A Polícia Civil de São Paulo pediu acesso a dados sigilosos da empresária Karina Ferreira da Gama, dona do Instituto Conhecer Brasil, no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos em um contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo para instalação de serviços de internet gratuita.
Segundo a investigação, os policiais querem obter relatórios financeiros sobre movimentações consideradas atípicas e comunicações de operações suspeitas envolvendo a empresária. O pedido está sob análise da Vara Regional de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo. As informações são do jornal O Globo.
A principal linha de apuração trabalha com a hipótese de que recursos do programa WiFi Livre SP tenham sido desviados para atividades ligadas à produção do filme Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os investigadores também suspeitam de uma possível confusão patrimonial entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora responsável pelo longa-metragem.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que, até o momento, não identificou irregularidades nos serviços prestados pelo Instituto Conhecer Brasil. A administração municipal informou ainda que, caso sejam constatados problemas, as providências cabíveis serão adotadas.
Karina Ferreira da Gama ainda não se manifestou publicamente sobre o pedido de acesso aos dados sigilosos. Sobre o contrato com a prefeitura, a empresária sustenta que o processo ocorreu de forma regular e nega qualquer ligação entre os recursos do programa e a produção do filme Dark Horse.
A pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) e o prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), participaram, na noite de ontem (30), da abertura oficial do São João de Caruaru 2026, acompanhando a comitiva da governadora Raquel Lyra (PSD). O casal esteve ao lado do prefeito de Casinhas, Lúcio Silva (União Brasil), do vice-prefeito de Vertente do Lério, Dão da Lavanderia (União Brasil), além de diversas lideranças políticas pernambucanas. “Que viva o São João, que viva Pernambuco e que nunca falte orgulho das nossas raízes”, disse Juliana.
A governadora prestigiou o evento ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD). Durante a solenidade, anunciou um investimento de R$ 5 milhões do Governo de Pernambuco, por meio da Empetur, destinado à realização da festa. A abertura no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga marcou o início da programação do São João de Caruaru 2026, que este ano tem como tema “Tecido de Tradições, Costurando Gerações” e seguirá até o dia 27 de junho. O evento também reuniu o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o senador Fernando Dueire (PSD), deputados estaduais e federais, além do ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Miguel Coelho.
Marcelo Gouveia e Gustavo Gouveia, ambos do Podemos, promovem na próxima sexta-feira (5) o lançamento oficial de suas pré-candidaturas para as eleições de 2026. Marcelo disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Gustavo buscará a reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O evento está marcado para as 19h, no estacionamento privado de São Severino do Ramos, e deve reunir lideranças políticas, prefeitos, vereadores e apoiadores.
Ex-prefeito de Paudalho e ex-presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia é presidente estadual do Podemos. Já Gustavo Gouveia exerce mandato de deputado estadual. Segundo a organização, o encontro marcará o início da agenda política da dupla para a disputa eleitoral do próximo ano.
Aos 85 anos, Boris Casoy não pensa em se aposentar. “Enquanto aguentar fisicamente e, especialmente, mentalmente, eu não pretendo. Brinco que quero morrer em frente a uma câmera.”
Em 2020, o jornalista passou a apresentar o Jornal do Boris, atração diária transmitida pelo YouTube, com cerca de meia hora. E acaba de voltar ao Grupo Silvio Santos, onde atuou de 1988 a 1997.
Boris se tornou no SBT um dos primeiros âncoras do telejornalismo brasileiro com liberdade para emitir opinião no ar. Além disso, lançou bordões que ganharam popularidade, como “isso é uma vergonha!”.
Desta vez, porém, ele estará no SBT News, canal de notícias lançado em dezembro do ano passado. A partir de amanhã, dia 1º, o Jornal do Boris passa a ser exibido simultaneamente no YouTube e no SBT News, de segunda a sexta, às 8h.
O retorno à casa de Silvio Santos (1930-2024) acontece no momento em que Boris celebra 70 anos de carreira. Começou aos 15 anos na rádio Piratininga, em São Paulo. Teve, em seguida, uma fase dedicada à assessoria de imprensa de líderes políticos, que se estendeu do final dos anos 1960 ao início da década de 1970. Esteve na equipe de nomes como Luís Fernando Cirne Lima, ministro de Agricultura do governo Médici.
Boris foi editor-chefe da Folha em dois períodos no intervalo entre 1974 e 1987. No ano seguinte, iniciou seu percurso no telejornalismo. Depois da passagem pelo SBT, trabalhou na Record, Band, RedeTV! e CNN, entre outros canais.
Na entrevista, ele critica o jornalismo brasileiro da atualidade. “O país se apequenou politicamente e economicamente, e a imprensa acaba refletindo esse apequenamento”, diz. Mas pondera: “Estamos vendo um momento de transição, e toda transição é confusa”.
Também afirma não se arrepender do apoio ao golpe de 1964. Segundo ele, “existia mesmo um perigo, talvez não tão intenso quanto um regime comunista, mas uma república sindical, algo assim”. Porém, com o passar do tempo, decepcionado com abusos, como a tortura, Boris defendeu a volta da democracia.
O jornalista diz se considerar de “centro-direita. Eu seria uma direita europeia civilizada, liberal mesmo”.
