Socialista histórico, o prefeito de Bonito, Rui Barbosa (PSB), anunciou, há pouco, com o vídeo nas redes sociais, seu apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Chequei e não se trata de fake ou IA.
Confira!
Socialista histórico, o prefeito de Bonito, Rui Barbosa (PSB), anunciou, há pouco, com o vídeo nas redes sociais, seu apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Chequei e não se trata de fake ou IA.
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O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) prestou, hoje, uma homenagem ao ex-deputado federal Inocêncio Oliveira, que completa 88 anos. Natural de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, Inocêncio é uma das figuras mais emblemáticas da história política de Pernambuco, com uma trajetória marcada pelo trabalho, pela articulação política e pelo compromisso com o desenvolvimento do Estado.
Ao longo de 40 anos de vida parlamentar, Inocêncio exerceu dez mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, entre 1975 e 2015. Sua trajetória ganhou projeção nacional ao assumir a presidência da Câmara, entre 1993 e 1995, período em que também ocupou interinamente a Presidência da República. Médico de formação, participou ainda da Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição Federal de 1988.
Leia maisPara Waldemar Oliveira, o aniversário é uma oportunidade de reconhecer não apenas a dimensão da trajetória política de Inocêncio, mas também o legado construído em benefício dos pernambucanos, especialmente da população sertaneja. O parlamentar destaca a importância do primo como referência de liderança, dedicação à vida pública e compromisso com as necessidades dos municípios.
“Inocêncio é motivo de muito orgulho para nossa família e para Pernambuco. São décadas de uma história construída com trabalho, dedicação e amor à nossa terra. Sua trajetória é uma inspiração para todos nós que acreditamos na política como instrumento de transformação e de melhoria da vida das pessoas. Hoje, celebramos seus 88 anos com muita admiração, gratidão e carinho”, destacou Waldemar.
A história de Inocêncio também se confunde com a tradição política da família Oliveira, que há mais de seis décadas participa da vida pública pernambucana. Para Waldemar, dar continuidade a esse legado representa uma responsabilidade e um compromisso permanente com o desenvolvimento de Pernambuco.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça, discutiram com colegas a possibilidade de impor restrições a canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições, no próximo domingo (25).
A proposta, que foi debatida nos últimos dias e dividiu a Corte, atingiria canais como o “Exército do Lula”, que conta com quase 8 milhões de seguidores, e o canal “Tropa do Flávio”, que tem 2,7 milhões. Nas últimas semanas, o canal de mensagens liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) gerou embates no cenário político do segundo turno e virou alvo de disputas judiciais entre as campanhas.
Leia maisEm nota, o gabinete do ministro André Mendonça informou que os integrantes da Corte discutiram o tema em duas reuniões, realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20), e coube ao ministro elaborar uma minuta de resolução, que seria submetida para a avaliação dos demais.
À TV Globo, Nunes Marques afirmou não ser “favorável a mudança de última hora”. A resolução não deve avançar, segundo informações de outros ministros da Corte.
A nota do gabinete afirma que, “por tradição, cabe ao vice-presidente do Tribunal redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar. Era natural, portanto, que essa tarefa coubesse ao Ministro André Mendonça. A minuta não é uma iniciativa individual”.
O texto prossegue: “A necessidade de sua elaboração parte de um entendimento construído em conjunto, o texto ainda está em discussão interna, e qualquer versão final depende de deliberação colegiada do Tribunal”.
O gabinete também afirma que “nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto”. E que o objetivo “é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”.
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Por Rinaldo Remígio*
Há mais de 30 anos, trabalhando com empresas de diversos portes no Vale do São Francisco, acompanho os desafios de quem empreende. Conheço comerciantes, prestadores de serviços e pequenos produtores que enfrentam dificuldades para manter suas atividades e cumprir suas obrigações. É com essa experiência que vejo com preocupação o anúncio de perdão de dívidas dos microempreendedores individuais, feito pelo governo do presidente Lula às vésperas do segundo turno das eleições.
Esclareço que as opiniões aqui expressas são estritamente pessoais. Não falo em nome do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) ou de qualquer entidade de classe. Manifesto-me como cidadão comum e formador de opinião, amparado na minha experiência profissional e na preocupação com a aplicação responsável dos recursos públicos.
Leia maisMinha preocupação está no tratamento dispensado àqueles que, mesmo diante das dificuldades, mantêm seus tributos em dia. São pessoas que organizam suas contas, reduzem despesas e, muitas vezes, adiam necessidades da própria família para honrar seus compromissos. Que reconhecimento recebem por essa conduta?
