O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, hoje, o fim da escala de trabalho 6×1, ideia encampada pelo governo que está em análise no Congresso Nacional. Durante discurso em Manaus (AM) – onde entregou 576 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida – o petista, ao falar sobre a 6×1, disse que a vida da mulher é “mais grave” porque, além do emprego, tem dupla jornada com os afazeres de casa.
“Nós vamos acabar com a escala 6×1 e vamos botar a escala 5×2, o povo vai trabalhar cinco dias e vai poder descansar dois porque a vida da mulher é mais grave ainda, a mulher trabalha e, quando chega em casa, ela tem que lavar a louça, tem que lavar o banheiro, tem que lavar roupa, tem que cuidar das coisas, a mulher tem dupla jornada”, afirmou o petista.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, as mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas. Essa desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas.
Ainda sobre a redução de jornada, Lula disse que o governo fez um acordo com o Congresso para o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1. Ontem, o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou relatório na comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho.
O relatório de Prates prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto ainda será votado pela comissão especial, onde deve ser aprovado, e a expectativa é de que a análise da PEC no plenário principal da Câmara ocorra na quinta-feira (28).
Em meio a uma intensa agenda de compromissos políticos por Pernambuco, a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), subiu o tom nas redes sociais e em seus discursos para defender os programas de transferência de renda e alertar a população sobre os riscos de perda de direitos fundamentais devido à burocracia e à desinformação. O posicionamento da liderança surge como uma resposta direta a polêmicas recentes e fake news propagadas na internet que tentam criminalizar ou desestimular o Bolsa Família sob o falso argumento de que o benefício desincentiva o mercado de trabalho.
Em vídeo publicado nas redes sociais e com dados nacionais e locais em mãos, Marília desmistificou uma série de falsas informações sobre o tema e reafirmou seu compromisso com as políticas do presidente Lula de combate às desigualdades. “Ninguém escolhe viver na pobreza por um valor médio de R$ 678. Dizer que o Bolsa Família desestimula o emprego é preconceito de classe e desconhecimento da realidade. Esse programa é o chão que garante a dignidade e a sobrevivência de mais de 1,41 milhão de famílias pernambucanas, colocando comida na mesa e fazendo a economia de todos os nossos 185 municípios girar”, destacou a pré-candidata.
A defesa de Marília apoia-se no impacto macroeconômico do programa federal: cada R$ 1,00 investido no Bolsa Família retorna cerca de R$ 1,78 para o PIB do país. No cenário local, o investimento do Governo Federal injeta mais de R$ 1 bilhão mensalmente no comércio e no setor de serviços de Pernambuco. O programa foi também o principal motor para a segunda saída histórica do Brasil do Mapa da Fome, confirmada recentemente por relatórios da FAO, retirando 26,5 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave no biênio recente.
O alerta da tarifa social e o resgate do legado de Arraes – Além de combater as narrativas falsas sobre a transferência de renda, as intervenções de Marília trouxeram um alerta de utilidade pública urgente sobre a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Diante das novas regras federais de cruzamento rígido de dados, cerca de 755 mil famílias no estado (quase 20% do público elegível) correm o risco de perder ou ter o desconto na conta de luz bloqueado por falta de atualização cadastral ou por divergências na titularidade da fatura. O cancelamento do benefício pode gerar um custo adicional imediato de R$ 73 a R$ 91 mensais no orçamento dessas pessoas.
A pauta conecta-se profundamente com a trajetória política de Marília. O direito à energia barata e acessível foi uma das grandes marcas de seu avô, o ex-governador Miguel Arraes, pioneiro na eletrificação rural nas décadas de 1960 e 1990 — um modelo que, posteriormente, serviu de inspiração direta para o programa nacional Luz para Todos no primeiro governo Lula.
“Meu avô Miguel Arraes revolucionou o interior ao levar os postes e os fios para tirar o povo do candeeiro, porque sabia que a energia era o motor da dignidade e da produção. Hoje, no século XXI, a universalização física foi feita, mas o desafio passou a ser a exclusão econômica. De nada adianta o fio passar na porta se a conta de luz compete com o dinheiro do arroz e do feijão. Continuar o legado de Arraes hoje significa assegurar que a energia seja financeiramente acessível”, defendeu Marília.
Para sanar o gargalo que ameaça as famílias de baixa renda, Marília Arraes defende que o poder público municipal e a distribuidora Neoenergia Pernambuco promovam mutirões de busca ativa intersetoriais, desburocratizem o atendimento nos CRAS e realizem campanhas descentralizadas de comunicação.
Enquanto avança em suas agendas e dialoga com as bases, a pré-candidata reforçou que sua caminhada ao Senado será pautada pela vigilância constante contra as mentiras digitais que afetam os mais vulneráveis e pelo fortalecimento das políticas públicas construídas em parceria com o Governo Federal. “A justiça social se faz com verdade, informação e garantia de direitos. O Bolsa Família e a Tarifa Social andam juntos e são patrimônios do povo que nós vamos continuar defendendo em cada canto de Pernambuco”, concluiu.