Antes do início da entrevista, em meio a livros, troféus, caricaturas e rádios antigos que dominam seu escritório em Alphaville, em Santana do Parnaíba (SP), Boris pediu: “Não me chame de senhor”.
Boris na redação da Folha em 1988, seu último ano no jornal | Bettina Musatti, 24 de maio de 1988 – Folhapress
Como foi o convite para voltar ao SBT?
Eu tinha trabalhado na CNN com o Leandro Cipoloni, que agora é diretor de jornalismo do SBT e do SBT News. Foi quem me convidou. Não aceitei inicialmente por causa da vida pessoal. Estou com uma certa idade e mereço ter mais espaço para lazer. Estava satisfeito com o que eu fazia no meu jornal matinal, o Jornal do Boris, na internet.
Depois, ele fez uma nova proposta e, em um momento de fraqueza [risos], acabei aceitando.
Não estou submetido a nenhuma orientação de caráter político. Se tiver que me submeter a qualquer tipo de injunção, estou fora. Aliás, o SBT News está trabalhando com liberdade e independência. Não pretende ser popular ou popularesco, que é um carimbo que existe no SBT e que eu não acho que seja um carimbo ruim, é uma escolha, um reflexo do próprio Silvio Santos.
Temos hoje pelo menos oito canais dedicados exclusivamente ao noticiário. Existe público para tantos canais?
É um ponto de interrogação. Acho que há sempre espaço para um jornalismo insuspeito, realmente independente, mas não sei se isso resulta em lucro. São emissoras privadas que procuram lucro, e televisão custa muito caro. Não acho que a sobrevivência de todas essas emissoras será fácil. O telespectador vai perceber quem tem mais qualidade, e vejo uma grande chance do SBT representar esse tipo de jornalismo.
Quando fiz o TJ Brasil, eu era totalmente livre. O Silvio Santos jamais interferiu. Eu ataquei a candidatura dele à Presidência da República [em 1989], e o Silvio, espertamente, usou isso para mostrar que era tão democrata que o empregado o atacava no ar e não acontecia nada.
Mas não foi tranquila a minha decisão. Eu conversei com Guilherme Stoliar, sobrinho do Silvio e vice-presidente do SBT. Disse a ele que precisava falar sobre aquele assunto, que havia imperfeições. E ele respondeu: “Faz o que você quiser”.
De que forma você avalia o jornalismo brasileiro hoje?
A pandemia foi um choque para a imprensa, provocou crises enormes nos jornais, televisões e rádios. Foram obrigados a demitir quem tinha os maiores salários. Acho que houve perda de qualidade e vejo agora um grande esforço de recuperação.
A principal perda, a meu ver, foi a correia de transmissão. Uma Redação é o espaço onde as pessoas trocam informações e ideias, é onde se fala do futuro. É importante que o jornalista mais novo possa pedir ajuda para o mais velho, esse é um ensino que vale muito mais do que qualquer faculdade de comunicação. Essa correia de transmissão se perdeu.
No período das vacas gordas, a gente tinha um jornalismo comparável ao melhor jornalismo americano, com os mesmos cuidados, a mesma tecnologia. Havia um imã, que era a redemocratização, com espectros ideológicos mais claros e definidos. O país se apequenou politicamente e economicamente, e a imprensa acaba refletindo esse apequenamento.
Quando o Tancredo Neves foi eleito [janeiro de 1985], acho que a imprensa tinha uma presença maior na sociedade e também tinha sensores — sensores com S — que conseguiam captar melhor as tendências. Hoje, há acontecimentos que a imprensa tem dificuldade para captar.
Estamos vivendo um momento de transição, e toda transição é confusa. Tenho esperança de que as coisas melhorem. Eu sou suspeito porque sou partícipe disso tudo, não estou isento, não sou observador.
Como tem sido a experiência como youtuber?
As pessoas costumam tachar os veículos de maneira muito diferente. Televisão é uma coisa, rádio é outra, jornal é outra, internet é outra. Para mim, o que predomina é o jornalismo. De modo geral, é igual em todos: é preciso ter cuidado com as fontes; deve se expressar corretamente, escrevendo ou falando; deve ter assuntos atraentes. O resto é técnica, e quem gosta de jornalismo aprende.
Uma das coisas de que me orgulho é ter feito um ciclo completo. Fiz rádio, televisão, jornal, imprensa escrita, assessoria de imprensa e agora estou na internet, sou um youtuber. E não vou ter falsa modéstia, fiz esse ciclo com sucesso.
Como é a equipe do Jornal do Boris?
Minha equipe é meu exército, e hoje os exércitos têm armas tecnológicas modernas e pouca gente. São quatro pessoas, além de mim. Fernando CA, jornalista e músico, cuida da transmissão, ao lado do Cássio Emerick, que trabalha comigo há mais de 30 anos. Cássio é engenheiro. Luiz Nartis acompanha o noticiário e chama atenção para os erros. E Iraci Teixeira, excelente cozinheira, cuida do penteado e da maquiagem.
Como se prepara?
Como o jornal entra no ar às 8h, eu acordo entre 5h30 e 6h. Leio os jornais enquanto tomo café. Tenho a mania de olhar o celular no meio da noite, acho que isso acontece com outros jornalistas. De repente, o mundo acabou e eu não sei.
