No início do ano passado, o governo Lula enfrentou um ataque do deputado Nikolas Ferreira a uma portaria da Receita Federal que obrigava fintechs a informar ao Banco Central depósitos acima de R$ 5 mil, inclusive em operações com tokens digitais, às quais essas empresas não estavam anteriormente obrigadas.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) ajudou ao apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25, que acaba com a escala de trabalho 6×1 e estabelece uma jornada de quatro dias por semana e três de descanso. A proposta teve o apoio de 171 deputados para começar a tramitar na Casa, com promessas do Governo Lula de adotar ainda em 2026.
O fim da escala 6×1, de fato, entrou na lista de temas de 2026, mas como pauta da campanha como ministro da Secretaria-geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a defendendo como ampliação da proteção social e melhores condições de trabalho para entregadores, bem como a proposta de participação popular no orçamento federal, a iniciativa Orçamento do Povo.
A colocação do fim da escala 6×1 não preocupa os partidos de oposição, mas os micro, pequenos e médios empresários, como advertiu na semana passada a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).
Extemporaneidade
A entidade critica a extemporaneidade do debate em 2026 e está preocupada com elevação de despesas com a criação de novos turnos de trabalho para atender à demanda, aumento dos gastos com encargos trabalhistas (salários, INSS, FGTS, 13º e férias) e repasse da elevação dos custos aos preços dos produtos.
O risco de a proposta ser colocada em pauta este ano na Câmara Federal (a PEC 148/2015 que trata do mesmo assunto já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em dezembro de 2025) é real porque o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vê com simpatia pelo impacto eleitoral.
Pressa de Motta
Ele afirmou que ela deve ser votada em Plenário já no início de 2026 e que pretende liderar as discussões com o objetivo de trazer celeridade ao funcionamento da tramitação no que diz respeito a pautas com importância popular.
O problema da proposta de Erika Hilton é que ela não nasceu de um estudo mais aprofundado sobre os efeitos econômicos, especialmente as micro e pequenas empresas, exatamente as que são responsáveis pelo crescimento das contratações com carteira assinada, ainda que eles se concentrem (85,0%) em empregos de até um salário mínimo e meio.
Pejotização e MEI
E parece não guardar qualquer relação com o cenário atual do mercado de trabalho que inclui temas como pejotização, MEI, crescimento dos pedidos de demissão pelos empregados com maior salários, Bolsa Família e até mesmo as novas exigências nas empresas da norma NR1,
A NR-1 é a base das Normas Regulamentadoras no Brasil, definindo diretrizes gerais para Segurança e Saúde no Trabalho, exigindo que empresas identifiquem, avaliem e controlem perigos e riscos psicossociais (como estresse e assédio) estabelecendo capacitação interna e responsabilidade compartilhada.
Reforma Tributária
Além disso, o tema chega no início da fase pré-operacional da Reforma Tributária acrescentando uma discussão num contexto marcado por aumento da carga tributária brasileira em relação ao PIB, que, segundo os cálculos da Receita Federal, chegou a 32,2% em 2024.
Mas parece claro que Lula pretende ancorar o tema num de suas propostas para a reeleição este ano mesmo que dentro do governo ninguém tenha qualquer estudo de impacto na conta das empresas.
Mundo real
E muito menos do que hoje acontece no mundo real do mercado de trabalho onde a principal reivindicação é aumento de salário e não redução da jornada semanal de 44 horas, embora ela exista.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2023 o número de trabalhadores que pediram demissão atingiu um recorde de 7,3 milhões, o maior desde 2004. O que, segundo especialistas, reflete o aumento na confiança dos trabalhadores e pode ser benéfico para a economia, pois indica que as pessoas estão otimistas sobre suas perspectivas de encontrar um novo emprego.
Feliz no trabalho
Uma pesquisa da Robert Half, primeira e maior consultoria global de soluções em talentos, com a The School of Life Brasil, mapeou que “não se sentir feliz no trabalho” foi o principal motivo para que 44,12% dos entrevistados deixassem seus empregos por vontade própria.
O dado é interessante porque a ele se soma o fenômeno de MEI cujos dados desagregados mostram que estão no sistema estão os motoristas de aplicativos, os entregadores de alimentos, mototaxistas, ex-trabalhadores outonos que migraram para o sistema, os que que foram obrigados a virar PJ por maus empregadores, os que se formalizaram por não ter como se recolocar no mercado formal e finalmente os empreendedores.
Desocupação
O momento também não ajuda. Segundo o IBGE A taxa de desocupação (5,2%) no trimestre encerrado em novembro de 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012 e a população desocupada (5,6 milhões) foi o menor contingente da série histórica. Para completar, o número de empregados no setor privado (53,0 milhões) foi recorde da série, mas sem variações significativas no trimestre ou no ano.
A CACB adverte que a proposta precisa ser discutida com cautela e diálogo com as micro e pequenas empresas, principais responsáveis pela geração de emprego no Brasil e que já têm custos operacionais elevados.
Grande empresa
E não se pode desconsiderar que trabalhar numa grande companhia pode ser interessante, quando é levada em conta a remuneração, mas são nas pequenas as que geralmente abrem as portas aos novatos, recém-formados e com pouca experiência.
No fundo o problema do trabalho hoje está no fato de que em novembro a taxa de informalidade de 37,7% da população ocupada significa que 38,8 milhões de trabalhadores são informais.
Bolsa Família
O que também está relacionado ao contingente de inscritos no Programa Bolsa Família que assegura uma renda mínima de R$ 700 por família, que tem levado à resistência ao aceite de um emprego formal de um salário mínimo e meio quando o aquecimento da economia permite ter uma renda com trabalhos e serviços por conta própria.
O debate do fim da escala 6×1 está no começo, mas parece claro que Lula vai forçar sua aprovação mesmo sem que até agora existam estudos sobre o que isso vai impactar nas empresas. Especialmente as micro, pequenas e médias.
A Polícia Federal vai ouvir, a partir de amanhã (26), oito investigados no inquérito que apura supostas irregularidades na proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Os depoimentos serão tomados na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessões presenciais e por videoconferência. Amanhã, serão ouvidos quatro investigados: Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.
Já na terça-feira (27), prestam depoimento Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.
O cronograma dos depoimentos teve aval do relator do caso, o ministro Dias Toffoli. No dia 16, o inquérito foi prorrogado por mais 60 dias.
O caso
O procedimento faz parte da investigação que apura os detalhes da tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Essa frente de apuração chegou ao STF em dezembro do ano passado, quando Toffoli decidiu que o caso deveria tramitar na Suprema Corte. Até então, a investigação estava sob responsabilidade da Justiça Federal em Brasília.
Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica de mercado. Para os investigadores, o retorno oferecido era irreal, e o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
A PF afirma haver indícios de que dirigentes do BRB tenham participado do esquema. Em março, o banco chegou a fechar um acordo para comprar o Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central.
O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro do ano passado no âmbito da Operação Compliance Zero, mas acabou solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Segunda fase da investigação
Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero para aprofundar as apurações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
De acordo com a PF, o grupo investigado teria se aproveitado de forma sistemática de “vulnerabilidades do mercado de capitais” para realizar fraudes, por meio do uso de fundos de investimento e de elos societários, familiares ou funcionais.
Os investigadores apontam indícios de que o grupo — formado por Daniel Vorcaro, parentes e pessoas ligadas ao banco — pode ter cometido ao menos cinco crimes: organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento ou manutenção em erro de investidores, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, além de lavagem de dinheiro.