A redução de leitos hospitalares e a retirada de aproximadamente R$ 1,5 bilhão dos aportes destinados à saúde pública estadual são apontadas por deputados estaduais como as principais causas do agravamento da crise enfrentada pelos hospitais de Pernambuco. O tema ganhou força após uma série de blitze realizadas por parlamentares em algumas das maiores emergências da rede estadual, onde foram constatados cenários de superlotação, precarização estrutural e sobrecarga extrema nos atendimentos.
As fiscalizações ocorreram no Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, após denúncias recorrentes feitas por pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e entidades sindicais. Durante as visitas, os deputados encontraram corredores lotados, pacientes acomodados em macas improvisadas, demora no atendimento, estruturas deterioradas, infiltrações, problemas de manutenção e equipes trabalhando sob forte pressão.
De forma proporcional ao orçamento do estado, os investimentos em saúde são os menores dos últimos seis anos. Os aportes desabaram de 18,8% da receita corrente líquida do estado, em 2022, para 15,7% e 15,8%, nos anos seguintes, o que representa R$ 1,5 bilhão a menos para essa área. Outro ponto crítico é a redução do número de leitos. No Governo Eduardo Campos, 879 foram adicionados à rede, e no Governo Paulo Câmara, outros 594. Já o saldo dos três primeiros anos do Governo Raquel Lyra é de 440 leitos a menos.
“A crise atual não pode ser tratada como consequência apenas do aumento da demanda hospitalar. Esse colapso é resultado direto da redução da capacidade de atendimento da rede pública estadual, provocada pelo fechamento de leitos e pela diminuição dos investimentos na saúde ao longo dos últimos anos”, avalia o líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Sileno Guedes (PSB).
Os deputados também criticam a redução de 17% nos investimentos destinados às principais unidades hospitalares da rede estadual, apontando que o corte agravou ainda mais um sistema já pressionado pela falta de estrutura e pela alta demanda reprimida. Entre 2023 e maio de 2026, por exemplo, R$ 913,9 milhões foram gastos pelo governo com ações como construção, ampliação, reforma e equipagem de unidades. Em paralelo, R$ 1,067 bilhão foram aportados em comunicação e marketing e na realização de festividades.
“Essa combinação entre menos recursos e menor capacidade hospitalar vem produzindo um ambiente de colapso progressivo nas maiores emergências públicas do estado. O Governo Raquel Lyra tem demonstrado quais são suas prioridades, e elas não são, definitivamente, a saúde”, declara o vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB).
Um dos episódios mais emblemáticos desse cenário ocorreu no Hospital da Restauração. Pouco tempo depois de o Governo do Estado divulgar ações de revitalização da fachada da unidade como peça de comunicação institucional, parte do teto do hospital desabou, expondo a fragilidade estrutural da maior emergência pública do Norte e Nordeste. Para os parlamentares, o episódio simboliza a distância entre a propaganda oficial e a realidade enfrentada diariamente por pacientes e profissionais dentro das unidades.
A mesma crítica foi direcionada ao Hospital Agamenon Magalhães. O governo lançou uma licitação de R$ 15 milhões voltada à recuperação da fachada da unidade em meio ao aumento das denúncias sobre dificuldades operacionais, pressão assistencial e superlotação. “Estivemos nesses hospitais e encontramos problemas que vêm sendo maquiados pelo atual governo. A propaganda diz que está tudo bem, mas, por dentro, os problemas estruturais seguem sem uma solução efetiva”, diz o deputado Diogo Moraes (PSB).
Os parlamentares também dispõem de documentos técnicos produzidos pelo próprio Governo de Pernambuco para reforçar as críticas. Relatórios estaduais reconhecem que hospitais regionais operam com limitações de alta complexidade, ampliando a transferência de pacientes para Recife e Caruaru e aumentando a sobrecarga sobre os grandes hospitais estaduais. A situação se agrava porque, desde 2023, dois hospitais já foram fechados pelo Governo Raquel Lyra – o de Retaguarda em Neurologia, no Recife, e o Jesus Nazareno, em Caruaru – e três UTIs pediátricas foram desativadas – a do Barão de Lucena e a do Correia Picanço, no Recife, e a do Hospital José Fernandes Salsa, em Limoeiro.
“Essas fiscalizações vão continuar nas próximas semanas e novos relatórios serão encaminhados aos órgãos de controle e fiscalização. O que temos de concreto, e o povo pernambucano precisa saber, é que houve redução de investimentos, de leitos e de espaços de atendimento. Vamos cobrar medidas emergenciais para a reestruturação da rede estadual de saúde”, avisa o deputado Eriberto Filho (PSB).
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelos PSB, João Campos, esteve, hoje, nas dependências da Folha de Pernambuco para uma visita institucional. Na ocasião, ele comentou sobre vários assuntos e criticou o Governo do Estado no âmbito da segurança pública. Ele afirmou que, caso eleito, não tomará qualquer decisão na área da segurança pública com viés ideológico.
