O desespero pelo desempenho pífio da sua campanha tem feito com que o candidato da Frente Popular, Danilo Cabral (PSB), extrapole todos os limites, e, por conta disso, continue sofrendo sucessivas derrotas na Justiça Eleitoral. Dessa vez, o desembargador eleitoral auxiliar Dario Rodrigues Leite de Oliveira determinou a retirada de mais uma propaganda irregular veiculada nas redes sociais do candidato, na qual ele volta a acusar, de maneira leviana, a candidata a governadora pela coligação “Pernambuco na Veia”, Marília Arraes, de envolvimento com o chamado orçamento secreto.
Na liminar, solicitada pela coligação de Marília, o magistrado argumenta que Danilo Cabral “extrapolou o limite da liberdade de expressão” ao se aproveitar de uma participação em debate para, “através de uma pseudopergunta dirigida ao candidato João Arnaldo”, atacar a candidata adversária, acusando-a de ter recebido verbas do orçamento secreto.
Ao desferir o ataque, o candidato se utilizou de fake News, uma vez que ele tem plena consciência de que tais emendas – conhecidas como RP-9 – são públicas e constam no portal da transparência do Legislativo Federal disponível para consulta por qualquer cidadão. Danilo também omitiu o fato de que as emendas solicitadas por Marília se destinavam à compra de equipamentos agrícolas pela Codevasf para associações de agricultores, e que, ainda assim, as verbas não chegaram a ser liberadas pelo governo federal.
“Observa-se que o requisito da fumaça do bom direito se encontra demonstrada, uma vez que aparentemente constitui notícia falsa a informação de que Marília Arraes recebeu dinheiro do orçamento secreto com base em matéria da revista Valor Econômico”, escreveu o desembargador Dario Oliveira, determinando ao candidato da Frente Popular e também ao Instagram a retirada da propaganda num prazo de 24 horas, sob pena de multa diária.
“É inaceitável que, diante de tantos esforços da Justiça Eleitoral e da sociedade civil como um todo contra o uso de fake news nas campanhas eleitorais, um candidato insista em lançar mão desse instrumento ilegal para desferir ataques a uma adversária. A decisão do desembargador eleitoral vem reiterar que a Justiça não aceita nem respalda esse tipo de iniciativa, cujo principal prejudicado é o eleitorado”, afirmou o coordenador jurídico da coligação Pernambuco na Veia, Walber Agra.
Nosso desafio é encontrar os pontos que nos unem. Reconhecer que somos 215 milhões com ideias próprias e diferentes visões de mundo. Mas, para termos futuro, teremos que identificar alguns mínimos denominadores comuns. É impossível encontrar alguns consensos parciais e limitados sobre alguns poucos valores básicos? E sobre alguns desafios nacionais? E sobre alguns caminhos para realizá-los?
Tomem-se alguns desafios que podem ser majoritários na nação: superar a pobreza, criar um bom ambiente de negócios, reduzir a desigualdade, melhorar a qualidade da nossa democracia, revolucionar a educação pública de base, combater a corrupção, melhorar os serviços públicos, especialmente saúde, segurança, moradia e transporte, promover a inovação tecnológica inclusiva, proteger o meio-ambiente.
Enfim, colocar o país nos trilhos de um desenvolvimento democrático, social e ambientalmente sustentável. Na teoria, pouca gente discordaria de uma pauta dessas. Quase platitudes. Profundas divisões emergem, todavia, quando se passa a discutir os detalhes.
Quais programas e projetos devem ser prioritários? E com quais estratégias e contornos? Porque em qualquer política pública há perdedores e ganhadores. Como o indica a paralisia da reforma tributária. Para isso, o estado democrático de direito dispõe de procedimentos para que os consensos parciais sejam aprovados, ainda que pela vontade (apenas) da maioria. Preservados os direitos fundamentais das minorias.
Países que se desenvolveram já mostraram que esse mínimo civilizatório é possível. Tome-se o caso da Suécia. Com o acordo de Saltsjöbad, de 1938, instaurou-se um modelo de concertação entre empregados e empregadores que muito acelerou o desenvolvimento do país ao facilitar os consensos parciais. Para isso, lideranças de visão fazem-se necessárias. Líderes que interpretam e condensam os propósitos mais sentidos das nações. Como fizeram Roosevelt, Adenauer, Churchill e De Gaulle. E aquela que nos deixou no último dia 8 de setembro, a rainha Elizabeth II.