A apuração identificou operações com ativos sem liquidez e artificialmente precificados, além de transações entre partes relacionadas sob controle de pessoas com vínculos societários ou familiares com o Banco Master. Segundo a PF, o esquema também teria contado com laranjas e sócios ocultos.
Nas férias, que se estendem até o próximo dia 1, optei por um roteiro cultural, histórico e romântico: as cidades históricas de Minas Gerais. Na companhia adorável da minha Nayla, de suas primas Tayse e Kelly, esta com seu esposo Cid Severo, comecei por Diamantina, terra de JK, com suas ruas de pedras e paralelepípedos construídas pelo suor dos nossos ancestrais em busca de ouro e diamante.
Calçadas históricas cobertas de sangue dos chicotes em negros escravizados, lavadas por lágrimas de dor. Entre montanhas e pedras, a Diamantina de JK é uma joia inquebrantável, um tesouro no coração de Minas. Tem a musicalidade das serenatas, igrejas bicentenárias, cheias de ouro.
A cidade, antes conhecida como Arraial do Tijuco, encanta com seu cenário único e sua rica herança cultural. É pura poesia e história. A etapa seguinte foi Ouro Preto, de uma beleza atemporal, traço da arte barroca, onde a alma mineira é muito mais explícita. Ouro Preto não se visita. Se sente!
Andar pelas ruas de Ouro Preto é ter a sensação de que na próxima esquina vamos encontrar algum personagem da História, numa volta ao passado em cada esquina, em cada casarão ou em cada igreja. Manuel Bandeira tem razão: Ouro Preto é a cidade que não mudou, e nisso reside seu incomparável encantamento.
Conhecer Ouro Preto é caminhar por ruas que contam histórias, é sentir o passado vivo em cada igreja, em cada pedra, em cada detalhe barroco. Ouro Preto é o pedaço das Minas Gerais de Tiradentes que abriga o maior conjunto homogêneo de arquitetura barroca do Brasil, reconhecido pela Unesco.
No caminhar apaixonante da nossa agenda turística adentramos em São João del-Rei, berço de outro estadista, o ex-presidente Tancredo Neves, a terra onde os sinos falam, marcada pela fé, tradição e arquitetura colonial. Chão de inconfidentes, exala cultura, com ruas charmosas, sinos sonoros e o famoso trem Maria Fumaça, encantando visitantes com sua atmosfera única de primavera constante.
Em São João del-Rei, a surpresa do belo nos espreita de onde não se suspeita nem espera. É só abrir os olhos e ver. Percorrer suas ruas é viajar no tempo, entre becos coloniais e o som inconfundível dos sinos. Entre a Rua das Flores e a Ponte dos Suspiros, São João del-Rei se revela um cenário de contos de fadas mineiro.
No nosso roteiro não podia faltar Tiradentes, de grande valor histórico para o país, com muitas atrações, lugares ricos em história, arquitetura e gastronomia. Uma das cidades mais importantes no roteiro turístico do Brasil e de Minas Gerais, com uma arquitetura charmosa e que lembra também a de Paraty, no Rio de Janeiro.
Em Tiradentes, o tempo desacelera, a cidade tem forma de poesia. No fim da tarde, em cada esquina um suspiro poético. São 308 anos de história viva, escrita nas pedras das ruas e nas torres das igrejas. O entardecer em Tiradentes tem outro ritmo: o tempo desacelera e a cidade convida a ficar mais um pouco.
Tiradentes é memória, mas também é presente pulsante, feito de gente, cultura, arte e sabores. Mais que um lugar, uma experiência de afeto e aconchego. As origens de Tiradentes remontam aos primeiros anos do século XVIII, quando da descoberta de minas de ouro na região da bacia do Rio das Mortes.
A aglomeração inicial, chamada Arraial Velho, era vinculada à vila de São João del-Rei. Em 1718, foi elevada à categoria de vila e recebeu o nome de São José. O nome de Tiradentes está escrito no Panteão da Pátria e da Liberdade Brasileira, no Livro dos Heróis da Pátria desde 21 de abril de 1992.
A Bandeira de Minas Gerais é composta por um triângulo vermelho sobre fundo branco, contornado pela expressão em latim “Libertas quae sera tamen” — lema da Inconfidência Mineira —, que significa “Liberdade ainda que tardia”.
E liberdade está associada ao seu grande herói, Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, principal líder da Inconfidência Mineira, movimento separatista contra a dominação portuguesa. Foi o único inconfidente condenado à morte, enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792, tornando-se herói nacional e mártir da República.
Para o homem que trocou a vida pela liberdade do Brasil, escolhi a sua frase mais famosa, antológica, que está no livro “Heróis da Pátria”, para encerrar esta crônica: “Pois seja feita a vontade de Deus. Mil vidas eu tivesse, mil vidas eu daria pela libertação da minha pátria!”
Hyundai Kona: o que torna este SUV tão interessante? Confira
Diante de tantas subcategorias surgidas nos últimos anos no ambiente automobilístico, uma delas ganha a atenção: a híbrido pleno. Ela combina motor a combustão (gasolina ou etanol) com motor elétrico e tem capacidade de rodar apenas com o motor elétrico por curtas e até médias distâncias, sem recargas externas, circular apenas com o motor a combustão ou mesmo usar os dois motores ao mesmo tempo, conforme a necessidade. E tudo isso acontece automaticamente — sem intervenção do motorista. Isso garante, segundo o Inmetro, 18,4 km/l na cidade e 16 km/l na estrada — dando ao modelo o topo em eficiência, com nota “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).
Antes, reinava no meio desta turma, os irmãos Toyota Corolla e Corolla Cross. Em seguida, vieram os BYD Song/King e GWM Haval H6. E há mais chegando — e até ultra-híbridos, como recém-lançado C10 Leapmotor (cuja avaliação você verá aqui nos próximos dias ) ou o renovado Kona Hybrid, um SUV compacto/médio da Hyundai, versão topo de linha Signature que custa R$ 235 mil e que foi testado pela coluna. É uma subcategoria que liberta você das amarras de distância (problema dos elétricos puros) e da sustentabilidade (dos exclusivamente a combustão).
E, para os padrões de preço praticados no Brasil, já é possível cravar de cara: o Kona é um dos SUVs mais gostosos de dirigir, com pacotes de segurança, mimos e confortos de muito bom nível. É claro que ele tem um visual até estranho – para os padrões globais de design da China, Coréia do Sul, Europa ou Estados Unidos, em cada um SUV parece uma cópia de outro. Noves fora a subjetividade, não é necessariamente feio — nem bonito — com seus faróis e lanternas integrados nos apliques dos para-lamas e o uso intenso de LEDs. É um carro muito bom, fazendo enterrar da memória a primeira leva, lançada em 2023.
Trabalho conjunto – Mas, voltando ao que ele tem de mais interessante: o conjunto híbrido, que a Hyundai ‘reforça’ ser de última geração. Quem coloca o Kona em movimento é o motor elétrico, alimentado pela bateria de 1,32 kWh. Em vias planas, se o pé do motorista for leve e acelerar suavemente, a parte elétrica pode atuar sozinho até cerca de 40 km/h. O mesmo acontece quando se está na velocidade de cruzeiro. O motor 1.6 a combustão, por sua vez, entra em ação em velocidades mais elevadas ou quando se pisa com mais vigor no acelerador, nos casos de ultrapassagens, por exemplo.