Ajudar o pequeno empreendedor em dificuldade é uma iniciativa legítima. A inadimplência pode decorrer de doença, queda nas vendas, perda de clientes ou outras circunstâncias que fogem ao controle de quem trabalha. Não seria justo tratar todos os devedores como irresponsáveis. Contudo, também não é justo esquecer o esforço de quem paga regularmente.
O perdão de dívidas exige critérios claros e uma avaliação cuidadosa de seus efeitos. Quando anistias se tornam uma expectativa recorrente, existe o risco de enfraquecer o compromisso com o pagamento dos tributos. O contribuinte pode passar a se perguntar se vale a pena manter suas obrigações em dia ou aguardar uma futura renegociação.
Uma política de recuperação dos pequenos negócios precisa considerar esse problema. Além de oferecer condições para que o devedor retome suas atividades, deveria discutir formas de valorizar a regularidade fiscal, simplificar obrigações e reduzir os obstáculos enfrentados por quem procura trabalhar dentro das regras.
Outro ponto que merece esclarecimento é o anúncio de apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios. A proposta prevê critérios de seleção, portanto não se trata de pagamento automático a todos os MEIs. Ainda assim, cabe perguntar: qual será o custo efetivo, de onde virão os recursos e como serão fiscalizados os resultados?
Como contador, considero essencial distinguir o valor nominal das dívidas perdoadas do dinheiro que efetivamente poderia ser recuperado. Nem todo débito seria integralmente arrecadado. Essa diferença, porém, não elimina a necessidade de demonstrar o impacto fiscal da medida. Da mesma forma, transferências financeiras precisam de previsão orçamentária e fontes de financiamento claramente identificadas.
A sociedade tem o direito de saber como essas decisões serão custeadas e quais prioridades disputarão os mesmos recursos. O orçamento público é limitado, e cada compromisso assumido exige escolhas que afetam toda a população.
Também me preocupa o momento dos anúncios. Medidas apresentadas na reta final de uma campanha eleitoral, com efeitos previstos para janeiro de 2027, merecem debate público rigoroso. Sua relevância deve ser demonstrada por critérios econômicos e sociais, com transparência suficiente para que o cidadão possa avaliar seus benefícios e custos.
Defendo o empreendedorismo e reconheço a necessidade de oferecer oportunidades de recuperação a quem enfrenta dificuldades. Defendo, igualmente, uma política tributária que respeite quem cumpre suas obrigações e não transforme a pontualidade em motivo de frustração.
A pergunta que deixo é simples: quem pagará essa conta e como será valorizado o contribuinte que sempre pagou a sua?
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia!
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Tecnologia, criatividade e desafios que estimulam o raciocínio lógico e o trabalho em equipe fazem parte do universo da robótica, que ganha destaque no Festival Regional SESI de Robótica, na próxima sexta-feira e sábado (23 e 24) de outubro. O evento gratuito, realizado pelo SESI Pernambuco, reúne estudantes de escolas públicas e privadas de todo o estado em competições que envolvem mais de 40 equipes. A programação ocorre das 8h às 18h, no RioMar Eventos, no piso L3 do Shopping RioMar.
Durante o festival, os estudantes participam simultaneamente das competições FIRST LEGO League (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC). As equipes são formadas por competidores a partir dos 9 anos de idade, reunindo estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. A programação também inclui experiências interativas para os visitantes, com atividades de robótica em estandes e uma área de visitação dedicada a novas tecnologias.
Leia maisO tema da temporada, First Canopy, convida os estudantes a ampliarem o olhar sobre a preservação dos ecossistemas naturais e a biodiversidade. Na FIRST LEGO League, o conceito ganha ainda mais forma com o desafio BIOGLOW, que estimula os participantes a investigarem a relação entre tecnologia, habitats naturais e sustentabilidade. No FIRST Tech Challenge, o tema principal da temporada é o BIOBUZZ, que tem como objetivo projetar soluções robóticas que reflitam a energia e a colaboração encontradas no mundo biológico.
A proposta é estimular os jovens a investigar desafios relacionados ao mundo natural e desenvolver soluções criativas que conectem inovação e sustentabilidade. Inspirados pela riqueza da biodiversidade, os participantes são incentivados a transformar curiosidade em conhecimento e conhecimento em possibilidades de mudança.
Para a diretora de educação do SESI-PE, Mirella Barreto, o festival contribui para a formação e o protagonismo dos estudantes. “A robótica proporciona conhecimentos que vão além da construção e da programação dos robôs. O trabalho em equipe, o pensamento computacional e a cultura maker são fundamentais para esses estudantes, que podem utilizar todo esse potencial tanto no mercado de trabalho quanto no desenvolvimento pessoal. O festival desperta o protagonismo dos estudantes e fortalece habilidades essenciais para a vida”, comenta.
