidato: 13%
Outras respostas: 3%
Não sabe: 1%
Rejeição
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem ver antes os nomes dos candidatos, 46% citaram Flávio Bolsonaro, 44% apontaram Lula como candidato, 5% declararam voto em branco, nulo ou nenhum e 4% estão indecisos.
Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre eles foi de cerca de 2,2 milhões de votos.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.
A pesquisa é a primeira divulgada pelo Datafolha no período de 2º turno da eleição presidencial.
Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre eles foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Veja os dados completos da apuração.
O primeiro levantamento do Datafolha feito após a definição da disputa de segundo turno da eleição presidencial mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% em votos válidos e o presidente Lula (PT) com 48%.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para contabilizar o placar final no dia do pleito. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em votos totais, Flávio fica com 49% e Lula, com 45%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Indecisos, ponto focal de uma corrida que pode ser definida nos detalhes, somam 1%. Já dizem que vão votar em branco ou anular outros 5%.
No primeiro turno, realizado no domingo passado (4), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou 47,03% dos válidos, ante 45,16% do petista.
O Datafolha foi às ruas na terça-feira (6) e na quarta (7), em um trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo registrado com o código BR-02949/2026 no TSE. Foram entrevistados 2.520 eleitores.
A aferição dos pesquisadores ocorreu em meio a momentos díspares das campanhas que polarizaram toda a disputa até aqui.
Flávio surfa o otimismo do resultado expressivo da direita no primeiro turno e o fato de que acabou à frente de Lula, após estar atrás ou empatado com o presidente nas pesquisas até a véspera —ainda que os levantamentos sejam instantâneos da disputa, não previsões.
Na véspera do voto, o Datafolha fotografou Lula com os mesmos 45% dos válidos da quinta (1º) e Flávio oscilando dois pontos para cima, chegando a 42%. Na urna, só o senador ficou acima do rival —dentro da margem de erro, se fosse uma pesquisa.
Seja como for, o senador vendeu a partir da segunda (6) uma imagem de virada irrefreável, que temperou ao colher apoio de partidos como o PP e Republicanos e rivais como Ronaldo Caiado, cujo PSD, entretanto, não se alinhou a ninguém.
O presidenciável tem falado como eleito, e já delineou planos que antes não eram ouvidos em público, como o de mudanças constitucionais no sistema político e no Judiciário, uma obsessão do clã Bolsonaro no embate com o Supremo Tribunal Federal que viu o patriarca por fim preso.
Também prometeu suspender a reforma tributária, que passará a valer em etapas a partir de 2027, propor o fim da reeleição e a eventual extensão de mandatos do Executivo. Se isso estava perdido em linhas de seu programa de governo enviado ao TSE, nunca foi enunciado claramente por Flávio.
Do lado de Lula, além do desânimo natural para uma equipe que parecia otimista em excesso, há o problema da abstenção, que no primeiro turno atingiu recordistas 21,08%. Foram 33,4 milhões de eleitores, numa disputa em que o presidente ficou 2,2 milhões de votos atrás de Flávio.
O petista tem melhor intenção de voto em grupos que costumam faltar mais, com os menos escolarizados. Fazer esse eleitor ir às urnas foi foco do presidente no seu discurso admitindo o revés, na noite do domingo.
Depois sobrevieram as usuais acusações sobre de quem foi a culpa, se do governo com má avaliação ou da campanha, criticada por aliados e pelo próprio Lula.
O presidente disse nesta quarta (7) que sua jornada foi a “mais desorganizada” das sete eleições ao Planalto que disputou desde 1989.
Enquanto isso, a lavagem de roupa suja entre seus coordenadores e balões de ensaio, como postar o vice Geraldo Alckmin (PSB) na Fazenda em caso de vitória, começaram a ser soltos. O petista também conta com a votação do fim da escala 6×1, pauta popular que o opõe a Flávio, no Senado na semana que vem.
Ainda falta uma tática clara ao petista, que tem escasso tempo e também tenta mirar o público das redes sociais: o horário eleitoral começa já nesta sexta (9), e o segundo turno será daqui a três domingos, no dia 25.
Desde a redemocratização, nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno acabou vencedor. No pleito passado, quando enfrentou em 2022 o pai de Flávio, Lula iniciou a disputa do tira-teima marcando 53% a 47% sobre Bolsonaro nos válidos. Acabou vencendo por 1,8 ponto percentual.
Gilson Machado e Gilson Machado Filho acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público Eleitoral contra publicações do deputado federal eleito Jones Manoel e de páginas nas redes sociais que relacionaram o incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) à campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo eles, as postagens teriam utilizado o episódio para prejudicar o candidato à Presidência. As medidas pedem a remoção dos conteúdos, aplicação de multas, identificação dos responsáveis e apuração de eventual divulgação de informações falsas durante o período eleitoral.
