O presidente Lula articula há tempo, pessoalmente, ato público em Brasília para marcar um ano do que ele denomina “tentativa de golpe contra a democracia”. Será na próxima segunda feira, 8 de janeiro.
Está anunciada a presença no “palanque” dos presidentes dos outros poderes. O governo incentivou mobilizações idênticas nos estados e municípios.
Hermann Göring, o carrasco nazista, ao testemunhar no Tribunal de Nuremberga, disse que “descobrir uma maneira de assustar as pessoas significa fazer com elas o que quiser”. O país está sendo assustado.
O que realmente aconteceu no DF no dia 8 de janeiro de 2023?
Vândalos destruíram o patrimônio nacional, com brutal revolta, atentando contra mobiliário histórico, obras de arte desguarnecidas e estátuas inofensivas. Entretanto, não se configurou legalmente golpe de estado.
Não se nega que Bolsonaro queria dar um golpe de estado, mas não conseguiu. Já no Direito Romano proclamava Ulpiano que “ninguém pode ser punido exclusivamente pelos seus pensamentos”.
Inexiste conexão material entre atos do ex-presidente e as ocorrências em Brasília. Para deflagração de um golpe não bastam discursos inflamados e o questionamento do resultado eleitoral. Haverá de existir a tipificação da culpa, como prova irrefutável da existência de um executor ou mandante.
As Forças Armadas se comportaram com dignidade, de forma democrática e não golpista. Como mostrado ao vivo nos canais de TV, o movimento não teve comandante, um líder à frente. Foi acéfalo.
Os prédios do Congresso, Supremo e Palácio do Planalto foram depredados, mas não ocupados. Inexistiram ações concretas de tomada do poder. O Brasil tem um exército de 220 mil soldados; a Marinha, 55 mil; a Aeronáutica, 55 mil; policiais militares são 600 mil.
O grupo que estava na Esplanada não tinha nenhuma arma. É possível derrubar um governo eleito pelo povo sem armas?
Portanto, não houve golpe, sim vandalismo e crimes correlatos. Claro que os responsáveis devem ser processados na forma da lei. No pós 8 de janeiro, o ministro da Defesa, José Mucio, exerceu ações fundamentais e obteve pleno sucesso, apaziguando atritos entre o governo e os militares.
Como ele disse “a esquerda com horror aos militares, porque achava que eles queriam um golpe, e a direita com mais horror ainda, porque eles não deram o golpe. Eu precisava reconstruir a confiança dos políticos com os militares, e vice-versa, a partir da estaca zero”.
O ministro prestou serviço não apenas ao presidente Lula, mas ao país. Bom lembrar que em 2006, em pleno governo Lula, a Câmara dos Deputados foi invadida e destruída por um grupo de militantes do MLST.
Em 2013, o Movimento do Passe Livre invadiu o Congresso Nacional quebrando e destruindo tudo que via pela frente. Em 2017, os prédios do Ministério da Agricultura e da Fazenda foram invadidos e vandalizados.
Por que nos episódios passados não se falou em golpe de estado? Na verdade, em 8 de janeiro de 2023, um grupo foi fazer protesto político, transformado em baderna.
Tem razão o ministro José Mucio quando declarou que “foi um movimento de vândalos, financiados por empresários irresponsáveis”.
O presidente cria o factoide do “golpe” para “assustar a população” e promover-se politicamente. O mais grave é que envolve os demais poderes da República.
Pré-candidato à reeleição, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem apostado, nos últimos meses, em políticas voltadas aos motociclistas e entregadores de aplicativo, de olho em um grupo que ganhou destaque no passado recente. Já na esquerda, medidas do governo federal direcionadas ao segmento devem ser reverberadas na campanha de Fernando Haddad (PT), que deixou o Ministério da Fazenda para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
No final de dezembro, Tarcísio sancionou a isenção do IPVA para motos de até 180 cilindradas, as mais usadas por quem trabalha com entregas e transporte de passageiros. Na semana passada, o governador anunciou um pacote de medidas batizado de “Mão na roda”, que inclui a isenção de custos para emissão da CNH Digital para motofretistas e mototaxistas. As informações são do jornal O Globo.
O conjunto de bondades prevê ainda a gratuidade do curso de especialização para quem usa a moto para atividades remuneradas. A medida, porém, só veio após protestos de motociclistas contra o anúncio pelo Detran, no início do mês passado, da obrigatoriedade da formação e da prova. Essa formação para motofretistas já é prevista em lei federal desde 2022, mas na prática não vinha sendo cobrada.
Em março, agentes da PM e da Guarda Civil Metropolitana passaram a checar se os condutores estavam com o curso em dia. Sob pressão, Tarcísio suspendeu punições e anunciou a isenção nos cursos e exames de capacitação no trânsito, uma economia de R$ 390 para cada beneficiado. Só na cidade de São Paulo são mais de 1,3 milhão de motocicletas.
Em 2024, na disputa pela prefeitura paulistana, o discurso de coach de Pablo Marçal (à época no PRTB, hoje no União Brasil), centrado no empreendedorismo e na “prosperidade”, reverberou, indicaram pesquisas, entre entregadores e motoristas de app. Não demorou para que seus principais adversários no pleito — o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o agora ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSOL) — também propusessem políticas direcionadas, entre elas a isenção de motoristas de aplicativo no rodízio de veículos em São Paulo e a criação de pontos de apoio para motoboys.
Neste ano, políticos próximos tanto a Tarcísio quanto a Haddad projetam que o tema deve ganhar espaço na campanha, sobretudo na capital. Na eleição de 2022, Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceram na cidade, enquanto Tarcísio ganhou, por margem maior, no interior. O petista ainda não finalizou seu plano de governo, alinhavado pelo deputado estadual Emídio de Souza (PT), mas correligionários apontam que a categoria, “sem dúvidas”, será contemplada com propostas específicas.
Lula vem encampando a regulamentação do trabalho dos entregadores. Os pontos de apoio, com espaços para descanso, que incluem banheiro e bebedouros, por exemplo, devem ser enfatizados na esfera estadual.
Na semana passada, Boulos apresentou o relatório final do grupo de trabalho sobre o tema, propondo taxa mínima de R$ 10 por entrega e adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado em corridas a partir de 4km. A proposta, contudo, enfrenta resistência dos próprios entregadores, das empresas de aplicativo e do setor de alimentação, bebidas e varejo.
Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP, que às vésperas do segundo turno de 2022 fez uma motociata pró-Lula na Avenida Paulista, critica, no entanto, a proposta de regulamentação dos entregadores defendida pelo governo federal. Em também a gestão Tarcísio, pelas autuações a motoboys que não tinham o curso, quando ele detectou “falta de diálogo com a categoria”, ao mesmo tempo em que elogia a isenção do IPVA, demanda antiga da categoria.
“Ambos erram ao escolher o período eleitoral para discutir um tema tão complexo e espinhoso. O governo federal teve quatro anos para fazer a regulamentação, e não o fez”, diz. “No estado, mesmo aplaudindo a medida do IPVA, ele (Tarcísio) errou na condução do Detran, feita à revelia da categoria e anunciada sem discussão.”
Para Eduardo de Queiroz Monteiro, o poeta das mercadorias, cuja filha caçula e menina dos seus olhos, a Folha de Pernambuco, completou 28 anos.
Meu querido Magno Martins:
Muito lindo e culto, algo como um beijo na mulher amada quando há a reciprocidade. Refiro-me à sua crônica deste domingo, 5 de abril de 2026.
Você cita com conhecimento de causa tantos: Drummond, Rosa, Raquel, Pessoa, Cecília, Neruda e os seus extraordinários cantos do mar e insere todos eles maravilhosamente na sua belíssima crônica. Você foi superlativo.
Sabe a impressão que fica? Que você é um nerd selvagem e que devorou todos os grandes autores do mundo e visitou todos os grandes museus em Afogados da Ingazeira. E boa parte disso na infância e adolescência no seu rincão querido, aí o milagre ganha dimensão pelo seu determinismo geográfico.
Tiveste tempo para um namorinho? Alguma deusa de tua rua acelerou teu coração de poeta que ficou para sempre descompassado, louco de paixão? E a filha do homem valente, namoraste?
Acho que sobre isso você pode lembrar e contar vantagens feito um “caba pabo”, besta, do “Pajeú das Flor”, que todos nós daquela terra santa somos assim. Penso que você pode falar tudo, a sua administração não estava com Nayla. Com Nayla e nenhuma mulher se brinca, nossas mãos já foram por demais queimadas no fogo e na água viva da fonte.
Como você hoje fez literatura do mais alto nível, lembrei de um querido amigo, Wilson Araújo de Sousa, que disse, escreveu e registrou para a posteridade: “Descobrindo o Brasil às machadadas de assis, entre ramos e rosa”.
Aqui ele se refere aos grandes escritores brasileiros. E brasileiros em sua cidadania, Machado de Assis, Graciliano Ramos e João Guimarães Rosa. Escrito em minúsculas, ele também fala de machados afiados, de ramos e de rosas dos campos nacionais/brasileiros.
Sair de Porto de Galinhas, nesse feriadão, está um verdadeiro estresse. Para pegar a via pedagiada, tem que aguentar ficar parado no engarrafamento sem sair do trecho durante mais de 30 minutos. Haja paciência!
A ex-senadora Kátia abreu anunciou ontem (4) a sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), visando a disputa eleitoral do segundo semestre deste ano. Católica, com um passado político na direita e representante dos grandes proprietários rurais, a política que é cotada para disputar o governo do estado prometeu participar da “luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula”.
Kátia Abreu chegou a ser oposição ao PT durante o 1º mandato de Lula, entre os anos 2003-2006, mas despois se aproximou da esquerda e foi ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no segundo governo Dilma Rousseff, entre 2015 e 2016. As informações são do jornal O Globo.
Após Lula assumir seu terceiro mandato, em 2023, o nome de Kátia Abreu surgiu para uma eventual indicação ao cargo de vice-presidência do Banco do Brasil, como uma forma de aceno do petista ao setor do agro. No entanto, a movimentação não foi pra frente porque o governo avaliou que Kátia estava impedida pela lei das estatais para assumir o cargo, já que não poderiam ter o posto pessoas com parentes de até terceiro grau em cargos executivos ou de direção de partido político e ela é mãe do senador Irajá Abreu (PSD-TO).
A ida de Kátia para o PT foi anunciada nas redes sociais do partido. No post, o grupo político ressalta que a política amplia a capacidade de diálogo com diferentes setores.
“O PT Tocantins recebe hoje a senadora Kátia Abreu, um reforço de peso para consolidar o projeto de transformação do Presidente Lula em nosso estado. A recepção, conduzida pelo nosso presidente estadual, Nile William, e pela presidenta do PT Palmas, Rosimar Mendes, marca o início de uma nova etapa de diálogo e ação. A chegada de Kátia amplia nossa capacidade de articulação e reafirma o compromisso do PT com o desenvolvimento inclusivo e a justiça social”, escreveu o partido.
Embora o nome da ex-senadora venha sendo ventilado para a disputa do governo de Tocantins, o presidente estadual do PT, Nile William, desconversou quando perguntado sobre o tema. À coluna do jornalista Cleber Toledo, que cobre a política local, defendeu que a nova petista chega para “ser uma das soldadas do presidente Lula onde ela se propuser a somar”.
“Katia tem essa compreensão muito forte, de que nós temos que fazer o que for necessário para poder garantir um palanque sólido para o presidente Lula aqui no nosso estado”, completou.
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, anunciou ontem (4) que ficará na Rede Sustentabilidade e que disputará vaga no Senado por São Paulo, confirmando especulações que já corriam nos bastidores.
Anúncio aconteceu no começo da noite. Em nota divulgada à imprensa, Marina afirmou que decidiu ficar na Rede para reafirmar seu “compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso e dedicado a criar um novo ciclo de prosperidade, que seja capaz de promover justiça social, respeito à diversidade, à democracia e à sustentabilidade”. As informações são do UOL.
Ex-ministra era disputada por, pelo menos, oito partidos. Além da Rede, PCdoB, PDT, PSB, PSD, PSOL, PT e PV manifestaram interesse em ter Marina como candidata ao Senado em 2026. Ontem, a Folha antecipou que ela deveria ficar mesmo na Rede e disputar o Senado, juntamente com Simone Tebet (PSB) — no palanque para a reeleição do presidente Lula.
