O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chorou, hoje, ao falar da volta da fome e do aprofundamento da desigualdade social no país.
Lula discursava aos apoiadores em frente ao Palácio do Planalto, como parte dos ritos da posse presidencial. Ao citar pessoas pedindo dinheiro com cartazes e fazendo fila na porta de açougues para comprar ossos, Lula ficou com a voz embargada e teve de interromper a fala.
“Há muito tempo, não víamos tamanho abandono e desalento nas ruas. Mães garimpando lixo em busca de alimento para seus filhos. Famílias inteiras dormindo ao relento, enfrentando o frio, a chuva e o medo. Crianças vendendo bala ou pedindo esmola, quando deveriam estar na escola vivendo plenamente a infância a que têm direito”, disse.
“Trabalhadores e trabalhadoras desempregados, exibindo nos semáforos cartazes de papelão com a frase que nos envergonha a todos: ‘por favor, me ajuda'”, continuou, perdendo a voz em razão do choro.
Lula interrompeu o discurso para se recompor, e foi aplaudido pelos milhares de apoiadores na Praça dos Três Poderes. Depois, retomou a fala – mas logo a interrompeu novamente.
“Fila na porta dos açougues, em busca de ossos para aliviar a fome. E, ao mesmo tempo, filas de espera para a compra de jatinhos particulares. Tamanho abismo social é um obstáculo à construção de uma sociedade justa e democrática, e de uma economia próspera e moderna”, disse.
Clique no link disponível e confira o discurso do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. https://youtube.com/live/dmVB4qVXs90?si=EnSIkaIECMiOmarE
Ao som do hino do Estado, a primeira governadora mulher a assumir o comando de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), foi empossada na tarde deste domingo (1º). Após a cerimônia de posse, que aconteceu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Raquel e a vice-governadora, Priscila Krause, seguiram para o Palácio do Campos das Princesas.
“Se alguém duvida do poder do voto, da democracia, o dia de hoje é uma resposta. É uma grande hora está aqui hoje, mas governar não é um privilégio, mas uma responsabilidade”, afirmou a governadora do Estado.
Durante todo o seu discurso na Alepe, Raquel voltou e repetir que precisa de união para conseguir mudar os indicadores do Estado e conseguir colocar Pernambuco novamente no protagonismo entre os estados brasileiros.
“Precisamos de união para estabelecer um permanente diálogo. Esse diálogo deve ser uma atitude praticada constantemente e diariamente com deputados, prefeitos e milhares de pernambucanos que nos deu essa missão. O caminho para mudar passa pela união da gente. Não é hora de olhar pra trás. A gente sonha grande e trabalha muito. Foi assim que fiz que fiz em toda minha vida e vou continuar a fazer”.
Lyra ressaltou, ainda, o compromisso com as pautas assumidas durante sua campanha, como a construção de maternidades, creches, assim como o combate à criminalidade e violência que colocam Pernambuco como um dos estados mais perigosos do País.
Após ser empossado como presidente da República em sessão solene no Congresso Nacional, em Brasília, na tarde deste domingo (1º), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu a faixa presidencial. O momento aconteceu no Palácio do Planalto.
A entrega das faixas quebrou os protocolos e, pela primeira vez, um grupo de pessoas foi escolhido para fazer a condecoração de Lula. As informações são do Yahoo.
Como não participou da cerimônia de posse do seu sucessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não cumpriu o rito de entregar o adereço. O agora ex-presidente, que foi derrotado nas eleições de outubro e desde então fez poucas aparições públicas, viajou para os Estados Unidos em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) na sexta-feira (30).
Já o ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, já havia dito que não passaria o item. “Não sou presidente e não vou botar a faixa em Lula”, falou ele em entrevista ao jornal Valor Econômico em novembro.
Existiam as possibilidades de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado e do Congresso Nacional; Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara; ou um cerimonialista entregar a faixa presidencial ao presidente eleito, conforme informou a coluna da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo.
Em 2003, Lula recebeu a faixa das mãos de FHC e, em 2011, entregou o item para sua sucessora, Dilma Rousseff.
Em discurso de posse, o presidente disse que irá revogar “o criminoso acesso a armas e munições”. O acesso ao armamento foi facilitado durante o governo de Jair Bolsonaro.
“A segurança pública atuará para promover a paz onde é mais urgente, nas comunidades pobres, famílias vulneráveis, [locais de] crime organizado, milícias, violência venha ela de onde vier. Estamos revogando o criminoso acesso a armas e munições que tanta insegurança e mal causaram”, disse Lula.
O novo presidente ainda disse que o país “não quer e não precisa de armas, o Brasil precisa de segurança, livro, educação”.
No discurso, Lula reforçou seu compromisso de combater a fome e a miséria, além de prometer que não agirá com revanchismo contra os apoiadores de Bolsonaro. As informações são do UOL.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve receber a faixa presidencial do “povo brasileiro”, simbolizado nas figuras de uma criança, de um indígena, de um negro, de uma mulher, de um operário e de uma pessoa com deficiência. O ato ocorrerá no Palácio do Planalto, após o petista ser empossado pelo Congresso Nacional.
Jair Bolsonaro (PL) se recusou a passar a faixa para seu sucessor, desprezando o rito democrático —ele embarcou na sexta-feira (30) para os Estados Unidos para passar a virada do ano.
Desde que Bolsonaro sinalizou a apoiadores que não participaria da posse, os detalhes da entrega da faixa presidencial viraram motivo de especulação e foram tratados como mistério pelo entorno do petista. As informações são da Folha de S.Paulo.
