Localizada a 250 km do Recife, considerada a porta de entrada do Sertão, Arcoverde antecipou o calendário eleitoral e viveu hoje um dia de pré-lançamentos de candidaturas ao Governo Municipal. Dois nomes da oposição – os ex-prefeitos Zeca Cavalcanti (União Brasil) e Madalena Brito (PSB) – ocuparam o horário nobre de emissoras de rádio da cidade para dar o start das suas campanhas.
Para não ficar a reboque da oposição, o prefeito Wellington Maciel (MDB) foi a terceira emissora do município, uma hora antes, e anunciou que será candidato à reeleição. Zeca e Madalena bateram sem piedade na gestão municipal e no próprio prefeito. Madalena disse que se arrependeu de ter apoiado a candidatura dele, em 2020.
“O arrependimento não é meu, mas de toda população. Vi uma pesquisa que 80% não querem sua reeleição”, disse Madalena. Na eleição passada, já encerrando o seu segundo mandato, Madalena bancou a candidatura de Wellington contra Zeca, também ex-aliado no passado. Levou a melhor nas urnas, mas a relação de amor com o prefeito, com o tempo, se transformou em ódio.
Madalena teve que romper, alegando que o prefeito não cumpriu nada do que acertou. Nos últimos três anos, a ex-prefeita mergulhou e evitou dar declarações sobre o Governo do ex-aliado, enquanto Zeca assumiu o protagonismo da oposição. Zeca, aliás, tentou um entendimento com Madalena, em cima da tese de unidade das oposições.
Hoje, entretanto, Madalena rompeu o silêncio e anunciou sua pré-candidatura. As oposições, portanto, irão divididas no enfrentamento à reeleição de Wellington, que amarga altos índices de impopularidade em sua gestão. Nas entrevistas, Madalena e Zeca disseram que o prefeito é o maior fracasso de administração que Arcoverde já teve.
“Não tem obras, vive atrasando salários e levou Arcoverde para o fundo do poço. Sou candidato para reerguer a cidade e levantar a autoestima da população”, disse Zeca, em entrevista à rádio Itapuama. Madalena, por sua vez, bateu não apenas na tecla da paralisia da gestão. Foi mais além. Disse que o prefeito não cumpriu sequer a carga horária obrigatória nas escolas municipais, prejudicando os alunos e pagando metade dos que os professores têm direito.
Para Madalena, Arcoverde parou no tempo. “Nunca vi tamanho desastre”, afirmou. Durante sua entrevista à Rádio Independente, a ex-prefeita contou com a presença de dois deputados do seu grupo, o estadual Waldemar Borges e o federal Lucas Ramos. Até a ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, fez questão de entrar no ar, dando depoimento a favor da candidatura da aliada diretamente de Brasília.
Uma hora antes, o prefeito deu entrevista à rádio Agnus Dei, também de Arcoverde, para confirmar sua disposição de tentar a reeleição. “Vim para fazer um balanço dos três anos de nosso governo, que muda Arcoverde para melhor, e dizer que estou candidato a continuar essa grande obra empreendedora”, disse Wellington.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, elogiou a atuação de Ricardo Lewandowski no comando do ministério da Justiça, cargo que pediu demissão na última quinta-feira (8). Em texto publicado nas redes sociais, o decano do STF afirmou que a segurança pública no Brasil exige soluções eficazes no enfrentamento do crime organizado, “dentro dos parâmetros de estado de Direito, evitando tanto o punitivismo raso quanto a omissão”, e que a gestão de Lewandowski representou equilíbrio entre repressão eficiente e respeito aos direitos individuais.
“Sob a gestão do Ministro Ricardo Lewandowski, o Ministério da Justiça alcançou um raro equilíbrio entre efetividade na repressão ao crime e respeito aos limites da lei”, destacou. “Sua passagem pelo governo federal demonstra que, entre o populismo penal e a tibieza, há um caminho institucional, eficaz e civilizado que o país pode – e deve – seguir”, concluiu.
Na publicação, o ministro destacou medidas implementadas pelo ex-ministro, como o fortalecimento da Polícia Federal e a criação do Sistema Nacional de Informações Criminais junto ao Protocolo Nacional de Reconhecimento de pessoas, que padronizam procedimentos para reduzir erros no processo de identificação criminal.
Dia de glória para o cinema brasileiro. E, também, claro, para o cinema Made in Pernambuco. “O Agente Secreto” levou prêmio de melhor filme de língua não inglesa e de melhor ator de drama (Wagner Moura), no Globo de Ouro, na noite do último domingo. É a primeira vez que um filme brasileiro sai do Globo de Ouro com duas premiações, e isso mostra a força cada vez maior do cinema nacional, como aconteceu com o aclamado “Ainda estou aqui”, de Walter Salles.
