Lucas Ramos reúne apoiadores em ato de campanha no Coqueiral

O deputado federal e candidato à reeleição Lucas Ramos (PSB) publicou nas redes sociais, na noite desta quinta-feira (17), registros de um ato de campanha realizado no Coqueiral. O encontro contou com a presença do prefeito Victor Marques, do deputado estadual Rodrigo Farias e de Ivo do Armazém.

O debate da Rádio Cultura, realizado na quinta-feira (17), colocou frente a frente dois estilos distintos de atuação política. De um lado, João Campos (PSB) buscou concentrar sua participação na apresentação de propostas e na discussão dos problemas de Pernambuco. Do outro, Raquel Lyra (PSD) apostou em começar citando furto de bandeiras e ataques ao adversário, mas acabou confrontada com questionamentos sobre contradições e questões relacionadas à sua própria gestão.

Logo nas considerações iniciais, João Campos direcionou sua fala para o futuro de Pernambuco e para as propostas que pretende apresentar. Raquel Lyra, por sua vez, optou por falar em peças de campanha que podem ter sido furtadas nas ruas. A abertura também foi marcada por um primeiro confronto de tom mais elevado. Na avaliação da equipe de João, a fala da governadora ultrapassou os limites do debate e motivou um pedido de direito de resposta, concedido ao candidato do PSB.

Campos aproveitou o espaço para retomar a discussão sobre os problemas do estado, sem prolongar o embate em torno de ataques pessoais. A escolha ajudou a estabelecer o tom que procuraria manter ao longo do encontro: concentrar a discussão na gestão pública e nas propostas.

No primeiro confronto direto, João Campos abordou o tratamento do câncer no Sertão e apresentou propostas para ampliar a estrutura de saúde em Pernambuco. Entre os compromissos citados, destacou a construção de quatro novos hospitais, em parceria com o presidente Lula.

A discussão sobre as apostas on-line, as chamadas BETs, abriu outra frente de confronto. Raquel Lyra utilizou o tema para questionar João Campos, mas acabou sendo confrontada com contradições envolvendo Caruaru e contratos do próprio governo estadual para divulgação de apostas em ônibus. O episódio deslocou parte da discussão para a coerência entre as críticas feitas pela governadora e as práticas de sua administração.

Outro momento relevante ocorreu quando João questionou Raquel sobre a Caruaruense, empresa da qual ela foi sócia e que pertence à sua família. A governadora afirmou ter participação acionária de 1%, mas não respondeu de maneira suficiente aos problemas levantados sobre a empresa.

Ao longo do debate, João Campos procurou transmitir calma e segurança nas respostas, combinando críticas à gestão estadual com a apresentação de propostas. A imagem que buscou construir foi a de um candidato preparado para discutir tanto os problemas cotidianos da população quanto os projetos estruturantes para Pernambuco.

A sua fala sobre os 5 segundos que Raquel teria e não soube responder sobre delegacias que não foram abertas marcou um momento muito repercutido nas redes sociais. O embate segue firme. Mas João vem mostrando estar cada vez mais preparado para cada novo confronto com adversários para tratar do futuro de Pernambuco.

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STF pode decidir eleição

Nunca uma eleição presidencial no Brasil esteve atrelada a um outro poder, o Judiciário, cuja crise no Supremo Tribunal Federal pode interferir no resultado do pleito. Até a imprensa internacional tem conduzido seu noticiário nessa direção.

O britânico Financial Times, um dos principais jornais de economia do mundo, descreve a crise no STF como uma “disputa acirrada” entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ressalta que está “lançando uma sombra sobre a disputa” entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

O jornal cita analistas ao informar que a crise no STF é potencialmente prejudicial a Lula na disputa eleitoral. Um analista afirma que existe uma percepção em parte do eleitorado brasileiro de que Alexandre de Moraes está de alguma forma alinhado ao lado do governo.