Descontos em carros 0km são os maiores desde janeiro

O mercado brasileiro de carros novos apresentou, em agosto, uma média de 7,4% de descontos em vendas por unidade. De acordo com o PVZ – Estudo de Preços de Veículos Zero Km, feito pela MegaDealer com dados da plataforma Auto Avaliar, o preço de transação médio dos veículos ficou em R$ 157.720, enquanto os valores sugeridos pelas montadoras (MSRP) apresentaram uma média de R$ 170.366. O giro de estoque se manteve alto no período, mas com ligeira queda positiva, de 41 para 40 dias, em média, entre a data de compra e venda do carro usado.
“Observamos fortes movimentos em precificação de novos no mercado, em que dos onze segmentos analisados, sete deles tiveram queda no preço de transação, três praticamente estáveis e somente um teve aumento. E mais: 20 das 24 marcas analisadas tiveram aumento no desconto médio”, afirma Fábio Braga, Country Manager da Megadealer.
Segundo o estudo, as picapes compactas apresentaram, por segmento, os maiores descontos: 15,5% em média. Em seguida aparecem as picapes intermediárias (11,8%) e as picapes médias (10,2%). Na outra ponta, os SUV de porte médio tiveram os menores descontos (4,7%). Por região do Brasil, o Sudeste, representado por MG, RJ e ES, ficou na primeira posição, com alta de 8,1% do desconto médio por unidade. O Norte, com 8%, aparece na sequência, seguido por São Paulo que, analisado individualmente, apresentou um patamar de 7,8% de desconto. Nordeste (7%), Centro-Oeste (6,6%) e o Sul (6,6%) completam o ranking.
Leia maisO PVZ já reúne dados de mais de 772 mil operações de vendas de veículos Zero KM nos últimos 12 meses, gerando informações qualificadas sobre precificação e descontos praticados pelas concessionárias, nos vários segmentos, cores, modelos e, principalmente, os respectivos descontos sobre o preço sugerido pelo fabricante. Somente em agosto deste ano, o estudo pioneiro analisou indicadores-chave de performance coletados a partir de dados de 76.815 operações de vendas realizadas.

Crise? Cresce a procura por seminovos acima de R$ 500 mil – O mercado automotivo de alto padrão no Brasil está passando por uma transformação impulsionada por um novo perfil de consumidor. Em vez de focar exclusivamente nos veículos 0km, o público de alta renda têm voltado suas atenções para o segmento de seminovos premium. Dados recentes da Webmotors, por exemplo, apontam um crescimento de 17% nas buscas por carros acima de R$ 500 mil no país, um reflexo direto do aumento do patrimônio e de uma mudança no comportamento de compra. O cenário macroeconômico ajuda a explicar esse aquecimento.
Segundo o Global Wealth Report, publicado pelo UBS (maior gestora de patrimônio do mundo), o Brasil ganhou 9,2 mil novos milionários em dólar (aproximadamente R$ 5,2 milhões) em 2025. É um público que chega ao mercado buscando oportunidades de alto valor agregado e que se soma a uma base de clientes já consolidada e cada vez mais exigente. Na Via Soho Motors, loja automotiva premium sediada em Curitiba (PR) e com atuação nacional, esse movimento é medido na prática.
A empresa registra atualmente mais de 400 contatos mensais de clientes interessados em conhecer o showroom, realizar trocas ou encomendar modelos específicos — operações de “car hunter” que frequentemente envolvem bilhetes acima de R$500 mil. Para Felipe Janeiro, sócio-fundador da Via Soho, a alta procura tem uma razão. “A parte desse crescimento se explica pela conta que o cliente faz. Um carro que sai da concessionária tem um valor consideravelmente mais alto do que um seminovo capaz de entregar o mesmo pacote: mesma configuração, baixa quilometragem e, muitas vezes, ainda dentro do período de garantia. O valor agregado é o mesmo. O valor pago, não”, analisa.
