O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira que não pretende escolher uma nova presidente para o PL Mulher após a saída de Michelle Bolsonaro do comando do segmento. Segundo ele, indicar uma das parlamentares da legenda poderia gerar insatisfação entre as demais mulheres do partido.
— Você já imaginou? Se a gente colocar uma, você sabe, mulher, como é que é, né? Arruma um inguiço com 20 — disse Valdemar. As informações são do jornal O GLOBO.
Segundo o dirigente, a solução escolhida para evitar o mal-estar, e também a necessidade de suprir o vácuo deixado por Michelle é extinguir a presidência nacional do PL Mulher e dar mais autonomia às estruturas estaduais da organização.
Leia mais— Nós queremos extinguir a presidência nacional e deixar todas as estaduais com autonomia.
Antes da declaração, Valdemar elogiou as deputadas do partido, mas afirmou que nenhuma delas reúne as características de Michelle Bolsonaro para liderar o segmento.
— Sem querer desmerecer as mulheres do nosso partido, que são 17 mulheres de primeira. São excelentes deputadas. Aliás, são muito melhores do que os homens. Mas nós não temos ninguém à altura da Michelle. A Michelle tem um poder muito grande de comunicação, fala bem, tem imagem boa e é dedicada.
Questionado sobre nomes como as deputadas Bia Kicis (PL-DF) e Caroline de Toni (PL-SC), frequentemente apontadas entre as principais lideranças femininas da legenda, Valdemar repetiu que prefere não indicar uma sucessora justamente para evitar disputas internas.
O presidente do PL também afirmou que, caso Michelle Bolsonaro decida voltar ao comando do PL Mulher, o partido atenderá ao que ela desejar.
— Se a Michelle repensar, eu faço o que ela quiser.
Perguntado sobre a relação entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Valdemar afirmou que os dois seguem sem diálogo.
— Não, eles têm dificuldade.
A declaração ocorreu em meio ao distanciamento de Michelle do comando do PL Mulher e às divergências internas no partido, especialmente como entendado, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nas últimas semanas, a ex-primeira-dama criticou publicamente decisões da direção da legenda e relatou atritos com Flávio Bolsonaro, afirmando que o senador foi ríspido com ela durante discussões sobre os rumos do partido. O episódio aprofundou a crise entre dois dos principais nomes do bolsonarismo e abriu uma disputa sobre o futuro da participação de Michelle na estrutura do PL.
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