Ele também recarrega a bateria na maioria das ocasiões, a não ser quando a demanda de potência é máxima — aí os dois trabalham juntos. Combinados, são 141 cv de potência e 27 kgfm de torque. O conjunto é auxiliado pelo câmbio automatizado de dupla embreagem com 6 marchas, a chamada DCT. As trocas são muito suaves — e a Hyundai atribui isso à tecnologia shift by wire, sem conexão por cabos. O interessante é que, no dia a dia, mal dá para perceber a transição entre os dois. O sistema de regeneração recarrega a bateria nas desacelerações ou se o pedal do freio é acionado. Aliás, por meio das borboletas atrás do volante, dá até para alterar o nível de regeneração.
Por dentro – O acabamento é elegante, com material de qualidade, sem rebarbas nos painéis ou nos forros das portas — que têm material macio ao toque. As duas telas de 12,3″ integradas são bonitas e fáceis de usar. Há botões para comandos físicos, claro — como o do ar-condicionado de duas zonas e o seletor de modos de condução (Eco, Sport e Snow). Onde normalmente ficam a alavanca freio de mão e seletor de marchas (que fica na coluna de direção) foi reservado para um porta-objetos grande, bastante útil.
Por falar nisso, o câmbio localizado na coluna de direção lembra os antigos Opala antes de virar moda a marcha de salão. É um charme a mais, digamos assim. O ar-condicionado digital dual zone conta com saída para os bancos traseiros e evita o resfriamento de áreas desocupadas, contribuindo para a eficiência energética. Entre outras conveniências, destaque ainda para o carregador de smartphone sem fio e para a função auto hold.
Assistentes de condução – Antes exclusivos de modelos caros, e de marcas tradicionais em equipamentos de segurança, como a Volvo, os sistemas de auxílio à condução estão presentes no Kona — como o piloto automático adaptativo e o assistente de faixas. Por sinal, o carro usa até o GPS integrado para alertar, com LEDs internos piscando em vermelho, sobre excesso de velocidade e radares.
A versão topo de linha testada tem a mais em relação à de entrada um teto-solar panorâmico, câmeras 360, freio de estacionamento elétrico, porta-malas com abertura elétrica e luzes ambientes.
Estabilidade – A suspensão traseira tem sistema independente multilink, com vários braços de apoio. Isso a deixa bem eficiente mesmo. Com isso, filtra muito bem a buraqueira das vias públicas – geralmente asfaltadas com Sonrisal, que derrete com apenas dois pingos d ‘água. Além do conforto (ainda mais combinado com o baixo nível de ruído), oferece muita estabilidade.
Medidas – O Kona tem 4,35 metros de comprimento, 1,82m de largura e 1,58m de altura. As rodas de 18” tem acabamento diamantado. O porta-malas transporta até 407 litros, chegando a 1.241 litros com o rebatimento do banco traseiro. Aliás, a tampa tem abertura elétrica e acionamento automático, além de regulagem da altura — ideal para vagas com pé-direito reduzido ou para quem tem estatura mais baixa.
Ponto cego – Um dos recursos mais legais do Kona é a câmera de monitoramento de ponto cego (ou Blind-Spot View Monitor – BVM). Ela é um recurso de segurança de ponta e funciona assim: ao acionar a seta para mudar de faixa, uma câmera externa localizada no retrovisor exibe imagens em tempo real no painel de instrumentos digital do carro. Esse sistema amplia o ângulo de visão tradicional do retrovisor em até 25 graus, permitindo que o condutor enxergue pontos de difícil visualização. Como vantagem, aumenta a segurança ao dirigir, reduzindo drasticamente o risco de colisões laterais durante trocas de faixa. O Hyundai Kona testado também veio equipado com o Surround View Monitor (SVM), que oferece uma visão 360º ao redor do veículo, facilitando manobras em locais estreitos. Essas câmeras são integradas ao conjunto de assistências no painel chamado “SmartSense”.
Por que o brasileiro está comprando mais carros seminovos? – O mercado de veículos seminovos e usados atravessa um dos períodos mais fortes de sua história no Brasil, impulsionado por juros elevados, crédito mais restrito e pela escalada dos preços dos carros novos. Em um movimento de adaptação do consumidor, o setor bateu recordes em 2025, evidenciando a preferência crescente por alternativas mais acessíveis e com melhor custo-benefício. Dados da Fenauto, a federação dos revendedores de veículos, mostram que 2025 encerrou o ano com cerca de 18 milhões de veículos negociados, consolidando um novo patamar para o mercado brasileiro.
O avanço é sustentado principalmente pela busca por custo-benefício e pela maior oferta de modelos com poucos anos de uso, revisados e com procedência garantida. Além disso, a diferença de preço entre um carro novo e um seminovo equivalente segue relevante, o que pesa na decisão de compra. Um sedã 2020 usado pode custar cerca de 40 % a 60 % menos do que um zero km. “O consumidor está muito mais racional. Ele compara, faz conta e percebe que, muitas vezes, consegue levar um modelo melhor, mais equipado e pagando menos ao optar por um seminovo”, afirma Miguel Henrique, CEO da Vaapty, empresa de intermediação de venda de veículos no Brasil.
Outro fator que impulsiona o mercado é a mudança no comportamento de quem deseja vender e comprar, valorizando a rapidez, transparência e segurança no processo. Com a intermediação dessas negociações, fazer a troca de veículo por um seminovo deixou de ser sinônimo de risco. “O brasileiro perdeu o receio desse mercado. Quando há avaliação técnica, histórico claro do carro e todo um suporte profissional, a confiança aumenta e a decisão de compra e venda acontece mais rápido”, explica o CEO de Vaapty.
Seguros registram níveis históricos baixos – Em um cenário ainda marcado por pressão no custo de vida, o preço do seguro de automóveis e motocicletas trouxe um alívio ao consumidor. Dados do IPSA + IPSM – Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, da Serasa Experian, mostram que os valores encerraram 2025 em patamares historicamente baixos. No caso do seguro auto, os preços ficaram abaixo inclusive dos níveis registrados durante a pandemia, considerando a série iniciada em 2021. Já o seguro de motos atingiu um dos menores valores da série histórica, iniciada em 2023, ficando atrás apenas do patamar observado em 2024.
Em dezembro, o índice do seguro de automóveis ficou em 4,6%, enquanto o seguro de motos encerrou o mês em 9,1%. No acumulado de 12 meses, ambos recuaram 0,8 ponto percentual, mas com comportamentos distintos ao longo do ano. No seguro auto, a trajetória foi marcada por uma desaceleração gradual e contínua, especialmente no segundo semestre. O último trimestre consolidou a queda, com recuos sucessivos e quebra do padrão histórico de alta no fim do ano.
Já no seguro de motos, o comportamento foi mais volátil: após cair no início de 2025, o índice acelerou até o meio do ano e passou por uma correção mais concentrada apenas na segunda metade do período. O gráfico ano a ano do levantamento mostra que, no seguro de automóveis, 2025 ficou abaixo dos patamares registrados entre 2021 e 2024, reforçando que o custo atual está mais baixo do que no período mais crítico da pandemia. No caso das motos, dezembro registrou um dos menores valores de toda a série histórica disponível, iniciada em 2023, ficando atrás apenas do patamar observado em 2024.
