Por Thaís Araújo – Especial para o blog
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) terá uma nova configuração a partir de fevereiro de 2027. Com a chegada de novos parlamentares e a permanência de nomes já conhecidos da política estadual, a eleição de 2026 redesenhou a distribuição das forças partidárias e abriu caminho para uma das primeiras grandes articulações da próxima legislatura: a escolha de quem estará à frente do Legislativo pernambucano.
Dos 49 deputados eleitos, as maiores bancadas serão divididas entre PSD e PSB, com nove cadeiras cada. Ao todo, 13 partidos terão representação na Casa, o que demonstra a diversidade de forças políticas que passarão a conviver no plenário. Na sequência aparecem o Progressistas (PP), com sete deputados, e o Podemos, com seis.
Leia maisAntes mesmo de começar oficialmente o próximo mandato, os deputados terão uma decisão importante pela frente: escolher o presidente da Assembleia e os demais integrantes da Mesa Diretora, responsáveis pela condução dos trabalhos legislativos e pela organização administrativa da Casa.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, mesma data da posse dos novos parlamentares. Até lá, as conversas entre partidos e deputados devem ganhar espaço nos bastidores. Afinal, ocupar a presidência da Alepe significa assumir uma posição central na condução do Legislativo estadual, com responsabilidades que envolvem desde a organização das sessões até a direção dos trabalhos parlamentares.
Mas a disputa não se resume apenas à escolha de um presidente. A Mesa Diretora também é formada por dois vice-presidentes e quatro secretários, além de sete suplentes. Entre os nomes que já aparecem nas conversas para concorrer à presidência estão: Antônio Moraes (PSD), Gustavo Gouveia (Podemos) e Francismar Pontes (PSB). As articulações, no entanto, ainda estão em andamento, e a definição dependerá das negociações entre as bancadas e dos apoios que cada nome conseguir reunir.
Um dos pontos importantes dessa sucessão é a impossibilidade de recondução do atual presidente, Álvaro Porto (MDB), para um terceiro mandato consecutivo no mesmo cargo. A restrição está prevista na Constituição de Pernambuco, que estabelece o limite de dois mandatos consecutivos para a mesma função na Mesa Diretora, mesmo quando a eleição ocorre de uma legislatura para outra.
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