Em sua trajetória vitoriosa, o filme mais badalado de Kleber Mendonça Filho acumula 56 troféus em 36 premiações, que incluem o Festival de Cannes, um dos mais famosos e tradicionais do mundo, e que completa 80 anos em 2026. Em Cannes, a produção pernambucana ganhou melhor direção (Kleber) e melhor ator (Wagner Moura). O filme de Kleber tem quase três horas de duração (2h40m), mas seu ritmo é tão veloz, que o espectador tem a sensação de que a exibição durou apenas minutos.
O filme se passa no Recife, na década de 1970, no auge da ditadura militar. E mostra Marcelo (Wagner Moura), especialista em tecnologia, fugindo de um passado misterioso, e retornando à cidade de origem, em busca de sossego. No entanto, percebe que a capital pernambucana está bem distante do refúgio de paz por ele almejado. O longa é uma ficção, mas lembra fatos muito reais vivenciados nos tempos do regime de exceção, das perseguições políticas, das torturas, de interesses escusos de empresários idem, acobertados pelo regime militar.
O Agente Secreto não deixa ninguém indiferente. Ainda mais para quem morou no Recife, naquela época, onde até respirar ou conversar com o vizinho dava medo. Conheço várias pessoas que saíram do cinema tão tocadas, que não conseguiam respirar direito, com a força da ficção, quando transportada para uma realidade não distante de todos nós. É filme, aliás, para se assistir mais de uma vez. Porque o “Agente Secreto” é como um clássico de literatura, no qual você faz novas descobertas a cada releitura e dá margem a muitas releituras. Se não viu, vá ver!
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou, hoje, que órgãos do governo federal adotem medidas para apurar falhas no fornecimento de energia elétrica na Região Metropolitana da Grande São Paulo. O despacho foi motivado pela interrupção do serviço de abastecimento que atingiu cerca de 1,8 milhão de consumidores.
No texto, Lula atribui tarefas ao Ministério de Minas e Energia, à AGU (Advocacia Geral da União), à CGU (Controladoria Geral da União) e à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A decisão se baseia no artigo 84 da Constituição, que autoriza o presidente a dirigir a administração pública federal. As informações são do portal Poder360.
Ao Ministério de Minas e Energia, em articulação com a AGU e a CGU, o presidente determinou que sejam adotadas, junto à reguladora, todas as medidas necessárias para garantir a prestação adequada, contínua e eficiente do serviço de distribuição de energia elétrica à população. A Aneel é responsável por regular e fiscalizar o setor elétrico.
O despacho também determina que a AGU elabore um relatório detalhado sobre as providências adotadas pela concessionária responsável pela distribuição de energia –Enel– desde a 1ª interrupção considerada relevante. Para isso, a AGU poderá lançar mão de medidas judiciais e extrajudiciais, além de requisitar informações diretamente à Aneel.
Já a CGU foi incumbida de apurar eventual responsabilidade dos entes federativos envolvidos e da própria agência reguladora. O órgão deverá investigar, ainda, as razões da falta de atuação tempestiva das autoridades competentes, mesmo diante de pedidos reiterados do Ministério de Minas e Energia para a abertura de processos administrativos destinados a apurar falhas recorrentes no serviço.
O ministro Alexandre de Moraes assume interinamente a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, com o início do período de recesso do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Moraes ficará à frente do tribunal até o fim de janeiro. As informações são do portal Estadão.
A mudança ocorre porque o Judiciário está em recesso de 20 de dezembro a 31 de janeiro. Nesse período, Fachin, atual presidente da Corte, ficou responsável pelo plantão entre 20 de dezembro e 11 de janeiro. A partir desta segunda-feira, Moraes, na condição de vice-presidente, passa a responder pela Presidência e pelo plantão judicial até 31 de janeiro.
Não é a primeira vez que Moraes assume interinamente o comando do STF. Em novembro do ano passado, o ministro presidiu a Corte durante a ausência de Fachin, que esteve em Belém (PA) para representar o Judiciário brasileiro na COP-30.
O plenário do STF formalizou, em agosto, a escolha de Fachin e Moraes para os cargos de presidente e vice-presidente. Ambos tomaram posse em setembro, após o fim da gestão do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou.
A eleição segue uma regra de antiguidade e rodízio entre os ministros. Pelo critério do revezamento, Moraes deve assumir a presidência de forma definitiva em 2027, por ser o ministro mais antigo que ainda não comandou a Corte.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, hoje, que o hacker Walter Delgatti Neto passe para o regime semiaberto. Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assim como a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). As informações são do portal G1.
O STF condenou o hacker a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo. Em dezembro, ele foi transferido da Penitenciária II ‘Dr. José Augusto Salgado’, o presídio dos famosos, em Tremembé, para a Penitenciária II de Potim, ainda na região do Vale do Paraíba.
Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato. Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou sua presença no meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceira com a Folha de Pernambuco, amanhã. Em entrevista ao podcast da última semana, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lançou Leite como candidato à Presidência da República, alternativa ao fim da polarização entre Lula e a direita bolsonarista.
Na pauta, as eleições presidenciais, os escândalos do INSS e Banco Master, a prisão de Bolsonaro e o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda a gestão de Leite no Rio do Sul, sua saída do PSDB e a sucessão gaúcha num cenário no qual ele venha a disputar o Senado e não o Palácio do Planalto.
Eduardo Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador do município de Pelotas, em 2004, obtendo a primeira suplência e assumindo a vaga após a cassação de um parlamentar.
Em seguida, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, foi eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita.
Na eleição de 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori (MDB). Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual. Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, foi escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo a Bruno Araújo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O maior artífice do acordo entre a União Europeia e o Mercosul não mora nem na Europa nem na América do Sul. Trata-se de um cidadão nascido no bairro do Queens, em Nova Iorque, hoje residente em Washington, mais especificamente na Casa Branca: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Sabe-se lá se a razão é a tal “química” exercida pelo encontro dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia das Nações Unidas no ano passado. Mas é por causa de Trump que um acordo que se arrastava por 26 anos e que já se apostava que nunca iria sair acabou sendo assinado. Mais do que os eventuais ganhos comerciais, o que mais parece ter motivado sua assinatura foi fortalecer o multilateralismo.
Depois da invasão da Venezuela e dos ensaios de Trump de entrar na Europa a partir da tentativa de anexação da Groenlândia, parece ter ficado fortalecida a visão que o bilateralismo defendido pelo presidente dos EUA – a negociação país a país – só favorece a quem é mais forte. Quando Europa e Mercosul se juntam, viram 25% da economia do mundo. Bem diferente da força de cada país dos continentes sozinho.
A adesão da Itália, da direitista Georgia Meloni, parece a demonstração mais forte que a decisão da Europa de assinar o acordo com o Mercosul nada teve mesmo de ideológica, mas de reação pragmática aos avanços de Trump. Na avaliação do cientista político André Cesar, a posição da Itália foi tão decisiva agora quanto foi o pênalti perdido por Roberto Baggio na Copa do Mundo de 1994, que deu a taça à Seleção Brasileira. Não é por acaso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificou o acordo como “uma vitória histórica do multilateralismo”.
E, para André Cesar, poderão mesmo vir outras reações fortes às investidas de Trump. “Quem aposta que Trump já teria promovido uma guinada do mundo rumo a destruir os modelos multilaterais construídos após a Segunda Guerra Mundial pode estar fazendo uma grande aposta errada”, considera André. De qualquer modo, há, porém, um mundo em movimento.
Esse mundo em movimento talvez tenha enfraquecido as instituições originais desse modelo multilaterais. Especialmente a principal delas, a Organização das Nações Unidas (ONU). “A ONU, sem dúvida, precisa urgentemente ser repensada, ou acabará se tornando inútil na sua tarefa no mundo”, avalia.
O problema parece estar na forma extremamente agressiva como Trump busca destruir a lógica após a derrota da Alemanha na Segunda Guerra. Uma lógica formada para evitar novos arroubos de expansão imperialista como os de Hitler. E o que Trump ensaia é justamente novo arroubo semelhante.
A forma como a França acabou ficando isolada nas suas posições – com o apoio somente da Irlanda – também parece ir na linha de que os riscos globais hoje superam muito as eventuais perdas locais. Seria um momento de se unir para enfrentar juntos as ameaças. E unidos buscar as salvaguardas.
No caso específico brasileiro, o país, por seu tamanho no continente sul-americano, deve ser um dos maiores beneficiados com o acordo. Especialmente uma das áreas hoje mais hostis a Lula e que ele busca tentar conquistar, pelo menos em parte: o agronegócio. Haverá grande ganho para cafeicultores e pecuaristas, por exemplo.
Para André Cesar, pelas mesmas razões de açodamento cometidas por Trump no tarifaço. As sobretaxações acabaram prejudicando os próprios Estados Unidos. Geraram forte inflação no preço dos alimentos. Trump acabou obrigado a recuar. Do ponto de vista eleitoral, Lula ganhou à época vários pontos.
O cientista político convida a observar as reações internas. O Senado dos EUA aprovou medida para evitar novas ações militares de Trump sem sua autorização. E são grandes as reações populares à política interna de migração, depois da morte de uma cidadã em Minesotta e outro incidente em Portland.