Em seus 70 anos como chefe de estado, atuou para manter a unidade e a estabilidade de um estado de várias nações, etnias e ideologias. Sempre com uma atitude pacificadora e guardiã de valores fundantes. Postura diametralmente oposta à do atual presidente do Brasil. Dois chefes de estado que não poderiam ser mais diferentes. Uma soube atravessar os graves conflitos entre trabalhistas e conservadores sempre com atitudes respeitosas, pacificadoras e construtivas. O outro fomenta as divisões e ódios. E deles se alimenta. Demoniza o diferente, pregando a sua extirpação, como fez no gigantesco comício eleitoral em que transformou a celebração do dia da pátria.
Insurge-se contra o poder judiciário e a imprensa, incapaz de compreender o significado do regime democrático de freios e contrapesos. Já sabíamos que não iria dar golpe. Nem vai dar. Não tem apoio para tanto, embora 30 % da sociedade seja muita gente. Diferentemente dos golpistas de 64, que ele venera com nostalgia.
Seu principal opositor nas eleições que vão ocorrer daqui a 20 dias já cometeu erros similares quando dividia o Brasil entre o “nós e o eles”. Porque os populismos, mesmo com sinais trocados, podem ostentar traços comuns. Mas, nessas eleições, como que curtido por larga experiência de êxitos e derrotas, Lula parece determinado a superar as velhas divisões.
Como simbolizou na escolha de Alckmin. Como vem prometendo em debates e na propaganda de TV. Mais de que uma tática eleitoral, pode ser que o objetivo de pacificação a que se propõe seja resultado da percepção de que não tem futuro um país dividido como está o Brasil.
Mais do que ganhar as eleições e superar as exasperações do bolsonarismo, o país se ressente de inaugurar um novo ciclo em que as diferenças não sejam tratadas com ódio e cancelamento. Caso as pesquisas sejam confirmadas nas urnas, o governo de Lula e Alckmin será de todos os brasileiros e brasileiras. Terá que respeitar e atender os anseios das dezenas de milhões que terão votado em Bolsonaro.
Para isso, terá que lhes estender a mão para o diálogo. Algo que eles já provaram saber fazer. A tarefa de pacificar e reconstruir o país depois de um governo tão desastrado vai demandar criatividade, diálogo e sensibilidade. E capacidade de entender por que 30% dos eleitores apoiaram um governo tão ruim.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, PhD pela Universidade Oxford
O candidato ao governo do Estado Miguel Coelho (UB) participa, hoje, de sabatina na TV Globo, ao meio-dia. Durante o NETV1, Miguel responderá às perguntas feitas pelos jornalistas Márcio Bomfim e Maristela Niz sobre as suas propostas para governar Pernambuco. A entrevista pode ser acompanhada pelo canal da Globo Nordeste ou pelo aplicativo do Globoplay.
Foi publicado, hoje, no Diário Oficial de Pernambuco, o edital de divulgação do estudo ambiental para implantação do aterro sanitário no município de Itacuruba.
A unidade terá capacidade para tratamento de 50 (cinquenta) toneladas de resíduos sólido urbano por dia. E vai atender aos municípios de Floresta, Itacuruba e Belém de São Francisco, no Sertão de Itaparica.
A Câmara de Vereadores do Recife realiza hoje, a partir das 16 horas, uma sessão especial comemorativa aos 16 anos deste blog. A proposição é de autoria do vereador Almir Fernando (PCdoB), aprovada por unanimidade. Ao seu final, os presentes serão contemplados com um show do Quinteto Violado, com participação especial de Alcymar Monteiro, o Rei do Forró. Todos os leitores do blog, do jornal O Poder, do qual sou sócio com José Nivaldo Júnior, e os ouvintes do Frente a Frente estão convidados.
Magno Martins é bacharel em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Iniciou a carreira em 1980 como correspondente do Diário de Pernambuco em Afogados da Ingazeira (PE), sua terra natal. Em 1984, seis meses após percorrer o Brasil inteiro acompanhando o então candidato pelo colégio eleitoral à Presidência da República, Marco Maciel, que renunciou em apoio a Tancredo Neves, optou por morar em Brasília.
Na capital federal trabalhou no Correio Braziliense, Última Hora, Jornal de Brasília, O Globo, Agência O Globo e Agência Meridional, esta dos Diários Associados. Ainda nos anos 80, abriu em Brasília a primeira sucursal de um jornal pernambucano no centro do poder, o Diário de Pernambuco, e mais tarde a da Folha de Pernambuco, jornal que trabalhou desde a sua fundação assinando uma coluna política diária.