“A permanência na Rede, portanto, é uma decisão política que reafirma o compromisso pela reeleição do Presidente Lula e pela vitória importante para São Paulo de Fernando Haddad, e projeta uma atuação cada vez mais ativa no fortalecimento do imprescindível bioma democrático brasileiro”, disse Marina, em nota enviada à imprensa.
Apoio a Lula foi decisivo para escolha. Fator era apontado por aliados da ex-ministra como prioritário para decisão. Em março, o PSOL se negou a formar federação com PT, mas manteve sua federação com a Rede (que também aprovou a manutenção do arranjo por unanimidade) e confirmou apoio a Lula (PT).
Com decisão, Marina deixa de ser nome possível para vice de Haddad (PT). No grupo político dela, a possibilidade não era bem vista, em função da grande chance de derrota da chapa. O ex-ministro da Fazenda foi destacado por Lula para concorrer ao Palácio Bandeirantes contra Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Marina já foi filiada ao PT e ao PSB. No PT, ela foi senadora pelo Acre e ministra do Meio Ambiente durante os dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010. Em 2014, já no PSB, Marina substituiu Eduardo Campos após sua morte e ficou em 3º lugar na disputa pela presidência, quando o registro da Rede estava em andamento.
Reflexos paulistas
Em São Paulo, aliadas de Marina trocaram Rede por PSB. Após a deputada estadual Marina Helou ter feito a mudança em março, a vereadora Marina Bragante anunciou o movimento hoje. Elas tiveram atritos na Rede, após o comando do partido ter sido assumido por grupo ligado a deputada federal Heloísa Helena.
“Essa decisão é fruto de uma reflexão responsável sobre o momento político e, principalmente, sobre o que ainda precisa ser feito”, disse Marina Bragante.
Marinas devem ser candidatas em 2026. Enquanto a atual vereadora deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada estadual tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Marina Silva deixou o Ministério do Meio Ambiente na última quarta (1). No lugar da ambientalista, ficou João Paulo Capobianco, ex-secretário executivo da pasta. Ao sair do cargo, ela não confirmou se seria ou não candidata ao Senado por São Paulo.
Ministra deixa Brasília com impasse sobre Margem Equatorial. Marina enfrentou desentendimentos com colegas do governo federal sobre estudos de exploração de petróleo na Margem Equatorial, que envolve cinco bacias sedimentares entre o Norte e Nordeste do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou o nome de Márcio Elias como o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A cerimônia de posse deve ocorrer amanhã (6).
Elias foi secretário-executivo do ex-ministro Geraldo Alckmin, que se descompatibilizou da pasta para concorrer a eleição como vice-presidente na chapa de Lula. O nome dele era o mais cotado para assumir o cargo, tendo em vista o destaque que Elias teve na coordenação de projetos importantes. As informações são do portal Metrópoles.
A expectativa é de que o novo ministro assuma o posto e dê continuidade ao trabalho e aos programas implementados pela pasta nos últimos três anos. “O vice-presidente teve uma atuação que eu classifico como histórica à frente do MDIC. Sob seu comando, não só reconstruímos um ministério extremamente importante para o país, e que havia sido extinto no governo anterior, como colocamos a política industrial no centro do debate”, afirmou o ministro.
Saiba quem é Márcio Elias
Natural de Ibiúna, interior de São Paulo, Márcio tem 63 anos e é formado pela Instituição Toledo de Ensino (SP) de Bauru. Tornou-se mestre e doutor em direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Foi procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo por dois mandatos e secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP. Além disso, exerceu o magistério nas áreas de direito administrativo e tutela coletiva e foi membro do Ministério Público de São Paulo, onde atuou como promotor de Justiça de Direitos Difusos e Coletivos, além de promotor de Justiça e Cidadania.
O secretário-executivo da Prefeitura do Recife Vinicius Castello (PCdoB) anunciou ontem (4) a sua saída da pasta de Integração Metropolitana da gestão municipal, onde atuava desde janeiro de 2025.
Pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB, Castello pontuou a importância de ter trabalhado pela capital pernambucana e agradeceu a confiança da gestão municipal. As informações são do Blog da Folha.
“Fizemos um trabalho importante dentro da Prefeitura do Recife visando integrar as agendas políticas e de desenvolvimento urbano entre o Recife e suas cidades vizinhas, a exemplo de Olinda e Jaboatão. Foi um período de aprendizado, sem dúvida, mas de dedicação para apontarmos diagnósticos e executarmos ações que atingissem a todos os recifenses. Tivemos articulações em Brasília, além de parcerias com outras pastas da gestão municipal e órgãos do judiciário, tudo buscando um desenvolvimento social e urbano unificado. Sou muito grato a João e a Victor pela oportunidade de colaborar com o Recife”, afirmou.
Ex-vereador de Olinda e candidato à Prefeitura da cidade alta em 2024, Vinicius falou sobre sua vontade de trabalhar pelo povo pernambucano na Assembleia Legislativa. “Agora vamos para um novo desafio, buscando assumir uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. E é com o mesmo compromisso que tenho com Olinda e Recife que coloco meu nome à disposição de Pernambuco. Quero ser uma voz firme na Alepe, que defenda quem mais precisa e ajude a transformar desenvolvimento em oportunidades reais na vida do nosso povo. Pernambuco pode mais e eu estou pronto para lutar por isso todos os dias”, concluiu.
No Recife, faz um século que não mergulho na praia de Boa Viagem, sobretudo depois da invasão dos tubarões. Quando desejo mar, tema da minha crônica domingueira de hoje, vou a Porto de Galinhas. E a cada nova estação de relax descubro algo novo em hotelaria, como o Resort Marupiara by Wish.
É um quatro estrelas muito bom e que recomendo. Está situado na Av. Marupiara, s/n, em Porto de Galinhas, a uma distância de 3.7 km do centro. O Resort pertence à rede GJP. Um ótimo lugar para férias.
O Aeroporto Internacional dos Guararapes fica a 46 km km do resort. Sem dúvida, vale a pena visitar os pontos turísticos próximos, por exemplo a Praça dos Caboclos, Projeto Hippocampus. A estrutura do Resort é maravilhosa, com quartos extensos com vistas para o mar, que é um deslumbramento.
