O deputado federal eleito Gilson Machado Neto (Podemos) avalia que a próxima legislatura no Congresso Nacional será de muitas reformas, inclusive na Constituição Federal. Homologada em 1988, a Carta Magna completará 40 anos no meio do próximo mandato e deverá receber diversas alterações, segundo o futuro parlamentar.
“Participei da Constituinte de 1988, eu era assessor de meu tio, o ex-deputado constituinte Gilson Machado. Acho que a nossa Constituição já passou do prazo de validade. Ela foi feita na época do sistema analógico, na época era jornal. Hoje tem as redes sociais, tem muita coisa para ser ajustada, não apenas na parte de tecnologias, de licenciamento ambiental superando o interesse social. Tem várias coisas que precisamos peitar, como também modernizar no Brasil, como as relações de trabalho, como é no mundo todo. O brasileiro hoje quer trabalhar nos Estados Unidos, mas vê se tem americano querendo ser CLT? Acho que uma nova Constituição seria muito salutar nessa época agora”, disse Gilson, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
As mudanças já devem começar no próprio comando das Casas Legislativas, hoje a cargo do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB). “A gente tem que conversar. O Congresso hoje tem 283 cadeiras de direita, ou seja, mais de 55%, outras 123 cadeiras de centro e apenas 107 de esquerda. Das 513, a grande maioria é de pessoas comprometidas com a livre iniciativa. Temos que sentar. Flávio Bolsonaro (PL) tem condições de articular com toda a equipe uma conversa para que tenhamos um presidente da Câmara que bote a toque de caixa o que tem que ser feito”, completou.

