Segundo o socialista, as convicções políticas não podem estar acima das capacidades técnicas. “Não usarei a cartilha ideológica para a segurança e nem para questões técnicas de qualquer natureza. Você pode ter as suas crenças, mas tem que ser técnico e precisa ter a noção de que vai desagradar diferentes aspectos políticos, desde que faça o que tende a ser o certo”, disse.
Relação com Flávio Bolsonaro, caso ele seja eleito à Presidência
Questionado sobre como seria sua relação, caso eleito, com o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), João Campos lembrou que seu mandato enquanto prefeito do Recife aconteceu durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que não influenciou o seu trabalho à frente da capital pernambucana.
“Teria uma relação institucional com Flávio. Eu fui prefeito quando Bolsonaro foi presidente e, mesmo sem nunca ter sido recebido por ele, soube fazer o dever de casa. Independentemente de quem está governando o País, devemos tratar as pessoas com respeito. Acredito que o pior é quando não temos uma posição e as pessoas valorizam isso”, afirmou.
Comparação com o governo Raquel Lyra
Em seguida, o pré-candidato falou ainda que se considera preparado para discutir sobre qualquer tipo de comparação entre o seu governo à frente da Prefeitura do Recife com o de Raquel Lyra. “Estamos prontos para comparar o que foi realizado enquanto prefeito do Recife e o que ela fez como governadora ou até mesmo como prefeita, se for o caso”, frisou. Ele destacou ainda que não quer falar só sobre o legado dos mandatos.
“Estou principalmente pronto para falar sobre o futuro. Não falarei apenas daquilo que foi feito, embora a comparação seja muito ruim para o atual governo”, destacou.
Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) mantinha um “vínculo pessoal estreito” e um “alinhamento político” com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo o relatório da PF, essa proximidade foi fundamental para viabilizar aportes bilionários do RioPrevidência, o fundo de previdência dos servidores estaduais, no Master. As informações são do blog da Camila Bomfim.
Os detalhes constam de uma representação policial enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com base nesta investigação, o ministro André Mendonça autorizou nesta terça-feira (26) a 8ª fase da Operação Compliance Zero.
Cláudio Castro foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Até o momento, a defesa de Castro não se manifestou sobre a operação, afirmando apenas que Castro acompanhou as ações dos policiais com “serenidade”.
A equipe da PF ficou cerca de 3 horas na residência do ex-governador e deixou o edifício, na Barra da Tijuca, com 2 celulares apreendidos. A investigação cita conversas encontradas no celular de Vorcaro que indicam que a liberação de determinados investimentos do fundo previdenciário dependia diretamente desse alinhamento com Castro.
A Polícia Federal identificou um “sincronismo” entre os encontros mantidos entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro e os repasses financeiros que aconteciam logo em seguida.
De acordo com a PF, a relação ia além dos contatos institucionais:
viagens e eventos: o banqueiro teria custeado e organizado eventos e encontros com Castro, inclusive em ambientes privados e no exterior.
‘coincidência temporal’: esses encontros privados coincidiam com as datas dos aportes bilionários realizados pelo RioPrevidência no Banco Master.
Para os investigadores, o conjunto de provas afasta a hipótese de mera coincidência e reforça a “plausibilidade concreta de interferência política indevida”.
“A relação de Daniel Vorcaro e Cláudio Castro trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”, destaca Mendonça na decisão.
Ao anunciar rompimento com a governadora Celina Leão (PP), o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), a quem ela sucedeu, na verdade, ao final, lhe fez um favor. Tanto que, logo depois, Ibaneis se deu conta do erro e acabou tentando voltar atrás. Profundamente chamuscado pelo caso Master/BRB, hoje é mais Ibaneis quem depende de Celina.
E Celina, por outro lado, quanto mais distância conseguir ter de Ibaneis, dentro do discurso de que nada tinha a ver com a crise, melhor para ela. Assim, ao romper com Celina, Ibaneis lhe fez um favor. A poupou de ter que fazer mais adiante esse movimento de rompimento. O problema de Celina, porém, é que a essa altura ela já não consegue medir o quanto a crise a afeta também.
Na quarta-feira (20), Ibaneis Rocha gravou um vídeo, ao lado de lideranças do MDB, anunciando que rompia com Celina Leão. Dizia-se insatisfeito com os rumos de seu governo. “Nós apostamos na governadora Celina como um governo de continuidade daquilo que nós plantamos”, disse Ibaneis. “Infelizmente, ao longo dos últimos dias, temos tido muitas decepções”, completou. Na ocasião, lançou a hipótese de o MDB ter um candidato próprio.
Na ocasião, lançou a hipótese de o MDB ter um candidato próprio, um nome que vem sendo ventilado há algum tempo, o deputado federal Rafael Prudente. No domingo (24), porém, Ibaneis recuou. Ao participar de celebrações da Festa do Divino, em Planaltina, ele mencionou Celina, e disse que ela será “nossa candidata, reeleita”. O problema de Ibaneis é que, em princípio, ele não tem espaço na chapa de Celina. A não ser que, ao final, o PL não siga com ela. Caso siga, as candidatas ao Senado serão Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis.