Personal branding – Se a matemática atrai, é a exclusividade que fecha o negócio. A decisão de compra nesse estrato deixou de girar apenas em torno das especificações técnicas do carro e passou a focar na experiência. Janeiro observa que, para clientes que já possuem coleções de uma mesma marca na garagem, o diferencial está no atendimento ágil, na confiança e no que o veículo representa socialmente.
“O primeiro fator de compra hoje é o personal branding. A vida de cada pessoa passa a estar cada dia mais em evidência e a sua imagem traduz a sua marca. O carro que você dirige mostra quem você é”, destaca. Para atender a esse nível de exigência, a curadoria precisa ser implacável. Modelos raros no Brasil, como Ferrari Purosangue, Ferrari 488 Pista, Lamborghini Urus e configurações exclusivas da Porsche, são exemplos do nível de produto exigido. “A experiência começa na entrada do veículo no estoque, não na saída. Os carros precisam atingir um padrão altíssimo; nem todo carro entra no nosso showroom. Transparência e credibilidade valem mais do que qualquer argumento de venda”, reforça o executivo.
Futuro do segmento – Outro movimento captado pela Via Soho e que reflete a mudança de consumo nacional é a forte procura por veículos eletrificados. A busca por esportivos híbridos e elétricos tem crescido de forma consistente, assim como a demanda por picapes elétricas — um produto que atende diretamente ao agronegócio, setor que movimenta grande parte das riquezas do país. O futuro do mercado premium, segundo o sócio, já está acontecendo. A demanda por exclusividade, tecnologia e performance tem atraído os olhares do mundo para o Brasil, motivando o retorno ou a chegada de operações oficiais de marcas icônicas, como Lotus e Cadillac. “O aumento da concorrência descentraliza quem move o ponteiro, oferecendo mais opções e aquecendo ainda mais um segmento que não para de bater recordes”, conclui.

Diesel S-10 acumula alta de 15,1% em 12 meses – Não adiantaram descontos, renúncia de impostos, chiliques de consumidores ou quaisquer outras medidas, pois o diesel S-10 registrou a maior alta entre os seis combustíveis monitorados nos últimos 12 meses: 15,1%, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis, iniciativa da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Agora em setembro, o preço médio nacional do combustível chegou a R$ 7,097 por litro — numa alta de 2,2% ante agosto. O diesel comum, por sua vez, registrou altas de 1,9% no mês e de 12,7% em 12 meses, sendo vendido a R$ 6,877 o litro.
No acumulado de 2026, ambos também lideram os avanços no contexto nacional, com altas de 14,8% e 12,3%, respectivamente. Setembro marcou uma mudança no comportamento dos preços em relação a agosto, quando predominaram as quedas. Dos seis combustíveis monitorados, quatro ficaram mais caros nos postos: etanol hidratado (+2,4%), GNV (+2,2%), diesel S-10 (+2,2%) e diesel comum (+1,9%). Na direção contrária, a gasolina comum recuou 0,2%, para R$ 6,638 por litro, e a gasolina aditivada apresentou queda de 0,1%, para R$ 6,780 por litro. Apesar da alta mensal, o etanol continua sendo o único dos seis combustíveis a registrar queda tanto em 2026 (-7,3%) quanto nos últimos 12 meses (-4,1%).
Diesel e gasolina – Entre os derivados de petróleo, o diesel permanece como principal destaque de alta. Além dos avanços de 14,8% e 12,3% acumulados em 2026 pelo S-10 e pelo diesel comum, respectivamente, a gasolina comum registra aumento de 5,7% no ano e de 5,8% nos últimos 12 meses; a gasolina aditivada acumula altas de 5,5% nos dois períodos. Segundo os resultados do Monitor, a gasolina comum teve leve recuo de 0,2% entre agosto e setembro. Os maiores preços médios regionais foram observados no Norte (R$ 7,140) e Nordeste (R$ 6,893); os menores, no Sul (R$ 6,423) e Sudeste (R$ 6,503). O comportamento dos derivados ocorre em um ambiente internacional ainda marcado por preços elevados do petróleo e por diferenças relevantes entre referências externas e preços praticados no mercado brasileiro. Em parte significativa da segunda metade de setembro, o petróleo permaneceu acima de US$ 100 por barril, enquanto cálculos de paridade de importação apontaram um distanciamento expressivo, sobretudo no diesel. Mudanças tributárias e mecanismos de subvenção também compuseram o contexto doméstico do período e podem ter contribuído para limitar a transmissão contemporânea das oscilações internacionais aos preços observados nos postos.