BMW: 7 anos na liderança do segmento premium – As marcas BMW e Mini fecharam 2025 com números expressivos de crescimento em vendas no mercado brasileiro. Pelo sétimo ano consecutivo, a marca BMW é a líder do segmento premium, com um total de 16.865 unidades emplacadas, um crescimento de 4,1% em relação a 2024. Os modelos X1 e Série 3, produzidos em Araquari (SC), mantiveram a sua liderança no segmento premium total. Somado, o BMW Group cresceu 4% vs 2024, acima do crescimento do segmento premium (+2,9%). A Mini também teve crescimento: 1.591 unidades emplacadas no ano, um aumento de 3,4% em relação a 2024 e acima do mercado total e do segmento premium. Somadas, BMW e Mini representam 34,6% de market share do segmento de automóveis premium.
Preço dos eletrificados importados pode subir até 8% – A Abeifa, que reúne os importadores de automóveis, acredita que a alíquota de importação de carros elétricos e híbridos — que sobe de 30% para 35% a partir de julho — vai elevar o preço dos eletrificados importados em até 8% em relação ao ano passado. Com relação aos eletrificados que estão sendo montados no Brasil em processo CKD/SKD, por enquanto pelas chinesas BYD e GWM, o impacto nos preços não será muito grande caso essas montadoras invistam na compra de autopeças produzidas no Brasil.
A picape da VW para enfrentar a Fiat Toro – A picape intermediária da Volkswagen para concorrer com a Fiat Toro já tem nome, segundo o site Mobiauto: Tukan. O nome remete à ave tucano, dando um tom de brasilidade ao projeto. Os primeiros flagras da picape começaram a aparecer em meados do ano passado, ‘escondidas’ num Tiguan — que serviu de base para a caminhonete. O novo modelo deverá aposentar a atual Saveiro, última representante da plataforma do Gol que vem desde o final dos anos 2000.
O Aston Martin de R$ 14 milhões – A primeira unidade do supercarro Valhalla chegou ao país, mais exatamente em São Paulo. Com produção limitada a 999 unidades, o modelo teve suas entregas globais iniciadas no fim de 2025. Por aqui, tem preço estimado de pouco menos de R$ 14 milhões. Com isso, o Brasil está entre os primeiros mercados do mundo a receber o modelo, ao lado da Europa e dos Estados Unidos. Ao todo, dez unidades já estão destinadas a clientes brasileiros, com entregas previstas até o fim de 2026.
O Valhalla tem conjunto híbrido plug-in que entrega impressionantes 1.079cv de potência e torque de 112kmgf. O sistema combina um motor V8 biturbo de 4.0 com 828 cv, a três motores elétricos, que somam outros 251 cv. Dois deles atuam no eixo dianteiro, enquanto o terceiro está integrado à nova transmissão automatizada de dupla embreagem, com oito marchas, responsável por enviar tração ao eixo traseiro. Com esse conjunto, o Valhalla acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e alcança velocidade máxima de 350 km/h. A transmissão híbrida DCT de oito marchas traz diferencial traseiro eletrônico com acionamento hidráulico, contribuindo para a precisão dinâmica tanto em estrada quanto em pista.
Calor, carga e estrada: os cuidados essenciais com pneus de caminhões no verão – Em janeiro, o transporte rodoviário de cargas entra em um período de intensa retomada após a virada do ano. E com as altas temperaturas típicas do verão, somadas a longas jornadas de viagem e caminhões operando com carga total, exigem atenção redobrada à manutenção dos pneus, principal elo entre o veículo e a estrada. Para a Bridgestone, líder mundial em soluções para mobilidade sustentável e segura, os pneus têm papel decisivo na segurança e na estabilidade do conjunto durante operações logísticas.
O calor excessivo gerado pelo atrito constante com o asfalto pode elevar a pressão interna dos pneus e acelerar o desgaste, aumentando o risco de falhas ao longo do trajeto. “Em períodos de altas temperaturas, como o verão, o pneu já trabalha naturalmente mais aquecido. Quando isso se soma a longas distâncias, carga elevada e calibragem inadequada, o risco de superaquecimento e falhas aumenta significativamente”, explica Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Pressão interna e risco de estouro – O calor intenso nas rodovias contribui diretamente para o aumento da pressão interna dos pneus. Se essa variação não for monitorada corretamente, pode haver sobrepressão ou, em sentido oposto, rodagem com pressão abaixo do recomendado, situação que também gera aquecimento excessivo e desgaste prematuro.
“A calibragem correta é um dos fatores mais importantes para a segurança do caminhão. Rodar com pressão inadequada compromete a estrutura do pneu, reduz a vida útil e pode levar a situações críticas, como o estouro, especialmente quando o veículo está carregado”, alerta Ayala. Além da pressão, respeitar a capacidade de carga indicada pelo fabricante do pneu é fundamental. O excesso de peso gera deformações internas e elevação da temperatura, fatores que aumentam o risco de falhas estruturais durante a viagem.
Rodízio e inspeção visual – Antes de pegar a estrada, a inspeção visual dos pneus é um cuidado simples, mas essencial. Desgaste irregular da banda de rodagem, cortes, bolhas, rachaduras ou objetos cravados são sinais claros de que o pneu pode não estar em condições adequadas para uma viagem longa. O rodízio periódico dos pneus também é uma prática recomendada, pois ajuda a equilibrar o desgaste entre os eixos, prolonga a vida útil do conjunto e contribui para um comportamento mais estável do veículo ao longo da operação.
Pneus em bom estado – Manter os pneus em boas condições influencia diretamente a estabilidade do caminhão, a eficiência da frenagem e a segurança de todos os usuários da via. Em um período de maior movimento logístico, como o início do ano, esses cuidados ajudam a reduzir acidentes, evitar paradas não programadas e garantir maior eficiência operacional. “A manutenção preventiva dos pneus não deve ser encarada apenas como uma questão operacional, mas como um investimento direto em segurança. Pneus em bom estado contribuem para a estabilidade do conjunto, reduzem o risco de acidentes e ajudam a manter a operação rodando com mais previsibilidade”, reforça Ayala.
Boas práticas – Para uma operação mais segura durante o verão, a Bridgestone recomenda:
• Verificar a calibragem dos pneus com o veículo frio, sempre seguindo as recomendações do fabricante.
• Realizar inspeções visuais frequentes, especialmente antes de viagens longas.
• Fazer o rodízio periódico dos pneus para equilibrar o desgaste.
• Evitar sobrecarga e respeitar os limites de peso indicados para cada pneu.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O subprocurador-geral junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, pediu ontem (23) à Corte de Contas a apuração das operações de aquisição de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB, além da conduta do diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, e de “outros agentes públicos eventualmente envolvidos” no esquema de fraude.
Em sua representação, Furtado cita reportagem do blog da Malu Gaspar, do jornal O Globo, que revelou que Aquino enviou mensagens ao então presidente do banco estatal de Brasília, Paulo Henrique Costa, pedindo que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez, de acordo com fontes e documentos obtidos pela equipe da coluna.
Em pelo menos uma vez, as mensagens de Aquino a Costa foram apresentadas aos conselheiros do BRB. Foi durante a reunião do Conselho de Administração de 25 de março de 2025, que também aprovou a oferta de compra de 58% das ações do Master por R$ 2 bilhões.
Para o subprocurador, os fatos “são extremamente preocupantes e revelam indícios de graves irregularidades que não podem ser ignorados” e exigem uma “investigação rigorosa” — caso contrário, se não forem “devidamente apurados e punidos, contribuem para a perpetuação de uma cultura de impunidade e de desrespeito às leis”.
