Sete em cada dez motoristas de aplicativos reclamam das taxas

O trabalho por aplicativos cresceu como alternativa de renda para muitos brasileiros. Porém, a expansão do setor não eliminou uma questão central para quem está na ponta: quanto do valor gerado por corrida ou entrega efetivamente fica com o profissional? A percepção dos próprios motoristas e entregadores é que o problema está menos na falta de trabalho do que na parcela da receita que chega ao bolso depois das taxas cobradas pelas plataformas.
Segundo levantamento da GigU em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, para 67,5% dos entrevistados a principal medida capaz de aumentar seus ganhos seria a redução das taxas cobradas pelos aplicativos. O resultado coloca a remuneração líquida no centro da discussão sobre o futuro do trabalho por plataformas e sinaliza que, para a maioria dos profissionais, aumentar o volume de chamadas não necessariamente resolve o problema. A diferença aparece com clareza quando as demais respostas são analisadas. Apenas 7,7% apontam a existência de mais corridas ou entregas como o principal caminho para elevar a renda. Outros 9,5% gostariam de receber mais informações sobre os ganhos antes de aceitar uma chamada, enquanto 9,9% citam programas de benefícios e incentivos. Outros modelos de remuneração aparecem com 5,4%.
O dado ajuda a deslocar o debate sobre a relação entre plataformas e profissionais. Em vez de simplesmente buscar mais demanda, o trabalhador parece estar olhando para a eficiência econômica de cada hora trabalhada. Se uma corrida adicional vem acompanhada de uma taxa que reduz significativamente o valor recebido, aumentar o número de chamadas pode significar apenas trabalhar mais para obter um ganho proporcionalmente menor. Essa percepção também se conecta à dificuldade de prever a renda. No mesmo levantamento, 43,6% dos profissionais classificam seus ganhos como pouco ou nada previsíveis, enquanto 44,6% consideram a renda razoavelmente previsível. Apenas 11,8% dizem ter ganhos muito previsíveis.
Leia maisA combinação dos dois resultados revela um desafio maior para o setor: não basta discutir quanto o aplicativo movimenta ou quantas chamadas oferece. Para quem trabalha na plataforma, a questão é quanto sobra e quão possível é antecipar esse valor. A discussão tende a ganhar importância à medida que novos modelos de cobrança e remuneração são testados pelas empresas. A redução das taxas aparece como a alternativa mais desejada, mas a pesquisa também mostra que existe demanda por maior transparência sobre o valor das chamadas e por mecanismos que tornem a renda menos sujeita a oscilações. São questões diferentes, mas que convergem para a mesma preocupação: dar ao profissional maior capacidade de calcular se o tempo e os custos envolvidos na atividade estão compensando.
Para Luiz Gustavo Neves, CEO do GigU, os resultados mostram que a discussão sobre remuneração precisa considerar o valor que efetivamente chega ao trabalhador. “O profissional não está olhando apenas para o número de corridas que consegue fazer. Ele está fazendo uma conta mais completa, que envolve a margem de lucro, o valor que recebe e a previsibilidade dessa renda. Modelos que consigam melhorar essa equação tendem a ser mais relevantes para a categoria do que simplesmente aumentar o volume de chamadas”, afirma.
Quatro em cada seis corridas já são feitas por eletrificados – Para quem trabalha por aplicativo, trocar de carro não é uma decisão de consumo comum. O veículo é o próprio instrumento de trabalho e precisa conciliar custo de aquisição, manutenção, consumo e capacidade de permanecer muitas horas nas ruas. É nesse mercado que o governo federal decidiu flexibilizar as regras do Move Brasil, reduzindo de 12 para seis meses o período mínimo de atividade exigido para que motoristas de aplicativo tenham acesso às condições especiais de financiamento do programa.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (14), a nova regra exige que o motorista comprove seis meses de atividade na mesma plataforma e pelo menos 100 corridas realizadas nesse período. A mudança ocorre depois de dificuldades na liberação dos primeiros créditos e permite que profissionais que tiveram a inscrição rejeitada pelo critério anterior façam uma nova tentativa. A flexibilização acontece em um momento em que a própria composição da frota de aplicativos começa a mudar.
