Ex-ouvidor das polícias do estado de São Paulo, Benedito Mariano pretende propor ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que inicie uma campanha para indicar o padre Júlio Lancellotti ao prêmio Nobel da Paz.
Mariano, um dos coordenadores do programa de segurança pública de Lula na campanha de 2022, deve procurar o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, como primeiro passo para a mobilização. As informações são da Folha de S. Paulo.
“É uma cretinice da extrema-direita esta tentativa de CPI, para atingir o padre Júlio”, diz Mariano, que também foi um dos responsáveis pelo programa Braços Abertos, voltada à cracolândia, na gestão de Fernando Haddad (PT) como prefeito de São Paulo.
Ele é atualmente secretário de Segurança de Diadema, na Grande São Paulo.
Uma briga judicial entre os ex-presidentes Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro em torno de uma publicação ofensiva nas redes sociais acaba de voltar ao Supremo Tribunal Federal.
Em agosto de 2019, quando Bolsonaro estava no poder, Dilma o processou por crime de injúria. A ação foi apresentada porque, na ocasião, o então presidente havia publicado nas redes sociais um vídeo de um discurso seu, feito em 2014, em que ele comparou a petista a uma “cafetina”. As informações são da coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles.
A declaração de Jair Bolsonaro, reproduzida por ele na internet, foi um ataque a Dilma e à Comissão da Verdade, que apurou crimes contra os direitos humanos durante a ditadura.
“Comparo a Comissão da Verdade, essa que está aí, como aquela cafetina que, ao querer escrever a sua biografia, escolheu sete prostitutas. E o relatório final das prostitutas era de que a cafetina deveria ser canonizada. Essa é a comissão da verdade de Dilma Roussef”, disse Bolsonaro.
Como a publicação não tinha relação direta com a atividade presidencial, condição em que o presidente da República pode ser processado, a ministra Rosa Weber, relatora da queixa-crime de Dilma no Supremo, determinou em agosto de 2020 que ela fosse suspensa até que Bolsonaro deixasse o Palácio do Planalto.
Em fevereiro de 2023, depois da posse de Lula, o ministro Luiz Fux, novo relator do processo, enviou o caso ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Na nova jurisdição, a queixa de Dilma foi rejeitada em primeira e segunda instâncias, pois se considerou que não houve crime por parte de Bolsonaro.
A ex-presidente recorreu da decisão ao TJDFT, mas o seu recurso extraordinário não foi admitido pelo tribunal. A defesa de Dilma, então, apresentou um agravo a essa decisão, enfim remetido ao STF pelo TJDFT em dezembro. O caso foi distribuído a Luiz Fux.
A autorregularização de tributos é uma oportunidade para pessoas físicas e jurídicas evitarem encargos adicionais e regularizarem sua situação tributária de forma mais facilitada, o programa é de iniciativa da Receita Federal do Brasil. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca que os Entes podem estimular os contribuintes a buscarem as vias necessárias, pois parcela significativa desses débitos é Imposto de Renda (IR) também retorna ao Município via Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A Receita Federal do Brasil (RFB) anunciou que o formulário para adesão estará disponível a partir desta sexta-feira (5). A medida faz parte do Programa de Autorregularização implementado pela RFB.
Entretanto, é importante observar que o programa de autorregularização incentivada não se aplica aos débitos apurados no âmbito do Simples Nacional. O prazo para adesão se estende até 1º de abril de 2024, oferecendo uma janela de oportunidade para todos os que possuem pendências tributárias resolverem suas questões.
Para aderir, é necessário seguir o procedimento estipulado pela Receita Federal, abrindo um processo digital no Portal e-CAC, na seção “Legislação e Processo”, através do serviço “Requerimentos Web”, disponível no site da Receita Federal na Internet. A adesão exige o pagamento inicial de 50% do valor total devido, ficando o restante sujeito a parcelamento em até 48 mensalidades. A Receita Federal alerta que a não adesão acarretará multas de mora de 20%.
A expectativa é de uma adesão expressiva ao Programa de Autorregularização Incentivada de Tributos, o que não apenas facilitará a regularização fiscal, mas também fomentar uma relação mais transparente entre contribuintes e órgãos fiscais.