Leia maisÀs vésperas do evento, os detalhes ficaram restritos, além do próprio petista, apenas à primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e ao fotógrafo Ricardo Stuckert, que cuida da imagem do ex-presidente há duas décadas.
“Quem entrega a faixa é o povo brasileiro, que, segundo a Constituição, é o detentor do poder”, disse, neste domingo (1º), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), escolhido para ser líder do governo no Congresso.
Segundo interlocutores de Lula, duas ideias eram discutidas: que o petista recebesse a faixa de um grupo de pessoas que representassem a diversidade do povo brasileiro ou de um grupo de crianças, para simbolizar não só a diversidade do país, mas também o futuro.
Havia ainda a possibilidade de que o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), passasse a faixa. Ele foi sondado por petistas, mas segundo interlocutores do parlamentar, a transição não confirmou se pretendia levar adiante a ideia.
Nas redes sociais, petistas fizeram campanha para que o acessório fosse entregue a Lula por Dilma Roussef, que teve seu mandato interrompido em 2016 após processo de impeachment. A ideia, no entanto, não chegou a ser considerada pela ex-presidente nem por Janja, segundo relatos.
A faixa presidencial foi criada em 1910 pelo então presidente Hermes da Fonseca como ato simbólico, mas o presidente que deixa o cargo não tem obrigação legal de participar do rito.
Assim como Bolsonaro, o ex-presidente João Baptista Figueiredo, último do período da ditadura, se recusou a passar a faixa para seu sucessor, José Sarney. Ele decidiu não participar da cerimônia de posse, preferindo acompanhá-la pela televisão.
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O slogan do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será “União e Reconstrução”. A logomarca da nova administração do Poder Executivo foi mostrada no Palácio do Planalto durante os preparativos para a posse de Lula neste domingo (1º.jan.2023).
A logomarca traz as cores da bandeira do Brasil –verde, amarelo e azul — além do vermelho, cor usada pelo Partido dos Trabalhadores. As informações são do Poder360.
O presidente Lula, 77 anos, assume pela 3ª vez a Presidência da República neste domingo. Torna-se o 39º presidente da República Federativa do Brasil. O petista já havia assumido o cargo por 2 mandatos (2003-2010).
Em sua 1ª passagem pelo Palácio do Planalto, de 2003 a 2010, Lula usou a expressão “Brasil, um país de todos”.
Em seu primeiro discurso após ser empossado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que democracia venceu as eleições e defendeu o sistema eletrônico de votação. Também citou um diagnóstico “estarrecedor” de país, descartou revanche e pregou “democracia para sempre”.
O pleito foi marcado por ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as urnas.
“Se estamos aqui hoje é graças à consciência política da sociedade brasileira e à frente democrática que formamos ao longo dessa histórica campanha eleitoral. Foi a democracia a grande vitoriosa nesta eleição”, declarou Lula. As informações são da Folha de S.Paulo.
Leia maisAssim como fez após vencer as eleições, em 30 de outubro, Lula diz que enfrentou na campanha “a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu”. Também disse que enfrentou “a mais objeta campanha de mentiras e ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado brasileiro”.
“Nunca os recursos do estado foram tão desvirtuados em proveito de um projeto autoritário de poder”, declarou.
Sobre os ataques de Bolsonaro às urnas, Lula fez um agradecimento ao que chamou de “atitude corajosa do poder Judiciário, especialmente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”.
A primeira fala de Lula como presidente empossado foi marcada por críticas contra Bolsonaro. Devastação, desmonte e destruição foram algumas das palavras usadas por Lula para se referir à gestão anterior.
Lula lembrou seu primeiro discurso de posse, em 2003, quando colocou o combate à fome como uma das prioridades do seu primeiro governo. “Ter de repetir esse compromisso no dia de hoje diante do avanço da miséria e do regresso da fome que havíamos superado é o mais grave sintoma da devastação que se impôs ao país nos anos recentes”, discursou.
Antes de iniciar seu discurso, no momento da assinatura do termo de posse, Lula quebrou o protocolo e fez uma rápida homenagem à população do Piauí. Disse que assinou o documento com uma caneta que ganhou de um apoiador em um comício em 1989 no estado. Segundo ele, o apoiador disse na ocasião que lhe estava presenteando a caneta para que ele assinasse o termo de posse caso ganhasse aquele pleito.
O Congresso Nacional declarou Lula e Geraldo Alckmin (PSB) formalmente empossados nos cargos de presidente e vice-presidente da República na tarde deste domingo (1º), momentos antes do discurso do petista.
Lula e Alckmin inauguraram o terceiro volume do livro escrito à mão que reúne, desde 1891, os termos de posse presidencial.
É a terceira vez que Lula coloca sua assinatura no livro —as duas anteriores foram em 2003 e 2007, ambas tendo como vice o empresário mineiro José Alencar (1931-2011).
O livro que reúne os termos de posse presidencial ficam guardados no arquivo do Senado, em ambiente com controle de temperatura e umidade, mas estão digitalizados e podem ser consultados pela internet.
Antes de assinar o termo, Lula também cumpriu a regra exigida dos presidentes diplomados de firmar o compromisso constitucional de manter, defender e cumprir a Carta, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
Formalmente empossado no cargo, o petista e seu vice seguem para o Palácio do Planalto, onde Lula receberá a faixa presidencial e fará novo discurso, dessa vez no parlatório, direcionado ao público concentrado na Praça dos Três Poderes.
O petista foi eleito para seu terceiro mandato ao receber 50,9% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,1% de Jair Bolsonaro (PL). Foi a primeira vez que um presidente perdeu uma disputa pela reeleição no país.
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