Etanol volta a subir – O etanol hidratado passou de queda em agosto para alta de 2,4% em setembro, alcançando preço médio nacional de R$ 4,148 por litro. O avanço ocorreu em quatro das cinco regiões: Centro-Oeste (+3,7%), Sudeste (+3,0%), Norte (+1,7%) e Sul (+0,3%). O Nordeste foi a única região a registrar recuo no mês (-1,4%): mesmo com a recuperação, o biocombustível continua sendo o único dos seis produtos monitorados com queda tanto no acumulado de 2026 (-7,3%) quanto nos últimos 12 meses (-4,1%). A reversão recente ocorreu em um contexto de mudanças no equilíbrio de curto prazo entre oferta e demanda. Embora as perspectivas para a safra 2026/27 continuem apontando produção elevada de cana-de-açúcar e etanol, episódios de chuva no Centro-Sul podem ter afetado pontualmente a colheita, o transporte da matéria-prima e o ritmo de moagem. Pelo lado da demanda, a maior participação do etanol anidro na gasolina, com a mistura E32 em vigor desde agosto, também representa um elemento adicional a ser considerado na leitura do mercado.
Vantagem do etanol – O Indicador de Custo-Benefício Flex se afastou dos mínimos históricos registrados em agosto. Em setembro, o preço médio do etanol correspondeu a 66,5% do preço da gasolina comum na média das UFs, ante 65,6% no mês anterior. Nas capitais, a relação passou de 66,2% para 67,3%. Pela classificação de referência adotada no indicador, o etanol apresentou melhor custo-benefício em Mato Grosso (58,5%), São Paulo (59,9%), Mato Grosso do Sul (61,9%), Goiás (63,6%), Paraná (63,7%), Minas Gerais (66,4%), Distrito Federal (66,5%), Bahia (68,0%) e Acre (69,9%). Já a gasolina apresenta melhor relação em Maranhão (78,4%), Rio Grande do Norte (77,7%), Sergipe (75,9%) e Alagoas (75,5%).
Poder de compra – O Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, que nesta edição tem como referência o segundo trimestre de 2026, mostra que o abastecimento de um tanque de 55 litros com gasolina comum correspondeu a 6,1% da renda média domiciliar, ante 5,5% no trimestre anterior e 6,0% no mesmo período de 2025. Nas capitais, o percentual passou de 3,7% para 4,2% no mesmo recorte temporal. O Indicador é apurado trimestralmente pela Fipe com base em dados da Pnad Contínua (IBGE) e do Monitor de Preços de Combustíveis. O resultado representa uma reversão parcial da melhora observada no início do ano, mas permanece abaixo dos níveis registrados no segundo trimestre de 2021 (7,7%) e de 2022 (8,8%). Como o indicador utiliza informações trimestrais de renda e preços, sua evolução se refere a um horizonte distinto daquele captado pelos preços de setembro. Regionalmente, a parcela da renda necessária para custear um tanque padrão com gasolina comum foi maior no Nordeste (9,6%) e no Norte (8,0%), frente ao Sudeste (5,1%), Sul (5,0%) e Centro-Oeste (4,9%). Entre as unidades da Federação, os maiores percentuais foram registrados no Maranhão (10,6%), Alagoas (10,2%), Bahia (10,1%), Pernambuco (10,0%) e Ceará (9,a8%). No outro extremo ficaram Distrito Federal (3,0%), São Paulo e Santa Catarina (4,7%), Rio Grande do Sul (5,0%) e Paraná (5,1%).