As equipes vencedoras das competições FLL e FTC avançam para a etapa nacional, prevista para março de 2027, em Salvador, na Bahia. E quem vencer vai disputar a etapa mundial nos EUA, também no próximo ano.
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Blog do Carlos Britto
A mudança no primeiro escalão da Prefeitura de Petrolina mexeu com os bastidores da política municipal e acendeu o alerta vermelho na base aliada do prefeito Simão Durando. A saída de Doriane Secchi do comando da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome para a entrada da primeira-dama, Alinne Durando, vai além de uma simples reorganização administrativa e expõe rusgas na articulação do grupo.
Ainda que publicamente o discurso seja de continuidade e transição pacífica, fontes ligadas ao núcleo do poder garantem: se ainda não há um racha consumado, há, no mínimo, um desconforto profundo e evidente no ninho governista.
Leia maisA apuração do Blog revela que Doriane Secchi foi pega de surpresa com a decisão. Mais do que isso, a exoneração e a subsequente nomeação da primeira-dama não teriam sido devidamente comunicadas nem acertadas previamente com o ex-prefeito Miguel Coelho, considerado o principal líder político e articulador do grupo.
A movimentação pegou até aliados de primeira hora de surpresa gerando um clima de mal-estar instantâneo. Doriane, vale ressaltar, é irmã do sogro de Miguel. O gesto de rifá-la do cargo sem o devido alinhamento familiar e político foi interpretado por interlocutores como um sinal claro de distanciamento e centralização de decisões por parte de Simão Durando. Ela foi convidada para uma outra secretaria e não aceitou. Seria a Secretaria da Mulher que será criada, inclusive esse projeto chega amanhã à câmara de vereadores.
Historicamente respeitada, Dori Secchi sempre foi avaliada como uma secretária eficiente, dedicada e com trânsito exemplar nas comunidades mais vulneráveis de Petrolina. Ela já atuava no setor desde a gestão de Miguel e assumiu o comando da pasta com total aprovação. Sua saída não encontra justificativa em baixa produtividade ou desgaste de gestão.
Diante desse cenário, a exoneração de Dori Secchi é vista nos bastidores como um divisor de águas. Se a poeira não for baixada rapidamente com panos quentes e diálogo, o episódio tem tudo para se tornar o estopim de um racha iminente na aliança política entre as lideranças da cidade. Os próximos dias dirão se a chegada de Alinne Durando ao secretariado fortalecerá a gestão ou se escancarará de vez as fraturas do grupo.
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Pesquisa Quaest, divulgada hoje, mostra que 47% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula (PT) de jeito nenhum. O percentual era de 53% na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro. Já a rejeição à Flávio Bolsonaro (PL) é de 52%, ante 54% na pesquisa anterior.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. A Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada como BR-08535/2026.
Leia maisVeja os números da rejeição:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Entre as mulheres, 57% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 42% rejeitam Lula. Já entre os homens, a rejeição ao petista é de 53%, e a de Flávio Bolsonaro, de 46%.
No recorte por religião, 60% dos evangélicos dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 37% rejeitam Flávio Bolsonaro. Entre os católicos, 58% rejeitam o candidato do PL, e 41%, o presidente.
A rejeição a Flávio Bolsonaro também é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula.
Entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, 60% rejeitam Flávio Bolsonaro, contra 39% que não votariam em Lula.
No recorte regional, a maior rejeição a Lula aparece no Sul (59%). Já Flávio Bolsonaro registra sua maior rejeição no Nordeste (65%).
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Pesquisa Quaest divulgada hoje, a quatro dias do segundo turno, mostra distância de apenas um ponto entre Flávio Bolsonaro (PL), que tem 45% das intenções de voto, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%. O levantamento foi contratado pelo GLOBO e a TV Globo. Pela margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos, os candidatos seguem em empate técnico.
Em comparação com a sondagem da última semana, Flávio oscilou um ponto para baixo, e Lula permaneceu com o mesmo percentual. Pessoas que dizem que vão botar em branco ou nulo se mantêm em 9%, e os indecisos são 2%. As informações são do portal O Globo.
Leia maisNa modalidade espontânea, aquela em que o entrevistado não é apresentado previamente aos nomes dos candidatos, os dois aparecem em empate numérico, com 40% cada. Esse formato é importante para medir quão convicto está o eleitor. O dado mais relevante da espontânea na nova rodada é o número de indecisos, que dobrou em uma semana e chegou a 14%.
