Preocupada com o avanço de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os evangélicos, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência da República, decidiu produzir vídeos específicos para diferentes segmentos do eleitorado evangélico.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) aponta que Flavio tem 35% das intenções de voto entre evangélicos. Lula tem 28%. A margem de erro para este recorte é de 4 pontos percentuais. Ou seja, ambos estão tecnicamente empatados. No levantamento de julho, Flavio tinha 39% e Lula 26%. Não havia empate técnico.
Diferentes denominações evangélicas usam diferentes saudações entre seus integrantes. A Assembleia de Deus, por exemplo, usa “a paz do Senhor” como cumprimento. Já a Igreja Vitória em Cristo opta por “a paz de Cristo”. Entre as igrejas batistas, os fiéis se cumprimentam com “graça e paz”. E na Congregação Cristã do Brasil, a preferência é por “a paz de Deus”.
A ideia é que, portanto, Flávio Bolsonaro grave vídeos personalizados para ser disseminado entre essas diferentes denominações. Além dos cumprimentos, temas mais caros a cada igreja também devem ser destacados. A reunião apontou também a necessidade do próprio candidato fazer gestos a líderes de cinco igrejas para pedir apoio e aumentar a aproximação.
Uma delas é o Ministério de Madureira, do bispo Manoel Ferreira, que chegou a anunciar apoio ao candidato Ronaldo Caiado (PSD). Outra denominação da qual a coordenação evangélica quer se aproximar é a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, ligada ao Republicanos, partido que optou por neutralidade nas eleições para a presidência.
O primeiro encontro já deve acontecer neste o próximo fim de semana. É esperado um encontro entre Flávio Bolsonaro e o bispo Valdomiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus.
A Lei Maria da Penha completa 20 anos, hoje, consolidando-se como um dos principais instrumentos de combate à violência contra a mulher no Brasil. Apesar dos avanços legais, os índices de violência seguem preocupantes e reforçam a necessidade de fortalecer toda a rede de proteção às vítimas, incluindo a atuação da Perícia Criminal e da Medicina Legal.
Para a presidente da Associação de Polícia Científica de Pernambuco (APOC-PE), Camila Reis, o enfrentamento à violência contra a mulher exige uma atuação integrada e investimentos em prevenção. “A violência doméstica costuma começar com agressões morais, psicológicas e físicas, podendo evoluir para violência patrimonial e, em sua forma mais extrema, para o feminicídio. Embora a Lei Maria da Penha represente um marco fundamental, esse é um problema multidisciplinar e nenhuma medida isolada será suficiente para enfrentá-lo”, disse.
Camila Reis destaca que a Perícia Criminal e a Medicina Legal têm um papel estratégico antes mesmo dos casos chegarem ao desfecho mais grave. “A atuação pericial deve ser vista também como uma ferramenta de prevenção. Os laudos produzidos pela Medicina Legal podem fornecer elementos técnicos essenciais para embasar medidas protetivas e outras decisões judiciais capazes de interromper a escalada da violência. Por isso, é fundamental ampliar equipes especializadas e incorporar psicólogos forenses, profissionais que já atuam em diversos países com protocolos internacionalmente validados, mas cuja presença ainda é muito incipiente no Brasil”, afirmou.
A presidente da APOC-PE também destaca a importância da perícia patrimonial na produção de provas em casos de violência doméstica. “As equipes de perícia patrimonial também contribuem com provas materiais que fortalecem as investigações e auxiliam a Justiça na adoção de medidas de proteção às vítimas. É um trabalho pouco conhecido, mas que faz diferença no enfrentamento desse tipo de crime”.
Nos casos de feminicídio, a presidente da APOC-PE ressalta que a produção da prova pericial é determinante para a responsabilização dos autores. “É a Perícia Criminal e a Medicina Legal que fornecem provas técnicas capazes de responsabilizar o agressor de forma inequívoca. No entanto, ainda enfrentamos equipes mal distribuídas e subdimensionadas diante da demanda. Enquanto a perícia não receber os investimentos necessários para acompanhar a urgência desses casos, sua contribuição continuará aquém do potencial que poderia ter na proteção das mulheres”, afirmou.