BMW iX3 elétrico promete a maior autonomia do país – A pré-venda foi de grande procura, mas agora o novo BMW iX3 50 xDrive chega pra valer – e oferecendo, por R$ 582.950, vários benefícios e avanços. É tratado, por sinal, como a evolução de um utilitário esportivo elétrico para representar o marco inicial de uma nova era de design, digitalização e eletrificação para a BMW no mercado brasileiro. Desenvolvido sobre uma arquitetura criada especialmente para veículos elétricos, o iX3 estreia a sexta geração da tecnologia BMW eDrive. Sua bateria de células cilíndricas possui 108,7 kWh de capacidade útil e é integrada diretamente à estrutura do chassi, garantindo até 570 km de autonomia pelo ciclo Inmetro – a maior marca já registrada por um veículo 100% elétrico no país. A arquitetura elétrica de 800 volts permite recargas ultrarrápidas em corrente contínua de até 400 kW, passando de 10% a 80% de carga em cerca de 21 minutos. Em estações de alta potência, 10 minutos de carregamento adicionam até 372 km de alcance. O controle da dinâmica de condução do iX3 é gerido pelo Heart of Joy, um supercomputador de alto desempenho responsável por integrar a atuação dos motores, freios, direção e regeneração de energia com processamento de dados dez vezes mais rápido. Trabalhando em conjunto com o software BMW Dynamic Performance Control, o sistema proporciona respostas diretas, tração eficiente e a função Soft Stop, que garante paradas extremamente suaves. No uso diário, até 98% das frenagens ocorrem exclusivamente por recuperação de energia, sem acionamento dos freios mecânicos.
Interior – De novo, a BMW é ousada e aponta a cabine do novo BMW iX3 como uma “redefinição da interação entre motorista e tecnologia”. O Panoramic iDrive tem como grande destaque o Panoramic Vision, tela contínua de 43” que projeta dados na base do para-brisa de uma coluna à outra. O ecossistema digital é composto ainda pelo 3D Head-Up Display, pela tela Central Display de 17,9” com tecnologia QuickSelect, além do novo volante multifuncional com respostas táteis. Gerido pelo BMW Operating System X, o veículo se transforma em uma plataforma de entretenimento sobre rodas, oferecendo integração com aplicativos como Spotify e AirConsole, além de acesso a serviços de streaming como Disney+ e YouTube e ao app Zoom para videochamadas quando o carro estiver estacionado.
Sustentabilidade – Com 4,78 metros de comprimento e um coeficiente de arrasto aerodinâmico de apenas 0,24 (Cx), o BMW iX3 reinterpreta proporções clássicas dos SAVs da marca com linhas limpas, grade vertical e iluminação estilizada BMW Iconic Glow. O interior oferece espaço amplo para cinco ocupantes, porta-malas de 520 litros (expansível a 1.750 litros com os bancos traseiros reclinados) e um compartimento adicional sob o capô (frunk) de 58 litros. Produzido na Hungria, o iX3 possui uma pegada de carbono 34% menor em todo o seu ciclo de vida em comparação ao seu antecessor. Cerca de um terço de seus materiais vêm de fontes recicladas ou secundárias, utilizando plásticos na área do motor retirados de resíduos marítimos e fios de PET reciclados nos estofamentos e tapetes.

Vem aí o IM6, SUV de 800V – A MG Motor Brasil deu mais um passo em sua estratégia de consolidação e expansão no país, ao anunciar o início oficial da pré-reserva do IM6, seu SUV elétrico de alto padrão. Os consumidores já podem realizar a pré-reserva do modelo diretamente na plataforma digital oficial da marca. Desenvolvido pela IM Motors, divisão de veículos elétricos de alta tecnologia do grupo SAIC Motor, o IM6 chega ao mercado brasileiro com grandes pretensões — como, segundo a marca, “redefinir os padrões do segmento premium de mobilidade zero emissões”.