Pesquisas internas encomendadas por Celina apontam, porém, que ela também sente os efeitos da crise Master/BRB. Sua liderança já não seria tão confortável. O alento agora é que, segundo apurou o Correio Político, sua queda não estaria necessariamente se revertendo para outros nomes. O número de eleitores indecisos aumentou nesse levantamento interno.
Uma situação que faz o PL manter um plano B: o senador Izalci Lucas (PL). Foi o PL quem encomendou a última pesquisa feita pelo Instituto Veritá. Ela mostrou uma situação embolada entre Celina, o ex-governador do DF José Roberto Arruda, o candidato do PT, Leandro Grass, e Izalci Lucas.
Houve quem estranhasse a presença de Izalci Lucas entre os candidatos na lista estimulada, uma vez que, em princípio, o PL apoia a reeleição de Celina Leão. Para muitos, ficou claro que o PL quis testar as chances de Izalci para ter uma alternativa eleitoral caso Celina desabe a partir da crise BRB/Master.
A chance de uma recomposição que garantisse a Ibaneis a vaga na chapa de Celina como candidato a senador, viria dessa possibilidade de o PL acabar partindo para esse plano B. Aí, ele conseguiria retomar o seu plano original, que era eleger Celina como sua sucessora e obter uma vaga no Senado.
Na sexta-feira (22), porém, Celina deu mais um passo na direção contrária à aproximação ao exonerar a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Couto Canhedo. Jackeline tinha sido indicada por Ibaneis. Mais do que isso, a secretaria era um terreno da esposa do ex-governador, Mayara Noronha Rocha, que chegou a exercer a secretaria.
O anúncio inicial de rompimento feito por Ibaneis ajudou Celina a pavimentar o caminho do afastamento. Permitiu a ela argumentar que a iniciativa foi dele. E que ela, por seu lado, teria sido sempre legal a ele. Ou seja, ele é que sinalizou o afastamento. Que vai exatamente na direção que ela deseja.
Nesse sentido, no entanto, Celina considera que tem um trunfo. Quando Ibaneis foi afastado do governo do DF por 90 dias após os episódios do 8 de janeiro de 2023, Celina poderia ter aproveitado a situação e agido para que ele não mais voltasse. Ela comportou-se na ocasião como mera interina.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu pesquisa do Instituto Veritá, divulgada na semana passada, que apontava uma suposta liderança da governadora Raquel Lyra (PSD) em intenções de votos nas eleições deste ano. A Justiça entendeu que uma série de irregularidades comprometeram a credibilidade do levantamento da empresa, que já havia sido punida com outra suspensão, em abril, por conta de falhas metodológicas que poderiam interferir nas impressões do eleitorado pernambucano sobre a corrida ao Governo do Estado.
O pedido de suspensão partiu do MDB, partido que faz parte do arco de alianças da Frente Popular de Pernambuco. A legenda apontou a existência de vícios metodológicos estruturais e cumulativos, como a impossibilidade material de execução do método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT) declarado, já que nenhuma das 26 questões da pesquisa do Veritá coletou informações sobre bairros. Apesar disso, o relatório da sondagem garantiu ter ouvido eleitores em todos os bairros das cidades pesquisadas. O TRE entendeu que a falta de registro do número de eleitores sondados em cada setor censitário compromete o próprio registro da pesquisa.
“Os itens acima identificados, considerados isoladamente ou em seu conjunto, evidenciam, em juízo preliminar e não exauriente, o descumprimento dos requisitos formais e materiais do art. 2º da Resolução TSE nº 23.600/2019, c/c o art. 33 da Lei nº 9.504/1997”, decidiu o desembargador Marcelo Labanca Corrêa de Araújo, determinando a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, e a retirada de postagens sobre os números de redes sociais ligadas à Meta.
Do segundo caso depende o envio novamente ao Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E depende também a estratégia em relação ao Senado até o final do ano.
Os casos estão entrelaçados porque Alcolumbre e Pacheco formam uma forte aliança no Senado. Após presidir a Casa entre 2019 e 2021, Davi Alcolumbre fez campanha e elegeu Pacheco seu sucessor. Este, por sua vez, ao deixar o posto em 2025, trabalhou para ser substituído por Alcolumbre, que voltou a presidir o Senado.
Nesse período de franca parceria e trocas de posições com Pacheco, Davi Alcolumbre se tornou o mais poderoso parlamentar do país.
Além de dividir com Hugo Motta (Republicanos-PB) e o antecessor deste, Arthur Liara (PP-AL), o controle das emendas parlamentares – especialmente aquelas que substituíram as emendas secretas, agora chamadas de emendas de comissão –, ele supera os presidentes da Câmara em termos de controle sobre sua Casa.
Alcolumbre deu recentemente uma tremenda demonstração de poder ao derrotar com ampla maioria a indicação do governo para Jorge Messias assumir no STF.
