Novo líder do Avante na Câmara dos Deputados, o pernambucano Waldemar Oliveira foi quem apresentou o presidente nacional da sigla, Luís Tibé, ao psiquiatra e escritor Augusto Cury. Do contato, surgiu a possibilidade de o intelectual disputar a Presidência da República pelo partido. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Waldemar falou sobre a polarização política brasileira, entre os grupos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e, em tom leve, disse acreditar que o País precisa de alguém ponderado, como o psiquiatra.
“Pode ser uma solução, não é? Realmente às vezes a gente está no Congresso discutindo um projeto de lei de direito ambiental, meio ambiente, e vem alguém para dizer que Lula é presidiário e o outro para dizer que Bolsonaro é homicida. Isso não tem nada a ver com o projeto de lei. Uma vez o presidente até perguntou minha opinião, e eu disse para cortar a palavra. Inocêncio (Oliveira, ex-deputado) cortava. Se você está ali para discutir a questão do projeto de lei, você tem que discutir essa questão. Agora, no pequeno expediente, tem aquele tempo em que você se inscreve para dizer o que quiser. Então, acho que o Congresso e o Brasil estão precisando de muita razoabilidade, de pessoas equilibradas. Quem sabe um psiquiatra para controlar essa situação”, disse Waldemar Oliveira.
Leia mais“Eu conheço Cury há algum tempo, da advocacia. Ele é amigo de um compadre meu, uma pessoa muito culta, muito inteligente, muito preparado, com doutorado, diversos livros escritos, professor universitário. Ele está com essa ideia de lançar o nome como pré-candidato a presidente da República e ver o que a população acha dessa possibilidade. Na verdade, é uma tendência de renovação, é um cara extremamente equilibrado, que não é radical e não gosta de radicalismo”, observou o parlamentar.
Apesar do nome de Cury ter chamado a atenção quando ganhou o noticiário político, Waldemar ainda não está convencido sobre a consolidação da candidatura. Ele lembrou do ex-correligionário André Janones, recém filiado ao PT, que em 2022 ensaiou sair candidato a presidente e recuou, conquistando um mandato federal por Minas Gerais.
“É uma candidatura inusitada, uma novidade. Ele está como pré-candidato, a gente vai ter as convenções em julho, quando se decidirá realmente pela candidatura dele. Vai ser feita uma pesquisa, ele vai analisar se realmente vale a pena ou não a candidatura. Acho que a tendência natural é que, se ele crescer nas pesquisas, ele seja candidato. Senão, acho que ele vai fazer como o Janones fez: retroagir e retirar a candidatura. É minha opinião, mas ele, apesar de não ter experiência política, é um cara extremamente preparado e creio que pode surpreender”, completou Waldemar.
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