O modelo tem estética aerodinâmica vanguardista, boa performance, acabamento sofisticado e uma plataforma tecnológica de última geração. Entre os principais destaques de engenharia do IM6 estão a arquitetura elétrica de 800V, que garante recargas ultrarrápidas, o sistema de esterçamento das quatro rodas para maior agilidade e estabilidade urbana e rodoviária, além de um cockpit inteligente integrado com assistência à condução baseada em inteligência artificial. “Estamos trazendo para o consumidor brasileiro um veículo que não apenas impressiona pelo desempenho e pela autonomia, mas que oferece uma experiência de condução e conectividade totalmente inigualável no segmento premium”, promete Thiago Marques, Head de Marketing da MG Motor Brasil.

Conheça os 10 carros mais roubados do Brasil – O roubo e o furto de veículos continuam entre os principais riscos patrimoniais enfrentados pelos motoristas brasileiros, mesmo após a redução das ocorrências no país. Em 2025, o Brasil registrou 308.440 roubos e furtos de veículos – o equivalente a cerca de 845 casos por dia. O volume caiu 14,3% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 345.503 ocorrências, mas permanece elevado. Os furtos concentraram 203.949 registros, enquanto os roubos somaram 104.491 casos.
A queda também ocorreu em ritmos diferentes: os roubos recuaram 20,6%, enquanto os furtos diminuíram 10,6%, indicando que a subtração de veículos sem abordagem direta à vítima permanece como uma parcela importante do problema. Nesse cenário, conhecer quais automóveis aparecem com maior frequência nas ocorrências deixa de ser apenas uma curiosidade e passa a ser uma informação relevante para decisões que envolvem compra, uso, proteção e custo de manutenção. Entre os fatores que ajudam a explicar os furtos estão a alta demanda por peças no mercado paralelo, a vulnerabilidade de modelos mais antigos e a saída de determinados veículos da linha de produção.
É o caso do Ford Ka, cuja fabricação nacional foi encerrada após o fechamento das fábricas da Ford no Brasil, o que pode ampliar a procura por componentes de reposição. Para transformar esses números nacionais em uma informação mais próxima da realidade do motorista, a Loovi Seguros preparou um levantamento com os 10 carros com maior índice de roubo e furto no Brasil. O ranking considera a base de dados da Loovi, no período do primeiro semestre de 2026, e aponta Ford Ka, Chevrolet Onix, Volkswagen Gol, Hyundai HB20, Renault Sandero, Fiat Argo, Renault Logan, Fiat Uno, Fiat Pálio e Volkswagen Voyage entre os veículos de maior volume de furtos e roubos. Mais do que indicar quais modelos aparecem no topo, a proposta é mostrar que o risco automotivo não se distribui de maneira uniforme: quantidade de veículos em circulação, localização, perfil de uso, valor e procura por peças no mercado de reposição podem alterar significativamente a exposição de um automóvel.
“Um ranking como esse ajuda a colocar informação objetiva na decisão de compra e reforça a importância do seguro. Embora alguns modelos apresentem maior probabilidade de roubo ou furto, o impacto deixa de ser estatístico quando acontece com o próprio motorista, que pode perder integralmente um patrimônio construído ao longo de anos”, afirma Quézide Cunha, CEO da Loovi. “Muitos veículos antigos, descontinuados ou com maior índice de ocorrências enfrentam restrições de cobertura em seguradoras tradicionais. Já empresas de base tecnológica adotam medidas inclusivas ao aceitar veículos recusados pelos seguros tradicionais”, explica o executivo.
A divulgação também chama atenção para uma lacuna maior no mercado brasileiro de proteção automotiva. No fim de 2025, apenas 30% dos veículos do país possuíam seguro; entre os automóveis, a cobertura alcançava 27,8% da frota, deixando a maior parte dos veículos em circulação fora do mercado segurador. É nesse contexto que dados sobre frequência de roubos e furtos podem ajudar tanto quem já possui seguro quanto quem ainda avalia contratar proteção, sobretudo porque o risco pode variar de acordo com o veículo e a região em que ele circula. “O desafio do setor não é apenas indenizar quando alguma coisa acontece. Levar conhecimento sobre riscos e informar o consumidor sobre soluções que muitos desconhecem é fundamental diante de um cenário com alto risco para o motorista”, diz ele.