A recreação da criançada inclui passeios, jogos e muitas brincadeiras. À noite, os hóspedes desfrutam de um interessante programa de entretenimento. Os interessados podem solicitar serviço de quarto.
O resort possui centro de fitness com equipamentos modernos para manter o corpo em boa forma física. A sala de jogos tem áreas de entretenimento. Existe um salão moderno para banquetes e conferências. É fornecido acesso livre à Internet. Disputa amigável em pingue-pongue — o que você precisa para umas férias divertidas.
O Marupiara Resort by Wish está localizado na Praia do Cupe, uma das mais belas da região, cenário perfeito para aproveitar suas férias. O parque aquático é muito bom. Há ainda academia, espaço kids, spa, playground, terraço, salão de beleza e um serviço de praia exclusivo.
Os quartos dispõem de TV, internet e uma varanda. A localização é excelente, pé na areia, e a faixa de areia é tranquila, apenas os hóspedes ficam pela região. Gostei muito. Meus meninos também amaram.
Falar de saúde mental e de fé não é escolher entre um ou outro,é entender que, para muita gente, os dois andam juntos e se fortalecem. A fé oferece sentido, pertencimento e esperança. Em momentos de ansiedade, luto ou depressão, a oração, a meditação, os rituais e a comunidade religiosa funcionam como âncoras: dão ritmo aos dias, lembram que a dor não é o capítulo final e conectam a pessoa a algo maior que o problema imediato.
Estudos em psicologia mostram que práticas espirituais regulares estão associadas a níveis mais baixos de estresse e a maior resiliência, justamente porque ajudam a reorganizar pensamentos e a encontrar propósito. Por outro lado, saúde mental também exige cuidado prático. Fé não substitui terapia, medicação quando indicada, sono, alimentação ou limites. Assim como você ora por cura quando quebra o braço e ainda procura o ortopedista, o sofrimento psíquico pede os dois olhares: o espiritual e o clínico. Ignorar sintomas graves em nome de “ter mais fé” pode atrasar a recuperação e aumentar o sofrimento.
O ponto de encontro é a integralidade. A fé pode sustentar o processo terapêutico — dando coragem para enfrentar traumas, perdoar (inclusive a si mesmo) e cultivar gratidão no dia a dia. E a terapia pode ajudar a separar culpa espiritual de culpa patológica, evitando a ideia de que tristeza ou ansiedade são “falta de fé”.
Na prática, isso aparece quando alguém leva para a terapia as reflexões que fez na igreja, ou quando leva para a oração aquilo que descobriu sobre si no consultório. Uma coisa alimenta a outra. Cuidar da mente é também honrar a vida que a fé afirma como sagrada. E viver a fé com honestidade inclui reconhecer limites e pedir ajuda quando a alma pesa demais.
*Médico com Pós Graduação em Psiquiatria e Neurologia Clínica
O que é o mar? Como alguém, como eu, vindo de terras secas, de vidas severinas, diria ao vê-lo pela primeira vez? A única expressão que me veio foi um grande açude, parafraseando um poeta popular do meu Pajeú.
Ignorância à parte, o mar é um reflexo da imensidão de Deus. É profundo, acalma e nos renova. É fonte de inspiração, serenidade e mistério. Desperta sonhos, acalma o coração e esconde segredos profundos.
Li grande parte da obra de Pablo Neruda. “Necessito do mar porque me ensina: não sei se aprendo música ou consciência: não sei se é onda ou onde ou ser profundo somente rouca voz ou deslumbrante suposição de peixes e navios”, escreveu.
O poeta chileno sentia a influência do mar até mesmo quando dormia, descrevendo-o como um elemento que o acompanhava em seus pensamentos e sonhos. Em seus últimos poemas, conversava com o mar, com versos cheios de nostalgia. Neruda construiu sua casa em Isla Negra pensando em um barco, celebrando a vista para o oceano e acumulando “tesouros” trazidos pela maré.
Para Neruda, o mar não era apenas uma paisagem, mas uma entidade viva que o ajudava a entender a música e a própria existência.
Mesmo com uma faixa litorânea que percorre as regiões do Norte ao Sul de Pernambuco, muitos como eu também nunca viram o mar. Só conhecem cactus, mandacaru, rios secos que inspiram poetas, o canto do sabiá, o voo da Asa Branca que agora só existe na canção de Luiz Gonzaga.
Nunca esqueço do dia em que José Maria Sultanum, o agora famoso “Zé da Pousada Zé Maria”, grife em hospedagem em Fernando de Noronha, me levou pela primeira vez para tomar banho no mar de Boa Viagem, na companhia do seu irmão Tonheca. Antes, me deram um banho com um protetor vermelho. Branquíssimo, fiquei igual a um pimentão brilhando na areia. E tome gozação da parte deles e de outros amigos praieiros que saíram do nada.
Conheci a família Sultanum por meio do meu pai Gastão, comerciante em Afogados da Ingazeira e grande cliente dos Armazéns Sultanum, no Cais de Santa Rita. A amizade com Zé e Tonheca virou uma irmandade que dura até hoje. Eu passava férias na casa dos pais deles no Recife e eles se habituaram a se refugiar em férias no Pajeú. Zé Maria ia mais para jogar futebol. Era um craque no ataque. Ninguém fazia mais gols do que ele nos times de pernas-de-pau da minha terra natal.
Tempos bons! Para quem vive na região dos sertões, a distância se impõe como um obstáculo a mais a quem sonha em contemplar as ondas azuis do oceano. A reação de um poeta do sertão ao ver o mar pela primeira vez é um misto de assombro, choque de realidade, emoção profunda e uma redescoberta de sua própria poética.
O mar, para quem vive na caatinga, não é apenas água; é a antítese do sertão, o fim da seca e a realização da profecia de Antônio Conselheiro de que “o sertão vai virar mar”. Com o tempo, descobri que mergulhar no mar, como faço neste feriadão em Porto de Galinhas na companhia dos meus filhos, é sentir a energia da vida.
Como Neruda, muitos poetas se renderam a beleza da imensidão azul do rochedo do mar. Carlos Drummond de Andrade foi um deles: “O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar”.
Guimarães Rosa, de Grandes Sertões e Veredas, também beijou o mar: “O mar não tem desenho. O vento não deixa o tamanho”. Eu vou mais além. Nas ondas do mar, sinto a presença divina, que me acalma, me renova e me lembra da grandiosidade da criação.