Dados da Machine mostram que os modelos mais utilizados ainda são carros compactos a combustão, como Volkswagen Polo, Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Fiat Argo e Kwid. São veículos associados a uma lógica bastante objetiva para quem trabalha nas ruas, com atenção ao consumo, manutenção e uso urbano. Ao mesmo tempo, os eletrificados já representam 41,4% das corridas analisadas. Entre eles, o BYD Dolphin Mini aparece na liderança, seguido pelo Dolphin. O dado mostra que a discussão sobre renovação de frota já não se resume à substituição de carros antigos por modelos mais novos. Ela envolve também uma mudança na tecnologia dos veículos que sustentam a atividade.
Como escolher? – Essa transformação ajuda a dar outra dimensão à política de crédito. Para o motorista, a escolha de um veículo pode alterar diretamente a estrutura de custos da atividade. Um carro mais econômico pode reduzir despesas ao longo do tempo, enquanto a aquisição de um modelo mais caro pode aumentar o compromisso financeiro mensal. O impacto do Move Brasil, portanto, dependerá não apenas de quantos profissionais conseguirão acessar o programa, mas de quais veículos eles conseguirão colocar nas ruas.
A nova regra tenta corrigir uma barreira identificada na primeira etapa do programa. Ao reduzir pela metade o período de atividade exigido e estabelecer um mínimo de 100 corridas, o governo busca adaptar o acesso ao crédito à dinâmica de uma atividade marcada por jornadas variáveis e, muitas vezes, atuação em diferentes plataformas. O pedido de habilitação deverá ter resposta em até dez dias após o cadastro no gov.br. A medida também cria uma nova oportunidade para quem foi recusado anteriormente por não cumprir a exigência de tempo.
“O novo programa pode incidir diretamente sobre uma frota já parcialmente alinhada às suas regras. Na prática, os modelos mais utilizados hoje pelos motoristas urbanos são justamente aqueles que mais se aproximam do perfil esperado para o financiamento, o que pode acelerar a renovação dos veículos e reforçar a presença de opções eletrificadas no setor”, diz Júlia Camossa, estatística responsável pelo Data Machine.
A flexibilização, porém, é apenas uma etapa. O acesso ao crédito não garante a compra do veículo, que continuará condicionado à capacidade de pagamento de cada profissional. Ainda assim, a mudança chega em um momento particularmente relevante para o setor. Ao mesmo tempo em que o governo tenta ampliar o acesso ao financiamento, a frota de aplicativos começa a incorporar uma parcela cada vez maior de veículos eletrificados, indicando que a próxima renovação poderá alterar não apenas a idade dos carros, mas também a lógica de custo e operação de quem trabalha com eles.

Dois modelos GAC entram na categoria Black – E por falar em aplicativos, a chinesa GAC se adequou às novas regras do Move Brasil, programa federal de renovação de frota que passou a oferecer mais condições para motoristas de aplicativo, taxistas e outros profissionais que utilizam veículos em suas atividades. Com a sanção da nova lei, o programa segue contemplando a aquisição de carros novos flex, híbridos e elétricos com valor de até R$ 200 mil, além de estabelecer condições específicas de financiamento para os profissionais elegíveis.
Entre as mudanças está a redução de 12 para seis meses no período mínimo de atividade exigido de motoristas de aplicativo na mesma plataforma. Também é necessário comprovar pelo menos 100 corridas realizadas nesse período. Para os veículos destinados a essa modalidade, o programa prevê carência de até seis meses e financiamento em até 84 parcelas, de acordo com as condições estabelecidas e a análise da instituição financeira.
Nesse contexto, a GAC também amplia as possibilidades de utilização de seus modelos no mercado de mobilidade por aplicativo. O GS4 e o Aion Y passaram a integrar a categoria Black, permitindo que motoristas elegíveis utilizem os dois modelos nessa modalidade de viagens da plataforma. A entrada dos dois modelos na categoria amplia as alternativas para profissionais que buscam veículos para atuar com transporte por aplicativo, ao mesmo tempo em que aproxima a linha da GAC de uma demanda específica do mercado de mobilidade urbana. O GS4 é um SUV híbrido equipado com sistema de propulsão que combina motor a combustão e eletrificação, enquanto o Aion Y é um veículo 100% elétrico. Com propostas distintas, os dois modelos oferecem aos motoristas alternativas para diferentes perfis de operação e utilização.