Avelloz entra no segmento street com a AZ170 Bravo – A Avelloz, empresa brasileira que ocupa a quinta posição entre as marcas com mais emplacamentos no país, dá um novo passo em sua estratégia no mercado brasileiro de motocicletas com o lançamento da AZ170 Bravo, primeira street da marca. Essa categoria representa cerca de 40% das motocicletas comercializadas no país, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Com motor de 170cc Loncin, 18,3cv de potência, torque de 15,5kgfm e consumo estimado de até 40 km/l, a novidade foi lançada na quinta-feira (17) e chegará nas principais lojas entre o final de setembro e começo de outubro. O preço sugerido é de R$ 16.990. Até o final do ano, a companhia projeta comercializar 4 mil unidades do modelo e alcançar 20 mil em 2027, volume que deverá representar 30% do total projetado pela empresa para o próximo ano.
O lançamento ocorre em um momento de crescimento do mercado de duas rodas e acompanha o plano da Avelloz de ampliar sua presença nacional, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Com o novo modelo, a marca expande o portfólio, que já conta com a AZ125 Alfa e a AZ160 Xtreme, oferecendo opções para diferentes perfis e propostas de uso. A linha 2026/2027 traz uma renovação no visual das motocicletas, com novas opções de cores para a carenagem e diferentes combinações de acabamento. Na AZ125 Alfa, as novidades incluem as versões azul, branca com banco marrom e preta com banco marrom, além das opções vermelha e cinza. A AZ160 Xtreme também amplia o portfólio de cores com a versão cinza, que se junta às opções preta, azul e vermelha.
O pós-venda também passa a ocupar um papel mais estratégico na experiência do cliente. Entre as novidades da linha 2026/2027 está a ampliação da garantia dos modelos, que agora são de três anos, reforçando o compromisso da Avelloz com o suporte ao consumidor ao longo de todo o ciclo de uso da motocicleta. A fabricante também lançará um novo aplicativo, desenvolvido para centralizar informações e facilitar o acompanhamento da motocicleta pelo proprietário. Pela plataforma, será possível consultar dados do veículo, acessar o histórico de revisões, acompanhar as próximas manutenções programadas e receber comunicados.
Além disso, o cliente terá um canal para se comunicar com a montadora, reunindo em um único ambiente ferramentas voltadas ao acompanhamento e à gestão da motocicleta. O aquecimento do mercado reforça a estratégia de expansão da Avelloz. Entre janeiro e julho, o Brasil registrou 1,37 milhão de motocicletas emplacadas, alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025. Para 2026, a Fenabrave mantém a projeção de crescimento de 10% para o segmento. Acompanhando o aquecimento do mercado, a Avelloz ampliou sua rede com 70 novos pontos de venda entre concessionárias, franquias e parceiros. A estratégia de expansão continua ao longo deste ano, com a previsão de mais 20 unidades, concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste, consideradas prioritárias para o crescimento da marca. Estão previstas novas inaugurações em Campinas e Franca, no interior de São Paulo; Joinville, Ponta Grossa, Florianópolis e Criciúma, na região Sul; Cuiabá, no Centro-Oeste; e na cidade do Rio de Janeiro.