A nova pesquisa é a primeira do instituto depois de momentos importantes da campanha. Na semana passada, foi promulgado o fim da escala 6×1, bandeira eleitoral de Lula. Depois, os candidatos participaram das entrevistas da Globo e do debate da Band. Também cresceram, desde então, as mobilizações nas ruas e nas redes em prol dos candidatos.
Nos últimos dias, outra tendência que se acentuou foi o duelo de narrativas sobre o Bolsa Família. Baseada em declarações da coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, a campanha de Lula passou a alegar que a vitória do filho de Jair Bolsonaro colocaria em risco o programa. O período de entrevistas do instituto, no entanto, não pegou tanto o auge dessas afirmações, que cresceram ontem.
O debate da Band foi considerado de péssimo nível pelas campanhas, que tentam agora modular a postura de Lula e Flávio para o encontro da Globo, na sexta. Pesquisas qualitativas também diagnosticaram que os eleitores não gostaram do primeiro embate.
A Quaest ouviu 2154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. Registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-08535/2026, o levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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A quatro dias das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intensificou as discussões com representantes da Meta e das campanhas eleitorais para esclarecer questionamentos sobre o funcionamento dos algoritmos das redes sociais e possíveis prejuízos aos candidatos. O cenário é marcado por uma série de disputas judiciais envolvendo o uso das plataformas digitais na campanha. As informações são do portal G1.
Em reunião realizada na noite desta terça-feira, representantes da Meta, advogados das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e integrantes da Justiça Eleitoral discutiram os questionamentos apresentados pelos partidos. O encontro ocorreu após uma ação do PT que alegou prejuízos à campanha do presidente Lula relacionados à atuação da plataforma.
Leia maisA reunião foi conduzida para esclarecer as posições da empresa e permitir que os envolvidos apresentassem dúvidas antes de uma eventual conclusão sobre o caso.
A campanha de Flávio Bolsonaro também procurou se posicionar na discussão. A equipe do candidato afirma que enfrenta prejuízos relacionados à atuação da Meta e busca evitar que apenas o PT seja considerado prejudicado.
A disputa pode ganhar novos desdobramentos jurídicos, inclusive com medidas de maior alcance que, dependendo do caso, podem resultar em sanções eleitorais.
Além da discussão envolvendo a Meta, as campanhas protagonizam uma série de iniciativas judiciais relacionadas à circulação de conteúdo político nas redes sociais e à atuação dos algoritmos.
Na noite desta terça-feira, houve uma nova petição direcionada ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, sobre questões envolvendo canais associados ao entorno da campanha de Lula, incluindo referências ao deputado André Janones.
O caso já havia passado por diferentes decisões judiciais, com intervenções do ministro e da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral.
A sucessão de decisões e recursos mostra a complexidade das disputas sobre a propaganda eleitoral na internet. Também houve uma nova iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro alegando uma suposta manipulação de algoritmos do Google.
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A corridinha diária de 8 km, há pouco, foi nesta Brasília ensolarada, tensionada pelas eleições no próximo domingo. Ontem, estive no jantar do Prêmio Engenho de Comunicação, organizado pela minha amiga Kátia Cubel, e percebi um sentimento entre os coleguinhas de profissão que o resultado do embate Lula x Flávio continua imprevisível, com tendência para vitória do liberal.
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje, mostra que, em simulação de segundo turno para as eleições presidenciais, o senadorFlávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem em empate técnico nos votos válidos, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Segundo o levantamento, Flávio registra 51,1%das intenções, enquanto Lula marca 48,9%.
A pesquisa, que exclui brancos, nulos e indecisos neste recorte, aponta uma diferença de apenas 2,2 pontos entre os candidatos.
Leia maisO que são votos válidos?
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.
Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
Metodologia
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500eleitores, entre os dias 15 e 19 de outubro, por meio de pesquisa telefônica. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada pelo Meio/Ideia está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08251/2026.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enviar ao Congresso Nacional, hoje, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê tarifa zero para transporte coletivo aos finais de semana em todo o país.
Lula anunciou a medida na semana passada, a dez dias das eleições do segundo turno, e afirmou que o custo da medida será compensado pela dinuição de emendas parlamentares.
Lula afirma que a proposta é uma ampliação dos benefícios do fim da escala 6×1, que permitirá que os trabalhadores aproveitem melhor os dias de folgas.
O transporte público com passe livre aos finais de semana já ocorre em regiões como São Paulo e Distrito Federal, que tem gratuidade aos domingos.