“Ah… O mar… Espécie de céu líquido, também sem fim”, escreveu Rachel de Queiroz, que também veio do mato e não tinha palavras quando ficava a contemplar o vai e vem das ondas salgadas no Rio de Janeiro, cidade que a adotou.
Por fim, recorro a grande Fernando Pessoa: “Deus ao mar o perigo e o abismo deu. Mas nele é que espelhou o céu”. É da gigante Cecília Meireles: “Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; depois, abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar”. Que lindo!
Como sertanejo sofrido e tangido pela seca no abraço do mar, penso que o sal que existe no mar é o mesmo presente nas lágrimas e no suor dos homens de vidas secas. Não é de se estranhar todas suas semelhanças.
Renegade ganha interior novo e motor híbrido. E ficou mais barato
O Jeep Renegade, que mexeu com o segmento de SUVs no Brasil, evoluiu e ganhou uma nova geração cheia de novidades. Ela traz nessa nova geração um interior e design externo novos e estreia a tecnologia híbrido leve (ou MHEV) de 48V da Stellantis — que usa o motor elétrico para auxiliar em arrancadas, reduzir o consumo e emissões, e gerenciar sistemas internos. O modelo ultrapassou a marca de 700 mil unidades produzidas no Brasil desde 2015, sendo também um recordista de vendas por aqui, com mais de 580 mil emplacamentos.
As versões Altitude, Longitude, Sahara e Willys (4×4) receberam um interior completamente renovado, mais moderno e sofisticado, com novos conteúdos. As novas configurações apresentam novo multimídia 10,1” — ágil, ampla e moderna, com maior resolução de imagem — quadro de instrumentos 7” digital, além de novos acabamentos de bancos, manopla de câmbio, banco elétrico do motorista (nas versões Sahara e Willys) e novo console central com saída de ar traseira.
O novo Jeep Renegade oferece diversos itens de tecnologia e segurança em todas as versões. Desde a de entrada, o novo Renegade conta com seis airbags e possui tecnologias de condução semi autônoma (Adas), como frenagem de emergência, aviso e assistente de mudança de faixa, além de detector de fadiga. Ele tem redução de até R$ 18 mil na versão Altitude, disponível por R$ 130 mil em um lote de lançamento limitado a 3 mil unidades. Na versão Longitude, R$ 158.690 (redução de R$ 7 mil em relação a gama atual). Nas versões Sahara e Willys, a Jeep oferece ainda mais itens de série, mantendo o mesmo preço da gama atual: a primeira por R$ 176 mil; a segunda, a Willys, por R$ 189.490.
Híbrido MHEV – As versões Longitude e Sahara estreiam o sistema híbrido MHEV de 48V aplicado ao motor 1.3 turboflex, de 176 cv. A tecnologia proporciona um torque imediato ao condutor, reduz em cerca de 7% o consumo de combustível no ciclo urbano e em 8% as emissões de CO₂. O consumo dessas motorizações chega a 11,9 km/l (gasolina) e 8,3 km/l (etanol) no ciclo urbano; e a 11,8 km/l (gasolina) e 8,6 km/l (etanol) na estrada. E, melhor: em lugares como o Distrito Federal e São Paulo não paga o IPVA (neste último, proporciona também a isenção do rodízio na capital). O sistema híbrido fornece energia mecânica e elétrica, operando paralelamente ao sistema elétrico convencional do veículo. Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos de condução, otimizando eficiência, economia e disponibilidade de torque visando a dirigibilidade.
Novo design – Com novas grades frontais, que destacam as tradicionais sete fendas, seguindo as novas linhas de design da Jeep. O pacote de mudanças externas é acompanhado por novos para-choques dianteiro e traseiro com ângulo de entrada de um off-road — além das novas máscaras DRL e design de rodas de liga leve (17” e 18”). Internamente, o modelo está totalmente renovado, com painel que adota materiais mais refinados. Todas as versões trazem multimídia de 10.1″, ar-condicionado digital dual zone, partida por botão, novo console central elevado com mais espaço, carregador de telefone por indução com refrigeração, saída de ar traseira e nova manopla de câmbio. O quadro de instrumentos 100% digital também passa a ser item de série em todas as versões. Já a Sahara e a Willys, oferecem ainda mais conforto com banco do motorista com ajuste elétrico. Cada versão do Renegade também recebeu personalizações estéticas individuais. A Willys conta com novo revestimento com tecido militar green, com aplique 3D e aspecto emborrachado. Já a versão Sahara tem como destaque o tecido Sand Beige, com accents laranjas, enquanto a versão Longitude traz revestimentos de vinil preto. Por sua vez, a versão Altitude tem detalhes em tecido Mountain Grey e accents azuis.
Único 4×4 entre os compactos – Para quem busca enfrentar terrenos mais exigentes, o sistema 4×4 do novo Renegade Willys conta com desconexão total do eixo traseiro para otimizar a eficiência de combustível, além de engates imediatos quando a tração integral é necessária — como em situações de chuva e baixa aderência. O seletor de terrenos oferece cinco modos de condução: Auto, Snow, Sand, Mud e Rock. O Willys também é o único do segmento a ofertar câmbio automático de 9 velocidades e funções 4WD Low, que privilegia relações mais curtas do câmbio automático, 4WD Lock, que bloqueia o diferencial traseiro, e Hill Descent Control, capaz de manter automaticamente a velocidade do veículo mesmo em descidas íngremes.
Conectividade e segurança – As versões Sahara e Willys, possuem nova central, que vem embarcada com Adventure Intelligence com Alexa integrada. A ferramenta aprimora o nível de informações, possibilitando ao motorista consultar, de sua casa, o nível de combustível do veículo por meio do comando de voz, por exemplo. Entre as vantagens do Adventure Intelligence estão o app exclusivo, chamada automática de emergência, assistência mecânica 24h, central de serviços conectados, chamada de emergência, alerta de furto e assistente à recuperação veicular e agendamento online. Também traz alertas de condução, extensão smartwatch, assistente virtual, localização do veículo no app, operações remotas, mapa de alcance dinâmico, atualização remota do mapa, busca por ponto de interesse, navegação sem interrupções, tráfego e radares em tempo real e visual 3D. O novo Renegade conta com garantia de 5 anos, que está alinhada com a assistência 24h em todo território nacional. E também oferece uma lista de acessórios caprichada, com mais de 20 itens disponíveis — como barras de teto transversais e longitudinais, estribo lateral, soleira iluminada e tapete de bordas elevadas etc.