O presidente do Senado tem enviado sinais confusos de que estaria disposto a continuar esticando a corda contra o governo. Por exemplo, quando ameaça também melar a montagem da chapa, com Pacheco na cabeça, que Lula vinha arquitetando para apoiá-lo em Minas Gerais.
Alcolumbre resolveu fazer campanha para Pacheco ser eleito pelos senadores como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga pertence ao Senado e a vitória seria líquida e certa. Por causa desse lançamento, o senador deu um passo atrás na candidatura a governador de Minas.
O presidente da República gostaria de indicar novamente Messias para o Supremo, apesar da derrota anterior. Quer fazer isso como demonstração de poder e de que não abre mão de suas prerrogativas como presidente da República. Mas, na verdade, não está seguro quanto a Alcolumbre. Não sabe exatamente como ele se comportará.
Daí porque Lula pretende se reunir nesta semana com Pacheco: para tomar pé da situação. Se tiver sinais positivos, pode até encontrar-se com Alcolumbre, caso sinta com Pacheco que há espaço para isso. Se der certo, ele mata dois coelhos com uma cajadada só.
Mas é um movimento de alto risco. Lula sabe disso e está preparado para uma situação de hostilidade. Nesta hipótese, vai ter que decidir se repete ou não a indicação de Messias e aposta nas eleições de outubro, caso vença. Aí sim, partirá para a guerra contra Alcolumbre.
A governadora Raquel Lyra (PSD) nomeou, por meio do Diário Oficial do Estado de hoje, Clodoaldo Battista de Sousa Teixeira como novo defensor público-geral da Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para o biênio 2026-2028. O defensor público foi escolhido a partir da lista tríplice divulgada pela Defensoria no dia 20 de maio.
Teixeira concorria ao cargo com Joaquim Fernandes Pereira da Silva e Gabriel Gonçalves Leite, sendo o mais votado da tríplice, com 254 votos, cerca de 84% dos votos válidos da lista. Após isso, Clodoaldo foi selecionado pela governadora para assumir o cargo.
Clodoaldo Battista de Sousa Teixeira é formado em Direito pela Universidade Federal da Paraíba e mestre em Direito Público. O novo defensor público-geral tem 20 anos de trabalho na Defensoria Pública do Estado e exerceu o cargo de presidente da Associação de Defensores Públicos do Estado de Pernambuco (Adepepe). Ele também já lecionou disciplinas de Direito em universidades e faculdades de Pernambuco, Bahia e Ceará.
Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, hoje. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Segundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Uma comitiva formada por prefeitos, empresários e lideranças políticas do Agreste se reuniu, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, para debater ações urgentes de fortalecimento do Polo de Confecções. O encontro, que contou com protagonismo do prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), e do pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP), teve como pauta central o combate aos impactos da Medida Provisória 1357 e a garantia de investimentos estruturais para o setor têxtil do estado.
Durante a reunião, o prefeito Sérgio Colin fez uma defesa contundente das costureiras e do comércio local, criticando duramente a concorrência desleal promovida por incentivos fiscais externos. “Não sei o que seria do Agreste se não tivesse a senhora governando para o nosso povo. Precisamos focar na emenda do senador Fernando Dueire contra essa MP 1357, que eu nem chamo de ‘taxa das blusinhas’, e sim de ‘benefício chinês’. Isso prejudica nossas costureiras que celebram o seu dia hoje, baixa a produção nas feiras e gera desemprego em uma região que vive em pleno emprego e representa o país da melhor maneira possível”, discursou Colin.
A governadora garantiu que o Estado está empenhado em proteger os pequenos e grandes produtores do Agreste, anunciando um volume de investimentos históricos em infraestrutura viária, inovação e incentivos fiscais. “O nosso Polo de Confecções não é só um dos motores da economia pernambucana; ele representa o suor, a coragem e o trabalho de milhares de famílias. Estamos trazendo investimentos que o setor nunca viu e nem recebeu em qualificação e inovação para garantir condições mais justas para que o empreendedor continue competitivo. Defendendo o Polo, defendemos milhares de empregos”, afirmou a governadora.
O pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares, apontado como uma das principais vozes na articulação econômica da região, reforçou que a união política é o caminho para blindar o setor têxtil contra crises nacionais. “Essa grande mobilização que trouxemos ao Palácio mostra que o Agreste não vai assistir passivamente a nenhuma ameaça ao seu desenvolvimento. O que construímos aqui hoje, ao lado da governadora e de Sérgio Colin, é um pacto de sobrevivência e expansão da nossa economia, garantindo que as estradas continuem avançando para escoar nossa produção e que o mercado nacional continue valorizando o que é fabricado dentro de Pernambuco”, concluiu Edilson.
As festividades alusivas aos 20 anos de fundação deste blog continuam. Após o sucesso do jantar de adesão realizado no Recife, com mais de 500 convidados, a próxima etapa está prevista para o próximo dia 13: o 1º Forró do Magno, em Arcoverde, a partir de meio-dia, com a Super Oara, Maciel Melo, Paulinho Leite e Assum Preto, ex-vocalista do grupo Brasas do Forró, que segue agora em carreira solo. Será no salão de eventos Persone, com capacidade para 600 pessoas.