Anoto algumas coisas e também improviso no ar. Quando acaba, depois de meia hora, estou cansado. Descanso uns 10, 15 minutos e, em seguida, definimos os cortes que vão para o Instagram.
As pessoas ainda se lembram bem dos seus bordões. Como surgiu “Isso é uma vergonha”?
Durante uma transmissão do TJ Brasil, no SBT. Havia uma reportagem sobre um pronto-socorro no Recife, onde faltava tudo, pessoas feridas estavam no chão, médicos correndo de um lado para o outro, água escorrendo pela parede, chuva entrando, um caos.
Fiquei olhando aquilo, não era comum a televisão mostrar. Nesse momento, me lembrei de uma TV do Meio Oeste dos EUA que, quando John Kennedy foi assassinado, colocou um letreiro em que se lia “shame” (vergonha). Quando a câmera abriu para mim, foi um impulso: “Isso é uma vergonha!”
Quando terminou, uma figura importante do SBT, que não vou nomear, falou que, como eu estava em “big close” [enquadramento em que a câmera se concentra no rosto], aquilo agredia o telespectador. Pensei: “destruí a televisão do Silvio Santos.”
Quando deixei o estúdio e voltei para a Redação, o telefone estava estourando, eram muitos os telespectadores se manifestando. Era um grito que estava atravessado há anos na garganta da população. O Silvio até quis fazer um programa chamado “Isso é uma vergonha”, mas eu não quis porque seria um filão. Até hoje, quando fico muito tempo sem falar o bordão, as pessoas reclamam.
Tem algum arrependimento ao longo destes 70 anos de jornalismo?
Tenho pequenos arrependimentos, pontuais.
Pode dar um exemplo?
A história dos garis na Band [na noite de 31 de dezembro de 2009, dois varredores apareceram em uma vinheta do canal desejando feliz Natal, e uma falha técnica levou ao ar o áudio de Boris dizendo: ‘Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho’].
Eu estava fora do ar e fiz uma brincadeira. Fiz um comentário com um humor cruel, não precisava ter falado aquilo e pedi desculpas depois. Acham que foi racismo, não foi. Foi uma infelicidade.
Arrepende-se de ter apoiado o golpe de 64?
Não me arrependo. Primeiro, é preciso levar em consideração que havia um ambiente de Guerra Fria. Segundo, os meus pais saíram da Rússia –aliás, a região em que eles moravam hoje é a Ucrânia, mas pertencia à Rússia naquela época– e descreviam o que era o comunismo. Minha mãe dizia que o que estava acontecendo no Brasil naquele período se parecia com a realidade da Rússia.
Existia mesmo um perigo, talvez não tão intenso quanto um regime comunista, mas uma república sindical, algo assim. O governo [de João Goulart] não ia bem, havia movimentos revolucionários de esquerda no Nordeste, as Ligas Camponesas. Já havia Cuba, um país comunista.
Existia também a guerrilha. Hoje a esquerda brasileira — inclusive o Lula — caracteriza [as ações da guerrilha] como uma luta democrática, mas não eram, eram uma luta para impor um regime. Nenhuma das guerrilhas queria a volta dessa democracia tal como a conhecemos.
Mais tarde, apoiei a volta da democracia, mas não me arrependo [do apoio ao golpe].
Aconteceu algo que te fez acreditar que a situação havia atingido um limite?
A tortura, a tortura. Sempre condenei a tortura, é um desrespeito aos direitos humanos. Me perguntam: “Como você defende os direitos humanos?” Eu digo que os direitos humanos são o respeito à Constituição. Não é a favor do bandido, é a favor da lei.
Como se considera do ponto de vista ideológico?
De centro-direita. Eu seria uma direita europeia civilizada, liberal mesmo. A esquerda precisa ser respeitada, há ideias e governos de esquerda e centro-esquerda muito bons. Procuro separar a ideologia da administração do dia a dia de um país e procuro ser construtivo. Não odeio os meus amigos de esquerda, não rompi com ninguém.
Planeja se aposentar?
Não. Enquanto aguentar fisicamente e, especialmente, mentalmente, eu não pretendo. Brinco que quero morrer frente a uma câmera. É preciso ter uma ocupação na vida. Quem se aposenta, bota um chinelinho e fica vendo TV é um candidato à morte prematura.
Faço a pergunta que fez para o então candidato Fernando Henrique Cardoso no último debate da disputa pela Prefeitura de São Paulo, em novembro de 1985. Acredita em Deus?
Eu acredito, só que dispenso intermediários. A minha relação é direta. Tenho motivos para acreditar e tenho motivos para dispensar intermediários. Eu acredito, graças a Deus.
Gostaria de acrescentar algo?
Sim. A Folha foi minha mais longa experiência jornalística, onde aprendi mais e me firmei como um jornalista de certa qualidade.
Mesmo exercendo duas vezes a função de editor-chefe, tive dois professores de enorme capacidade: Cláudio Abramo, meu queridíssimo amigo, que tinha ideias diferentes das minhas, mas muitas convergências; e o publisher Octavio Frias de Oliveira, o melhor jornalista que eu conheci. Ele não gostava de que falassem que era jornalista, mas era quem melhor conhecia a notícia como consumidor. Aprendi muita coisa empresarial com ele e fizemos amizade — eu tinha uma relação quase filial com ele.