Um levantamento feito pela empresa Quaest e divulgado neste domingo (7) confirma que 89% dos brasileiros não aprovam as invasões aos prédios dos Três Poderes ocorridas em 8 de janeiro do ano passado na capital federal. Os atos, que resultaram em depredação do patrimônio público e prejuízo ao Erário, são aprovados, no entanto, por 6%. Outros 4% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa de opinião foi realizada entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2023, por meio de 2.012 entrevistas presenciais com questionários estruturados junto a brasileiros com 16 anos ou mais, em 120 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi financiado pela plataforma Genial Investimentos, que opera no mercado financeiro.
De acordo com a apuração, a atitude de terrorismo em Brasília é rejeitada majoritariamente em todas as grandes regiões do país, por pessoas de diferentes níveis de escolaridade e renda familiar, tanto por eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os resultados da pesquisa revelam a reprovação por 94% dos que declararam voto em Lula no segundo turno das eleições em 2022 e por 85% de quem declarou voto em Bolsonaro; por 87% dos entrevistados no Sul (menor percentual) e 91% no Nordeste (maior percentual). A rejeição é de 88% dos entrevistados com até o ensino fundamental, 90% daqueles com ensino médio (incompleto ou completo) e 91% dos que têm ensino superior (incompleto ou completo). Também desaprovam os atos 89% de quem tem renda familiar de até cinco salários mínimos e 91% dos que vivem com renda de mais de cinco salários mínimos.
Influência de Bolsonaro
De acordo com a pesquisa, as opiniões se dividem na pergunta “Bolsonaro teve algum tipo de influência no 8 de janeiro?” Avaliam que sim 47% dos entrevistados e 43% acreditam que não. Outros 10% não souberam ou não quiseram responder.
Todos os dados apresentados acima são próximos dos percentuais encontrados para a versão da pesquisa Quaest realizada em fevereiro do ano passado. “A rejeição aos atos do 8/1 mostra a resistência da democracia brasileira. Diante de tanta polarização, é de se celebrar que o país não tenha caído na armadilha da politização da violência institucional”, aponta em nota à imprensa Felipe Nunes, diretor da empresa.
Na opinião dele, diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos – que sofreu com a invasão ao prédio do Congresso (Capitólio) em 6 de janeiro de 2001 – no Brasil as opiniões a respeito dos atos de vandalismo sofrem pouca influência das escolhas das legendas políticas. “É imperativo que esse debate não seja contaminado por cores partidárias, porque trata-se de um problema do Estado brasileiro. É a defesa das regras, da Constituição e da própria democracia que está em jogo neste caso.”
Livro recente
Felipe Nunes é cientista político e também trabalha como professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No final do ano, ele lançou o livro Biografia do Abismo – Como a Polarização Divide Famílias, Desafia Empresas e Compromete o Futuro do Brasil (editora HarperCollins), escrito em parceria com o jornalista Thomas Traumann.
A publicação descreve que as posições políticas passaram a ser parte da identidade de cada brasileiro, e na última eleição presidencial o país “viveu a consolidação de um processo de polarização extrema” – quando se “calcificou” o mecanismo de escolha do voto, “em que os interesses perderam força para as paixões.”
Morreu neste sábado (6), vítima de câncer (melanoma acral), o engenheiro Eliezer Menezes (primeiro na foto acima, da esquerda para a direita), ex-secretário extraordinário de Suape, na década de 80 e um dos pioneiros na implantação do complexo portuário, onde atuou e foi responsável pelo início das operações no setor de tancagem.
Menezes atuou na construção do molhe, em pedras, para proteção da entrada do porto interno, aberta no cordão de arrecifes e foi personagem de um dos mais dramáticos incidentes no Porto do Recife que culminaram com transferência do Parque de Tancagem do Recife para Suape, considerado o embrião do que hoje o complexo se tornou em termos de distribuição regional. As informações são do Jornal do Commercio.
Em 1986, após um incêndio de um navio de combustível no Porto do Recife, terminal que atendia ao Estado desde 1918, o então governador de Pernambuco, Roberto Magalhães, ordenou que as empresas de combustíveis que estavam instaladas naquele local viessem para Suape.