Versão aprimorada do Renault Kardian custa R$ 99,9 mil – O Renault Kardian Vibe já está à venda nas concessionárias da marca com preços a partir de R$ 99,9 mil. A nova configuração recebeu alguns melhoramentos que resultaram, por exemplo, em redução de massa (de 43kg), recalibração do conjunto de motor e câmbio, otimização aerodinâmica e uma nova relação final para a transmissão manual de seis velocidades. Com isso, a versão ganha eficiência energética (6% melhor), redução nas emissões de CO₂ (de 7%) e melhora no desempenho em aceleração.
A versão, segundo o Inmetro, agora tem consumo de 13,7 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina ou 9,3 km/l e 10,9 km/l, respectivamente, com etanol. O melhor resultado é observado no ciclo urbano com gasolina, em que o consumo melhora 8%. Esses números são resultado de um trabalho da engenharia da Renault Geely do Brasil, e tem como meta atender o Programa Carro Sustentável, iniciativa do governo federal para incentivar veículos produzidos localmente com elevada eficiência energética.
“O Kardian Vibe entrega o melhor equilíbrio entre desempenho e eficiência energética. O motor turbo TCe de 125 cv agora oferece o maior torque entre os concorrentes diretos e os melhores índices de consumo da categoria”, avalia Aldo Costa, diretor comercial da Renault.
Confira os principais equipamentos da Vibe:
- 6 airbags (frontal, lateral e de cortina)
- Aerofólio traseiro
- Antena shark
- Ar-condicionado digital com função auto
- Assistente de partida
- Bancos com acabamento exclusivo na cor azul
- Controlador de velocidade e limitador de velocidade
- Controles eletrônicos de estabilidade e tração
- Faróis e assinatura luminosa 100% em LED
- Multimídia com tela de 8” com Android Auto e Apple CarPlay com espelhamento sem fio
- Painel com acabamento na cor azul
- Regulagem manual de altura dos faróis
- Retrovisores externos com ajuste elétrico
- Sensores de estacionamento traseiro
- Sistema de monitoramento de pressão dos pneus
- Start&Stop
- Vidro do motorista com função one-touch e antiesmagamento
- Vidros elétricos para passageiros
- Volante com ajustes de altura e profundidade
Com etanol, o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h foi reduzido de 11,0 para 10,1 segundos, uma melhora de 8% da versão Vibe em relação à configuração anterior. Já com gasolina, o tempo caiu de 11,4 para 10,6 segundos, representando uma melhora de 7,0%. Tudo isso sem alterar os 125 cv de potência e 22,5kgfm de torque.

Jeep lança série especial do Avenger e do Renegade – A marca norte-americana pertencente à Stellantis celebra os 85 anos de uma história marcada por, entre outras coisas, conexão com diferentes gerações de consumidores. Para comemorar a data, também profundamente ligada à evolução do mercado automotivo brasileiro, a marca acaba de iniciar as vendas da Série Especial 85 Anos, formada, neste primeiro momento, pelos modelos Avenger e Renegade. A produção limitada, com itens exclusivos de design, acabamento e tecnologia.
O Avenger ganha uma configuração comemorativa que combina elementos visuais exclusivos (o ponto forte dela) e uma boa oferta de tecnologia. Externamente, o modelo se destaca, por exemplo, pelo teto bicolor preto e emblemas da série especial. A lista de equipamentos inclui faróis Matrix, câmera 360°, rodas de 18 polegadas, teto preto, grade iluminada, sensor de estacionamento frontal e Jeep Adventure Intelligence, com assistente de voz ChatGPT embarcado. No interior, a versão recebe detalhes em Mayan Gold, tonalidade aplicada às costuras dos bancos, etiquetas e outros elementos do painel. O acabamento cria uma atmosfera ainda mais sofisticada e reforça o caráter exclusivo da edição comemorativa. O modelo conta com o sistema MHEV de 12V da Stellantis, com o conhecido motor turbo T200.
A tecnologia híbrida-leve combina um motor a combustão com um sistema elétrico de baixa tensão (12 Volts), redução de emissões e o consumo de combustível sem abrir mão do desempenho. O Renegade também integra as celebrações de 85 anos da marca em uma versão especial baseada na configuração Longitude. O modelo recebe elementos exclusivos da série, incluindo detalhes internos em preto e costuras em Mayan Gold no painel de portas, painel e assentos. O volante preto e o acabamento em preto na manopla de câmbio complementam o ambiente interno, reforçando a proposta de exclusividade e sofisticação da edição limitada.