Por fim, Camila reforça que a violência contra a mulher ultrapassa o âmbito individual e deve ser tratada como um problema de toda a sociedade. “A violência contra a mulher não afeta apenas a vítima. Ela é um problema social que alimenta a criminalidade e perpetua ciclos de violência. Precisamos fortalecer a cultura da prevenção e reconhecer a perícia criminal e a medicina legal como partes essenciais desse processo, atuando desde os primeiros sinais de violência e não apenas quando o crime já se consumou”, concluiu.
Corri meus 8 km diários, hoje, no Parque Municipal Euclides Dourado, em Garanhuns. Criado na década de 1920, durante a gestão do prefeito Euclides da Costa Dourado, que governou o município entre 1924 e 1930, o parque passa por uma bela reforma na gestão do prefeito Sivaldo Albino (PSB).
Vai receber em breve novos equipamentos de lazer e de atividades físicas, mas a pista de cooper, que tinha menos de 1 km, já foi ampliada. Adoro este parque. Correr na sombra e o cheiro de eucaliptos não tem preço.
Quando construído, já era um horto de eucaliptos. Depois o espaço foi transformado em parque público municipal, graças ao visionário prefeito Euclides da Costa Dourado, que marcou a época como um dos grandes responsáveis por melhorias urbanas na cidade.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) não será ouvido pela Polícia Federal (PF), hoje, no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga o caso Master. O depoimento foi desmarcado, segundo investigadores.
Esta é a segunda oitiva cancelada nesta semana no inquérito que investiga as relações entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master. O próprio Augusto Lima também teve um depoimento desmarcado no início da semana. As informações são do portal G1.
Em 21 de julho, a Polícia Federal intimou Wagner a prestar depoimento no âmbito das investigações da Compliance Zero. A operação investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o banco de Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado. O depoimento havia sido marcado para esta sexta-feira.
A governadora Raquel Lyra (PSD) passou a semana promovendo uma verdadeira engenharia política para reorganizar o campo da centro-direita e dos conservadores em Pernambuco. No movimento, acabou empurrando Túlio Gadelha (PSD) para ser percebido por parte do eleitorado como um neodireitista, agregou Eduardo da Fonte (PP) ao mesmo campo e consolidou Mendonça Filho (PL) como a principal referência do eleitorado de extrema direita e bolsonarista na disputa pelo Senado.
O resultado dessa articulação produziu, ao mesmo tempo, um efeito devastador sobre Miguel Coelho (UB). Depois de alimentar a expectativa de integrar a chapa majoritária, o ex-prefeito de Petrolina assistiu à construção de um cenário que muitos já classificam como a maior humilhação política imposta à família Coelho desde que o grupo se tornou protagonista da política pernambucana.
O paradoxo é que, enquanto reúne em torno de si lideranças identificadas com a direita e o conservadorismo, Raquel continua tentando preservar um discurso de proximidade com o campo progressista e com o eleitorado lulista.
É uma tentativa de ocupar espaços políticos que, em algum momento da campanha, podem se tornar incompatíveis. Há quem avalie que esse ponto de inflexão chegará quando Lula desembarcar em Pernambuco e deixar claro, mais uma vez, qual será o seu palanque prioritário no Estado.
Quando isso ocorrer, a estratégia de transitar entre dois campos opostos poderá encontrar seu maior teste. E o desfecho dessa equação política pode transformar a construção da semana no verdadeiro “beijo da morte”.
BERNARDES VAI DANÇAR – Até onde os grupos do presidente da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, e do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, estão falando a mesma linguagem em relação ao acordo para o Senado, no qual Eduardo abre bases para Miguel e este apoia a candidatura dele (Dudu) para o Senado? A pergunta é oportuna, uma vez que só existem duas vagas para o Senado. Como Miguel já assumiu compromisso com a surpreendente candidatura de Mendonça Filho (PL), quem vai dançar é o candidato queridinho de Raquel, o deputado Túlio Bernardes, que deu uma guinada à direita, trocando o PSOL pelo PSD.