Suape ainda era um projeto e com o incidente a criação do parque foi acelerada com a instalação dos depósitos de combustíveis líquidos da BR Distribuidora, a Shell, a Texaco e a Esso que começaram a formar em Suape o “Pool de Derivados de Petróleo” Menezes cuidou dessas operações.
Eliezer Menezes era casado com Zélia Meneses e pai de três filhos (Denise, Marcelo e Rodrigo). Ele vinha lutando há quatro anos e preferiu não revelar aos amigos os detalhes de sua doença.
Ele surpreendeu a todos com a forma como lutou até o último minuto e sempre com sua leveza e bom humor. Médicos e enfermeiros e todos que o acompanharam de perto ficaram surpresos com sua força de vontade, amor à vida e força física. “O câncer o venceu, mas podemos garantir que nosso pai deu muito trabalho para ele, a batalha foi árdua”, segundo uma nota distribuída por sua família.
Para poupar todos os familiares e amigos de momentos tristes, ele pediu para não informar sua morte até que fosse cremado. Os familiares pediram desculpas por não ter se despedido ou ido a velório, mas essa era a vontade dele.
Ainda segundo a nota, caso alguém queira homenageá-lo de alguma forma, sugerimos que o faça do jeito que ele gostaria: ajudando a terceiros, e principalmente, crianças do seu sertão. Como opção, citamos a instituição que ele apoiava, o Lar Fraterno Vovó Cavendish, que ajuda crianças e famílias na Sertânia.
Eliezer Menezes tinha uma história de dedicação ao setor público. E, ao lado de Joel de Holanda, foi uma das pessoas em que o ex-vice presidente Marco Maciel mais confiava. Tanto que ao passar o governo a Roberto Magalhães sugeriu seu nome para o cargo de Secretário Especial de Suape.
Menezes “sequestrou” Magalhães
Roberto Magalhães sucedeu a Marco Maciel, mas criticando seu principal projeto, o Porto de Suape, sem nunca ter ido lá.
Nomeado para o cargo, Eliezer Menezes aguentou um ano a falta de apoio e as críticas, até pôr em prática um plano ousado: sequestrou o governador, literalmente, com ajuda da segurança. Eliezer não se impressionou com o furioso chefe:
“O senhor pode me demitir, mas não vai falar mais de Suape sem conhecimento de causa”.
O governador foi ao cais, viu e gostou. Nunca mais falou mal de Suape.
Além de amigo, ex -secretário no governo do Estado e ex-tesoureiro de campanha, o economista Eliezer Menezes contava como agia Marco Maciel em questões financeiras.
Ao Jornal do Commercio ele lembrou como cuidou do dinheiro da campanha do vice-presidente. “Eu já estava trabalhando em uma empresa privada quando recebi um telefonema inesperado. Marco Maciel, vice-presidente da República”. Fim de segundo mandato.
“Amigo, preciso de sua ajuda. Vou me candidatar a senador e queria que você fosse o tesoureiro da campanha. Tenho muitos amigos políticos, intelectuais etc., mas você é da área financeira e sem dúvidas fará uma boa administração do processo”.
Respondi que infelizmente não serviria, pois não sabia “pedir” colaborações a empresários. Marco Maciel replicou, dizendo que as doações já estavam todas programadas, todas oficiais, e meu papel seria apenas administrar.
Devolveu sobra de campanha
Eliezer foi e homologado seu nome na convenção. Maciel ligou novamente: “Amigo, agora sou candidato oficial. Então, toda vez que for de Brasília para Recife avisarei para você comprar as passagens com recursos da campanha”.
Menezes perguntou se ele ia deixar a Vice-presidência, e respondeu: “Não, mas vou agora como candidato, e não é correto que o governo pague as passagens. Outra coisa, alugue um carro e contrate um motorista, pois vou dispensar os do governo aí”.
Assim foi feito. Cada vez que ele vinha, mandava avisar para providenciar as passagens. Mas faltando menos de trinta dias para o fim da campanha, após fazer o “balanço” foi observado que sobrariam recursos.
Hoje, seria suficiente para comprar uma SUV, já que o carro utilizado era alugado. Ao informar o problema, recebeu uma advertência. “Está muito perto da eleição, não fica bem comprar um carro agora”. Certo, senador, mas o que vou fazer com a sobra? Perguntou o tesoureiro. ”Amigo, pela lei, temos que devolver ao partido”.