O modelo traz ainda teto solar panorâmico e teto bicolor preto, além de contar com Jeep Adventure Intelligence, comutação automática de faróis e detector de ponto cego. O pacote de itens é destacado ainda por paddle shifters, retrovisor eletrocrômico e sensor de chuva. Além da tecnologia MHEV de 48V da Stellantis, o Renegade traz bons itens de tecnologia e segurança, como seis airbags, tecnologias de condução semi autônoma (Adas) – frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa e detector de fadiga.
Avenger – R$ 142.990
Renegade – R$167.690

Leapmotor amplia garantia para seis anos – A partir deste mês a Leapmotor passará a oferecer no Brasil garantia de seus veículos por seis anos ou 150 mil quilômetros (o que ocorrer primeiro). A proteção de fábrica para bateria de tração, motor elétrico e inversor segue por oito anos. A proteção contratual é válida para a linha ano-modelo 2027 (inclusive unidades já comercializadas e entregues aos clientes). São eles: B10 Elétrico 2026/2027 em diante, C10 Elétrico 2026/2027 em diante e C10 Ultra-Híbrido 2026/2027 em diante, e estará disponível para o próximo lançamento da marca, o B10 Ultra-Híbrido. A manutenção da garantia ocorre mediante atendimento das regras contratuais, incluindo a execução das revisões periódicas na rede de concessionárias Leapmotor distribuídas pelo Brasil. As revisões ocorrem a cada 12 meses ou 20 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro.


Nova Kawasaki Ninja ZX-10R 2027 custa R$ R$ 136 mil – Apresentada ao público brasileiro durante o Festival Interlagos 2026, a nova Kawasaki Ninja ZX-10R 2027 já está disponível em toda a rede autorizada da marca pelo preço público sugerido de R$ 136 mil, com frete incluso. A nova versão chega com mudanças desenvolvidas para aprimorar a agilidade, a estabilidade e o aproveitamento das curvas de torque e potência, elevando a experiência de pilotagem da superesportiva. Entre as principais atualizações do conjunto ciclístico estão o novo designer da parte frontal com asas aerodinâmicas, além de novos faróis dianteiros e amortecedor de direção Öhlins com ajuste mecânico.
Este último favorece um ajuste preciso para as pistas, o reposicionamento da suspensão dianteira, o novo ajuste da taxa da mola na suspensão traseira, o novo link da suspensão e o reposicionamento da balança traseira. O conjunto contribui para uma motocicleta com uma maior sensação de leveza, tornando-a mais ágil e precisa. O modelo também recebeu um novo mapa de injeção eletrônica, que aprimora a entrega de potência em médias e altas rotações, permitindo que a motocicleta tenha um maior aproveitamento da potência transferida para o solo, aumentando o desempenho dos pilotos e a satisfação na pilotagem esportiva.
Condições especiais – Para acompanhar a chegada da Ninja ZX-10R 2027 ao mercado brasileiro, a Kawasaki oferece condições especiais para as vendas no varejo realizadas até 10 de outubro de 2026. O consumidor poderá escolher apenas uma das quatro opções de benefícios:
- Financiamento com taxa zero, entrada de 60% e prazo de até 18 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
- Emplacamento e IPVA 2026 integralmente grátis, além de financiamento com taxa especial de 0,99% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 24 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
- Trade In de R$ 4 mil para a supervalorização da motocicleta usada, além de financiamento com taxa especial de 0,99% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 24 meses, em condição exclusiva do Banco Safra;
OU
- Trade In de R$ 8 mil para a supervalorização da motocicleta usada, combinado com uma destas modalidades: pelo Banco Safra, financiamento com a primeira parcela somente em janeiro de 2027, taxa a partir de 1,34% ao mês, entrada de 50% e prazo de até 36 meses; ou, pelo Banco Santander, financiamento com taxa especial de 1,49% ao mês, entrada de 30% e prazo de até 48 meses.

