Da tropa de choque de Cunha a favorito do governo Lula: quem é Hugo Motta, deputado que embolou a sucessão de Lira

Herdeiro de uma família de políticos do interior da Paraíba, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) teve uma carreira meteórica ao ser eleito para a Câmara pela primeira vez em 2010, aos 21 anos, idade mínima para o cargo. Hoje, em seu quarto mandato, aos 34, é visto por colegas como um nome de bom trânsito nos diferentes partidos da Casa.

Médico por formação, sua facilidade no trato pessoal é uma característica que, segundo parlamentares, fez seu nome ganhar força para suceder Arthur Lira (PP-AL). Em fevereiro, por exemplo, conseguiu reunir os três principais nomes cotados à época para disputar a presidência da Câmara — Elmar Nascimento (União-BA), Antonio Brito (PSD-BA) e Marcos Pereira (Republicanos-SP) —, em uma tentativa de consenso. O convescote foi marcado “de surpresa” e à revelia dos pré-candidatos, para “pregar uma peça”, segundo os parlamentares contaram na ocasião.

Sua atuação ao longo dos mandatos o credenciou como representante do Centrão. Fez parte das bases aliadas dos governos de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Embora se diga independente, aproximou-se da gestão de Lula após o petista levar Silvio Costa Filho, seu colega de partido, para o Ministério dos Portos e Aeroportos.

Câmara Municial Recife - O Recife que amamos

No dia 13 de setembro, O Tribunal de justiça de Pernambuco (TJPE) e a Faculdade Vale do Pajeú (FVP) promovem a inauguração da Casa de Justiça e Cidadania em São José do Egito. O evento acontece às 14h na sede da FVP.

Na ocasião, a instituição irá promover o 1° Simpósio de Ciências Criminais, que terá como palestrantes Fausto Campos, desembargador e vice-presidente do TJPE, que presidirá a mesa; Adeildo Nunes, professor e juiz aposentado da vara de execução penal; André Rabelo, promotor de justiça; Ademar Rigueira, advogado criminalista; e Ingrid Zanella, advogada e vice-presidente da OAB-PE.

Durante o evento, também acontece o lançamento do livro do professor Adeildo Nunes.

Toritama - Tem ritmo na saúde

Por Larissa Rodrigues

Repórter do blog

O PSDB vai disputar as eleições  deste ano em 54 municípios do Estado como cabeça de chapa. O partido da governadora Raquel Lyra administra hoje 27 prefeituras. Boa parte dos prefeitos entrou na legenda depois que a governadora foi eleita, em 2022. Naquele ano, o partido só comandava Caruaru, São Joaquim do Monte, Catende, Vertentes, Lagoa do Carro e Ouricuri. 

O PSDB ampliou de 6 para 27 o número de gestores e, desses, 15 são candidatos à reeleição. As eleições de outubro, no entanto, mostrarão se a influência de Raquel Lyra vai chegar às urnas, após dois anos, e fazer com que o partido eleja pelo menos o mesmo número de prefeitos que já tem hoje, um teste para 2026, quando ela deverá disputar à reeleição. 

Dos 27 municípios que governa, o PSDB só não lançou candidato em Ouricuri, no Sertão, “por questões políticas locais”, segundo o presidente estadual da legenda, Fred Loyo. Nas outras, ou tem candidatos à reeleição ou novos postulantes.

Caruaru - Super Refis

O primeiro erro de Rodrigo

A ausência de candidatos em debates constitui-se há muito tempo numa discussão que divide muitas opiniões. No Brasil, a tese de quem lidera, seja presidente, governador ou prefeito, de não comparecer nos duelos de primeiro turno com os adversários porque a soma do que se perde é maior do que se ganha, se alastrou e acabou virando um mantra.

Mas não é bem assim. Na campanha para o Governo de Pernambuco em 2022, a então líder absoluta nas pesquisas, Marília Arraes (SD), nem no da Globo, na reta final do primeiro turno, deu as caras. Perdeu a eleição no segundo turno para Raquel Lyra (PSDB). Mesmo que a derrota tenha sido interpretada pela comoção, decorrente da morte do marido de Raquel no dia da eleição no primeiro turno, mais tarde Marília reconheceu que errou ao seu afastar dos debates.

A rádio Liberdade de Caruaru, líder no ranking de audiência entre as emissoras da região, promoveu, ontem, o primeiro debate entre os candidatos a prefeito do município. Tudo caminhava para se constituir em algo factual e rotineiro de campanha, não fosse a ausência do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB), que virou, naturalmente, alvo da pancadaria por parte de todos os adversários presentes.

Cabo de Santo Agostinho - Vem aí

Em Vitória de Santo Antão, a 49 km do Recife, já na Zona da Mata, o prefeito Paulo Roberto (MDB) está a um passo de ser reeleito com folgada dianteira. Se as eleições fossem hoje, ele teria 68,8% dos votos e seu principal adversário, o deputado estadual Victor Aglailson (PSB), 14,8%, uma frente de 54 pontos, enquanto André Carvalho (PDT) pontuou apenas 4,5%. Brancos e nulos somam 4,3% e indecisos representam 7,6%, revela pesquisa do Instituto Opinião em parceria com este blog.

Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é obrigado a lembrar o nome do seu candidato sem o auxílio da lista com todos os postulantes, o prefeito também aparece com uma larga margem de vantagem – 54,8%. Já Victor foi citado por 10% dos entrevistados, enquanto André apenas 0,8%. Neste cenário, brancos e nulos somam 3,8% e indecisos sobem para 30,6%.