A morte da notícia e o sequestro do direito à informação

Por Marlos Porto*

Nas últimas décadas, o jornalismo brasileiro passou por uma transformação silenciosa e devastadora. A informação rápida e, sempre que possível, detalhada — aquela que chega ao cidadão em tempo real, com a riqueza de fatos disponíveis naquele instante, para que ele forme sua própria opinião — foi sendo gradualmente sacrificada em nome de uma pretensa autoridade interpretativa. O resultado é um quadro grave: o debate público empobreceu e o direito do cidadão de ser informado foi sequestrado por uma mídia que se arvora como tutora da verdade.

Houve um tempo em que o cidadão sabia exatamente onde encontrar cada tipo de conteúdo. O jornal diário, impresso ou televisivo, era o território do fato bruto, da notícia bruta, do acontecimento. Nessa época, o colunista político era uma figura central — talvez “rei” seja uma palavra forte demais, mas ele era, sem dúvida, o ponto alto desse espírito da notícia. O colunista político trazia suas notas curtas, seus bastidores, seus fatos miúdos que, juntos, compunham o grande mosaico da conjuntura. Era uma informação quase artesanal, que chegava ao leitor sem grandes mediações, permitindo que ele próprio conectasse os pontos.

Por Cláudio Soares*

No contexto do Dia Internacional da Mulher, histórias de liderança, trabalho e superação ganham ainda mais relevância. Entre elas está a trajetória de Mineia Kazume, agricultora que se consolidou como uma das vozes femininas mais representativas da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco, um dos maiores polos exportadores de frutas do Brasil.

Filha de um dos pioneiros da cultura da manga na região, Mineia cresceu observando de perto o esforço, a persistência e o espírito empreendedor que ajudaram a transformar o semiárido em referência mundial em produção frutícola. Seu pai integrou o pequeno grupo de famílias que, décadas atrás, apostaram no potencial da mangicultura no Vale e ajudaram a construir a base de um setor que hoje gera milhares de empregos e movimenta a economia regional.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360

Em 1840, Alexis de Tocqueville terminou o segundo volume de “A Democracia na América” descrevendo o que seria o Brasilzão de Lula. Falou de uma tirania não violenta, que não prende e não tortura, apenas tutela. Não quebra nem confronta vontades, as amolece. Não destrói, mas impede o progresso. Um poder a manter os cidadãos numa infância perpétua, provendo o suficiente para não se revoltarem e deixando tudo no mesmo lugar.

Tocqueville batizou de despotismo suave. No Brasil do século 21, virou política social. Em 2025, o desemprego foi de 5,1%, registrado como o menor da série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), iniciada em 2012. O número é real? Depende. A pesquisa não inclui quem desistiu de procurar emprego ou está entre os beneficiários de programas sociais — ou seja, mais da metade dos brasileiros.

Caruaru - Transparência 2026

Pressão de Raquel Lyra não muda ritmo de Eduardo da Fonte

Por Larissa Rodrigues – repórter do blog

A pressão nos bastidores para que o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco, anuncie que será candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) estaria desgastando a relação entre a gestora e o parlamentar. O impasse se dá porque Raquel quer que Dudu, como é mais conhecido, apresente uma definição na próxima semana. O deputado, porém, aguarda o momento ideal para tomar uma decisão.

Como disse, em reserva, um aliado de Dudu, “é preciso cabeça fria neste momento e a governadora está ansiosa”. Raquel estaria afirmando a pessoas próximas de Eduardo da Fonte que ele teria pulado para o lado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), por não ter escutado ainda do parlamentar o que gostaria de ouvir.