Aston Martin lança sua 1ª moto de rua – A Aston Martin é conhecida por seus carros esportivos. Mas, agora, surpreende o mundo automobilístico ao mostrar sua primeira motocicleta homologada para circular nas ruas. A AMB 002 Roadster foi desenvolvida em parceria com a lendária britânica Brough Superior e terá produção global limitada a apenas 300 unidades. Vale lembrar que essa união já tinha dado dois frutos: a AMB 001, de 2019 e limitada a 100 unidades, e a AMB 001 Pro, de 2022 e com 88 exemplares.
Mas ambas foram projetadas exclusivamente para uso em circuitos fechados. A AMB 002 foi desenvolvida do zero, sem aproveitar componentes dos modelos de pista. Seu motor é um bicilíndrico em V de 1.083 cm³, quatro tempos e refrigeração líquida. A marca declara potência máxima de 132 cv e torque de 11,2kgfm. O propulsor, por sinal, foi ajustado para entregar a maior parte do torque em baixas e médias rotações – o que, segundo a fabricante, é ideal para o uso em vias públicas. Uma das principais inovações da AMB 002 é o seu quadro. Usinado a partir de um bloco maciço de titânio, o chassi pesa apenas 5 quilos. A construção ultra-leve contribui para uma distribuição de peso perfeita de 50% sobre cada eixo.
A fabricante informa peso a seco de 190 quilos — algo relevante para uma superbike de mais de 1.000 cc, ficando muito próxima dos 188 quilos em ordem de marcha (já abastecida. A carenagem e o tanque utilizam fibra de carbono para reduzir a massa e manter o centro de gravidade o mais baixo possível. O desenho da moto é assinado pelo estúdio de design da Aston Martin e incorpora a linguagem visual dos automóveis mais exclusivos da marca. As lanternas traseiras foram diretamente inspiradas nos super carros Vulcan, Valkyrie e Valhalla.
Já as duas saídas ovais de escapamento trazem dissipadores de calor semelhantes aos empregados em modelos como Vanquish, DB12 e DBX. A motocicleta conta ainda com tecnologia de partida sem chave (keyless), botão de ignição iluminado e assento com revestimento de couro costurado à mão. As encomendas internacionais já estão abertas e as primeiras entregas estão previstas para o terceiro trimestre de 2027. Não há detalhes sobre os preços nem se algum exemplar virá para o Brasil.
Crise, que crise? Financiamento de veículos bate recorde – O mercado de financiamento de veículos registrou em agosto seu melhor desempenho para o mês em 15 anos, mesmo em um cenário de juros altos e volatilidade econômica. Foram financiadas 683,9 mil unidades no período, o maior volume para agosto desde 2011, quando 729.672 veículos tiveram crédito aprovado. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento foi de 10,4%. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial.
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, foram financiados 5,136 milhões de veículos, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço foi puxado principalmente pelos autos leves, que somaram 478 mil unidades financiadas em agosto, sendo 350 mil de veículos novos e 127 mil usados. Na comparação com julho de 2026, houve alta de 1,4%. “A alta consistente de financiamento de veículos mostra a resiliência do mercado mesmo em momentos de volatilidade na economia. Agosto teve uma média de 32.568 veículos financiados por dia útil”, diz Thiago Gaspar, superintendente de Relacionamento com Clientes na Trillia.
As motos somaram 178 mil financiamentos, com 133 mil unidades novas e 45 mil usadas. O volume representa crescimento de 4,9% em comparação a agosto do ano passado. Já as vendas financiadas de veículos pesados totalizaram 27 mil operações, divididas entre 15 mil de novos modelos e 12 mil de usados. O crescimento foi de 10,4% na comparação anual. No recorte regional, o Sudeste liderou a participação, com 42% do total. Em seguida, vieram Sul, com 20%, Nordeste, com 19,8%, Centro-Oeste, com 10,7%, e Norte, com 7,5%.
O monitoramento mensal da Tabela Auto B3, solução desenvolvida pela Trillia em parceria com a Bright Consulting, indica que os preços de transação dos veículos 0km cresceram 2,7% em agosto ante julho, revertendo a queda de 1,2% observada em julho. Todos os segmentos apresentaram aumento. No acumulado de 12 meses, a média do mercado de veículos novos ficou em -1,1%. No mercado de veículos usados, agosto apresentou variação média de -0,1%, indicando estabilidade após a queda de 1,0% registrada em julho. O comportamento foi distinto entre os segmentos, com três categorias em alta, três em queda e os crossovers praticamente estáveis. No acumulado de 12 meses, a média do mercado de usados ficou em -3,9%.