Haverá outras surpresas musicais a serem confirmadas nos próximos dias. Diferente do Recife, o evento em Arcoverde é dançante, para entrar no clima e ritmo junino. Como está marcado para o dia da estreia do Brasil na Copa, haverá um telão no palco para acompanhar o jogo, previsto para as 19 horas.
A Orquestra Super Oara é uma das atrações do 1º Forró do Magno
Trata-se do primeiro evento festivo do blog no interior do Estado, um gesto de minha parte em reconhecimento ao grande universo do público-leitor das diversas regiões do Estado. Arcoverde foi escolhida pela sua localização geográfica: está a apenas 250 km do Recife, próxima de mais 40 municípios do Sertão e Agreste e parada obrigatória a caminho de outras regiões, como os sertões Central, do Araripe, Itaparica e São Francisco.
Há um detalhe também muito especial: Arcoverde é a terra adotiva e de coração da minha Nayla, onde temos uma choupana e escolhemos o dia 13 em comemoração ao primeiro aniversário do nosso casamento.
O ingresso de acesso custa R$ 250, com direito a almoço. Há 75 mesas disponíveis com espaço para oito pessoas, no valor de R$ 2 mil, saindo ao mesmo preço unitário de R$ 250 para o grupo que deseje dividir o espaço. O mote da festa é animação, alto astral e relax.
O terceiro e último evento festivo está marcado para 11 de agosto em Brasília: um jantar de adesão com a colônia pernambucana no DF, arrastando também deputados, senadores, ministros e outras autoridades, sob a coordenação do embaixador da colônia de PE na capital federal, Aristeu Plácido Júnior.
Após entregar 106 escrituras da 2ª etapa da Regularização Fundiária Urbana (REURB) do Núcleo Habitacional Deputado José Antônio Liberato, ontem, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, acompanhou, ao lado da governadora Raquel Lyra, o anúncio de um pacote de investimentos do Governo de Pernambuco voltado à ampliação da infraestrutura urbana, do saneamento básico e da mobilidade da Capital do Agreste.
O pacote reúne obras de pavimentação, recapeamento asfáltico, sinalização e elaboração de novos projetos estruturadores para 126 ruas da cidade, além de investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário. As ações contemplam intervenções em corredores de mobilidade urbana, ampliação da rede de saneamento e melhorias na Estação de Tratamento de Água do Salgado. Ainda, ao longo da solenidade, famílias de núcleos habitacionais no bairro Rendeiras também foram beneficiadas com a entrega de 534 títulos de regularização fundiária, garantindo mais segurança jurídica para os moradores. A agenda contou também com a inauguração do 17º Centro de Referência da Mulher do Estado, entregue na atual gestão.
Rodrigo Pinheiro destacou a parceria entre a Prefeitura de Caruaru e o Governo do Estado para garantir avanços estruturais no município. “Caruaru vive um momento importante de desenvolvimento e isso acontece graças às parcerias e ao olhar diferenciado da governadora Raquel Lyra para nossa cidade. São investimentos que chegam para melhorar a vida das pessoas, levando infraestrutura, dignidade e mais qualidade de vida para os bairros e para a zona rural”, afirmou o prefeito.
A poucas semanas do início do São João de Arcoverde 2026, o município já registra movimentação relacionada aos preparativos de um dos maiores e mais tradicionais festejos juninos do Nordeste. Ontem, moradores já puderam perceber a intensa movimentação no Pátio de Eventos, com a estrutura começando a ganhar forma e equipes trabalhando em ritmo acelerado para preparar os espaços que irão receber milhares de pessoas durante os 16 dias de programação.
Com o tema “Causos e Contos”, a edição deste ano reforça a valorização da cultura popular e das tradições nordestinas que transformaram o São João de Arcoverde em referência cultural em Pernambuco. A expectativa cresce não apenas em torno do palco principal, mas também dos polos culturais espalhados pela cidade, responsáveis por manter vivas as manifestações culturais do município.
Além disso, a Prefeitura divulgou a primeira programação oficial de um dos polos culturais do São João 2026. O tradicional Polo Raízes do Coco – Lula Calixto integrará a programação cultural do evento, reunindo artistas locais, nomes da música nordestina e grupos tradicionais de samba de coco entre os dias 19 e 24 de junho.
A expectativa é que, nos próximos dias, novas grades dos demais polos também sejam divulgadas, aumentando ainda mais a expectativa da população e dos turistas para o início da festa.
Outra novidade que movimentou as redes sociais foi a abertura do credenciamento de imprensa para os veículos de comunicação interessados em realizar a cobertura do evento. O cadastro já pode ser feito por meio do formulário oficial disponibilizado pela Prefeitura até o dia 31 de maio de 2026.