E assim foi feito. Na primeira vez sobrou dinheiro em campanha e foi devolvido ao partido.
Com mais de 120 mil emplacamentos, a Fiat Strada foi a líder de vendas no Brasil em 2023 entre os automóveis e os comerciais leves. No entanto, a picape compacta teve um dos maiores percentuais de desvalorização no decorrer do último ano entre os modelos mais vendidos no país, de acordo com o levantamento da KBB Brasil, empresa especializada em precificação de veículos. O estudo mostra que o preço médio da Fiat Strada registrou queda de 16,06% em 2023. Em janeiro do ano passado, a picape zero quilômetro custava, em média, R$ 119.652, enquanto o preço de revenda do mesmo modelo seminovo caiu para R$ 100.434, em dezembro. Outro modelo que vendeu bem em 2023, ficando na terceira posição do ranking com 102 mil emplacamentos, o Chevrolet Onix teve índice de depreciação muito parecido com o da Fiat Strada: 16,07%. O preço médio do hatchback, que era de R$ 96.906 em janeiro (novo), caiu para R$ 81.332 em dezembro (seminovo).
O Chevrolet Tracker foi o único modelo a superar a desvalorização da Fiat Strada e do Chevrolet. O preço médio do segundo SUV mais vendido de 2023 despencou dos R$ 134.382 cobrados em janeiro, quando era zero quilômetro, para R$ 108.730 em dezembro, como seminovo. Queda de 19,08%.O Volkswagen Polo, por sua vez, registrou a menor queda nos preços entre os modelos mais vendidos. O hatch, que foi o segundo colocado no ranking geral e o líder entre os veículos de passeio, teve depreciação média de apenas 1,50%. O preço médio do Volkswagen Polo zero quilômetro, que era de R$ 92.190 em janeiro, caiu para R$ 90.788 em dezembro, como seminovo.
PVA: fonte inesgotável de recursos – O ano começou e chegou a hora de pensar nos impostos, como o IPVA. A estimativa é que cerca de 40 milhões de proprietários de veículos, em todo território nacional, já começam 2024 com esta obrigatoriedade. Razões não faltam. No caso dos automóveis, o montante cobrado varia de 2% a 4% do valor venal, dependendo da unidade federativa onde está registrado. Esse montante é calculado com base na tabela Fipe. Quem, por exemplo, mora em São Paulo, onde a alíquota é de 4%, e tem carro avaliado em R$ 100 mil, deverá pagar R$ 4 mil ao governo estadual. Uma grana pesada, que dói no bolso. E a pergunta que todo contribuinte se faz, nessas horas, é: para onde vai essa dinheirama? Quando o Imposto de Propriedade Veicular Automotores foi criado, em 1975, o objetivo era viabilizar a construção e manutenção de estradas e rodovias no Brasil. Mas o tempo passou, as leis mudaram e, hoje em dia, na prática, governadores e prefeitos usam essa arrecadação para suprir as mais variadas demandas dessas esferas governamentais. Trata-se, aliás, de umas das maiores fontes de receita das administrações estaduais. “Em São Paulo, onde está presente quase metade da frota nacional, o IPVA gerou uma arrecadação de mais de R$ 20 bilhões no ano passado – um recorde. Mas que serviu, principalmente, para compensar a perda de arrecadação de outro imposto (no caso, o ICMS) e foi essencial para manter as contas do governo no positivo, sobretudo”, explica André Brunetta, cofundador do aplicativo Zul+, uma das maiores plataformas de serviços automotivos do país, e diretor de Inovação e Digital da Estapar.
E como aliviar esse peso? Nesse contexto, outra pergunta que todo ano corre à mente do contribuinte quando sente o peso dessa ‘boletada’ é justamente essa. “Por ser um imposto de valor elevado, é natural que as pessoas tentem estudar formas de reduzir esse impacto financeiro, seja por meio das isenções previstas em lei, seja por meio de descontos e outras facilidades de pagamento. E esse é um aspecto importante que as pessoas também devem observar, já que pode fazer grande diferença no orçamento doméstico”. Por isso, procure saber se, no seu estado, há benefícios para PCD’s, que dá isenção da taxa a veículos de pessoas com deficiência não condutoras, ou de propriedade do seu representante legal. Esse direito também às vezes se estende a carros com mais de 20 anos de fabricação, condutores de táxi, mototáxi, além de ônibus e micro-ônibus – desde que utilizados no transporte urbano, em fretamento contínuo ou em transportes escolares.
