Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi empossado governador de São Paulo na manhã deste domingo (1/1), em cerimônia na Assembleia Legislativa (Alesp).
Em seu primeiro discurso como governador, Tarcísio declarou “gratidão ao presidente Jair Bolsonaro”, seu padrinho político e de quem foi ministro entre 2019 e março de 2022.
Tarcísio disse que foi Bolsonaro quem “lançou esse desafio” de concorrer ao governo de São Paulo, “que enxergou o que ninguém havia enxergado naquele momento, quanta ousadia”. As informações são do Metrópoles.
Leia maisO discurso foi interrompido por gritos e aplausos dos deputados bolsonaristas que acompanhavam no plenário. Ao final da cerimônia, alguns presentes ainda gritaram “Lula ladrão”.
Além de seu vice, Felício Ramuth (PSD), o novo governador paulista agradeceu às principais lideranças políticas que o apoiaram na campanha, como o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos), presidente do seu partido.
Tarcísio também destacou os papeís do ex-ministro Guilherme Afif, que foi coordenador do seu programa de governo e será seu secretário especial, e do ex-ministro Gilberto Kassab (PSD), que será seu secretário de Governo, pelas “inúmeras portas abertas ao longo da campanha”.
O novo governador paulista prometeu “governar para todos” e manter um “diálogo franco” com os 94 deputados estaduais. “Não somos donos da verdade. Não hesitaremos em dar passos atrás quando necessário”, afirmou.
Ele citou algumas figuras históricas do PSDB, partido que governou o estado por 28 anos, como os ex-governadores Mario Covas (morto em 2001) e José Serra, que declarou voto em Tarcísio no segundo turno. Não houve menções nem a João Doria nem a Geraldo Alckmin.
Tarcísio agradeceu ainda a população de São Paulo que o elegeu em outubro, com mais de 13 milhões de votos, porque o eleitor “não perguntou de onde eu vim e preferiu apostar para onde ir”, em referência ao fato de ele ter nascido no Rio de Janeiro, fato explorado pelos adversários na campanha.
Ao longo do discurso, Tarcísio mencionou alguns desafios que terá pelos próximos quatro anos e enfatizou que pretende igualar o “peso político de São Paulo” ao “peso econômico” que o estado tem no país.
Cerimônia
Tarcísio chegou na Assembleia Legislativa às 9h10, acompanhada da primeira-dama, Cristiane, e do vice-governador Felício Ramuth (PSD). Ele foi recebido pelo presidente da Alesp, Carlão Pignatari (PSDB), e por deputados aliados.
Do lado de fora, poucos apoiadores de Jair Bolsonaro que permanecem acampados em frente ao QG do Exército, ao lado da Alesp, gritavam por Tarcísio e estenderam faixas com teor golpista, pedindo intervenção das Forças Armadas.
Antes da posse oficial, Tarcísio concedeu uma rápida entrevista à TV Alesp, na qual disse que terá “muito diálogo” com os deputados estaduais e que o governo será “parceiro” do Poder Legislativo.
O novo governador destacou como uma das principais ações para os 100 primeiros dias de governo a realização do leilão para a conclusão do trecho norte Rodoanel, obra viária que está paralisada há anos.
No plenário da Alesp, estavam autoridades como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (PMDB), e o ex-prefeito Gilberto Kassab, homem forte do futuro governo, que será empossado como Secretaria de Governo, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
O presidente da Alesp, Carlão Pignatari (PSDB), determinou a suspensão da execução do Hino Nacional por causa do luto oficial pela morte de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, na última quinta-feira (29/12), e também concedeu um minuto de silênio em homanegam ao Rei de Futebol.
Após a posse na Alesp, Tarcísio seguiu para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde seria recebido pelo agora ex-governador Rodrigo Garcia (PSDB), para a transmissão oficial do cargo e a posse do novo secretariado.
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