Os dois também citaram uma informação atribuída ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), segundo a qual o incêndio teria sido provocado por um aparelho de ar-condicionado. “A esquerda é acostumada com a mentira, enganando as pessoas. Agora, não! […] Serão todos responsabilizados e a verdade retornará”, afirmaram. Gilson e Gilson Filho disseram ainda que acompanharão o caso e cobrarão a responsabilização de quem tiver cometido irregularidades.
Vereadores de Sertânia que integram o grupo governista formalizaram apoio à candidatura de Junhão Lins (PSD) para a Presidência da Câmara Municipal no biênio 2027/2028. Um documento assinado por parlamentares apresenta a composição da chapa, com Junhão como presidente, Luiz Abel de Albuquerque Arruda como 1º vice-presidente, Dodô Chaves como 2º vice-presidente, Patrícia da Conceição Silva como 1ª secretária e Niltinho Sousa como 2º secretário.
Também aparecem entre os signatários os vereadores Damião Silva e José Rielson Macário. Segundo o grupo, o acordo foi construído anteriormente com a previsão de alternância no comando da Casa após o mandato do atual presidente, Vando do Caroá (PL).
O presidente da Câmara Municipal de Sertânia, Vando do Caroá, reafirmou nesta quinta-feira (8) que permanece candidato à reeleição para o comando da Casa. A manifestação ocorreu após informações sobre a disputa pela próxima Mesa Diretora do Legislativo municipal.
Segundo Vando, não houve comunicação da prefeita Pollyanna Abreu indicando apoio à candidatura de Junhão Lins. Ele afirmou que, desde o início da atual gestão, ficou estabelecido que a definição sobre o segundo biênio seria discutida posteriormente entre os vereadores.
Vando disse ainda que considera precipitado tratar a eleição como definida antes da votação. A Câmara de Sertânia é formada por 13 vereadores, e o atual presidente afirmou que seguirá dialogando com os parlamentares em busca de apoio para permanecer no cargo.
O Partido Liberal (PL) em Petrolina acionou, nesta quinta-feira (8), a Justiça Eleitoral para questionar a realização de um ato de natureza político-eleitoral previsto para ocorrer às 18h nas dependências da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no campus Petrolina. Na representação, o partido sustenta que o uso de uma universidade pública para promoção de candidatura durante o período eleitoral pode contrariar a legislação e pede que a Justiça avalie a regularidade do evento.
Segundo o PL, a medida busca garantir a aplicação das regras eleitorais sobre o uso de espaços e bens públicos durante a campanha. O partido afirma que eventual providência caberá à Justiça Eleitoral, após análise dos fatos apresentados na representação.
O documento é assinado pelo presidente do PL em Petrolina, Carlos Britto.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.
Moraes também mandou expedir um mandado de prisão contra o ex-parlamentar, que seja destinado à Polícia Federal, e também incluí-lo no banco de mandados de prisão.
“Expeça-se o mandado de prisão, destinado à Polícia Federal, bem como a inclusão do mandado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP)”, diz um trecho do documento. As informações são do g1.
Segundo a decisão, assinada nesta quarta (7), a condenação transitou em julgado em 3 de outubro, o que significa que o processo chegou ao fim e a pena pode começar a ser executada.
A certificação do trânsito em julgado foi feita pela Secretaria Judiciária do STF em 5 de outubro.
Transitado em julgado é quando não há mais recurso naquele processo e a condenação se torna definitiva, permitindo o início da execução da pena.
Outra medida tomada pelo ministro foi a de determinar o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro, tornando os documentos sem efeito.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025.
Condenação se tornou definitiva A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro, por unanimidade, em junho.
Os ministros concluíram que ele cometeu o crime de coação no curso do processo ao atuar para interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo sobre a trama golpista.
Segundo a decisão condenatória, Eduardo utilizou o cargo de deputado federal para buscar sanções de um país estrangeiro contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF e o procurador-geral da República, com a finalidade de constranger autoridades e dificultar o julgamento do pai.
Em setembro, a Primeira Turma rejeitou por unanimidade os embargos de declaração apresentados pela defesa. O voto de Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O acórdão sobre esse recurso foi publicado em 22 de setembro. Segundo a nova decisão de Moraes, não houve novos recursos dentro do prazo e o caso transitou em julgado em 3 de outubro.
Passaportes cancelados e direitos políticos suspensos Além do mandado de prisão e do cancelamento dos passaportes, Moraes determinou a abertura do procedimento de execução penal e o envio à Procuradoria-Geral da República da documentação necessária para a cobrança da multa imposta na condenação, de 50 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos.
O ministro também determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja comunicado. Conforme a decisão, os direitos políticos de Eduardo ficarão suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação criminal transitada em julgado.