Altitude – Lote de lançamento de 3.000 unidades por R$ 130 mil
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo console central
• Novo -Novo design das rodas de liga leve 17”
Longitude – R$ 158.690
• Novo -Tecnologia MHEV de 48V da Stellantis
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Novo design das rodas de liga leve 18”
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo console central
Sahara – R$ 175.990
• Novo -Tecnologia MHEV de 48V da Stellantis
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Adventure Intelligence com Alexa
• Novo – Banco elétrico do motorista
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo console central
• Novo – Nova manopla
• Novo – Novo design de rodas de liga leve 18”
Willys – R$ 189.490
• Novo – Central multimídia de 10,1”
• Novo – Adventure Intelligence com Alexa
• Novo – Banco elétrico do motorista
• Novo – Saídas de ar traseiras
• Novo – Novo design das rodas de liga leve 17”
As novidades das Ram 2500 e 3500 – As picapes Ram 2500 e 3500, que integram a linha Heavy Duty, recebem novidades para a linha 2026. As melhorias complementam os avanços apresentados na nova geração, lançada em 2025, para ampliar ainda mais a participação em um segmento que lideram e se consolidaram com folga como as picapes a diesel mais potentes à venda no mercado brasileiro. A 2500 tem como novidade o aumento da capacidade de carga, que sobe para 1.287 quilos, um aumento de mais de 280 quilos em relação ao modelo anterior. Tanto a 2500 quanto a 3500 são equipadas com o motor Cummins 6.7 turbodiesel de 436cv de potência e 148,7kgfm de torque, que as mantém como as picapes a diesel mais potentes à venda no mercado, sempre acoplado à nova uma transmissão automática de 8 marchas.
A dupla também segue com a maior capacidade de reboque entre as picapes disponíveis no Brasil, com a 2500 podendo rebocar até 8.948 quilos, enquanto a 3500 é a campeã nesse quesito, rebocando até 9.079 quilos. Internamente, a linha Heavy Duty apresenta conforto, luxo e tecnologia, com a 3500 Limited Longhorn sendo a picape que representa o topo de toda a gama da Ram à venda no Brasil, com bancos de couro com design exclusivo, uso de madeira legítima e filigranas distribuídos por toda a cabine – além do retrovisor digital 3.0, que pode projetar mais de um ponto de vista para ampliar ainda mais a visibilidade para o condutor quando a picape está rebocando um trailer ou implemento.
A linha 2026 das novas Ram 2500 e 3500 chega aos concessionários da marca no início de abril.
Haval H9 bate recorde e supera o Toyota SW4 – A GWM alcançou dois marcos históricos no Brasil com o resultado de vendas em março. A marca chinesa emplacou 6.598 veículos no mês, o melhor resultado desde o início de suas operações no país, em abril de 2023. Assim, fechou o trimestre com vendas acumuladas de 15.903 unidades, o que representa um crescimento de 137,7% sobre o ano anterior. Como base de comparação, o mercado total cresceu 15,1% no mesmo período. Já em relação ao mesmo mês de 2025, o aumento foi de 215%. O desempenho também se reflete no ranking geral: a GWM conquistou a 12ª posição entre as montadoras no ranking mensal de vendas de março, superando marcas reconhecidas como Ford, Citroën, Ram, Mitsubishi e Peugeot.
O avanço é significativo se comparado a março do ano passado, quando a empresa ocupava a 14ª colocação. A segunda conquista foi o desempenho do Haval H9: o SUV grande alcançou a liderança no segmento em março, com 1.170 emplacamentos, recorde para o modelo. Foram 54 unidades a mais que o Toyota SW4 (1.116 unidades) – que, historicamente, dominava a categoria há anos. Além disso, a GWM emplacou três modelos entre os cinco mais vendidos desta categoria: além do Haval H9 na primeira posição, o Tank 300 ocupa o terceiro lugar da lista, com 906 unidades, enquanto o Wey 07 fecha o top 5 na quinta colocação, emplacando 216 carros.
Ambos também conquistam os recordes mensais de vendas desde que chegaram ao mercado brasileiro. Outro destaque é o desempenho do Haval H6, que manteve a liderança entre todos os veículos híbridos vendidos no Brasil. O modelo encabeça o ranking com 3.317 unidades, seguido por BYD Song Pro (1.987) e Fiat Fastback (1.820), consolidando a GWM como referência em eletrificação no país. Além disso, a picape média Poer P30 estreou no top 5 da categoria, com 677 emplacamentos. Também com seis meses de mercado, a caminhonete da GWM já ultrapassa rivais de peso do segmento, como Fiat Titano (581), Ram Dakota (378), Nissan Frontier (306) e Volkswagen Amarok (123).
Haval H6 tem a menor desvalorização entre SUVs híbridos – O GWM Haval H6 demonstrou melhor valor de revenda frente a concorrentes como Toyota Corolla Cross, BYD Song Plus e Caoa Chery Tiggo 8 PHEV, de acordo com levantamento da revista online Motor Show. A pesquisa mostra que a guerra de preços no segmento tem pressionado a revenda de modelos híbridos, tornando a escolha por veículos com menor desvalorização um diferencial na decisão de compra do consumidor. Na versão HEV, o Haval H6 apresentou índice de desvalorização de somente 16,7% em três anos — menor até que a desvalorização de alguns SUVs a combustão em apenas um ano.
Lançado em 2023, o SUV híbrido já reúne uma lista de atributos como tecnologia avançada, segurança e eficiência energética, e agora tem também o melhor valor de revenda da categoria após três anos de uso. No estudo, que utiliza como base a tabela Fipe — referência na pesquisa de preços do mercado automotivo —, o Toyota Corolla Cross XRX Hybrid teve desvalorização de 18,7% em três anos, enquanto BYD Song Plus e Caoa Chery Tiggo 8 registraram perdas próximas a 40%. Mesmo no caso do Jeep Compass S, um dos principais representantes no segmento de SUVs médios com motor a combustão, a desvalorização é maior que a do SUV da GWM: acima de 30% em três anos de uso.