Dê a atenção devida à pintura do seu carro – A conservação da pintura está entre os fatores que mais influenciam a aparência e a valorização de um veículo ao longo do tempo. Ainda que muitos danos só se tornem visíveis com o passar dos anos, a exposição diária ao sol, à chuva e à poluição, e até mesmo alguns hábitos inadequados de limpeza podem acelerar o desgaste da lataria. Segundo Ricardo Vettorazzi, gerente técnico de Repintura Automotiva da PPG, a manutenção adequada da pintura ajuda a proteger a carroceria, preservar o valor de revenda do veículo e evitar intervenções corretivas que poderiam ser minimizadas apenas pela manutenção adequada. “Em muitos casos, pequenos hábitos fazem diferença na preservação da pintura. A limpeza adequada, a escolha do local para estacionar e a atenção a resíduos que entram em contato com a lataria ajudam a evitar manchas, desgaste precoce e até processos de corrosão”, explica.
Evite lavar o carro com a lataria quente
Um dos erros mais comuns é realizar a lavagem logo após o veículo permanecer exposto ao sol ou após percorrer longas distâncias. Com a superfície aquecida, a água e os produtos de limpeza secam mais rapidamente, aumentando o risco de manchas. O ideal é aguardar o resfriamento da lataria e utilizar produtos adequados para limpeza automotiva. Após a lavagem, o enceramento pode contribuir para reforçar a proteção da pintura.
Onde o veículo fica estacionado?
Sempre que possível, prefira locais cobertos ou protegidos da exposição direta ao sol e à chuva. Também é importante ter cautela ao estacionar sob árvores, já que a seiva e fezes de aves podem danificar a superfície quando permanecem por longos períodos em contato com a pintura. Caso isso aconteça, a recomendação é remover a sujeira o mais rápido possível utilizando pano macio e água, evitando esfregá-la seca.
Poluição e poeira
Partículas presentes no ar, como poeira, poluentes e outros resíduos, podem se acumular na superfície do veículo e comprometer o acabamento ao longo do tempo. Por isso, manter uma rotina de limpeza ajuda a evitar que essas substâncias adiram à pintura, dificultem sua remoção e contribuam para o desgaste precoce da lataria. “A frequência ideal de lavagem varia conforme o uso do veículo e as condições do ambiente, mas a limpeza periódica é uma das principais formas de preservação”, orienta Vettorazzi.
Polimento com moderação
Quando a pintura começa a apresentar perda de brilho ou pequenas imperfeições, muitos motoristas recorrem ao polimento como solução imediata. Embora o procedimento possa ser eficaz para recuperar o aspecto da superfície, o especialista conta que seu uso excessivo pode causar o efeito contrário. Dependendo da frequência e da técnica utilizada, o polimento pode reduzir gradualmente a camada de verniz responsável pela proteção da pintura.
“O polimento é um recurso importante para corrigir imperfeições e restaurar o acabamento do veículo, mas não deve ser encarado como um procedimento de manutenção rotineira. Cada intervenção exige uma avaliação cuidadosa da condição da pintura e, quando realizada sem necessidade ou de forma inadequada, pode comprometer a proteção da superfície ao longo do tempo. Por isso, o ideal é que a análise seja feita por profissionais especializados, capazes de identificar a real necessidade da intervenção”, aconselha.
Sinais de desgaste!
Manchas persistentes, perda de brilho, pontos de corrosão e diferenças de tonalidade podem indicar que a camada de proteção da pintura já está comprometida. Nesses casos, a avaliação de um profissional especializado ajuda a identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado, antes que o dano se torne mais severo. “Assim como acontece com outros componentes do veículo, a manutenção preventiva costuma ser mais eficiente e econômica do que uma correção tardia. Pequenos sinais de desgaste não devem ser ignorados porque muitas vezes indicam que a superfície já está perdendo parte de sua capacidade de proteção. Quanto mais cedo houver a intervenção adequada, maiores são as chances de preservar as características originais da pintura”, alerta Vettorazzi.
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
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