A decisão manda ainda comunicar o diretor-geral da Polícia Federal para providências relacionadas à perda do cargo de escrivão da PF, efeito previsto na condenação.
Por que Eduardo foi condenado A acusação da Procuradoria-Geral da República sustentou que Eduardo atuou nos Estados Unidos para promover retaliações contra o Brasil e integrantes do Judiciário com o objetivo de impedir a condenação do pai na ação da trama golpista.
Na condenação, o STF afirmou que documentos, registros digitais e manifestações públicas comprovaram autoria e materialidade do crime.
O acórdão também considerou que a articulação e o incentivo à adoção de sanções contra autoridades, com o objetivo de influenciar decisões judiciais, configuraram grave ameaça.
A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Eduardo no processo, pediu sua absolvição e sustentou, entre outros argumentos, que as manifestações estavam protegidas pela liberdade de expressão.
Depois da condenação, a DPU apresentou embargos de declaração, rejeitados por unanimidade em setembro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, compartilhou com colegas sua preocupação com o recorde de senadores e deputados federais eleitos com pauta anti-STF.
Em conversas, o presidente do tribunal mostrou apreensão e surpresa sobre a composição do Legislativo, que terá uma maioria de expoentes da direita e extrema-direita a partir de 2027.
Um fato que chamou a atenção de Fachin e que ele compartilhou com interlocutores foi o deputado federal mais votado de seu estado, o Paraná: o advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR). As informações são do jornal O GLOBO.
Chiquini esteve envolvido em um episódio que culminou em ataques verbais e cusparadas contra Melina Fachin, filha do presidente do STF, no ano passado. O advogado e marido de Melina, Marcos Gonçalves, denunciou o que chamou de “agressão covarde” em comunicado nas redes sociais.
Gonçalves vinculou o episódio a um momento de tensão ocorrido na Universidade Federal do Paraná (UFPR), na qual Melina é professora. Na ocasião, estudantes bloquearam o acesso ao prédio do Direito da UFPR, que receberia o evento “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”. O painel havia sido organizado por apoiadores de Jair Bolsonaro em meio ao julgamento sobre a trama golpista.
A universidade cancelou o encontro, mas o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado Jeffrey Chiquini, hoje deputado federal eleito, teriam tentado entrar no local. “Provocação, tumulto e desrespeito às instituições”, citou Gonçalves.
Guilherme Kilter foi o segundo mais votado no estado.
O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, fará seu primeiro ato de campanha de segundo turno na sexta-feira (9), no Distrito Federal. Será uma caminhada em Ceilândia, a maior cidade-satélite de Brasília. Depois, provavelmente no sábado (10), o petista deverá promover outro ato em Natal (RN).
Esses são os primeiros atos públicos de campanha do petista depois do primeiro turno, quando teve menos votos que o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O presidente teve 45% contra 47% do candidato bolsonarista. As informações são da Folha de S. Paulo.
Lula passou os primeiros dias após o resultado do primeiro turno, disputado no domingo (4), tendo reuniões com aliados para reorganizar sua campanha e reformular seu discurso. Paralelamente, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de partidos e de políticos como o candidato derrotado a presidente Ronaldo Caiado (PSD).
O chefe do governo está agregando à sua equipe de campanha aliados que foram vitoriosos nas eleições estaduais. Também passou a dar mais atenção às redes sociais, meio em que resistiu a entrar nos últimos meses e anos.
As novas peças em vídeo passaram a ter produção mais ágil, com menos edição do que os conteúdos feitos para campanha na televisão. A estética é mais adaptada às redes sociais.
Lula buscou ouvir aliados que têm boa presença digital, como a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT).
O petista também passou a dar declarações mais fortes sobre a relação entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o antigo Banco Master, protagonista de um escândalo de fraude financeira. Além disso, endureceu o discurso sobre segurança pública.
Lula tenta uma virada sem precedentes nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer na etapa final.
Os atos de rua realizados pelo petista nas últimas semanas de campanha do primeiro turno foram considerados bem-sucedidos por seus aliados por causa da quantidade de eleitores que foi atraída.
O tamanho das manifestações em cidades como Belém, Salvador e São Paulo fez com que o grupo político de Lula chegasse empolgado para o primeiro turno no domingo da eleição. Isso aumentou o baque sentido por aliados do presidente por causa do resultado das urnas.
O presidente da República busca demonstrar animação e confiança, tanto publicamente quanto em reuniões internas. O petista quer evitar que seu grupo político se desmobilize, o que tornaria ainda mais difícil o esforço para virar a eleição. Em conversas reservadas, petistas avaliam ser pouco provável que o presidente saia vitorioso.