GR Yaris vende primeiro lote antes da estreia – O novo GR Yaris chegou oficialmente ao Brasil no início deste mês. Mas já garantiu notícia favorável: o sucesso do período de pré-vendas registrou vendas de 100% do primeiro lote (correspondente a metade das unidades previstas para o ano de 2026). Disponível em duas versões — sendo 99 unidades com câmbio manual e outras 99 com transmissão automática —, o hot hatch é oferecido em preço único de R$ 354.990. Os primeiros proprietários receberão seus veículos a partir de abril e serão contemplados com uma imersão no Autódromo Velocittà que inclui clínica de pilotagem e experiência de rally com um GR Yaris de competição.
O modelo é oferecido com teto em fibra de carbono aparente, rodas de liga leve forjadas de 18 polegadas escurecidas e identificadas por uma placa comemorativa numerada no console central para a série inicial. Com DNA direto das pistas de rali, o GR Yaris foi projetado sem concessões. As entradas de ar nos para-choques e nos paralamas melhoram a refrigeração e a aerodinâmica em uso extremo. Já os paralamas alargados acomodam as rodas forjadas e um sistema de freios de alta performance com discos ventilados, solução típica de carros de competição. Na traseira, as saídas de ar funcionais reduzem resistência aerodinâmica e aumentam estabilidade e dissipação térmica.
Por sua vez, as luzes de neblina e ré foram posicionadas junto à lanterna para reduzir os riscos durante o uso esportivo, enquanto o aerofólio foi redesenhado para facilitar a substituição ou customizações. Construído sobre uma estrutura exclusiva da Gazzo Racing, o GR Yaris pesa apenas 1.305 kg (manual) e 1.325 kg (automático). O GR Yaris vem equipado com motor 1.6 turbo de três cilindros capaz de entregar impressionantes 304 cv e 40,8 kgfm de torque.
Para isso, o propulsor conta com pistões reforçados, injeção direta de combustível D‑4ST com pressão elevadas para 260 bar, radiador de óleo com sistema de refrigeração aperfeiçoado e um exclusivo pulverizador de água para o controle de temperatura do intercooler em situações de exigência extrema. Por sua vez, o sistema de tração integral GR-Four, a mesma do GR Corolla, utiliza três diferenciais (central e dois Torsen de deslizamento limitada) e oferece modos Normal (60:40), Gravel (53:47) e Track (que varia entre 60:40 e 30:70) uma tecnologia herdada do rali, onde a Gazoo Racing é campeã mundial há cinco anos consecutivos.
Purismo em duas configurações – Além do câmbio manual de seis marchas com engates curtos, o GR Yaris estreia no Brasil a transmissão automática GR-DAT (Direct Automatic Transmission) de 8 marchas, desenvolvida para entregar respostas extremamente rápidas e que traz uma operação invertida no modo manual, seguindo padrões de competição: empurrando a alavanca para reduções e puxando para “subir” marchas. Toda a cabine do novo GR Yaris é exclusiva e segue o conceito driver-first, colocando a experiência do motorista como prioridade máxima.
Por isso, o console central é inclinado em 15° e, também, há espaço para instalação de mostradores adicionais à frente do copiloto, uma referência clara aos carros de rali. O painel digital de 12,3” oferece modos Normal e Esportivo, sendo o segundo mais minimalista e focado em informações de performance. Nas versões automáticas, há exibição dedicada para temperatura da transmissão e alertas para trocas de marchas. Para uma postura de pilotagem mais fiel à dos carros de competição, o painel foi rebaixado em 50 mm, o retrovisor reposicionado, e os bancos dianteiros foram rebaixados em 25 mm, para aprimorar ergonomia e garantir um feeling mais purista.
Comodidade e segurança – Para garantir a maior comodidade, o hot hatch é equipado com ar-condicionado digital de duas zonas de temperatura, chave presencial Smart Entry com partida por botão, além de um robusto pacote de segurança com oito airbags (dois frontais, dois laterais e quatro de cortina) e o Toyota Safety Sense com:
• Sistema de Saída de Faixa (LTA): o sistema entra automaticamente em ação e avisa o motorista com um sinal sonoro ou vibração no volante, para corrigir o curso sempre que ultrapassar as marcações da pista.
• Sistema de Mudança de Faixa (LDA): o sistema entra automaticamente em ação para auxiliar o motorista no processo de mudança de faixa, monitorando aproximação de carros, para prevenir potenciais colisões.
• Sistema de Colisão Frontal (PCS): suporte na prevenção de colisão e danos por meio de alertas sonoros. Se necessário, ativa automaticamente o sistema de frenagem (acima de 20 km/h).
• Farol Alto com comutação automática (AHB): acende e apaga o farol alto para evitar o ofuscamento do motorista à frente e na mão contrária, o que ajuda a garantir a visibilidade ideal durante a condução noturna.
• Controle de Velocidade de Cruzeiro Adaptativo (ACC): o sistema mantém uma distância constante e segura em relação ao veículo da frente, ajustando automaticamente a velocidade, de acordo com o tráfego (para todas as velocidades na versão automática e acima dos 40 km/h no manual).
• Alerta de Ponto Cego (BSM): monitor de ponto cego que identifica automóveis fora do campo de visão do motorista e emite alertas por meio de aviso no retrovisor externo do veículo.
• Suporte à frenagem de estacionamento: A versão manual conta com dispositivo de Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), que emite um aviso sonoro para informar o motorista sobre a presença de tráfego na traseira do veículo. Já a versão automática oferece o Suporte à Frenagem de Estacionamento (PKSB), que além do alerta sonoro, pode atuar com frenagem automática em velocidades de até 20 km/h. Também há controles de tração e de estabilidade com assistência ao arranque em subida (HAC), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, sistema para fixação de cadeira infantil Isofix, retrovisores com rebatimento elétrico e câmera de ré completam o pacote de comodidades.
Carros automáticos na preferência do consumidor – Cada vez vemos mais carros automáticos no mercado. E, se você ainda é do time que não abre mão de “trocar marchas no braço”, saiba que faz parte de uma resistência cada vez menor. Um levantamento recente da Webmotors revela que o interesse do brasileiro pelo câmbio automático atropelou de vez o manual: foram 427 mil buscas contra apenas 45 mil no último ano. O dado não surpreende quem acompanha o mercado.