A cidade de Arcoverde se prepara para mais uma edição que deve gerar impacto nos setores de cultura, turismo e economia, reafirmando o município como um dos destinos juninos mais procurados de Pernambuco.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo de nova operação da Polícia Federal (PF) sobre aportes bilionários do RioPrevidência no Banco Master. Nesta terça-feira (26/5), policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no Rio e no Distrito Federal em operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF apura aplicações de cerca de R$ 970 milhões feitas pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que posteriormente entrou em colapso e foi liquidada pelo Banco Central. As informações são do portal Metrópoles.
Os investigadores querem esclarecer quem autorizou os investimentos, quais critérios técnicos foram usados e se recursos ligados a aposentadorias e pensões de servidores foram expostos a operações consideradas de alto risco.
O presidente Lula (PT) começou o seu dia, ontem, tratando da redução da jornada de trabalho 6×1 num encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O Governo tem pressa em aprovar a matéria por se tratar de mais um aceno ao trabalhador em ano eleitoral.
O impasse está na regulamentação do projeto e no ano da sua entrada em vigor. O Governo quer pra já, mas o empresariado exige um período para adaptação e nada de imediato, porque a medida onera as empresas e não há contrapartida do Governo para aliviar o impacto no caixa das empresas.
Segundo o presidente da Câmara, a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala 6×1 será aplicada em até um ano. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação.
Na prática, em 60 dias após a promulgação do texto, na Câmara e no Senado, haverá uma redução imediata de duas horas e, em até 12 meses, mais duas horas serão reduzidas da jornada. A PEC estabelece o fim da escala 6×1 e garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores mediante redução da jornada máxima de 44 para 40 horas, com manutenção do salário atual.
As duas folgas semanais, que não precisarão ser consecutivas, serão aplicadas já este ano. A PEC será votada ainda nesta semana na comissão especial e, na sequência, seguirá para análise do plenário da Câmara, também com previsão de votação nesta semana.
SENADO SEM PREVISÃO – No Senado, ainda não há definição sobre o calendário de tramitação. Mas o governo tenta votar a proposta antes das eleições. Se os senadores mudarem o texto, a proposta volta para a Câmara. Motta tratou com Lula de medidas para mitigar impactos da mudança sobre o mercado de trabalho. Segundo ele, a ideia é facilitar contratações por microempreendedores individuais.
Boulos só atrapalha – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se queixou a integrantes do Palácio do Planalto e ao próprio presidente Lula da postura do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. A avaliação, compartilhada também por um grupo de líderes da Câmara, é que o ministro tensiona o debate e busca desgastar politicamente os parlamentares diante da opinião pública. Motta também se queixou de Boulos a integrantes do governo que acompanham as negociações em torno do fim da 6×1. Segundo relatos, ele reforçou essas críticas aos ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho), além de parlamentares do PT.
Os deputados pernambucanos do contra – Cinco deputados da bancada pernambucana no Congresso assinaram a emenda do deputado Sérgio Turra (PP-RS), que prevê a possibilidade de trabalhadores brasileiros cumprirem até 52 horas semanais: Pastor Eurico (PSDB), Clarissa Tércio (PP), Coronel Meira (PL), Fernando Coelho Filho (União Brasil) e Augusto Coutinho (Republicanos). O texto também adia para 2036 o início das mudanças na carga horária e vem enfrentando pressão popular e retirada de apoios em outros estados.
Lula na radioterapia – O presidente Lula iniciou, ontem, um tratamento de radioterapia por causa de um câncer no couro cabeludo retirado há cerca de um mês. O tratamento não foi informado inicialmente pelo Palácio do Planalto e só foi divulgado após a primeira sessão do presidente no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Em nota, o hospital afirmou que “após a retirada de lesão basocelular em 24/04/26, optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, que teve início nesta segunda-feira”.
Nova desembargadora – O Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco elegeu, ontem, por aclamação, a juíza Virgínia Gondim Dantas como nova desembargadora da Corte. Titular da 34ª Vara Cível da Capital, a magistrada ocupará a vaga deixada pelo desembargador Antenor Cardoso Soares Júnior, aposentado recentemente. A posse está marcada para hoje, às 11h, no Salão Nobre do Palácio da Justiça. A escolha ocorreu por meio do edital de promoção ao cargo de desembargadora pelo critério de merecimento feminino.
CURTAS
CENTRO – Do deputado Antônio Moraes (PP), em entrevista ontem na Rádio Folha: “A força de Lula no interior de Pernambuco é uma coisa impressionante. E o que João tentou fazer nesse mapa político foi jogar Raquel como uma candidata da direita radical. Então, o papel de Túlio (na chapa) é mostrar que ela é uma pessoa de centro, não é de esquerda, mas quer governar, e não quer fazer política por política”.
CASEIRA – Alexandre Oltramari, apresentado ontem como o novo marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Planalto, foi uma solução caseira para resolver o problema da saída de Marcello Lopes, o Marcellão, na semana passada. Ele já estava na equipe da pré-campanha.
+Dois novos quadros de jornalistas reforçam hoje com perguntas ao pré-candidato do PSD ao Planalto, Ronaldo Caiado, o meu podcast Direto de Brasília em parceria com a Folha de Pernambuco: Eliane Cantanhede, ex-GloboNews Brasília, e Fernando Rêgo Barros, diretor de jornalismo da TV Tribuna.