Foi responsável, também em Brasília, pelo projeto e criação da Agência Nordeste, a primeira em tempo real com notícias regionais focada nos estados nordestinos. Eleito presidente do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados, dentre os fatos mais importantes dos últimos 30 anos da vida nacional cobriu a primeira eleição direta para presidente da República em 1989, na qual Collor venceu Lula, a dor e agonia da morte de Tancredo Neves e a Constituinte, instalada em 1º de fevereiro de 1987 pelo Congresso Nacional.
Em 1990, coordenou a campanha vitoriosa ao Governo de Pernambuco do então candidato Joaquim Francisco, que derrotou Jarbas Vasconcelos no primeiro turno. No Governo Joaquim, assumiu a Secretaria de Imprensa por apenas um ano, voltando ao batente para escrever o seu primeiro livro O Nordeste que deu certo, prefaciado por Ciro Gomes. É autor também de outros seis livros: O lixo do poder, A derrota não anunciada, Reféns da seca, Perto do Coração, Histórias de Repórter e A dor da pandemia.
Em breve, estará lançando seu oitavo livro: O estilo Marco Maciel, uma viagem aos bastidores de um dos políticos mais importantes para o processo de redemocratização do País, conduzindo as articulações que levaram ao fim da ditadura com a eleição de Tancredo Neves. O livro trata, inclusive, do período de isolamento de Maciel da política em função do Mal de Alzheimer, com depoimento inédito da viúva Anna Maria Maciel.
Magno é editor do Blog do Magno, pioneiro no Nordeste, com 16 anos de funcionamento ininterruptos e de maior visibilidade na Região, tendo alcançado em 2020 a marca de 15 milhões de acessos. De forma pioneira, Magno também criou a Rede Nordeste de Rádio, com mais de 40 emissoras presentes nos Estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Bahia, que retransmitem o programa Frente a Frente, ancorado por ele, chegando a mais de três milhões de ouvintes por dia.
Magno, por fim, é editor e sócio do jornal O Poder, o primeiro no Brasil produzido, veiculado e distribuído via WhatsApp, plataforma moderna e revolucionária.
A decisão do ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impediu o uso de imagens dos atos oficiais de 7 de Setembro na propaganda eleitoral do presidente Jair Bolsonaro irritou o candidato do PL à reeleição. Segundo assessores presidenciais, a expectativa é que a decisão seja revertida no plenário amanhã.
Na avaliação da equipe de Bolsonaro, a determinação para retirada das imagens foi um “absurdo”. A campanha do candidato do PL entende que a decisão também impede o uso das imagens dos atos de campanha de Bolsonaro no dia 7 de Setembro em Brasília e no Rio de Janeiro.
Para assessores, a proibição do uso de imagens do desfile cívico-militar é até “aceitável”, mas impedir os vídeos das multidões e do presidente discursando em carros de som não.
Um assessor afirmou ao blog do Valdo Cruz que, ali, não era o presidente, mas o candidato que estava discursando. E fora do palco do desfile oficial do 7 de Setembro. A avaliação é que o plenário do TSE vai “modular” a decisão, permitindo o uso de algumas imagens e proibindo as de eventos oficiais.
“A expectativa é que, em meio ao julgamento do referendo da liminar em plenário, a Corte [do TSE] deixe bem claro que as imagens insuscetíveis de reprodução nas peças de publicidade eleitoral sejam apenas as alusivas à primeira etapa do evento de 7 de setembro, enquanto Bolsonaro desempenhou a função de presidente da República”, afirmou um integrante da campanha de Bolsonaro.
“Assim, imagens captadas na segunda etapa da jornada, ou seja, logo após o encerramento do desfile, estariam liberadas para uso eleitoral”, acrescentou esse assessor.
A decisão foi tomada pelo corregedor eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, no fim de semana. A coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PDT e a candidata Soraya Thronicke (União Brasil) apresentaram ações contra Bolsonaro em razão dos atos no Bicentenário da Independência.
Benedito Gonçalves autorizou a abertura de investigações para apurar se Bolsonaro transformou os atos de 7 de Setembro em comícios de campanha.
O ministro considerou, em sua decisão, que o uso de imagens dos atos de 7 de Setembro desequilibra a eleição, já que os demais candidatos não têm como fazer o mesmo.