Um site de venda de criptomoedas lançou na terça-feira (6) um esquema que distribui “tokens” para usuários que compartilharem a mensagem B22 e conteúdos como vídeos que incentivam o voto em Flávio Bolsonaro.
O site está sendo divulgado em um perfil do Instagram com 12,9 milhões de seguidores, o hyperskidsafrica, que arrecada recursos para construir casas para crianças em Uganda, na África. As informações são da Folha de S. Paulo.
Um vídeo das crianças africanas dançando com camisetas amarelas com os dizeres B22 token, cantando “vota, vota e confirma, 22 é Bolsonaro” já teve 1,2 milhão de visualizações. Segundo o site, parte das vendas da criptomoeda B22 irão financiar projetos para as crianças em Uganda.
No vídeo, as crianças incentivam as pessoas a comprar e compartilhar B22. “Por favor, confiem em Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal”, dizem as crianças. “O propósito do novo token é ajudar o Brasil. Dê uma chance, vote diferente”.
O site de criptomoedas informa que as pessoas podem ganhar seus tokens (que resultam em benefícios financeiros pela valorização) caso “compartilhem o projeto –faça uma publicação em rede social mostrando que você participa da comunidade B22”.
Segundo o advogado eleitoral Hélio Silveira, que liderou a equipe jurídica da então candidata à Prefeitura de São Paulo Tabata Amaral, em 2024, o esquema segue as mesmas linhas dos campeonatos de cortes de vídeos do então candidato Pablo Marçal.
“Trata-se da mesma lógica e estrutura do que Marçal fazia –oferece incentivos financeiros para as pessoas divulgarem a campanha e o candidato”, diz Silveira. Além disso, segundo o advogado, potencialmente trata-se de uma doação de uma pessoa jurídica, a empresa de criptomoedas, à campanha de Flávio Bolsonaro, ao usar sua estrutura e incentivos financeiros para fazer propaganda do voto no 22, número do senador na disputa à Presidência da República.
Marçal foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico por causa dos campeonatos de cortes, em que os participantes que conseguissem mais visualizações concorriam a prêmios em dinheiro.
A Justiça Eleitoral entendeu que os campeonatos realizados pelo então candidato, com oferta de prêmios e com a hashtag #prefeitomarçal, feriram a legislação, que veda a concessão de vantagem econômica a pessoas para a veiculação de propaganda eleitoral na internet.
Em dezembro de 2025, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) manteve a inelegibilidade por oito anos de Marçal na ação sobre concurso de cortes feito pelo então candidato à prefeitura.
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que responderia ao questionamento da reportagem nesta quinta-feira (7).
O site B22 afirma ser “um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajudar as HypersKids a concluir sua casa em Kampala”. Ainda segundo o site da empresa, “O Brasil 22 Token defende o voto 22 por acreditar nessa proposta para um Brasil melhor. Essa é a posição do movimento, apresentada ao público geral.”
O site faz a ressalva de que a distribuição de tokens é “independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral” e diz que o projeto “não é oficial, não é endossado nem tem vínculo com nenhum político, partido, candidatura ou campanha eleitoral, e não é forma de doação eleitoral.”
Em repositórios, o registro do site aparece como privado e protegido por sigilo. A reportagem da Folha enviou mensagem ao email listado.
No X e no Instagram, perfis de Kevim Flores têm feito publicações divulgando atualizações e lançamento do site, com videos sobre as criptomoedas B22, o apoio a Flávio Bolsonaro e a ajuda às crianças africanas. Mas Flores não se identifica claramente como dono do site. A reportagem entrou em contato com o usuário por mensagem no X e no Instagram.
Em publicações no X, Flores usa imagens de urnas com o número 22 e a marca da criptomoeda B22. Ele também fala na valorização que a criptomoeda terá até uma possível vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. “Acabaram as Bets no Brasil. Viciado tá como, com dinheiro sobrando e louco pra ver 100x. Normal. Quem não gosta de uma valorização absurda de um ativo? Até o @FlavioBolsonaro ser eleito no dia 25/08, teremos mais de 3.000% de valorização nesse meme histórico e legítimo”, diz.
“Vemos é uma operação complexa que envolve uso de cripto, trabalho humanitário, visibilidade em redes sociais e campanha eleitoral. É um esquema extremamente complexo e ilegal”, diz Nina Santos, pesquisadora no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital.
“Primeiro que uma pessoa jurídica não pode fazer campanha eleitoral, então isso por si só já deveria ser proibido”, diz. “Além disso, essa operação, por mais que, supostamente, leve dinheiro para crianças africanas, atrela isso a um aumento de visibilidade de materiais que estão claramente pedindo votos a um dos candidatos. Ou seja, quanto mais o vídeo é compartilhado e quanto mais a tal moeda (que em si já é propaganda política) vende, mais dinheiro, supostamente as crianças ganham.