Para ser aprovada, precisa ser analisada pela Câmara e pelo Senado, com votação em dois turnos em cada Casa, e obter, em cada votação, o apoio de três quintos dos parlamentares: 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores.
Se Câmara e Senado aprovarem o mesmo texto, a emenda é promulgada pelas Mesas das duas Casas, sem necessidade de sanção do presidente da República; se o Senado alterar o texto aprovado pelos deputados, ou vice-versa, a parte modificada precisa voltar à Casa anterior para nova análise.
Lavareda vê reação de Lula nas ruas e redes apertar disputa contra Flávio
A quatro dias da eleição, o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda avalia que Flávio Bolsonaro (PL) segue como favorito na disputa presidencial, mas em uma posição mais vulnerável do que na primeira semana do segundo turno. Em entrevista, ontem, ao podcast Direto de Brasília, ele atribuiu a mudança no quadro eleitoral à reação de Lula (PT) nas ruas e nas redes sociais.
Lavareda lembrou que Flávio chegou a abrir seis pontos na primeira semana do segundo turno e era, naquele momento, o “favorito absoluto, indiscutível”. O quadro começou a mudar, segundo ele, com a retomada das mobilizações favoráveis a Lula e com o desempenho do petista no ambiente digital. “É incontestável que a mudança de cenário da primeira para a segunda semana do segundo turno ocorreu por conta de uma onda produzida a partir de dois vetores, que foram as ruas e as redes sociais”, afirmou.
Leia maisO cientista político classificou como surpreendente o desempenho alcançado pela campanha petista nas redes sob o comando do deputado André Janones (PT-MG). “O PT e Lula nunca haviam tido nas redes o desempenho que conseguiram ter”, observou. Lavareda também destacou a volta da esquerda às ruas em dimensão que, segundo ele, não era registrada havia mais de uma década. Esse movimento coincidiu com pesquisas que passaram a apontar empate técnico entre os dois candidatos.
Apesar da reação, Lavareda ainda não considera possível cravar uma virada de Lula. Para ele, a hipótese passará a ser “absolutamente plausível” caso os próximos levantamentos confirmem e ampliem a tendência registrada na semana passada. A atenção estará voltada especialmente para a Quaest prevista para hoje e para o Datafolha de amanhã, que poderão indicar se o quadro de empate técnico persiste ou se o cenário volta a se tornar mais confortável para Flávio.
Mesmo que os dois candidatos cheguem numericamente empatados à véspera da eleição, Lavareda ainda atribui uma vantagem probabilística a Flávio por causa da abstenção. “Se o presidente chegar empatado numericamente no sábado à noite, minha leitura é de que as chances serão de 55% para Flávio contra 45% para Lula”, projetou. Se o candidato do PL mantiver uma diferença entre 1,5 e dois pontos percentuais, acrescentou, a probabilidade subiria para 70%, contra 30% para o petista.
Segundo Lavareda, o fator decisivo nesse cálculo é o impacto desigual da abstenção. “Embora a abstenção costume afetar a todos, o problema é o diferencial dela, que é adverso para Lula”, explicou. Na reta final, ele recomenda atenção também à intenção espontânea de voto, que considera mais próxima do comportamento final do eleitor, ao número de indecisos e aos que ainda admitem votar em qualquer um dos dois candidatos. Para o cientista político, observar o tamanho e o perfil desse último grupo pode indicar onde ainda existe espaço para movimentação de votos até domingo.
Lavareda também criticou o formato dos debates presidenciais após o confronto de domingo entre Lula e Flávio. “Aquilo está mais para MMA do que para debate de campanha presidencial”, comparou. Para ele, os jornalistas deveriam ter maior participação nos encontros, com perguntas voltadas a políticas públicas, e o modelo atual precisa ser revisto. Apesar das críticas, ressaltou que a televisão aberta continua estratégica por sua capacidade de atingir milhões de pessoas e alcançar eleitores fora das bolhas das redes sociais.

Lula reúne multidão entre Petrolina e Juazeiro – A cinco dias do segundo turno, Lula (PT) reuniu, ontem, milhares de apoiadores em um ato entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), com travessia da Ponte Presidente Dutra. No discurso, o presidente voltou a desafiar Flávio Bolsonaro (PL) a autorizar a abertura dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico e endureceu os ataques ao adversário. “Ele certamente não vai ter coragem de abrir o sigilo dele […] porque ele sabe que a vida dele é podre em se tratando de honestidade”, afirmou. Lula também pediu aos apoiadores que procurem indecisos, eleitores que não votaram no primeiro turno e pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo. No primeiro turno, o petista obteve 60,18% dos votos válidos em Petrolina e 63,30% em Juazeiro.