Quanto aos descontos e facilidades, o cofundador do Zul+ destaca que, hoje em dia, há um número bem maior de possibilidades para tentar, ao menos, aliviar essa dor – como pagar o IPVA com desconto à vista ou parcelar em até 12 parcelas no cartão de crédito ou mesmo unificar o saldo do IPVA, do licenciamento e de eventuais multas, parcelando tudo ou quitando na hora, com valor menor. Enfim, se dá para fugir dele, vamos pelo menos tentar aliviar seu impacto.
Código de trânsito: veja o que muda em 2024 – Em 2023, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou 137 projetos de lei, 22 medidas provisórias, 25 projetos de decreto legislativo, 8 projetos de resolução, 8 projetos de lei complementar e 3 propostas de emenda à Constituição (PECs). Mas, em relação à legislação do trânsito, a principal iniciativa foi a votação da Medida Provisória 1153/22, que promoveu várias mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em temas como exigência de exame toxicológico de motoristas profissionais, competência para aplicação de multas e descanso de caminhoneiros. O texto foi aprovado na forma do substitutivo do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que também trata dos termos da contratação de seguro de cargas, e foi transformado na Lei 14.599/23.
Com isso, órgãos municipais de trânsito passaram a ter competência privativa de fiscalização e aplicação de multas nas principais infrações, como aquelas envolvendo estacionamento ou paradas irregulares, excesso de velocidade, veículo com excesso de peso ou da capacidade de tração e recolhimento de veículo acidentado ou abandonado.
Confira um levantamento de detalhes feito pela Agência Câmara de Notícias
Exame toxicológico – Estados e Distrito Federal têm a responsabilidade de fiscalizar e multar infrações relacionadas a não realização de exame toxicológico, a falta de registro do veículo, a falta de baixa de veículo irrecuperável, a cadastro desatualizado e a falsa declaração de domicílio, por exemplo.
Quanto ao seguro de cargas, sua contratação passou a caber aos transportadores, ainda que pessoas físicas ou cooperativas. O seguro de perdas por acidentes e o contra roubo e assemelhados ficou vinculado a Planos de Gerenciamento de Riscos (PGR) estabelecidos de comum acordo entre o transportador e sua seguradora.
Sobre a exigência do exame toxicológico de condutores com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E, a lei definiu novas sanções por sua não realização, como multa maior se o exame não tiver sido realizado e o motorista for flagrado com essa irregularidade uma segunda vez.
Formação de condutores – Outra aprovação referente ao tema foi a do Projeto de Lei 3965/21, do deputado José Guimarães (PT-CE), que destina parte dos recursos arrecadados com multas de trânsito à formação de condutores de baixa renda. A proposta está em análise no Senado e determina que o custeio da habilitação englobará as taxas e demais despesas relativas ao processo de formação e à concessão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo o texto relatado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP), para ter acesso à CNH subsidiada dessa forma, o condutor deve estar incluído no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro prevê a aplicação dos recursos das multas para as seguintes finalidades, exclusivamente: sinalização; engenharia de tráfego; engenharia de campo; policiamento; fiscalização; renovação de frota circulante; e educação de trânsito.
Xiaomi celular? Não, carro mesmo – A fabricante chinesa de celulares, Xiaomi, vai também fabricar carros elétricos. No finalzinho do ano passado, apresentou o seu sedã SU7, com duas versões. Uma delas, com motor traseiro, tem 298cv e chega dos 0km/h aos 100 km/h em 5,3 segundos. Já a opção mais potente usa dois motores – sendo um em cada eixo, com tração integral – e chega aos 673 cv de potência, com 0km/h a 100 km/h em apenas 2,8 segundos. A autonomia divulgada é de 668 km com uma carga na versão com tração traseira e 800 km com dois motores.