Depois que deixei o cargo de editor-chefe, Otavio Frias Filho assumiu a função, e eu fiquei durante quatro anos editando o Painel. Foi meu trabalho predileto na Folha.
Tive que fazer o jornal atravessar o Rubicão, passando incólume pelo regime militar. Ao lado da minha porta de entrada, aqui em casa, tenho uma gravura com um mar revolto e, sobre ele, um avião de papel. Eu me sentia pilotando este avião, acho que consegui aterrissar bem. O jornal foi ameaçado de ser fechado, mas está aí, vivo.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) participou, neste domingo (31), da 32ª edição da Cavalgada à Pedra do Reino, em São José do Belmonte.
Durante a atividade, que ele realizou ao lado da esposa, a deputada Tabata Amaral (PSB), e de aliados políticos, o ex-prefeito do Recife exaltou a importância da valorização das tradições sertanejas, expressadas na fé e na cultura popular.
A agenda no Sertão Central finalizou mais um ciclo de viagens de João Campos pelo interior do estado na pré-campanha rumo ao Palácio do Campo das Princesas.
“Começou a Cavalgada à Pedra do Reino. É tradição, história e cultura. São 30 quilômetros montado a cavalo. Vamos até a Pedra do Reino, que foi importante no Movimento Sebastianista, relatado no romance ‘A Pedra do Reino’, de Ariano Suassuna. É do Sertão de Pernambuco para inspirar o Brasil e o mundo com a cultura sertaneja e popular”, declarou João Campos.
A agenda foi acompanhada pela pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), pelo prefeito de São José do Belmonte, Vinicius Marques (PSB), pelo ex-prefeito Romonilson Mariano, pela deputada Maria Arraes (PSB), pelos deputados Lucas Ramos (PSB), Álvaro Porto (MDB) e João Paulo Costa (PT) e Outros líderes.
Cidadão belmontense
Na última sexta-feira (29), junto ao pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), João Campos havia estado no município para receber o título de cidadão belmontense, em solenidade realizada na Câmara Municipal.
Ainda no fim de semana, o pré-candidato a governador passou por Salgueiro e pelo distrito de Umãs, em uma programação que incluiu entrevistas a rádios, contato com a população nas ruas e encontros políticos.
Gilson Machado e Gilson Filho também estiveram presentes, neste domingo (31), na Cavalgada à Pedra do Reino, evento turístico e cultural tradicional realizado anualmente no Sítio Histórico da Pedra do Reino, em São José do Belmonte. Patrimônio cultural do Sertão pernambucano, a festa chega à 32ª edição neste ano.
Em um trajeto de cerca de 30 quilômetros, milhares de cavaleiros participam da cavalgada. “Ela já entra no calendário como a maior cavalgada do Nordeste”, destacou o ex-ministro do turismo e cultura e pré-candidato a deputado federal, Gilson Machado Neto.
“Isso daqui é Pernambuco, isso daqui é história, é cultura. Bonito demais de conhecer e precisa ser mais divulgado”, ressaltou Gilson Filho, pré-candidato a deputado estadual.
A Prefeitura de Caruaru se pronunciou após o protesto realizado por Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) na abertura do São João 2026, quando a categoria cobrou a aplicação da Lei nº 15.326/2026 e o pagamento do piso nacional do magistério.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que a legislação não prevê o enquadramento automático de auxiliares e monitores na carreira do magistério, interpretação que está no centro da disputa entre a gestão municipal e os profissionais da educação infantil.
Prefeitura esclarece: não há enquadramento automático de auxiliares e monitores da educação infantil no piso do magistério
A Prefeitura de Caruaru, por meio de sua Secretaria de Educação, esclarece à população e aos profissionais da educação que não existe possibilidade jurídica de enquadramento automático de auxiliares, monitores e demais cargos de apoio da educação infantil na carreira do magistério, tampouco extensão do piso nacional da categoria.
A interpretação decorre da correta aplicação da Lei nº 15.326/2026, bem como da Constituição Federal e da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a análise técnica:
A nova legislação abrange exclusivamente profissionais que exercem função docente, com formação específica para o magistério e ingresso mediante concurso público para esse cargo;
Servidores ocupantes de cargos de apoio — como auxiliares, monitores, cuidadores e similares — não se enquadram automaticamente como professores, pois suas atribuições são distintas e não envolvem atividade docente direta;
O edital dos concursos que originaram esses cargos não exigiu formação em magistério ou licenciatura, o que impede juridicamente a equiparação posterior;
A Constituição Federal (art. 37, II) e a jurisprudência do STF vedam a chamada “transposição de cargos” sem concurso público, sendo inconstitucional qualquer tentativa de migração automática entre carreiras;
A própria interpretação técnica de órgãos nacionais da educação reforça que não há alteração de cargo pelo simples fato de o servidor adquirir nova formação, permanecendo cada profissional vinculado à carreira para a qual prestou concurso.
Além disso, a Súmula Vinculante nº 43 do Supremo Tribunal Federal estabelece que é inconstitucional qualquer forma de investidura em cargo diverso sem concurso específico, o que reforça a impossibilidade de enquadramento automático.
Diante disso, a Administração Municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a segurança jurídica e a valorização dos profissionais da educação, observando rigorosamente os limites constitucionais e legais na definição de carreiras e remuneração.