“Trata-se de uma situação que, se confirmada, pode configurar um verdadeiro atentado contra o patrimônio público, com potencial para causar danos irreparáveis ao erário, além de expor um cenário de desvio de finalidade, abuso de poder, falta de transparência e omissão de informações. Tudo isso levanta sérias dúvidas sobre a conduta dos gestores envolvidos e sobre o futuro do Brasil enquanto nação que deveria prezar pela ética, pela legalidade e pela boa gestão pública”, escreveu.
“É inadmissível que um agente público, que deveria zelar pelo bom funcionamento das instituições financeiras, possa ter agido de forma a favorecer interesses obscuros, colocando em risco a credibilidade do sistema financeiro e a confiança da população nas instituições.”
Alertas do BC
Antes da reunião do conselho do BRB em que Costa recebeu mensagens de Aquino defendendo a aquisição de créditos para ajudar o Master, o Banco Central já havia enviado alertas ao banco de Daniel Vorcaro sobre a possibilidade de aplicar sanções por falta de liquidez.
Em novembro de 2024, ou seja, um ano antes da liquidação decretada pelo BC — e quatro meses da reunião de março de 2025 do conselho do BRB —, os dirigentes do Master foram comunicados pelo Banco Central que a situação do Master poderia levar à aplicação de medidas prudenciais preventivas, conforme previsto em uma resolução do Conselho Monetário Nacional de 2011.
A resolução diz que o BC pode determinar a adoção de medidas como a recomposição de níveis de liquidez, redução do grau de risco das exposições e “observância de limites operacionais mais restritivos”, por exemplo, em um esforço para “assegurar a solidez, a estabilidade e o regular funcionamento” do Sistema Financeiro Nacional.
O que diz o Banco Central
Em nota enviada ao blog da Malu Gaspar, após a publicação da reportagem, o Banco Central afirmou que, sob o comando de Aquino, a área de Supervisão “foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações, que levaram à demonstração da insubsistência dos ativos integrantes de tais carteiras” e alegou que o diretor “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”.
Segundo o BC, Aquino também colocou à disposição da PF e do Ministério Público Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas mantidas com Costa.
Controvérsia no TCU
O TCU esteve recentemente no centro da controvérsia envolvendo a liquidação do Master. A queda do banco de Vorcaro entrou na mira da Corte contábil no fim de dezembro, quando o relator, Jhonatan de Jesus, determinou que o BC explicasse, sob pena de sanções administrativas, os critérios técnicos e a cronologia das decisões que levaram à liquidação do banco.
Jhonatan chegou a falar na ocasião em “precipitação na adoção de uma medida extrema” por parte do Banco Central, o que levantou temores de interferência na autonomia da instituição.
Após a resposta do regulador, a ala técnica do TCU analisou o material e solicitou ao ministro a necessidade de uma inspeção no BC em função de informações sigilosas que só poderiam ser acessadas em um ambiente controlado. Jhonatan determinou a realização da diligência, mas voltou a criticar o Banco Central e alertou que poderia desfazer a liquidação do Master em um “momento oportuno”.
O ministro, porém, recebeu forte oposição de colegas do TCU e recuou diante da repercussão pública do caso. Jhonatan encaminhou a decisão sobre a inspeção pelo plenário. Na sequência, o presidente do Tribunal, Vital do Rêgo, declarou que a reversão da liquidação do Banco Master só poderia ser feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
O prefeito de Itaíba, Pedro Pilota (Republicanos), realizou ontem (23) a primeira reunião oficial de 2026 com todo o secretariado municipal, no gabinete do Executivo. O encontro marcou o início do segundo ano de gestão, com foco no planejamento, no monitoramento das ações em andamento e na definição de prioridades administrativas. Durante a reunião, os secretários apresentaram o andamento dos projetos iniciados em 2025 e detalharam metas e propostas para o novo exercício, com o objetivo de alinhar estratégias e garantir eficiência na execução das políticas públicas.
Ao comentar o encontro, Pedro Pilota destacou a importância do momento para a condução da gestão municipal. “Essa primeira reunião de 2026 foi fundamental para alinharmos as ações da gestão, avaliarmos o que já está em andamento e, principalmente, planejarmos os próximos passos. Nosso compromisso é manter uma gestão organizada, com planejamento, responsabilidade fiscal e foco em resultados concretos para a população de Itaíba.” Na área da saúde, a gestão anunciou a implantação de duas novas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), enquanto a educação contará com projetos para construção de novas escolas e creches, além da continuidade de ações que vêm elevando os índices educacionais do município.
Também foram debatidas iniciativas nas áreas de assistência social, agricultura e infraestrutura, com destaque para o fortalecimento da rede de proteção social, incentivo à produção rural e novos projetos de pavimentação que somam investimentos superiores a R$ 2 milhões. Cultura, turismo e desenvolvimento econômico integraram a pauta, com ações voltadas ao fortalecimento do calendário de eventos e à geração de emprego e renda. No eixo de planejamento e finanças, o prefeito ressaltou o calendário anual de pagamentos e a chegada de novos convênios, reforçando o compromisso da administração com organização, transparência e desenvolvimento sustentável em 2026.
Neste sábado (24), o deputado federal Felipe Carreras visitou o município de Tuparetama, no sertão do Pajeú, ao lado do prefeito Diógenes Patriota, da vice-prefeita Luciana Paulino, de ex-prefeitos, vereadores e lideranças locais. A agenda incluiu a vistoria de obras de pavimentação em andamento, realizadas com recursos destinados pelo mandato do parlamentar e voltadas à melhoria da mobilidade, da segurança e da qualidade de vida da população.
Outro destaque foi a visita à obra do Parque da Criança, considerada um projeto emblemático para o município. A iniciativa começou ainda no período de campanha, quando Diógenes Patriota solicitou apoio a Felipe Carreras, que assumiu o compromisso de garantir os recursos. Após a destinação do investimento, o deputado acompanhou etapas como a escolha do terreno e a assinatura da ordem de serviço, ocorrida durante as comemorações do Dia das Crianças, no ano passado, e agora retornou para acompanhar o andamento da construção.
A agenda também contou com a entrega de um trator à Associação dos Moradores da Vila do Cajueiro. O equipamento deve fortalecer as atividades da associação e beneficiar diretamente produtores e trabalhadores da zona rural, ampliando a capacidade produtiva e contribuindo para o desenvolvimento local.
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) foi alvo de uma tentativa de fraude que visou expedir mandados de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo fontes ouvidas pela CNN.
A instituição identificou uma alteração irregular em dados do BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), no qual envolveu troca e substituição de dados de um mandado judicial por informações vinculadas às autoridades do país. Ou seja, chegaram a trocar os CPFs de Lula e Moraes, mas não conseguiram emitir os mandados falsos de prisão.
O CNJ confirmou uma alteração no sistema em nota enviada à imprensa, mas não revelou a identidade dos alvos. “A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema”, diz o CNJ em nota.
A instituição também afirma que não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. “A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, finaliza.
O CNJ foi alvo de invasão ao sistema anteriormente, quando o hacker Walter Delgatti inseriu documentos e alvarás de soltura falsos, e, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, emitido um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes.
Depois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli, por unanimidade, a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do CNJ e inserção de documentos falsos. O hacker também foi condenado e cumpre pena por invadir o sistema eletrônico do CNJ.
A CNN tentou contato com o gabinete de Moraes e com o Palácio do Planalto para um posicionamento, mas não teve retorno até o momento desta publicação.
Veja a nota completa:
“O Conselho Nacional de Justiça identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras.
A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos.”