Hilux e SW4: 2 milhões produzidos – A Toyota Argentina anunciou neste início de ano que a fábrica de Zárate (a principal da marca no país) acaba de alcançar 2 milhões de exemplares fabricados dos modelos Hilux e SW4. Desse total, 1.679.096 unidades são da picape, tornando-a o modelo mais produzido na história da indústria automotiva argentina, e 320.904 são do SUV SW4. Pelo menos 80% da produção de Hilux e do SW4 são para exportação, principalmente para o Brasil.
Diesel: preço do S-10 cai 1,94% no Nordeste – Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, apontaram que, no fechamento de dezembro, o preço médio do litro do diesel comum fechou a R$ 5,94 na região Nordeste, com redução de 2,14%, ante a primeira quinzena do mês. Já o preço do diesel S-10 recuou 1,94% e foi comercializado a R$ 6,06. O preço médio da gasolina caiu 0,17% e fechou a R$ 5,85. Após redução de 0,47%, o etanol fechou o ano a R$ 4,26. “Estados do Nordeste se destacaram com as reduções mais expressivas do país, como é o caso do Sergipe, onde o preço do litro do diesel comum reduziu 7,57%, o do etanol 4,54% e o da gasolina 5,24%. Já o Pernambuco apresentou a redução mais expressiva de todo o território nacional para o diesel S-10, além de registrar a menor média para a gasolina”, diz Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
Bandeja de suspensão quebrada: o que fazer? – Esta é uma das peças mais importantes de qualquer veículo. Afinal, suas funcionalidades garantem a segurança, o conforto e a estabilidade. É ela, por exemplo, que mantém o alinhamento das rodas do automóvel. Por isso, esse componente deve ser inspecionado periodicamente para evitar que problemas mais sérios venham comprometer a dirigibilidade e ocasionar acidentes sérios. Neste post, produzido pelo pessoal da Nakata Automotiva, será abordado um pouco mais dos possíveis problemas nessa peça e sobre como o mecânico deve agir em caso de manutenção.
O que pode causar a quebra ? – As duas principais ocorrências que comprometem a integridade da bandeja são uma peça amassada ou trincada. Um sinal comum de que ela está danificada é a ocorrência de ruídos quando o motorista circula por ruas em más condições, com buracos ou desalinhamento da direção. Em alguns casos, o pneu chega a arrastar.
Nesses casos, é provável que ela esteja trincada, amassada, com buchas ou pivôs gastos. Isso é perigoso, já que essa peça é muito solicitada no controle das forças laterais nas curvas, nas lombadas e também em arrancadas e freadas.
A bandeja de suspensão pode sofrer desgaste com o tempo de uso. Porém, a quebra, se ocorrer, será devido a algum impacto para o qual ela não está dimensionada para suportar. É comum ver veículos subindo em calçada em velocidade e com o freio travado. Nessa condição, ao tocar a guia a bandeja sofrerá um impacto muito forte e pode empenar ou até mesmo trincar.
Por que fazer a troca da bandeja de suspensão quebrada? – Por se tratar de um componente de segurança do veículo, ao apresentar qualquer sinal de desgaste ou empeno a bandeja deve ser substituída, pois além do inconveniente barulho, a bandeja interfere na direção e no desgaste dos pneus.
Manutenção de motos – Se apresentar alguma trinca o veículo deve ser rebocado até a oficina, devido ao risco que se desprenda, o que faz com que o motorista possa perder a dirigibilidade.
Como é feita a troca de bandeja de suspensão? – O mecânico deve realizar, antes de tudo, uma verificação nos componentes. Caso o cliente também relate barulhos, será preciso trocar somente alguns – embora, na maioria das vezes, realize a substituição da bandeja completa. Neste último caso, é preciso ter disponível, além das ferramentas universais, algumas ferramentas especiais como sacadores, alavanca e torquímetro.
Do lado certo – Também é preciso ter absoluta certeza de que a peça nova é adequada para aquele modelo. Alguns veículos exigem tanto a bandeja quanto o pivô do lado certo. Por isso, é muito importante verificar no catálogo do fabricante da peça se aquela é realmente a peça adequada para o modelo e o lado. Após o término da instalação da bandeja nova, é fundamental fazer o alinhamento da direção e, por último, um teste de rodagem para ter certeza que o cliente vai receber o veículo em perfeitas condições.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.