A Prefeitura permanece aberta ao diálogo institucional, sempre pautado pela responsabilidade fiscal e pelo respeito às normas vigentes.
O que é o São João? É uma festa popular e religiosa celebrada principalmente no mês de junho, ligada ao nascimento de São João Batista. Mas, para nós nordestinos, especialmente sertanejos, o São João sempre foi muito mais do que uma data no calendário.
São João é cheiro de fogueira, milho assado, sanfona tocando ao longe. É quadrilha, xadrez, bandeirinhas coloridas, reencontros, fé e pertencimento.
Mas como viver, sentir e transmitir para as novas gerações o que realmente é o São João se, aos poucos, estamos transformando nossa maior expressão cultural em apenas mais um grande festival?
Um festival parecido com tantos outros espalhados pelo país. Somos grandiosos justamente porque somos diferentes. Nossa força sempre esteve na autenticidade: na música, na dança, nas vestes, nos costumes, nos sabores, nos cheiros, nas cores e em tudo aquilo que representa nossa lida e nossa história.
E talvez seja justamente isso que estamos perdendo. Porque quando tudo vira igual, a identidade morre. Como nossos filhos, nossos netos e as futuras gerações compreenderão o que são raízes, pertencimento e identidade cultural se aquilo que deveriam vivenciar como tradição passa a ser apenas entretenimento?
Não se trata de dizer que outros ritmos não são belos. São. O sertanejo, o samba, a MPB e tantos outros fazem parte da riqueza cultural brasileira.
Mas precisamos nos perguntar: por que retirar justamente do São João aquilo que o torna único? Temos um patrimônio cultural imenso cantado e defendido por grandes nomes como Luiz Gonzaga, nosso eterno rei do baião, e por tantos outros que carregaram e continuam carregando nossa identidade, como Santana, Flávio José e tantos representantes da nova geração do forró. Aliás, por falar neles, as estrelas consagradas do forró, estão sem palco nos principais polos juninos do Nordeste.
Adianta o forró ser Patrimônio Imaterial do Brasil e agora candidato a patrimônio pela Unesco se nem no Nordeste os artistas, berço deles, são contratados? O que vemos, infelizmente, são os artistas tradicionais, quando lembrados, sem ter direito a cantar em palcos para grandes plateias, como os contratantes fazem com os “importados”.
Se temos algo tão forte, tão bonito e tão nosso, por que abrir mão disso? Talvez o problema não seja apenas perguntar “cadê o nosso São João?”. Talvez seja perguntar: “O que estamos fazendo para que ele continue existindo?”
Mantendo a tradição a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), participou, mais uma vez do encerramento da Cavalgada à Pedra do Reino, em São José do Belmonte, no sertão pernambucano. Ao lado do pré-candidato ao Governo, João Campos (PSB), Marília prestigiou o evento que celebra a identidade sertaneja, a cultura popular e o legado literário de Ariano Suassuna.
Consolidada como patrimônio cultural do Sertão pernambucano, a festa, que completa sua 32ª edição, reuniu milhares de pessoas em torno de tradições que misturam história, religiosidade, música, poesia e o universo armorial inspirado na obra “O Romance d’A Pedra do Reino”.
“A Cavalgada à Pedra do Reino é muito mais do que uma festa. É a celebração da nossa identidade, da força da cultura sertaneja e da riqueza histórica que faz de Pernambuco uma referência para o Brasil. Preservar tradições como essa é valorizar quem somos e garantir que as futuras gerações conheçam e se orgulhem das suas raízes. Além disso, eventos desse porte movimentam a economia, fortalecem o turismo, geram emprego e renda e mostram que a cultura também é um poderoso instrumento de desenvolvimento para o Sertão e para todo o nosso estado”, destacou Marília.
O município de Araripina recebe, nesta semana, a Carreta Cuida PE Mulher, importante iniciativa do Governo de Pernambuco voltada ao fortalecimento da saúde da mulher. A ação foi recebida pelo prefeito Evilásio Mateus e pela deputada estadual Roberta Arraes, que destacaram a importância da parceria para ampliar o acesso aos serviços especializados de saúde no Sertão do Araripe. Os atendimentos seguem durante a semana na AEDA, beneficiando centenas de mulheres do município e de toda a região.
Instalada na AEDA, a carreta oferece atendimentos gratuitos como mamografia, ultrassom de mama, telemastologia, consultas ginecológicas, colposcopia e biópsias de colo de útero e mama, garantindo mais prevenção, diagnóstico precoce e cuidado às mulheres araripinenses.
O prefeito Evilásio Mateus destacou o compromisso da gestão municipal com a saúde pública. “Estamos trabalhando para aproximar cada vez mais os serviços de saúde da população, especialmente das mulheres, que merecem atenção, cuidado e acesso digno aos atendimentos. Essa parceria com o Governo do Estado e com a deputada Roberta Arraes é fundamental para fortalecer a saúde em Araripina”, destacou o prefeito.
A deputada Roberta Arraes também celebrou a chegada da ação ao município. “É uma alegria ver Araripina recebendo um serviço tão importante para a saúde da mulher. Seguiremos trabalhando junto ao Governo do Estado e à Prefeitura para garantir mais ações e melhorias para o povo do Araripe”, afirmou a parlamentar.