Hoje, encontrar um carro 0km com três pedais acima dos R$ 120 mil é raridade — a oferta ficou restrita aos modelos de entrada (os famosos “populares”) ou versões de trabalho. Cerca de 60% dos modelos novos vendidos não têm o terceiro pedal. Curiosamente, a pesquisa apontou um dado que parece contraditório: entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, as buscas por carros manuais cresceram 52%, superando os 22% de alta dos carros automáticos no mesmo período. O motivo? Provavelmente o bolso. Com os preços dos carros novos e usados nas alturas, muita gente voltou a procurar modelos manuais pelo custo de aquisição mais baixo e pela manutenção teoricamente mais simples e barata. É o mercado de usados reagindo à realidade financeira do país.
Automático x manual: o que você precisa saber – Apesar da popularidade, muita gente ainda chega ao Google com dúvidas básicas. Se você está pensando em migrar de sistema, aqui vai o “beabá” técnico:
A grande diferença: nos automáticos, o conversor de torque ou a dupla embreagem fazem o trabalho sujo por você. Esqueça o pedal da esquerda; o foco é total no freio e acelerador. No manual, você é o “cérebro” da transmissão, controlando o acoplamento do motor via embreagem.
Como operar: nos carros automáticos, a regra de ouro é: pé esquerdo morto no descanso. Use apenas o direito para o freio e o acelerador. As posições são padrão: P (estacionar), R (ré), N (neutro) e D (drive/andar).
A hora da partida: para ligar carros automáticos, o pé tem que estar no freio e a alavanca em P ou N. No manual, por segurança e para poupar o motor de partida, sempre pise na embreagem até o fim antes de girar a chave, mesmo que esteja em ponto morto.
Cobertura contra terceiros: conheça as cláusulas pouco ‘conhecidas’ – Contratar cobertura contra danos a terceiros é uma das principais formas de proteção para motoristas que desejam evitar prejuízos financeiros em caso de acidentes. No entanto, apesar de amplamente comercializada por seguradoras e associações de proteção veicular, essa cobertura nem sempre garante amparo em todas as situações, o que ainda é desconhecido por grande parte dos consumidores. Conhecida tecnicamente como Responsabilidade Civil Facultativa (RCF), a cobertura tem como objetivo proteger o condutor quando ele causa danos materiais a terceiros, como veículos, imóveis ou estruturas urbanas.
Falta de clareza – O serviço permite a escolha de limites de indenização, que podem variar de valores mais baixos até cifras milionárias, dependendo do plano contratado. Ainda assim, a falta de clareza na comunicação durante a contratação pode gerar interpretações equivocadas sobre o alcance da proteção.
Além disso, a nomenclatura técnica e as diferenças entre seguros tradicionais e proteção veicular contribuem para a desinformação. Muitos consumidores acreditam estar totalmente amparados, sem conhecer detalhes importantes presentes em apólices e regulamentos. “O principal problema é que as pessoas acreditam estar cobertas para qualquer situação envolvendo terceiros, quando, na prática, existem regras e limites que precisam ser compreendidos antes da contratação”, afirma Hugo Jordão, especialista em proteção veicular e presidente da Atos Proteção Veicular.
O que realmente está incluído – A cobertura de danos a terceiros é acionada quando o condutor é responsável por prejuízos causados a outra pessoa, incluindo danos materiais a veículos, muros, portões, postes ou outros bens. Nesses casos, a seguradora ou associação assume os custos dentro do limite contratado, reduzindo o impacto financeiro para o motorista. Apesar disso, é importante destacar que essa cobertura está restrita a danos de natureza civil.
Ou seja, não contempla situações de caráter criminal, o que limita o escopo de atuação da seguradora. Essa distinção, embora essencial, raramente é explicada de forma clara ao consumidor no momento da adesão. Outro ponto relevante é que a cobertura é facultativa, ou seja, não é obrigatória e pode ser personalizada conforme a necessidade do usuário. “A responsabilidade civil facultativa oferece uma proteção importante, mas o consumidor precisa entender exatamente o que está contratando e quais são os limites dessa cobertura”, explica Jordão.
Cláusulas de exclusão – Um dos pontos mais críticos — e menos conhecidos — da cobertura contra terceiros está nas cláusulas de exclusão, especialmente aquelas relacionadas ao grau de parentesco entre os envolvidos no acidente. Em muitos contratos, danos causados a parentes de primeiro grau, como filhos, cônjuges ou pais, não são cobertos. Essa condição pode gerar surpresa em situações comuns do dia a dia, como acidentes dentro da própria residência ou entre veículos da mesma família. Mesmo sendo um cenário plausível, a negativa de cobertura ocorre com base em cláusulas previstas em regulamentos e condições gerais.
Por isso, o especialista recomenda a leitura detalhada da apólice ou do termo de adesão, além da consulta direta com corretores ou consultores. “Antes de confiar plenamente na cobertura, é fundamental verificar se existem exclusões específicas, principalmente em relação a familiares. Essa informação pode evitar transtornos e prejuízos significativos no futuro”, alerta Hugo.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), publicou neste sábado (4) um vídeo nas redes sociais após a repercussão de imagens que mostram o momento em que retira uma corrente do pescoço antes de um evento público. “É lamentável que tentem desvirtuar uma coisa que tem um valor simbólico tão grande para mim, para querer fazer uso distorcido político”, inicia.
“Eu uso uma correntinha, tem várias medalhinhas aqui, tem inclusive medalhinha que era do meu pai, que foi encontrada depois do acidente dele, as únicas coisas que a gente encontrou intactas foram cinco medalhinhas, ficou uma com cada filho, e eu uso isso aqui o tempo todo. Quando eu vou fazer gravação interna ou externa, eu tiro porque a gente bota um microfonezinho aqui de lapela e fica fazendo esse barulho aqui, se não tirar a correntinha, e atrapalha a gravação.”
Segundo João Campos, a retirada da corrente ocorre exclusivamente para evitar ruídos no microfone durante as filmagens. “Eu uso sempre, sempre que vou fazer a gravação, eu tiro para não fazer barulho no microfone, se não fica tipo um chocalho no microfone. Aqui a proteção é muita”, finalizou.