Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
No último dia permitido pela legislação eleitoral para a campanha de rua, os dois principais candidatos ao governo de Pernambuco apostam todas as fichas na Região Metropolitana do Recife.
Considerada estratégica para a disputa, a região será o principal território das agendas dos candidatos, que intensificam a mobilização na reta final em busca dos votos dos eleitores indecisos e daqueles que ainda podem mudar de posição.
Leia maisTrata-se da última oportunidade para ampliar a ofensiva nas ruas, conquistar votos e tentar chegar às urnas com uma vantagem construída até o último minuto da campanha.
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) passa pela capital, por Jaboatão dos Guararapes, Moreno, e encerra a agenda em Caruaru, no Agreste. O candidato do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, também vai circular por Recife e Jaboatão, incluindo Olinda na rota.
Comparação
Raquel Lyra inicia os compromissos às 9h, com carreata que começa no bairro de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e adentra pelo Recife, com previsão de encerramento no bairro do Pina. Em seguida, a gestora vai ao município de Moreno, também na região metropolitana, onde comanda outra carreata a partir das 13h30.
Às 18h, a gestora inicia, em Caruaru, o último compromisso da campanha eleitoral antes do primeiro turno da eleição, amanhã (4). A cidade é base política da governadora, que já enfrentou, no município, outras cinco eleições em que saiu vitoriosa, incluindo duas para a Prefeitura de Caruaru, e a última para o governo de Pernambuco, em 2022.
Ainda na sexta, a pessedista realizou panfletagem no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife. Ela também esteve nos bairros das Graças, Encruzilhada, Aflitos, Ibura, Jardim São Paulo e Afogados. Em empate técnico com o principal opositor, Raquel Lyra aposta na comparação com o governo anterior para garantir votos.
“O eleitor tem uma decisão pela frente. Pode optar por uma governadora que está trabalhando muito, que entregou, que pegou uma casa desarrumada, mas garantiu investimentos, em três anos e meio, maiores em todas as áreas do que os oito anos do governo anterior”, declarou durante ato na Imbiribeira.
Indecisos
Já o candidato da Frente Popular de Pernambuco, João Campos, começa o dia de agendas pela Zona Norte da capital pernambucana, que governou por dois mandatos, até se afastar no início do ano, para disputar o comando do estado. A carreata sairá do Córrego do Jenipapo às 9h e deve seguir até a cidade de Olinda.
A segunda e última parte da agenda vai contemplar a Zona Sul, iniciando o percurso no Jardim Jordão, às 15h30, seguindo para Jaboatão dos Guararapes.
Na reta final para a eleição, o socialista cumpriu agendas, na sexta, no bairro da Joana Bezerra, no Recife, e depois passou, em carreata, pelas cidades de Jaboatão, São Lourenço da Mata, Camaragibe e encerrou na Zona Oeste da capital.
No primeiro compromisso, Campos fez balanço positivo da campanha e dirigiu mensagem direta aos indecisos. “A gente chega na reta final da campanha feliz e animado, (pois) fizemos a melhor campanha, com mais propostas. (…) Para você que está indeciso, pode ter certeza que vocês vão ter um cara que vai dedicar a vida a Pernambuco. Assim como fiz para o Recife vamos fazer pelo estado”, prometeu.
Peso
A concentração das agendas na Região Metropolitana do Recife não ocorre apenas pelo peso eleitoral da região. Segundo o cientista político Isaac Luna, é também na área que se encontra uma parcela importante dos eleitores que ainda podem definir ou mudar o voto.
“Do ponto de vista matemático, a Região Metropolitana tem um peso inegável. E como também a maior parte de indecisos está na Região Metropolitana, as candidaturas e campanhas intensificaram agora lá para tentar convencer esse eleitor que tá indeciso”, afirmou.
O especialista ainda avaliou que a estratégia das carreatas passarem por diversos pontos da RMR tem o poder de conquistar eleitores pela “expectativa de vitória”, que pode ser demonstrada pelo volume dos atos.
“Esse último ato de campanha é um ato de reafirmação do volume da força da candidatura. E é também um momento simbólico de chamar a atenção pela última vez do eleitor, de tentar conquistar o voto de quem tá indeciso ou até de virar algum voto por conta dessa expectativa de vitória”, pontuou Isaac Luna.
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