O PT em Pernambuco se reúne na próxima quinta (29) para discutir e encaminhar suas decisões eleitorais para as Eleições de 2026. A reunião será do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), instância que reúne todas as forças internas do partido e os mandatos petistas, responsável por debater cenários, avaliar alianças e, a partir daí, formalizar os apoios para 2026.
Até lá, não há posição oficial do partido para os palanques em Pernambuco, que provavelmente terá o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a atual governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), como principais protagonistas. Mesmo com indicativos de apoio já colocados para Campos por algumas lideranças, como do presidente do PT Pernambuco, Carlos Veras, e dos senadores petistas Humberto Costa e Teresa Leitão, o entendimento interno é de que nada está fechado. A orientação é que qualquer definição só será tomada depois desse encontro.
Sobre o cenário atual, a senadora Teresa Leitão afirmou que ainda não existe decisão formal e que “tudo que existe são indicativos”. “O clima que eu vejo é um clima de sintonia com a conjuntura nacional”, afirmou, ao comentar a avaliação do deputado estadual João Paulo de que a aliança em Pernambuco deveria ser revista em função dos apoios ao presidente Lula.
Segundo Teresa, a prioridade do PT para 2026 já foi dada pela direção nacional. “O PT Nacional já nos deu uma tarefa. O que é prioritário nessa eleição? A reeleição do presidente Lula e o aumento das bancadas no Congresso Nacional”, declarou.
O ex-deputado estadual Marco Aurélio (PSB) e o secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife, vereador licenciado Marco Aurélio Filho (PV), anunciaram neste sábado (24) apoio à reeleição do deputado estadual Rodrigo Farias (PSB), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e do deputado federal Pedro Campos (PSB). O anúncio foi feito durante evento no bairro do Vasco da Gama, que reuniu mais de 200 pessoas ligadas a diferentes áreas da capital, muitas delas eleitoras do grupo político de Marco Aurélio Filho nas últimas eleições.
Durante o ato, Rodrigo Farias agradeceu o apoio e destacou a atuação de Marco Aurélio e Marco Aurélio Filho junto à população recifense e pernambucana. “Marco Aurélio é uma pessoa que sempre se dedicou ao povo. E Marco Aurélio Filho tem sido um exemplo de gestão pública moderna e conectada com as pessoas. No comando da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, ele tem contribuído para transformar vidas, especialmente dos jovens, idosos, pessoas com deficiência e das populações mais vulneráveis. Receber esse apoio é uma honra e também uma grande responsabilidade. Vamos seguir juntos, com o mesmo propósito de trabalhar por um Recife e um Pernambuco mais justo, humano e inclusivo”, afirmou o parlamentar.
O ano legislativo no Congresso Nacional começa oficialmente no dia 2 de fevereiro e, no Senado, já há expectativa de apreciação de temas considerados sensíveis e de forte impacto social e político. Entre eles está a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho para 36 horas, com garantia de dois dias de descanso remunerado, uma das 19 propostas de emenda à Constituição (PECs) que já estão aptas a entrar na pauta de deliberação da Casa. As informações foram publicadas no portal da Casa Alta.
Além da mudança nas regras trabalhistas, os senadores poderão discutir projetos que alteram o sistema político-eleitoral, como a PEC que extingue a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos no mandato imediatamente seguinte e unifica em cinco anos a duração dos mandatos no Executivo e no Legislativo. Também está pronta para análise a proposta que assegura a presença feminina nas Mesas Diretoras do Senado e da Câmara dos Deputados em proporção ao tamanho da bancada de mulheres em cada Casa.
As PECs alteram diretamente a Constituição Federal e podem ser apresentadas pelo presidente da República, por um terço dos deputados ou senadores, ou por mais da metade das assembleias legislativas estaduais. Para avançarem, precisam do apoio de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação: 49 votos no Senado e 308 na Câmara. No Senado, o rito exige cinco sessões de discussão antes do primeiro turno e três antes do segundo.
No campo das relações de trabalho, a PEC 48/2015, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevê a redução gradual da jornada semanal máxima, hoje fixada em 44 horas, até atingir o limite de 36 horas. O texto também substitui a escala 6×1 pela 5×2, garantindo dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos fins de semana.
A transição ocorreria ao longo de quatro anos, sem redução salarial, mantendo o limite diário de oito horas e respeitando acordos coletivos de compensação. Para o autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), a mudança tende a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e a organização do setor produtivo.
Outra proposta com grande repercussão política é a PEC 12/2022, que trata do fim da reeleição no Executivo. O texto amplia para cinco anos os mandatos de presidente, governadores, prefeitos e parlamentares e estabelece a unificação das eleições a partir de 2034. A versão aprovada na CCJ, relatada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), também reduz o mandato dos senadores de oito para cinco anos e prevê que todos os 81 sejam eleitos no mesmo pleito a partir de 2039, com regras de transição. A justificativa central é reduzir as vantagens de quem ocupa cargos no Executivo e estimular a renovação política.
Na agenda institucional, volta ao debate a PEC 38/2015, que garante representação proporcional de homens e mulheres nas Mesas Diretoras e comissões permanentes e temporárias do Congresso Nacional. A proposta, de autoria da deputada Luiza Erundina (PSol-SP), busca enfrentar a histórica sub-representação feminina nos espaços de poder e assegurar, no mínimo, uma vaga para cada sexo nesses colegiados.
Também está pronta para votação a PEC 1/2019, que torna obrigatório o voto aberto nas eleições das Mesas do Congresso, reforçando o princípio da transparência. Na área penal, a PEC 54/2023 propõe tornar imprescritível o crime de tráfico de pessoas. Uma emenda aprovada na CCJ ampliou o alcance do texto para abranger vítimas de qualquer idade, diante dos altos índices de exploração, especialmente de mulheres, crianças e adolescentes.
Outras propostas aguardam definição de pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após consulta aos líderes partidários. Entre elas estão PECs que tratam da gratuidade do transporte em dias de votação, da distribuição de recursos da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), do funcionamento de fundos públicos, da inclusão da segurança alimentar como direito fundamental, da educação inclusiva, das regras para militares da ativa concorrerem a cargos eletivos e da valorização por tempo de serviço de magistrados e membros do Ministério Público.
Faz 11 anos que o jornalista e escritor José de Souza Alencar, o Alex, natural de Água Branca, Alagoas, fez a “grande viagem”. Menino de origem humilde, o filho de Dona Sinhá (uma guerreira alagoana na melhor acepção da palavra) formou-se em Direito, foi crítico de cinema, assistente do filme “O Canto do Mar”, de Alberto Cavalcanti, colunista social, coordenador do concurso Miss Pernambuco, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras.
Eu sempre lia religiosamente sua coluna dominical no Jornal do Commercio e aprendi muito a refletir sobre a condição humana ao mergulhar em suas sábias crônicas. Tenho num álbum de recortes uma crônica de Alex, onde ele afirma: “É tão estranha a vida, tão curiosa. E a morte, com sua realidade imponderável, deve ser, será sem nenhuma dúvida, um momento de mais absoluta solidão. Sim, será a morte um momento de solidão, do homem sozinho consigo mesmo, se não tiver fé, se não tiver o conforto e o consolo subjetivo de que existe algo mais além da vida.”
Alex sabia que existia algo além da vida. O eterno menino de Água Branca, que completaria 89 anos de idade em 5 de agosto de 2015, seguiu na luz ao encontro de outra missão no dia 24 de janeiro de 2015.