Mendonça vai relatar sigilos de Lula e Flávio – O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator do requerimento da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para liberar o sigilo fiscal de suas contas se o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), fizer o mesmo. A ação no TSE oficializa um desafio eleitoral de Lula feito durante o debate de domingo (18) na Band. O petista diz que vai liberar suas movimentações e de sua família, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, se Flávio Bolsonaro fizer o mesmo. Lula apresentou, ontem, duas ações, uma no TSE e outra no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando a divulgação dos seus dados financeiros pela equipe jurídica da campanha. No STF ainda não foi definido relator.
Comitê da Meta assume falha da empresa – O Comitê de Supervisão de Conteúdo da Meta, conhecido como Oversight Board, afirmou, ontem, que a empresa falhou em manter padrões de transparência capazes de afastar suspeitas de interferência eleitoral na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O documento também cita “falhas recorrentes” nos processos de moderação eleitoral da gigante de tecnologia. O conselho explica que durante eleições e períodos de tensão política acirrada, as falhas na moderação de conteúdo da Meta costumam se manifestar de duas maneiras: aplicação excessiva das regras, que suprime a liberdade de expressão política, e aplicação insuficiente, que compromete a integridade eleitoral. O Brasil estaria enquadrado no primeiro caso.
Milei quer meter o dedo – O Ministério das Relações Exteriores afirmou, ontem, que recentes declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra as eleições do Brasil configuram “nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro”. A nota é uma reação a uma postagem de Milei nas redes sociais, em que o argentino comenta um trecho de uma entrevista de Lula e diz esperar que “a última artimanha suja da campanha” do petista “não envolva roubar a eleição”. Para o Itamaraty, a postura de Milei é antidemocrática e incompatível com o comportamento esperado de um líder de país vizinho e amigo. As novas críticas de Milei ocorrem a poucos dias do segundo turno das eleições brasileiras e são mais um atrito diplomático entre os países. Direitista, o presidente da Argentina é apoiador de Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto.

Bolsa de valores beira novo recorde – Ontem, a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu o dia em alta e não para de subir. Às 15h desta terça-feira (20/10), a B3 alcançou 208.122 pontos – bem próximo ao recorde de 209.066 pontos registrado em 9 de outubro deste ano. A alta do petróleo e a divulgação de pesquisas eleitorais são listadas como os principais motivos para o novo impulso da Bolsa. Após o primeiro turno das eleições, o Ibovespa alcançou os 206.911 pontos, no dia 5 de outubro. Nessa segunda-feira (19/10), o índice encerrou o pregão com 205.079,25 pontos.
CURTAS
LOCAL DE VOTAÇÃO – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) orienta os eleitores a verificarem, novamente, antes de sair de casa, o seu local de votação no próximo domingo (25). O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs.
TRIBUNAIS EXPLICAM MUDANÇAS – Em nota conjunta, os TREs alegam que as mudanças nos locais de votação ocorrem apenas quando é “absolutamente necessário”. “Os motivos são sempre extraordinários e estão relacionados a situações climáticas extremas, problemas não identificados previamente nas estruturas dos prédios utilizados como locais de votação e questões de segurança pública”, diz a nota dos presidentes dos 27 TREs do país.
CRECHES – A prefeitura do Recife informou que 136 creches da cidade vão abrir durante o 2º turno das eleições 2026, no dia 25 de outubro. Segundo a gestão municipal, as unidades vão funcionar das 8h às 13h, e o objetivo é apoiar mães, pais e responsáveis que precisam votar. Cerca de 21 mil crianças poderão ser atendidas. A medida é válida para crianças que já frequentam a rede municipal de ensino.
Perguntar não ofende: As próximas pesquisas confirmarão a reação de Lula?
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Participei, há pouco, em Brasília, do jantar de anúncio dos finalistas do Prêmio de Jornalismo Engenho, um dos mais concorridos e credenciados da capital federal, organizado e promovido há 22 anos pela minha amiga jornalista Kátia Cubel.
Lá, revi muita gente, dentre outros colegas finalistas, a jornalista Ana Flor, comentarista da Globo News, na foto. Também encontrei por lá velhos amigos, como os jornalistas Heraldo Pereira, da Globo, José Maria Trindade, da Jovem Pan, Ana Dubeux, diretora de jornalismo do Correio Braziliense, e Denise Rothenburg, colunista política do mesmo jornal, além do ministro José Múcio Monteiro, da Defesa, que integrou o júri.