Dentro do Palácio do Planalto, Benedito Gonçalves é apontado como um ministro com ligações com o PT. Ele foi indicado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo ex-presidente Lula.
Dedico este artigo ao meu colega o naturalista inglês Charles Darwin, autor da teoria da seleção natural e Evolução das Espécies
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Na Era Paleozóica os Trogloditas promoviam os festivais Grunhidos In Caverna. Os instrumentos musicais eram feitos de porretes, ossadas de dinossauros e caveiras de tiranossauros. Para se divertir eles exerciam o ofício de canibais, se devoravam uns aos outros. Veio daí a inspiração para festivais tipo Rock in Rio, na base de grunhidos, mungangas e canibalismos culturais.
Havia vários partidos no Brazil na Era da Pedra Lascada. A saber, os Partidos dos Trogloditas Vermelhos, dos Brucutus Comedores de Chuchu, dos Dinossauros Mamadores, Neandertales do Centrão e dos Dragões da Seita do Gado. O Homem de Java foi criado foi criado há 100 mil anos pelo roqueiro Raul Seixas e pretendia ser a terceira via de uma sociedade alternativa, mas não vingou. O bicho maluco beleza morreu sentado no trono de uma caverna com a boca escancarada cheia de dentes de porcelana. Raul era um profeta com barbas de pai de chiqueiro.
Trogloditas da Pele Vermelha e os Brucutus da Terra dos Muros Baixos eram dois fingidores. Fingiam tão completamente que chegavam a fingir que eram adversários, quando deveras eram cúmplices de maracutais. Eles eram inimigos ferozes do Dragões da Seita.
Os Trogloditas de Pele Vermelha e os Brucutus da Terra dos Muros Baixos fizeram um pacto de amor para abocanhar o baú da felicidade em Brasília. Eu te amo, Troglodita da pele vermelha. Eu adoro você, metamorfose ambulante comedor de chuchu, disseram na noite de núpcias. E cantaram a cantiga de He-Man: “Nós temos a força, somos invencíveis. Unidos venceremos a seita do gado contaminada pela brucelose”. A mundiça vermelha delirou de emoção.
As trombetas anunciam: dia 2 de outubro, dia de lua crescente, acontecerá a guerra do Armagedom nas urnas em Brasília. Haverá mísseis, foices, martelos, coices, pedradas, pontapés, macumbas, quizílias, chute na canela, rasteiras, emboscadas, trairagens e promessas, para decidir os destinos desta Terra de Vera Cruz, a terra da verdadeira Cruz.
Um parêntese: a deputada Janaina Pascoal revelou um segredo das cavernas do poder: disse que os homens da capa preta tiraram da cadeia o Troglodita da Seita Vermelha por ser um nome capaz de derrotar nas urnas o Dragão da Seita do Gado. Desde então o Mecanismo foi acionado para garantir a vitória do Troglodita Vermelho e derrotar o Dragão da Seita do Gado. Não por acaso, o candidato opositor da Seita Vermelha atrai todos os raios e tempestades. Se ganhar a eleição, será um milagre brasileiro.
Hasta la vista, leitores Magnaneanos, brasilianos, pernambucanos, paraibanos, gregos e troianos!
Os ataques recentes saídos da usina de maldade do PSB à candidata do Solidariedade ao Governo do Estado, Marília Arraes, têm sido interpretados como sinal claro de que o partido em Pernambuco caminha para mais um movimento, uma nova guinada à direita, nesse período inaugurado após morte do ex-presidente nacional da legenda, Eduardo Campos.
A primeira guinada se deu nas eleições da sucessão presidencial de 2014. Derrotados no primeiro turno, o governador Paulo Câmara, o então prefeito do Recife, Geraldo Julio, a viúva de Eduardo, Renata de Andrade Lima, e os seus filhos João e Pedro Campos, pularam o alambrado para o palanque de Aécio Neves (PSDB), de centro-direita, e ficaram contra à candidatura da presidenta Dilma Rousseff (PT).
A segunda se deu em 2016, quando esse mesmo time de lideranças novas, hegemônico no controle nacional do Partido, levaram o PSB para aprovar o Impeachment de Dilma no Congresso Nacional, onde toda a bancada federal do PSB de Pernambuco votou a favor para destituir a primeira mulher de esquerda eleita presidenta da República.
O candidato a governador, Danilo Cabral, inclusive, foi mais saliente no episódio. Renunciou ao cargo de secretário de Estado e reassumiu seu mandato de deputado federal na Câmara só pra dizer “Sim” contra o PT e a presidente eleita democraticamente pelo voto. A próxima e terceira guinada dessa nova geração do PSB têm data marcada.
Tende a acontecer após o resultado das urnas do próximo dia 2 de outubro. Com o candidato a governador, Danilo Cabral, nas últimas colocações, numa provável derrota histórica, as lideranças do Partido já vêm preparando o plano B: associar Marília Arraes como principal inimiga das bases socialistas dessas eleições, atacando-a sem piedade nessa reta final de campanha.
A estratégia é clara: enfraquecê-la sob todas as condições para que, numa possível disputa contra Anderson Ferreira (PL), Miguel Coelho (União Brasil) ou Raquel Lyra (PSDB), Marília não venha a ser governadora, a partir de janeiro de 2023.
Para se contrapor a esse rumo, no entanto, setores históricos do PSB, sobretudo os ligados ao ex-governador Miguel Arraes, avô de Marília, já se articulam para reagir a essa nova guinada à revelia dos legados de esquerda, que historicamente aprenderam a defender.
O maior abandonado – Por falar em comando do PSB, o que se observa na campanha de Danilo é a ausência dos seus caciques. Desgastado, puxando o candidato para o fundo do poço, o governador Paulo Câmara é também rejeitado como companhia pelo candidato. João Campos, prefeito do Recife, tem estado mais preocupado com a reeleição da noiva Tabata Amaral, deputada federal por São Paulo. Já o ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio, tomou Doril.
Teresa vai fugir? – Na próxima quinta-feira, em Caruaru, a partir das 21h30, os candidatos a senador se enfrentarão num debate promovido pela TV-Nova Nordeste com um pool de emissoras de rádio, entre elas a Rádio Cultura do Nordeste, que retransmite o Frente a Frente. No último, numa emissora no Recife, Gilson Machado (PL) e Teresa Leitão (PT) trocaram insultos e a petista acabou levando a pior. Há quem desconfie que Teresa não irá ao debate.
No velório – O governo brasileiro prepara os ajustes para que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), acompanhe o velório da rainha Elizabeth II. De acordo com fontes do ministério das Relações Exteriores, ouvidas pela CNN, o Palácio do Itamaraty aguarda um comunicado oficial da solenidade e os detalhes de como será a participação de chefes de estado. O sepultamento será no Castelo de Windsor, em Berkshire, no próximo dia 19. A ideia do Palácio do Planalto é de que o presidente viaje ao Reino Unido no próximo final de semana.
O polêmico piso – A semana começa com expectativa de que seja mantida a suspensão da lei que criou o piso salarial dos profissionais da enfermagem. Os ministros demandaram pela indicação de uma fonte de recursos para cobrir as despesas com os novos salários, o que mobilizou autoridades ao longo da última semana, quando também se identificou, de maneira quase consensual, que tais recursos deveriam vir do Sistema Único de Saúde (SUS). No Supremo, os votos dos ministros foram pela suspensão até que o Governo indique de onde sairão os recursos para os Estados e municípios.
Palanques opostos – Nas eleições passadas, em Afogados da Ingazeira, o ex-prefeito Totonho Valadares desistiu de disputar novamente a Prefeitura e se compôs com o então prefeito José Patriota, indicando Daniel, seu filho, como vice de Sandrinho, eleito. Nas eleições deste ano, já estão distantes de novo, pelo menos em apoios. Enquanto Patriota apoia Pedro Campos para federal, Totonho vai de Gonzaga Patriota. Já para o Senado, o ex-prefeito, que disputa quase sem chances um mandato estadual, está com Teresa, enquanto Totonho vai de André de Paula.
CURTAS
VANTAGEM – Pesquisa Datafolha, divulgada na noite de sexta-feira passada, mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem entre os evangélicos, de 48% para 51%, em comparação com a última análise do instituto, realizada no dia 1º de setembro. Entre os católicos, Bolsonaro oscilou um ponto percentual — de 28% para 27%.
FALHAS – Em busca de conquistar o voto útil dos “ciristas”, integrantes da campanha do ex-presidente Lula (PT) têm comemorado as “derrapadas” dadas por Ciro Gomes (PDT) em declarações recentes. Uma das falas “comemoradas” foi numa palestra sobre economia na Federação das Indústrias do Rio (Firjan). No evento, o pedetista disse que seria difícil explicar o tema em debate “na favela”.
Perguntar não ofende: Todos os candidatos a senador estarão no debate em Caruaru na próxima quinta?