*Advogado, poeta e editor da revista Timbaúba em Foco
O Gabinete de Segurança Institucionais (GSI) recolocou as grades de proteção no entorno do Palácio do Planalto neste sábado (24) como medida de segurança para a caminhada de protesto do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A manifestação convocada pelo parlamentar em protesto à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos envolvidos no 8 de Janeiro completa neste sábado seis dias. O percurso de cerca de 240 km começou no interior de Minas Gerais e será finalizado em Brasília neste final de semana.
Em nota, o GSI afirmou que a medida integra protocolos de segurança do Palácio do Planalto. “O GSI informa que, em virtude da possibilidade de manifestações programadas em locais próximos à instalação presidencial, as grades são utilizadas como medida de reforço, conforme os protocolos de segurança”. As informações são do jornal O Globo.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem feito alertas pois vê riscos na aglomeração de pessoas durante o trajeto, e a reclamações sobre ferimentos feitas por participantes. Em nota, a corporação confirmou o envio de um ofício ao deputado que “destaca a necessidade de adoção de ações para mitigação de riscos à segurança, observada a responsabilidade do parlamentar na condição de organizador da caminhada”.
Ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo do Distrito Federal remova os acampamentos montados nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda. Em 15 de janeiro, Jair Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão de Polícia Militar, prédio vizinho ao complexo e conhecido como “Papudinha”.
A decisão de Moraes atende ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após um grupo de apoiadores instalar barracas no local, exibindo faixas pedindo anistia para o político.
Partidos de oposição no Distrito Federal protocolaram um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, após ele ser citado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas investigações sobre a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).
Os pedidos foram apresentados pelo PSB-DF e pelo Cidadania-DF e também pelo PSOL. As legendas apontam supostos crimes de responsabilidade relacionados à atuação do governo local em operações envolvendo o banco público. Os partidos afirmam que houve “atuação temerária” do Executivo, com risco ao erário e violação de princípios da administração pública.
Entre os pontos citados estão a compra de títulos considerados de baixa qualidade e origem irregular, a criação de dívidas fora do orçamento, negociações sem transparência com o banqueiro e possível influência indevida do governador em decisões internas do BRB.
O governador nega. Em declarações à imprensa ontem (23), Ibaneis afirmou que nunca tratou da operação BRB–Master com Vorcaro e que todas as negociações foram conduzidas por Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Ele confirmou encontros sociais com o banqueiro, incluindo um almoço na casa de Vorcaro “organizado por um amigo em comum”, mas disse que não discutiu assuntos relacionados ao banco.
Ibaneis também afirmou que “tudo era conduzido” pelo ex-presidente do BRB, demitido após a deflagração de operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público. Em 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, transferências que são alvo de investigação por suspeita de gestão fraudulenta.
“Em momento algum nas quatro vezes que o encontrei tratei de assuntos relacionados ao BRB–Master. Entrei mudo e saí calado. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]”, disse Ibaneis Rocha.
Acusações
Segundo as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o Banco Master teria vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes, numa tentativa de evitar a quebra da instituição privada, que enfrentava crise de liquidez. O caso resultou na liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro.
O rombo estimado no BRB chega a R$ 4 bilhões. Segundo os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico, o Banco Central (BC) determinou que o BRB faça um provisionamento (reserva para cobrir prejuízos) de pelo menos R$ 2,6 bilhões. Até agora, o BC não confirmou a informação.
Ex-executivos das duas instituições foram intimados a prestar depoimento no fim de janeiro e início de fevereiro. As apurações indicam falhas graves de governança e possíveis ilícitos administrativos nas operações.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Vorcaro afirmou à Polícia Federal ter conversado “algumas vezes” com Ibaneis sobre as negociações. A informação veio a público após acesso da publicação ao depoimento prestado pelo banqueiro à PF em 30 de dezembro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
Situação das apurações
As investigações indicam que, ao longo de 2025, o BRB tentou adquirir uma fatia relevante do Banco Master, iniciativa que contou com apoio do governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco público, mas acabou barrada pelo Banco Central. Paralelamente, a Polícia Federal apura se o BRB comprou carteiras de crédito de alto risco da instituição privada, avaliando eventuais falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança.
Em novembro, uma operação conjunta da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido. Além das apurações conduzidas por esses órgãos e pelo Banco Central, a nova gestão do BRB e uma auditoria independente também analisam as transações, mas ainda não divulgaram conclusões oficiais.
A empresa Auto Viação Progresso assumiu, neste sábado (24), as quatro linhas de ônibus que eram administradas pela Logo Caruaruense, ligada ao ex-governador e pai da governadora Raquel Lyra (PSD), João Lyra Neto. A Logo Caruaruense encerrou as atividades após a revelação de que não era fiscalizada há três anos.
A Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), que gerencia o sistema, informou por nota que assinará um Termo de Autorização e Compromisso para que a Progresso siga administrando as linhas. As quatro linhas são: Recife/Caruaru (executivo e convencional), Caruaru/Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru/Bezerros e Caruaru/São Caetano.
Nas redes sociais, circulam vídeos do último dia de operação da Logo Caruaruense. Motoristas fizeram um buzinaço ao levar os ônibus para a garagem da empresa pela última vez. Em nota de anúncio do encerramento das atividades, a empresa informou que todos os funcionários receberão integralmente os direitos trabalhistas e que fará o pagamento dos tributos devidos.
Irregularidades e crise
Um relatório técnico da EPTI apontou que os veículos da Logo Caruaruense passaram pela última inspeção em 2022, ano em que Raquel Lyra foi eleita governadora. Os veículos devem ser submetidos a vistorias técnicas anualmente.
O Diário Oficial do Estado da última quarta-feira (21) trouxe a exoneração “a pedido” do então presidente da EPTI, Antônio Carlos Reinaux. Yuri Coriolano, que era secretário-executivo da Casa Civil, foi nomeado para a função.
A denúncia também motivou o pedido de impeachment de Raquel. O autor, deputado Romero Albuquerque (UB), argumenta que a governadora agiu com interesses pessoais ao liberar a Logo Caruaruense para transportar passageiros em situação irregular. Além disso, o Governo do Estado vinha subsidiando a transportadora.
O pedido será avaliado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), que faz oposição à governadora.
Na terça (20), na reunião com prefeitos no Agreste, a governadora reagiu ao pedido de impeachment apresentado na Assembleia Legislativa. Ao discursar diante de 70 prefeitos e outras lideranças políticas na Assembleia Extraordinária da Amupe, Raquel afirmou que tem um legado de caráter e retidão na família e não tem qualquer receio de discutir qualquer assunto.
“Apresentaram um pedido de impeachment. A trajetória da minha família fala por mim. Eu não tenho nenhum receio de responder sobre tudo aquilo que diz respeito à minha vida e à minha gestão. Não tenho receio de falar sobre isso. Você pode olhar no meu olhar e saber que eu estou tranquila, que eu continuo tranquila, mas sabe o que é que não vão tirar o meu foco um minuto sequer? É daquilo que eu tenho pactuado com o povo de Pernambuco, é para o trabalho que eu tenho que entregar a esse povo. Não vou esmorecer, não vou chorar, não vou me desgastar”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (23) que a política mundial atravessa um momento crítico, “com o multilateralismo sendo jogado fora pelo unilateralismo”. Durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, Lula disse que a carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo rasgada e criticou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz. Para o presidente brasileiro, Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono.