Ao lado da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e da vice-governadora Priscila Krause (PSD), o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (Podemos), participou na noite de ontem (30) da abertura oficial do São João de Caruaru 2026. Acompanhado da esposa e secretária de Turismo, Esportes e Eventos de Arcoverde, Nerianny Cavalcanti, o gestor sertanejo foi recebido pelo prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSD), no tradicional Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, palco principal do evento. As informações são da Folha das Cidades.
A presença de Zeca Cavalcanti ao lado da governadora reforça a estreita relação política e administrativa construída entre Arcoverde e o Governo de Pernambuco. A participação na abertura do São João de Caruaru integra uma série de agendas institucionais cumpridas por Zeca Cavalcanti em diferentes regiões do Estado nos últimos meses.
A abertura oficial do São João de Caruaru reuniu prefeitos, parlamentares, lideranças políticas e milhares de forrozeiros de diversas regiões. A programação da noite começou com a apresentação da tradicional Banda de Pífanos de Caruaru, sob a regência do Maestro Mozart Vieira, celebrando a cultura popular nordestina. Em seguida, o público acompanhou os shows de Elba Ramalho, Mari Fernandez e Solange Almeida, que animaram uma multidão no maior palco da festa.
“É uma alegria participar da abertura do São João de Caruaru ao lado da governadora Raquel Lyra e de tantas lideranças pernambucanas. Caruaru mostra a força da nossa cultura e nos inspira neste momento em que Arcoverde se prepara para realizar um dos melhores São João de sua história e do Nordeste. Estamos trabalhando para receber milhares de visitantes e fazer uma festa que fortaleça nossa economia, valorize nossas tradições e orgulhe o nosso povo”, disse Zeca.
Nos bastidores políticos, a participação de Zeca ao lado de Raquel Lyra também é interpretada como um sinal da importância que o prefeito de Arcoverde deverá ter na articulação da campanha de reeleição da governadora no Sertão do Moxotó. Com forte influência política na região, o gestor é visto como uma das principais vozes da base governista no interior do Estado.
A agenda em Caruaru acontece justamente às vésperas da abertura do São João de Arcoverde 2026, que este ano será realizado entre os dias 13 e 28 de junho, totalizando 16 dias de programação. A expectativa é que a cidade receba um dos maiores públicos de sua história, atraindo turistas, visitantes e moradores para uma grande celebração da cultura nordestina.
A abertura da festa, marcada para o dia 13 de junho, contará com apresentações do Coco das Irmãs Lopes, Flávio José e Alceu Valença, artistas que representam a essência do forró e das tradições juninas.
Com a proximidade dos festejos, Arcoverde vive a expectativa de mais uma edição histórica do seu São João, consolidado como um dos eventos mais importantes do calendário cultural de Pernambuco e do Nordeste.
Quem acompanhou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na abertura do São João de Caruaru na noite de ontem (30), acredita que a gestora tenha sinalizado os nomes que vão compor a chapa na disputa pela reeleição.
Raquel Lyra pediu para registrar a imagem com ela, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e os pré-candidatos ao Senado Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD). Os mais próximos ouviram quando ela disparou sem cerimônia: “É a foto da chapa da vitória”.
Os outros dois pré-candidatos à Casa Alta — o deputado federal Eduardo da Fonte (Progressistas) e o senador Fernando Dueire (PSD) — não estavam na comitiva que fez a festa na Capital do Forró.
Candidata natural à reeleição, a governadora tem repetidas vezes argumentado que “a eleição acontecerá no tempo certo”, e esse tempo, segundo ela, começa com as convenções, de 20 de julho a 5 de agosto.
Admite que na condição de presidente estadual do PSD tem articulado a composição das chapas majoritária e proporcionais, mas sem perder o foco na gestão.
Adversário
Sempre que é questionada sobre o principal adversário — o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) — já ter definido os nomes e colocado o pé na estrada, ressalta que essa preocupação é dos que não estão no governo. Reforça que a cadeira no Palácio das Princesas lhe dá a missão de administrar o estado.
Ao lado do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), a governadora puxou o laço e decretou abertos os festejos na cidade que administrou durante cinco anos. O presidente estadual do PSD, André Teixeira, e Miguel Coelho seguravam a bandeira de Pernambuco. Túlio Gadêlha juntou-se ao grupo depois.
Animação
Embalada pelos números positivos da pesquisa do Instituto Datafolha, a governadora cantou ao lado da ex-vocalista da banda Aviões do Forró, a baiana Solange Almeida, uma das atrações do palco principal, no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga. Em outro momento, dançou com a vice Priscila Krause.
O governo do estado, de acordo com Raquel Lyra, investiu R$ 5 milhões na festa e disponibilizou 1.300 policiais militares. “Vamos fazer o maior, o melhor, o mais bonito e mais seguro São João da história de Pernambuco”, disse ao cumprimentar a tropa.
Magno, belíssimo texto sobre o seu pai, sobre a humildade, cheio de ensinamentos e virtudes.
Quando você diz que ele foi um carpinteiro, sábio e humilde, você imediatamente remete esse grande ser humano a São José, também carpinteiro, pai terreno de Jesus — um extraordinário pai de família, o símbolo dos pais em todo o mundo.
