Dallagnol teve mandato cassado por regra que defendeu no passado 

Ex-procurador da República e ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público do Paraná, Deltan Dallagnol (Podemos-PR) teve o mandato de deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última terça-feira.

Ele teve o registro questionado em razão de uma condenação do Tribunal de Contas da União (TCU) por gastos com diárias e passagens de outros procuradores da Lava Jato. Além disso, Dallagnol pediu demissão do Ministério Público Federal em 2021, enquanto era alvo de 15 processos administrativos.

Sebrae - Fazer dar certo

Tem algo a mais no ar

Não sei se foi vingança política, como externou, ontem, em coletiva, o agora ex-deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR), cassado na noite da última terça-feira, por unanimidade, pelo colegiado de ministros do Tribunal Superior Eleitoral, mas que tem algo a mais no ar, além de avião de carreira, tem sim. Se não, o presidente Lula, o PT e os próximos do Governo não teriam comemorado com champanhe como se estivessem em festa.

Dallagnol foi procurador da Lava Jato, operação que levou muita gente para cadeira, inclusive Lula. Na sua fala, o ex-procurador jogou pesado. “Hoje o sistema da corrupção está em festa”, disse, listando em seguida quem estaria nessa festa: “Gilmar Mendes está em festa, Aécio Neves, Eduardo Cunha, Beto Richa estão em festa”. E acrescentou: “Perdi o meu mandato porque combati a corrupção. Hoje, é um dia de festa para os corruptos e um dia de festa para Lula”.