“Está prevalecendo a lei do mais forte, a carta da ONU está sendo rasgada e, em vez de a gente corrigir a ONU, que a gente reivindica desde que fui presidente em 2003, reforma da ONU com entrada de novos países [como membros permanentes no Conselho de Segurança], com a entrada de México, do Brasil, de países africanos… E o que está acontecendo: o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU, em que ele sozinho é o dono da ONU”, afirmou Lula.
O presidente dos Estados Unidos convidou Lula para compor o chamado Conselho da Paz, que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês).
Lula disse ainda que está telefonando para vários líderes mundiais para discutir o tema, entre eles o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum.
“Estou conversando para fazer com que seja possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado para o chão e que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”, pontuou.
O presidente voltou a criticar a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama, Cilia Flores.
“Eu fico toda a noite indignado com o que aconteceu na Venezuela. Não consigo acreditar. O Maduro sabia que tinha 15 mil soldados americanos no mar do Caribe, ele sabia que todo dia tinha ameaça. Os caras entraram na Venezuela, entraram no forte e levaram o Maduro embora e ninguém soube que o Maduro foi embora. Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América no Sul. A América do sul é um território de paz, a gente não tem bomba atômica”, disse.
Citando os Estados Unidos, Cuba, a Rússia e a China, como exemplos, Lula disse ainda que o Brasil não tem preferência de relação com qualquer país, mas que não vai aceitar “voltar a ser colônia para alguém mandar na gente”.
O presidente também criticou a postura de Trump, que, segundo ele, toda vez que aparece na televisão se gaba de ter o exército e as armas mais poderosas do mundo. Lula disse querer fazer política na paz, no diálogo e não aceitando imposição de qualquer país.
“Eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos, não quero fazer guerra armada com a Rússia, nem com o Uruguai, nem com a Bolívia. Quero fazer guerra com o poder do convencimento, com argumento, com narrativas, mostrando que a democracia é imbatível; que a gente não quer se impor aos outros, mas compartilhar aquilo que a gente tem de bom”, defendeu. “Não queremos mais Guerra Fria, não queremos mais Gaza”, completou.
Encontro do MST
O 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) terminou com um ato marcando os 42 anos do MST, celebrados no dia 22 de janeiro e que contou com a presença de autoridades, parlamentares, representantes de movimentos sociais e sindicais, além de apoiadores do movimento.
O encontro, que começou na segunda-feira (19), reuniu delegações de todo o Brasil, com mais de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras sem terra. Durante os cinco dias, membros do MST debateram reforma agrária, produção de alimentos saudáveis, agroecologia, agricultura familiar, a conjuntura política atual, seus desafios e o papel do movimento neste contexto.
Ao final, uma carta do movimento foi entregue ao presidente. No texto, o MST também critica a tentativa de impedir o avanço do multilateralismo e do imperialismo no continente, citando a invasão da Venezuela e o ataque à soberania dos povos. No documento, o movimento alerta que ações como essa têm como pano de fundo o “saque” de bens comuns da natureza como petróleo, minérios, terras raras, águas e florestas.
O texto reafirma ainda os princípios do movimento: a luta pela reforma agrária e pelo socialismo; a crítica ao modelo do agronegócio, da exploração mineral e energética; a luta anti-imperialista e o internacionalismo; além da solidariedade, em especial com a Venezuela, Palestina, Haiti e Cuba.
“Assim convocamos toda a sociedade brasileira para: – lutar por melhores condições de vida e trabalho e em defesa da paz e da soberania contra as guerras e as bases militares; avançar na luta em defesa da natureza e contra os agrotóxicos. Contamos com a participação de todos e todas que nos apoiam e à classe trabalhadora a se somarem na luta pela Reforma Agrária Popular, rumo à construção de outro projeto de país”, finaliza o documento.
Para surpresa de rigorosamente ninguém, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado por militantes do PT durante um evento institucional realizado nesta semana ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reação do governador à violência retórica lulopetista no ato, no entanto, ofereceu a um país cansado de vandalismo político e analfabetismo cívico uma valiosa aula de civilidade e espírito público.
O episódio ocorreu em Rio Grande, no sul do Estado, durante cerimônia oficial do governo federal destinada à assinatura de contratos ligados à construção de navios para a Petrobras. As vaias começaram quando o nome de Leite foi mencionado pelo cerimonial, prosseguiram durante o discurso da prefeita da cidade, a petista Darlene Pereira, e se intensificaram quando o governador foi chamado ao microfone. Como se viu, Leite teve dificuldade para iniciar sua fala. E protestou conjugando serenidade e firmeza: “Este é o amor que venceu o medo? Não, né? Vamos respeitar, por favor. Estou aqui cumprindo meu dever institucional. Eu e o presidente fomos eleitos pelo mesmo povo. Somos diferentes. Mas a gente não precisa pensar igual”.
As manifestações hostis partiram de apoiadores do presidente e se repetiram ao longo da fala do governador, interrompendo seu discurso e constrangendo o ambiente — hostilidade dirigida a um chefe de Executivo estadual legitimamente eleito e convidado a participar de um ato que, em tese, deveria se ater aos limites republicanos da institucionalidade. A atitude de Leite, marcada pelo autocontrole e pela defesa do respeito às diferenças e à etiqueta republicana, contrastou com o mau comportamento de parte da plateia.
O episódio diz menos sobre o governador gaúcho do que sobre o estado de degradação cívica a que chegou parcela expressiva da militância política no Brasil, sobretudo a petista. O governador não foi vaiado por ter cometido um desvio administrativo, por afrontar a democracia ou por atacar adversários. Foi hostilizado simplesmente por existir politicamente fora do universo lulopetista, por representar uma alternativa que não se submete à liturgia do governismo militante. O constrangimento não foi do governador, mas de quem confundiu um ato oficial da República com um comício partidário.
O comportamento da militância do PT foi revelador. Ao hostilizar um governador em pleno exercício do cargo, num evento oficial, repetiu exatamente o padrão que o próprio partido diz combater: intolerância política, patrulhamento ideológico e tentativa de silenciar vozes dissonantes. Na prática, trata-se do mesmo impulso autoritário travestido de virtude moral, legitimado pela sensação de pertencimento ao campo “do bem”. Para o PT, democracia só vale quando se presta a aplaudir Lula.
Não deixa de ser sintomático que o próprio presidente tenha convertido o evento em palanque, exatamente o que Eduardo Leite disse que não deveria acontecer numa cerimônia estritamente institucional. Mas aí não tem jeito: trata-se da natureza de Lula. O presidente, ao contrário do governador, discursou em tom de campanha, recorreu a slogans eleitorais e falou diretamente à base militante. Fez, afinal, o seu comício de sempre. É verdade que o petista tentou contemporizar, fazendo algumas mesuras ao governador. E, não raro, tenta pregar a ideia de que a democracia exige convivência com quem pensa diferente. Seus gestos são protocolares diante de um discurso claramente eleitoral. Não se pode estimular a polarização como método e depois surpreender-se com seus efeitos colaterais. O tribalismo militante aprende pelo exemplo dos seus morubixabas, não pelas notas de rodapé.
O contraste entre os protagonistas é eloquente. De um lado, um governador que reafirma o valor das instituições, da civilidade e do pluralismo. De outro, uma militância que age como se a democracia fosse propriedade privada de um campo político.
Num Brasil exausto da política do grito e da permanente guerra moral, a atitude de Eduardo Leite aponta para uma alternativa cada vez mais rara: a de que é possível discordar sem destruir, competir sem desumanizar e fazer política sem transformar o adversário em inimigo. A lição está dada. Resta saber quem está disposto a aprendê-la.