Perguntar não ofende: Por que nem Túlio Gadelha a governadora confirma como candidato ao Senado na sua chapa?
A decisão de Anderson Ferreira (PL) de sair da disputa pelo Senado e caminhar para uma candidatura à Câmara Federal, revelada pela jornalista Terezinha Nunes, do Blog Dellas, no JC, tem sentido claro de autopreservação política.
Anderson estava no jogo como o nome mais claramente identificado com o bolsonarismo na disputa majoritária em Pernambuco. Essa posição dava a ele uma marca eleitoral nítida, mas carregava um risco concreto em um estado de maioria lulista. O voto de direita bolsonarista e não bolsonarista alcança 30% em Pernambuco, mas os outros 70% se concentram na esquerda.
A depender do desenho da eleição, Anderson poderia receber uma votação expressiva, mobilizar o eleitorado de direita e, ainda assim, terminar fora das duas vagas ao Senado. Para um político que já está sem mandato desde 2022, esse tipo de derrota teria custo alto demais. Ficar sem mandato é caro para o capital político.
Anderson se desincompatibilizou em abril de 2022 da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes para disputar o Governo de Pernambuco. Deixou no cargo o vice e aliado Mano Medeiros. A política, porém, não preserva espaço vazio por gratidão. Com o tempo, Mano formou seu próprio grupo na cidade, disputou a reeleição, venceu e consolidou uma base própria em Jaboatão.
Anderson, derrotado na eleição estadual de 2022, ficou sem mandato e viu seu principal território político deixar de ser apenas extensão de sua liderança pessoal. Um político precisa ter onde colocar seu grupo para continuar trabalhando por seu nome. Mantê-los sem estrutura de um mandato vai ficando custoso e cada novo ciclo eleitoral passa a ser um fardo mais pesado.
Risco
Esse é o ponto central da decisão. Uma candidatura ao Senado poderia recolocar Anderson em evidência e ampliar sua fragilidade com uma derrota. Perder uma eleição proporcional é diferente de perder uma disputa majoritária depois de anos fora do poder. Na eleição para deputado federal, ele volta a disputar um mandato com base conhecida, marca partidária forte e estrutura familiar no PL.
Na eleição para o Senado, enfrentaria uma disputa mais larga, mais cara, mais plebiscitária e com menor margem para erro. Se perdesse, passaria mais quatro anos sem mandato. Para qualquer político profissional, esse é um horizonte perigoso. Para alguém que já perdeu espaço em sua principal base municipal, o perigo é ainda maior.
Direita
Anderson era visto como o candidato bolsonarista mais natural ao Senado em Pernambuco depois que Gilson Machado foi para o Podemos e anunciou candidatura à Câmara Federal.
O eleitorado de direita existe, é competitivo e pode ser decisivo em uma das vagas. Ainda assim, não tem maioria automática no estado. Anderson poderia concentrar o voto mais à direita e ficar preso a um teto eleitoral insuficiente para conquistar a vaga. A decisão de não enfrentar a disputa indica a percepção de que uma grande votação não necessariamente bastaria.
Raquel
As consequências mais relevantes da desistência aparecem no palanque de Raquel Lyra (PSD). Sem Anderson na disputa, o campo governista passa a ter espaço para organizar uma vaga mais competitiva ao Senado no centro ou na centro-direita. O tabuleiro geral começa a se desenhar com três nomes de perfil lulista ou próximos ao campo de Lula: Túlio Gadêlha (PSD), Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). A quarta posição de maior potencial fica aberta para um nome com capacidade de concentrar votos do eleitorado à direita ou distante do lulismo.
É nesse ponto que crescem as pressões entre Dudu da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União). Com Anderson fora da disputa, a votação conservadora, liberal ou simplesmente anti-lulista tende a procurar uma candidatura viável e encontrará o ocupante dessa vaga.
Dudu e Miguel passam a disputar um espaço mais valioso do que antes. O prêmio político aumentou.O custo da divisão também. Quanto mais os dois avançarem sobre o mesmo eleitorado, maior será a tensão dentro da própria base da governadora.
Avulso
Carlos Sant’Anna (Novo), com candidatura avulsa e sem vinculação oficial à chapa de um candidato ao governo, também passa a ter papel na reorganização desse voto. Ele pode captar parte do segundo voto de eleitores mais à direita que não se sintam representados integralmente pelos nomes acomodados nas chapas majoritárias. Uma candidatura fora do centro institucional da disputa também interfere no cálculo.
Cálculo
A saída de Anderson Ferreira, portanto, não esvazia a direita. Ela muda o endereço provável desse eleitorado. A decisão também mostra que, para ele, a volta à Câmara Federal oferece uma rota menos arriscada para recompor força política, recuperar mandato e reorganizar influência dentro do PL. O Senado oferecia uma vitrine maior e carregava o risco de produzir uma derrota mais danosa.
A Câmara entrega um caminho mais seguro para quem precisa voltar ao jogo antes de tentar voos mais altos.