Pesquisa Índice: Moro lidera primeira pesquisa após convenções no Paraná

A primeira pesquisa eleitoral divulgada após o fim das convenções partidárias e a definição das candidaturas ao Governo do Paraná mostra o senador Sergio Moro (PL) na liderança da disputa, com 35,3% das intenções de voto. Sandro Alex (PSD) aparece em segundo, com 27,6%, enquanto Requião Filho (PDT) tem 19,5%. O levantamento foi realizado pelo instituto Índice Inteligência e divulgado neste domingo (9). As informações são do portal Gazeta do Paraná.

A diferença entre Moro e Sandro Alex é de 7,7 pontos percentuais. Já a distância entre Sandro Alex e Requião Filho chega a 8,1 pontos. Na sequência aparecem Luiz França, com 0,7%; Tayná Miessa, com 0,3%; e Samuel de Mattos, com 0,2%. Outros 11,1% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam à pergunta. Já 5,3% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Folha de São Paulo

Dois dias após a Lei Maria da Penha completar 20 anos, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte cumpriu um pedido do Ministério Público do Ceará e prendeu preventivamente Marco Antônio Heredia Viveros, na capital Natal, por descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas em favor de Maria da Penha Maia Fernandes (sua ex-mulher) e das duas filhas do casal.

A prisão foi pedida pelo MP-CE após a veiculação de anúncios na TV Record informando que a emissora transmitiria neste domingo uma entrevista com Marco Heredia sobre o caso envolvendo a tentativa de feminicídio da ativista, o que viola uma das medidas cautelares expedidas pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza em 2024.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), segue acumulando descontentamentos. Depois de insistir que a vaga do Senado ficaria com Miguel Coelho (União), e de ter perdido a queda de braço para Eduardo da Fonte (PP), Lyra parece ter também perdido o apoio do senador Fernando Dueire (PSD), que chegou a se filiar ao seu partido, mas também ficou sem qualquer apoio da governadora.

Nos bastidores da política, já se comenta que a opção pela candidatura de Mendonça Filho (PL), supostamente com o apoio de Priscila Krause (PSD), parece ter reacendido de vez o embate com Dueire. Com isso, ele deve anunciar nos próximos dias apoio para o senador Humberto Costa (PT). Os movimentos do grupo da governadora parecem ter criado o movimento de “queima de caravelas”, que é tornar o caminho de retorno quase inconcebível.

A reta final de articulações, concluída na última semana, parece ter criado fissuras que irão se estender até o período das eleições. Resta saber como Raquel irá lidar com o lançamento da candidatura do PL, que a apoia, além de Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). Miguel Coelho e Dueire podem até declarar apoio tácito, mas a relação de quem se afastou, ou até “traiu”, pode ser o estopim de um esfriamento da relação.

Caruaru - Minha rua nova

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – “Todíssimos os pobres serão ricos, todíssimos os ricos serão pobres. Os ricos ganharão o Bolsa Família e o Vale-Gás e os pobres mamarão no seio das emendas parlamentes, para redimir a humanidade brasileira da pobreza”, assim falou o guru da seita vermelha aos seus devotos em sua aparição nos caminhos de Santiago de La Compostela da Jaqueira.

Eu vos direi: do modo a seguir será cumprida a profecia do beato Antônio Conselheiro: Haverá rios de leite e montanhas de cuscuz com carne de sol e picanha. Os pés de coentro serão gigantes para botar tempero no feijão. Eis um programa Fome Zero turbinado.

Atualmente com quase 200 anos de idade, o Véio do Pastoril do Cordão Encarnado garante que está em plena forma física, bioquímica e geriátrica, tipo um jovem de apenas 95 anos.

Nascido no outono do regime autoritário civil militar em 1980, o partido chamado dos trabalhadores é uma metamorfose sextante na linha do horizonte. O MDB funcionava como oposição consentida ao regime. Com a volta dos exilados passou a ser oposição indesejada aos militares. O PT de origem, nascido com o aval do general Golbery do Couto e Silva, ideólogo do regime, era palatável aos militares.

Por ter as qualidades de bebedor de cajuínas e profissional de piquetes,  foi adotado como mascote pelos intelectuais da USP e Unicamp e setores da Igreja Católica. O DNA de nascença revela as digitais dos movimentos eclesiais progressistas (a Teologia da Libertação de Bofe e Libânio), o sindicalismo do ABC paulista e o dedo mindinho do General Golbery.

Guardo em minhas retentivas a seguinte frase ouvida dos lábios do sapo barbudo, assim o chamava Leonel Brizola, o Briza que não alisava ninguém: “Não serei massa de manobra dessa gente”. A frase foi cometida durante entrevista no Sindicato dos Jornalistas. “Essa gente” referida por ele eram as lideranças oposicionistas do MDB na época, animais políticos do tope de Miguel Arraes, Marcos Freire, Jarbas Vasconcelos e Ulysses Guimarães a nível nacional.

Tempos depois ouvi também do mito dos pigarros, Arraes: “Quem é Lula? É um pau-de-arara, que perdeu a identidade”. Essas gentes — as esquerdas tradicionais remanescentes de 1964 e as esquerdas emergentes do movimento sindical — não se bicavam.

A sigla sextante virou uma seita e mudou de patamar. Adota o culto à personalidade, uma variante do fanatismo. Isto rima com intolerância e censura e pode converter-se em atentado antidemocrático.

O guru da seita comete barbaridades e conta com a indulgência dos devotos. Os vermelhinhos ficam extasiados de emoção quando o vermelhão afirma, por exemplo, que os traficantes são vítimas dos pobres maconheiros. O mais doloroso é quando o bicho sonha em perpetuar-se na cena do crime para conquistar o penta, o hexa, o hepta e o octa, até a idade do patriarca Abraão. O nome disso é abismo democrático.

Quando um cristão ingere tubaína e chama Jesus de Genesio, significa que está tresvariando. O poder é droga hard e produz delírios.

*Periodista, escritor e quase poeta

Ipojuca - Na palma da sua mão

A confusa e mal explicada chapa de Raquel

Se Mendonça Filho (PL) não é o candidato ao Senado da governadora Raquel Lyra (PSD), como ela própria tem reiterado, por que então prefeitos que juram fidelidade à gestora estão aderindo ao liberal e abandonando o neodireitoso Túlio Gadêlha (PSD)? Por que Raquel também não assume que trabalha em silêncio e nos bastidores pela reeleição do senador petista Humberto Costa, candidato na chapa de João Campos?

Com as candidaturas ao Senado já postas, a governadora continua fazendo o mesmo jogo da enganação da fase pré-eleitoral, quando alimentou esperança em quatro pré-candidatos — Miguel Coelho, Eduardo da Fonte, Túlio Gadêlha e Fernando Dueire, este no exercício do mandato como suplente de Jarbas Vasconcelos. Diz que seus candidatos são Eduardo da Fonte e Túlio, mas libera prefeitos da sua cozinha para apoiar outras candidaturas.