O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu R$ 4 milhões do escritório de Edvaldo Nilo semanas antes de o também advogado ter sua recondução ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) discutida no Senado e aprovada com dois votos do agora candidato à Presidência da República.
Nilo, que fez parte da Comissão de Ética Pública entre 2022 e 2025, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, é conselheiro do CNMP desde 2023 na vaga destinada à Câmara dos Deputados. No ano passado, a recondução dele precisou ser aprovada pelo Senado. As informações são do Metrópoles.
Leia maisNo período que antecedeu à discussão no Senado, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu duas notas contra a Nilo & Almeida Advogados Associados, de Nilo. A primeira, em 6 de agosto, no valor de R$ 2 milhões, com uma breve descrição do serviço: “Assessoria Jurídica”.
A segunda repetiu valor e a descrição do serviço, tendo sendo emitida em 17 de outubro. Flávio, dias depois, votaria a favor da recondução de Nilo como conselheiro do CNMP tanto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) quanto, depois, no Plenário do Senado. As duas votações ocorreram em 12 de novembro de 2025.
A Nilo & Almeida Advogados Associados é um escritório especializado em precatórios e tem como maior fonte de receita a União. Em 2025 a banca reportou uma receita comercial líquida de R$ 143 milhões, quase exclusivamente com órgãos públicos e hospitais beneficentes.
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está conversando com a TV Globo para que haja checagem de fatos no último debate presidencial do segundo turno das eleições, que ocorrerá nesta sexta-feira (23/10), e será apresentado pela emissora.
Segundo o senador e coordenador político da campanha petista, Camilo Santana (PT-CE), a equipe de Lula quer que haja verificação de informações durante o confronto. As informações são do Metrópoles.
Leia mais“A nossa equipe está conversando [com a TV Globo]. Nós queremos isso”, disse Camilo. “É fundamental que haja checagem de fatos. No último debate, além de ele [Flávio Bolsonaro] não ter respondido às perguntas, ele só mentiu para o povo brasileiro. Então eu acho fundamental”, opinou o senador.
No último domingo (18/10), Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram do primeiro debate de ambos nesta corrida eleitoral. O embate ficou marcado por bate-bocas sobre corrupção e pouco espaço para propostas.
Após o evento, apoiadores do presidente Lula passaram a fazer apelos nas redes sociais para que as falas dos candidatos sejam checadas em tempo real.
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O escritório de advocacia do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu notas fiscais que somam ao menos R$ 13,7 milhões entre janeiro de 2023 e julho de 2026. A informação, confirmada pelo GLOBO, foi revelada pelo UOL, que analisou 62 documentos fiscais emitidos pela banca do senador.
O escritório de Flávio está sediado na própria casa onde ele mora, em Brasília, e é administrado à distância por uma funcionária que mora na periferia da capital federal. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisSegundo o UOL, as notas fiscais indicam que os pagamentos ao escritório de Flávio foram direcionados a contas bancárias mantidas no Santander e no BRB. A conta do Santander identificada em um dos documentos é a mesma que, segundo a Polícia Federal (PF), teria apresentado vínculos com Flávio e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam ter compartilhado uma conta bancária.
Ainda de acordo com o portal, o maior cliente do escritório de Flávio, entre os identificados nas notas fiscais, é o Nilo & Almeida Advogados Associados, que tem como sócio o advogado Edvaldo Nilo de Almeida, nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Comissão de Ética Pública da Presidência em 2022.
O escritório aparece em duas notas fiscais de R$ 2 milhões cada, emitidas em agosto e outubro de 2025. Juntas, elas representam 29% do faturamento documentado da banca do senador.
Os documentos descrevem os serviços como “assessoria jurídica”, sem identificar processos ou detalhar os trabalhos realizados. Ambas as notas indicam uma conta do escritório de Flávio no Banco de Brasília (BRB) para o pagamento. Ao UOL, Edvaldo Nilo afirmou que os valores estão relacionados a um contrato firmado em abril de 2025 e negou qualquer irregularidade.
Ao GLOBO, o escritório afirmou que os pagamentos realizados pelo Nilo & Almeida Advogados Associados à Flavio Sociedade de Advocacia “decorreram de contrato de prestação de serviços advocatícios celebrado em abril de 2025”.
“Os serviços foram regularmente prestados conjuntamente pelos dois escritórios a clientes privados, sem qualquer envolvimento de recursos públicos ou participação de entes federativos. Após a efetiva prestação dos serviços, as respectivas notas fiscais foram emitidas e os valores correspondentes foram pagos em 06/08/25 e em 21/10/25, data em que se encerrou a relação contratual”, registra a nota.