Dias quentes e velas de ignição: redobre a atenção – A chegada dos meses mais quentes do ano exige atenção redobrada dos motoristas com a manutenção preventiva. Em períodos de calor intenso, o sistema de arrefecimento do motor desempenha uma função essencial para manter a troca térmica estável e evitar que a temperatura interna da câmara de combustão atinja níveis críticos. O conjunto, formado por radiador, bomba d’água, válvula termostática, sensor de temperatura, mangueiras e fluido, é calibrado para que cada motor opere estritamente dentro da faixa ideal definida pela montadora. É exatamente desse equilíbrio que depende a integridade do sistema de ignição. As velas, posicionadas no coração da câmara, são projetadas para trabalhar em uma janela térmica restrita que, no caso dos componentes da NGK, se situam entre 450°C e 850°C. Se o arrefecimento falha e o motor superaquece, o calor excedente não é dissipado, fazendo com que a ponta ignífera da vela fique acima dos 850°C. Esse cenário favorece o fenômeno da pré-ignição, que pode levar ao derretimento dos eletrodos e culminar na fusão das peças ou na ruptura de pistões. Por outro lado, índices abaixo de 450°C resultam na carbonização, por combustível residual não queimado. A NGK, marca da Niterra especializada em sistemas de ignição, alerta para os impactos diretos que irregularidades no arrefecimento causam à vida útil e ao rendimento das velas. Confira os principais pontos de atenção:
1 – Superaquecimento e pré-ignição. Temperaturas acima de 850°C na ponta ignífera indicam superaquecimento da vela de ignição e criam pontos incandescentes no interior da câmara de combustão. O calor excessivo induz à pré-ignição, situação em que a queima da mistura ar-combustível é deflagrada antes do disparo programado da centelha. Entre as principais causas desse descompasso estão falhas no sistema de arrefecimento, mistura ar-combustível pobre, uso de combustível adulterado ou a aplicação de velas com grau térmico inadequado ao veículo.
2 – Desgaste acelerado e fusão dos eletrodos. A exposição contínua ao calor excessivo acelera a corrosão e a erosão dos eletrodos, que pode levar à fusão das peças, em situações extremas. O desgaste precoce aumenta a folga entre os polos, o que exige tensões significativamente maiores da bobina para que a centelha salte. Com o tempo, a sobrecarga provoca falhas na combustão e eleva o risco de queima dos componentes eletrônicos do sistema de ignição.
3 – Danos severos à estrutura do motor. A combinação de superaquecimento e pré-ignição contínua eleva a pressão interna dos cilindros e favorece a detonação, frequentemente chamada de “batida de pino”. O impacto de ondas de choque repetitivas pode perfurar pistões, quebrar anéis e danificar válvulas. Veículos modernos, especialmente os equipados com turbocompressor, injeção direta e alta potência específica, trabalham sob limites térmicos mais rígidos e são ainda mais vulneráveis a colapsos originados por falhas térmicas.
Cuidados preventivos antes das altas temperaturas
Para preservar a integridade do motor nos meses de calor intenso, a Niterra recomenda que a manutenção preventiva contemple uma inspeção integrada entre os sistemas de arrefecimento e de ignição. No arrefecimento, o protocolo envolve checar o nível, a estanqueidade (busca por vazamentos), a limpeza e o ponto de ebulição do fluido, além do teste operacional da válvula termostática, dos sensores de temperatura e do eletroventilador. Já no sistema de ignição, além de respeitar os prazos de substituição e os graus térmicos prescritos no manual do proprietário, a leitura visual dos componentes fornece diagnósticos precisos sobre a dinâmica do motor.
“A manutenção preventiva precisa ser vista como um investimento contínuo, especialmente antes de viagens sob calor extremo”, defende Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra. O especialista destaca que, durante a revisão, o diagnóstico visual da vela serve como um termômetro da saúde da combustão. “Sinais como coloração escurecida ou corrosão na carcaça metálica indicam infiltração de fluido do arrefecimento para a câmara, além de erosão severa ou degradação na cerâmica do isolador, alertas claros de superaquecimento. O check-up simples protege o condutor de paradas repentinas na estrada e previne reparos de alto custo”, destaca .
Renato Ferraz é especializado em jornalismo automobilístico. Além da coluna “De Bigu com a Modernidade”, também assina a “Multieixos”, no Correio Braziliense.
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