O caminho da salvação de José e de sua Sagrada Família naqueles desertos selvagens para o Egito, mais parece o Caminho de Santiago de Compostela, mais parece o caminho de Gastão Cerquinha na educação e salvação de sua querida família, grande família, cujo comando, reconheçamos, era de Dona Margarida.
Tive a alegria de comparecer à grande festa do seu aniversário de noventa anos — e que grande e gentil anfitrião Seu Gastão foi. Esse aniversário foi excepcional para mim, para a minha felicidade.
Você pegou na mão de minha amada mãe Euza e a apresentou a todas aquelas figuras míticas ali presentes. Esse seu gesto ficou para sempre impagável para mim. Nem uma junta de bois e um antigo carro de boi daqueles antigos e rangedores lhe pagam. Ela conhecia todos de memória. Acredite, amigo, sua inteligência era fantástica.
O seu amigo e empreendedor Eduardo — Eduardo de Queiroz Monteiro, o poeta das mercadorias — fez belíssimo discurso de saudação a Seu Gastão e ganhou o respeito do povo ali presente, que o aplaudiu como um legítimo neto de Agamenon Magalhães, um chefe do Pajeú e do Brasil que vive na memória daquelas pessoas.
Branca Góes, Joezil Barros, os irmãos desembargadores Alberto e Cláudio… tanta gente prestigiou Seu Gastão que é impossível lembrar.
Obrigado, Magno, nós é que fomos os homenageados naquela noite. Essa foi mais uma peça que Seu Gastão pregou em todos nós e nos fez homenageados de um momento ímpar e que era somente seu.
O Hospital Agamenon Magalhães, localizado no bairro de Casa Amarela, zona Norte do Recife, voltou a registrar um problema estrutural neste domingo (31). Menos de uma semana após a queda de parte do teto na triagem obstétrica da unidade, uma nova ocorrência foi registrada, desta vez na área vermelha da emergência, setor destinado ao atendimento dos casos mais graves e que necessitam de socorro imediato.
Imagens feitas no local mostram a área isolada por lonas pretas improvisadas e placas de manutenção. O cenário chamou atenção de pacientes, acompanhantes e profissionais que estavam na unidade.
A repetição dos episódios em tão pouco tempo aumenta a preocupação sobre as reais condições estruturais de um dos principais hospitais públicos de Pernambuco.
O caso acontece poucos dias depois da governadora Raquel Lyra (PSD) anunciar uma obra de R$ 15 milhões para recuperação da fachada do hospital.
Nas últimas semanas, o Agamenon Magalhães já havia sido alvo de denúncias envolvendo infiltrações, problemas de manutenção, elevadores em situação crítica e superlotação. Relatórios técnicos também apontaram dificuldades estruturais em diferentes áreas da unidade.
Para quem depende diariamente da rede pública estadual, a preocupação é inevitável: se o teto está caindo dentro de setores essenciais da unidade, qual é a real situação da estrutura do hospital?
Professores da rede municipal de Caruaru realizaram um protesto na noite de ontem (30) para cobrar da gestão do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD) o pagamento do piso salarial do magistério às Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs). O ato ocorreu durante a passagem do prefeito pelo Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, acompanhado da governadora Raquel Lyra (PSD), na abertura oficial do São João de Caruaru 2026.
Os manifestantes reivindicam o cumprimento da Lei nº 15.326, sancionada em 6 de janeiro deste ano pelo presidente Lula (PT), que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério e estende à categoria os direitos previstos na legislação nacional, incluindo o piso salarial. Apesar da mudança legal, as ADIs da rede municipal continuam sem receber o piso da categoria.
A cobrança das ADIs ocorre em meio a uma discussão antiga sobre a valorização dos profissionais da educação municipal de Caruaru. Ainda durante a gestão da então prefeita Raquel Lyra, professores da rede municipal realizaram paralisações e greves em defesa do piso nacional do magistério e de melhores condições de trabalho. Em 2022, a categoria chegou a deflagrar uma greve para pressionar a administração municipal sobre pautas salariais.
Agora, as ADIs afirmam que a publicação da Lei nº 15.326 reforçou juridicamente uma reivindicação histórica da categoria. A norma alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), reconhecendo como profissionais do magistério trabalhadores da educação infantil que exercem funções docentes.
A mudança também alcança profissionais que, em diferentes redes de ensino, recebem denominações como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras equivalentes. Com isso, a legislação estabelece que os direitos assegurados ao magistério se aplicam igualmente aos profissionais da educação infantil quando a realidade funcional e a formação exigida convergem com a atividade docente.
A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para escolher o sucessor do presidente Gustavo Petro em uma eleição marcada pela violência e pela polarização política. Ao todo, 11 candidatos disputam o primeiro turno.
Petro está no poder desde 2022, e a Constituição colombiana não permite a reeleição presidencial. O partido dele, o Pacto Histórico, aparece entre os favoritos por causa de avanços sociais promovidos pelo governo, mas enfrenta desgaste por dificuldades no combate ao crime organizado. As informações são do g1.
Três candidatos aparecem como favoritos para a disputa presidencial: o esquerdista Iván Cepeda, apoiado por Petro; o ultradireitista Abelardo de la Espriella; e a senadora conservadora Paloma Valencia. Pesquisas indicam que nenhum deles deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno. Com isso, há grande probabilidade de um segundo turno no dia 21 de junho.