Levantamento feito pelo GLOBO mapeou ao menos 18 casos pelo país em que a banca consta como parte — processos sob sigilo não aparecem na conta. Ainda que tímida no volume, a presença nas Cortes engloba temas diversos: o parlamentar já assinou petições nas áreas criminal, civil e empresarial.
De acordo com o Estatuto da OAB, não há impedimento para que um parlamentar exerça a advocacia, desde que ele não atue em processos que tenham a União ou algum órgão público como parte. A entidade também veda o trabalho para entidades ou empresas concessionárias de serviço público.
Flávio se formou na Faculdade de Direito na Universidade Candido Mendes, no Rio, e chegou a estagiar na Defensoria Pública do estado.
Em um dos processos mapeados pelo GLOBO, Flávio atua ao lado da banca de seu amigo Willer Tomaz, investigado, junto com o senador, em um inquérito sobre suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. O caso envolve uma briga judicial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) envolvendo o controle de uma das maiores fábricas de balas e pirulitos do Brasil.
Junto com Willer, o senador representa um dos sócios da indústria, sediada no Rio Grande do Norte, que tenta evitar a execução de R$ 159 milhões nas contas e bens da empresa como expropriação para um familiar, que se retirou do negócio. O imbróglio se arrasta há mais de 20 anos.
Já na esfera criminal, também no STJ, o senador e advogado apresentou em 2025 um pedido de habeas corpus que pedia o trancamento de uma ação penal contra dois ex-sócios de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins, preso acusado de comandar um esquema bilionário de captação de criptoativos — ele nega as irregularidades.
Em outro processo, que tramitou no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Flávio moveu uma ação como advogado e parte interessada, exigindo do seu ex-sócio a prestação de contas do faturamento de uma loja de chocolates que ficava em um shopping no Rio. Flávio decidiu entrar na Justiça depois que foi notificado pelo ex-parceiro por uma dívida de R$ 1,5 milhão. O pedido foi indeferido pelo juiz em dezembro de 2023.
Esse mesmo comércio foi alvo de uma quebra de sigilo bancário numa investigação do Ministério Público, que apurava um suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o que foi negado pelo parlamentar. A denúncia do caso foi anulada pelas instâncias superiores.
A atuação de Flávio também se estende ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele aparece como advogado em dois casos. Um deles era a execução penal do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em razão da condenação no caso da trama golpista.
O outro tratava de uma queixa-crime apresentada por Flávio em causa própria contra o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pedindo a condenação do petista por calúnia, difamação e injúria, e retratação, por ele ter dito que o senador comprou mais de cem imóveis com dinheiro da suposta rachadinha. A ação foi apresentada no início de 2025.
Os registros da Receita Federal mostram que o escritório do presidenciável é administrado por Letícia Caetano dos Reis. Com atuação na área contábil, ela é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, preso sob suspeita de participação nas fraudes do INSS. O escritório de contabilidade dele prestava serviços para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, segundo a Polícia Federal. A defesa de Alexandre Caetano afirmou que ele “apenas exerce sua profissão, sem participação em supostos ilícitos”.
O GLOBO esteve na casa onde Letícia mora, a 35 quilômetros da sede da banca de advocacia e casa de Flávio, comprada por ele por R$ 5,97 milhões em 2021. Letícia não quis conversar com a reportagem, que foi atendida pelo seu marido, Raphael Silveira. Ele afirmou que a mulher atua para o escritório de contabilidade do irmão, antes presencialmente e agora em home office, mas não quis responder sobre o trabalho dela para o escritório de Flávio — o senador também não se manifestou.
Flávio alega questões de sigilo para não revelar a lista de clientes, mas uma nota fiscal mostrou que ele foi remunerado em R$ 500 mil em abril do ano passado após prestar serviços de “assessoria jurídica” a uma empresa ligada a uma consultoria que recebeu R$ 58 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025. Informações que constam do documento indicam que o escritório de Flávio emitiu ao menos 41 notas fiscais e que o trabalho contábil é feito pelo mesmo escritório do irmão de Letícia.
— Vocês podem vasculhar a vida da minha esposa que não vão encontrar nada. As contas dela estão todas abertas para quem quiser investigar — afirmou Silveira.
Na única vez em que se manifestou, Letícia disse à Agência Pública em 2022, ano seguinte à abertura do escritório, que não tinha acesso aos contratos firmados por Flávio e mantinha contato com ele só por WhatsApp. Requerimentos de quebra dos sigilos e de convocação dela à CPI do INSS chegaram a ser apresentados por petistas, mas não foram votados pela comissão.
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