Uma ação de investigação judicial eleitoral apresentada pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questiona publicações de perfis nas redes sociais alinhados ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre os conteúdos mencionados na petição está uma publicação associada ao perfil da deputada federal eleita Liana Cirne (PT), feita em 7 de outubro, sobre o fim da escala de trabalho 6×1, a qual afirmava que o candidato era contrário à redução da jornada de trabalho. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisNo documento, o perfil de Liana é mencionado em uma publicação em colaboração com outras cinco contas: @pernambucoresiste, @jovenspelademocracia_, @eutocomlula, @agrestecomlula e @comitevirtualdelula.
A campanha pede “a suspensão temporária dos perfis relacionados no Quadro B-1, até as 23h59 do dia 26 de outubro de 2026, com ordem ao Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. (Meta Platforms, Inc.) para que, no prazo de 24 horas, impeça a publicação de novos conteúdos e o acesso público aos perfis, preservando integralmente seus dados (art. 22, I, “b”, da LC nº 64/90; art. 9º-D, §§ 5º e 6º, da Res.-TSE nº 23.610/2019)”.
A ação também pede “o bloqueio temporário da coautoria (“collab”) entre os perfis relacionados nos Quadros B1 e B-2, pelo mesmo prazo, com ordem à Meta para que impeça, na medida da viabilidade técnica, o envio e a aceitação de convites de coautoria por esses perfis e informe, em 48 horas, as providências adotadas”.
Para Liana, o caso levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e o espaço da militância política nas redes sociais, especialmente durante o período eleitoral.
“Isso é uma tentativa de censura. Querem calar a esquerda e esconder do povo a verdade. Esse é o verdadeiro medo de Flávio Bolsonaro. Uma esquerda que não se cala, que denuncia, que informa e que está nas redes sociais dialogando com o povo brasileiro”, reagiu Liana.
Para ela, o debate sobre a jornada de trabalho precisa permanecer acessível à população e não pode ser afastado do espaço público por disputas judiciais.
“Essa ação busca impor restrições a uma rede de mobilização da esquerda em todo o Brasil. Querem limitar a nossa voz justamente quando estamos discutindo o futuro do país e defendendo a reeleição do presidente Lula”, declara.
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