Mentira tem pernas curtas – Um fato no mínimo curioso chamou atenção no registro da candidatura de Raquel Lyra (PSD) à reeleição: no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela alegou ter apenas R$ 1 em sua conta bancária, o que levou internautas a ironizar a situação. “Conta de fachada?”, questionou um usuário das redes sociais, utilizando um termo que passou a ser associado a Raquel após reformas na fachada de hospitais ganharem destaque na publicidade do governo, ao mesmo tempo em que desabamentos do teto de unidades de saúde foram registrados. Outros internautas avaliaram como estranha a declaração, partindo de alguém que, além de governadora, tem cargo efetivo de procuradora do Estado, com salário acima de R$ 40 mil. “E o TSE aceitou uma mentira dessas?”, escreveu outro usuário.
Nem o clube de tiro escapa – A violência campeia no Estado: cerca de 10 criminosos invadiram o clube de tiro, na BR-408, em São Lourenço da Mata. O crime aconteceu na madrugada da última quarta-feira (5). Segundo informações preliminares, pelo menos 15 pistolas foram levadas. Após a ocorrência, o clube suspendeu as atividades. Antes de invadir o local, os criminosos danificaram a rede elétrica para impedir o funcionamento das câmeras de segurança. Ao perceber a ação, a equipe de segurança do clube acionou a Polícia Militar.
Mais violência – A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro coletivo contra duas adolescentes de 14 anos dentro de uma escola municipal de tempo integral, no bairro da Charnequinha, no Cabo de Santo Agostinho. Segundo a advogada que acompanha o caso, os abusos teriam ocorrido em dias diferentes e vieram à tona após uma das vítimas relatar o que havia acontecido. De acordo com a advogada Luanny Porto, um dos casos ocorreu na última segunda-feira, por volta das 12h, durante o intervalo das aulas. “Uma das meninas teria entrado na sala de aula e cinco ou seis jovens que estavam no local deram uma rasteira nela, a derrubaram no chão e começaram a praticar os atos”, afirmou a advogada. Ainda segundo ela, a adolescente também teria sido agredida com socos na região dos seios.
Independência da Federal – O ministro André Mendonça, do STF, se reuniu, ontem, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em um movimento para reduzir o desgaste na relação entre o gabinete do magistrado e a Polícia Federal. O encontro contou também com a presença do advogado-geral da União, Jorge Messias, que articulou a reunião. Durante a conversa, Mendonça manifestou preocupação com a necessidade de preservar a independência da Polícia Federal na condução das investigações.
CURTAS
CONDENADO – O Pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou, ontem, o ministro Marco Buzzi à pena de disponibilidade, com proposta de perda do cargo, em razão de acusações de importunação sexual e assédio. Em decisão inédita, a medida abre caminho para que o ministro seja o primeiro a ser excluído dos quadros da magistratura após o fim da aposentadoria compulsória.
MUDANÇA – Romeu Zema, candidato do Novo ao Planalto, defendeu, ontem, uma “mudança profunda no Judiciário” e afirmou que o país vive um “regime de exceção”. A declaração foi proferida pelo presidenciável durante uma sabatina realizada pela Globonews. Na ocasião, ele também sugeriu a implementação de um modelo de segurança pública baseado no sistema criado pelo presidente Nayib Bukele, em El Salvador, alvo de questionamentos por violações dos direitos humanos. O ex-mandatário também subiu o tom contra o governo Lula (PT) pela reação ao tarifaço e defendeu a privatização de todas as estatais do país.
EXAME – Em documento assinado por advogados da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o candidato a vice-presidente na chapa, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), propôs à Procuradoria-Geral da República (PGR) a coleta de seu material genético para que seja realizado um exame de DNA, como forma de rebater a acusação de estupro de vulnerável apresentada por parlamentares. O órgão de acusação avalia se vai endossar um pedido da Polícia Federal para abrir um inquérito sobre o caso. Gaspar nega ter cometido crime e disse que o teste provará sua inocência.
Perguntar não ofende: Mendonça é ou não invenção de Raquel para o Senado?