Cepeda, que lidera as pesquisas, promete dar continuidade às políticas sociais do governo Petro. A gestão de esquerda recebeu a economia fragilizada pela pandemia, mas conseguiu aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego.
As medidas, no entanto, ampliaram o déficit fiscal e levantaram preocupações sobre a capacidade do governo de financiar programas sociais. O Congresso chegou a barrar algumas propostas de Petro.
Mesmo assim, a economia não aparece entre as maiores preocupações dos eleitores. Pesquisa do instituto Invamer divulgada neste mês mostra que 40% da população aponta a segurança pública como principal problema do país. Desemprego e economia aparecem apenas em quarto lugar, com 11%. É nesse cenário que De la Espriella e Paloma Valencia ganharam força na disputa.
O combate ao crime dominou a campanha presidencial. Cepeda afirma ter experiência para lidar com o tema por ter participado das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016.
O acordo mediado com a ajuda de Cepeda em 2016 levou as Farc a aceitarem o desarmamento. Mesmo assim, grupos dissidentes continuam ativos e são apontados como responsáveis por parte da violência no país.
Cepeda quer voltar a apostar no diálogo para enfrentar o problema, mas opositores afirmam que isso não será suficiente. Políticos de direita dizem que a política de “paz total” fracassou e que organizações armadas aproveitam as negociações para se fortalecer.
O candidato ultradireitista De la Espriella, admirador das políticas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, promete combater a criminalidade com uma ofensiva militar. Ele também defende a construção de 10 megaprisões.
A candidata conservadora Paloma Valencia também defende uma atuação mais dura contra grupos armados. Ela promete ações imediatas das Forças Armadas e da polícia para obter “resultados concretos” no combate à violência.
Poucos episódios da história da saúde brasileira são tão impactantes quanto o que ocorreu no Hospital Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Durante grande parte do século XX, a instituição, que deveria oferecer cuidado e tratamento às pessoas com transtornos mentais, tornou-se cenário de graves violações de direitos humanos. A dimensão da tragédia foi tão grande que o episódio passou a ser conhecido como “Holocausto Brasileiro”, expressão popularizada pela jornalista Daniela Arbex em sua obra sobre o tema.
Fundado em 1903, o Hospital Colônia foi criado com a finalidade de atender pacientes psiquiátricos. Com o passar das décadas, porém, a instituição passou a receber não apenas pessoas com transtornos mentais, mas também indivíduos considerados indesejáveis pela sociedade da época. Entre os internados havia pessoas com deficiência, dependentes de álcool, moradores de rua, mulheres vítimas de violência, jovens considerados rebeldes, homossexuais e até indivíduos que simplesmente contrariavam normas sociais ou familiares. Estima-se que grande parte dos internados sequer apresentava qualquer doença mental.
A superlotação tornou-se uma característica marcante da instituição. Em determinados períodos, milhares de pessoas viviam em condições extremamente precárias. Os pacientes enfrentavam fome, frio, falta de higiene, ausência de tratamento adequado e violência física e psicológica. Relatos históricos descrevem pessoas dormindo em locais insalubres, sem roupas suficientes para enfrentar as baixas temperaturas da região e submetidas a situações degradantes que retiravam sua dignidade e individualidade.
Diversos estudos e investigações apontam que dezenas de milhares de pessoas morreram no Hospital Colônia ao longo de sua história. Muitas dessas mortes ocorreram em decorrência da negligência, da desnutrição, de doenças infecciosas e das condições desumanas de permanência. O sofrimento vivido pelos internos tornou-se um símbolo dos excessos do modelo manicomial, baseado no isolamento social e na exclusão daqueles considerados diferentes.
A partir das décadas de 1970 e 1980, denúncias feitas por profissionais de saúde, jornalistas e movimentos sociais começaram a ganhar maior repercussão nacional. Fotografias e reportagens revelaram ao país uma realidade até então pouco conhecida pela população. Essas denúncias contribuíram para fortalecer o movimento de Reforma Psiquiátrica Brasileira, que defendia a substituição do modelo centrado nos hospitais psiquiátricos por uma rede de cuidados comunitários, mais humanizada e voltada para a reintegração social dos pacientes.
O processo de desinstitucionalização ocorrido em Barbacena tornou-se um marco na história da saúde mental brasileira. Embora a estrutura hospitalar não tenha sido encerrada de forma abrupta, houve uma profunda redução das internações de longa permanência e uma reorganização da assistência. O antigo modelo asilar foi gradualmente substituído por estratégias de cuidado baseadas na proteção dos direitos humanos, no tratamento multiprofissional e na convivência comunitária.
A história do Hospital Colônia de Barbacena permanece como um importante alerta sobre os riscos da exclusão, do preconceito e da desumanização das pessoas em sofrimento psíquico. Mais do que um capítulo doloroso da psiquiatria brasileira, trata-se de uma lembrança permanente da necessidade de que o cuidado em saúde mental seja fundamentado na dignidade, no respeito, na ciência e na defesa incondicional dos direitos humanos.
Conhecer essa história é fundamental para compreender por que a assistência psiquiátrica moderna busca não apenas tratar sintomas, mas também promover autonomia, inclusão social e qualidade de vida para aqueles que necessitam de cuidados em saúde mental.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica