Polarizada entre duas candidaturas, a eleição de Pernambuco será definida mesmo em 4 de outubro, no primeiro turno. Essa é a previsão do deputado Waldemar Oliveira, novo líder do Avante na Câmara Federal. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele analisou que a disputa deverá ser apertada, mas crê na vitória da governadora Raquel Lyra (PSD), que enfrentará o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).
“Acho que a eleição em Pernambuco vai ser dura. Vejo Raquel crescendo e João caindo. Acho que não está decidida, mas que pode ser decidida no primeiro turno sim, tanto para João quanto para Raquel. É uma eleição de primeiro turno, não vejo uma terceira via viável, pontuando bem. É o que acho que vai acontecer também com o Brasil. O querido reitor da UFPE já retirou a pré-candidatura, não pontuava nas pesquisas. Ivan Moraes (PSOL) acho que está com um ponto. Talvez um candidato bom fosse o vereador Eduardo Moura (Novo), mas soube que ele é candidato a federal, montou chapa. Mas ele poderia ser um candidato bom, como alguém de direita. Porque na verdade Raquel é de centro e João de esquerda, não vejo nenhum pré-candidato de direita a governador de Pernambuco”, observou Waldemar.
Leia maisEx-presidente do Avante em Pernambuco – atualmente é o vice-presidente estadual da sigla –, o parlamentar lembrou do rompimento com o PSB e disparou contra adversários da governadora, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PMDB), e o deputado estadual Coronel Feitosa (PL).
“A gente apoiou João na eleição e reeleição para prefeito. A gente não apoiou o PSB quando Sebastião Oliveira tomou a decisão de ser vice de Marília Arraes em 2022. Ele entendia que Marília era o melhor projeto para Pernambuco. Estivemos com João até fevereiro do ano passado, quando a governadora e seus assessores começaram a discutir política conosco. E a gente entendeu que ela realmente estava querendo virar a roda ali da administração. Também andávamos muito insatisfeitos com a atenção de João ao Avante, então depois de 60 dias de tratativas, com a gente já afastado do governo de João, dele mesmo e do PSB, optamos por apoiar a governadora. É natural dentro da política ter esses movimentos”, explicou.
“Depois disso, a gente indicou o administrador de Fernando Noronha, que inclusive é meu filho (Virgílio Oliveira), e foi sabatinado pela Assembleia Legislativa e aprovado por unanimidade. Apesar do nosso querido presidente da CCJ, Feitosa, e do nosso querido presidente da Assembleia, Álvaro, terem segurado por mais de 60 dias essa sabatina, quando o Regimento diz que tem que ser na primeira sessão depois da indicação. Mas tudo bem, deixa para lá, são águas passadas. Gosto dos dois, não ficou mágoa, só acho que foi desnecessário, como está sendo agora essa questão de segurar indevidamente o Orçamento do Estado. Era para ter sido aprovado em dezembro, e a gente já vai em abril”, disparou.
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