O vereador Carlos Bolsonaro usou seu perfil em rede social para dizer que, ontem, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a se sentir mal na prisão da Polícia Federal. Carlos postou uma foto do pai de costas e informando que ele tem crises de vômito. Bolsonaro está preso numa cela especial para cumprir a pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
“Prezados, o médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir”, escreveu em sua rede social.
Segundo o vereador, a defesa do pai vai protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária em função do quadro geral do ex-presidente. “A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula”, diz Carlos. O vereador voltou a criticar a condenação de seu pai pelo STF e listou os crimes pelas quais o ex-presidente está preso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a vitória do filme ‘O Agente Secreto’ e Wagner Moura no Globo de Ouro 2026. O filme venceu melhor filme em língua não-inglesa e o melhor ator de drama na cerimônia neste domingo (11).
Em publicação nas redes sociais, Lula elogiou o diretor Kleber Mendonça Filho, Wagner e comemorou o desempenho do cinema brasileiro. As informações são do portal G1.
“Estamos muito felizes, eu e Janja, com a vitória de O Agente Secreto na categoria de Melhor Filme em Língua não Inglesa”, disse. “O Agente Secreto é um filme essencial para não deixar cair no esquecimento a violência da ditadura e a capacidade de resistência do povo brasileiro”.
“A merecidíssima estatueta premia a performance de excelência do querido artista baiano que tanto nos emociona em O Agente Secreto”, disse o presidente.
“Como o próprio Wagner tem dito, o cinema brasileiro vem mobilizando a atenção e o respeito das pessoas em todas as regiões, e tem sido um símbolo importante da volta da valorização dos artistas em nosso país”, completou.
Depois das últimas revelações sobre supostas fraudes e ações coordenadas para atacar o Banco Central, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) querem distância do caso Master.
A avaliação deles é que o TCU entrou de forma equivocada no tema e passou a imagem de que está mais preocupado em investigar a liquidação, deixando de lado as fraudes que podem atingir um banco público e aposentados e pensionistas de fundo de pensão.
O blog do Valdo Cruz ouviu alguns ministros do tribunal que voltam do recesso na semana que vem.
Segundo eles, o plenário do TCU não deve aprovar uma inspeção técnica para avaliar a liquidação do banco Master, ainda mais num caso envolto em polêmicas políticas e que ainda pode trazer muitas novidades negativas com a investigação em curso pela Polícia Federal.
As novas revelações de influenciadores contratados para atacar o Banco Central reforçam a tese de que houve uma grande operação para proteger o Master e descredibilizar a liquidação do Master, o que se configura, segundo investigadores, numa operação criminosa para beneficiar quem está sendo acusado de praticar fraudes bancárias.
O que começou com dois casos se mostrou uma operação coordenada de ataques nas redes sociais à Febraban (Federação Brasileiras de Bancos) e ao Banco Central, assustando ainda mais ministros do TCU.
Segundo eles, o tribunal deveria manter distância não só regulamentar, mas a perder de vista do caso Master porque ele está se mostrando explosivo.
Críticas à ação do TCU de pedir inspeção sobre liquidação do banco Master levaram a um recuo do tribunal e à marcação da reunião desta segunda-feira (12) entre o presidente do tribunal, Vital do Rêgo, e o do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A decisão do ministro Jonathan de Jesus gerou muitas críticas fora e dentro do tribunal e questionamentos sobre o poder do TCU de interferir numa liquidação.
Entre investigadores, há uma reclamação de o TCU ter iniciado seus questionamentos sobre quem liquidou o banco e não sobre as operações irregulares do Master, que podem provocar um rombo de R$ 4 bilhões ao banco público BRB e a clientes da instituição liquidada.
Segundo técnicos, o tribunal estava passando a mensagem de estar mais preocupado com o dono do banco do que com seus clientes e as fraudes bancárias.
MONTANHAS DA JAQUEIRA — Petróleo e cocaína são drogas alucinógenas. Produzem delírios de poder. Maduro e Tramp são viciados em petróleo. Maduro costumava injetar cheirar e injetar barris de petróleo nas veias. Em seus delírios, depois de cheirar carradas de óleo de pedra, Maduro dançava rumba, requebrava as cadeiras e cantava a cantiga dos drogaditos da Cracolândia no Palácio Miraflores:
“Eu vou cantar uma linda canção. Tô doidão, tô doidão, bicho tô doidão. Bicho tô doidão. Porque o cowboy Donald Tramp roubou minha mina dentro do salão”.
O cowboy Tramp sempre foi viciado em drogas pesadas, tipo petróleo, dólar e periguetes do cardápio do finado Epstein. À primeira vista periguetes são mercadorias palatáveis e a preços módicos, mas os efeitos colaterais custam caro. Quando chegam neste reino tropical os gringos se deixam fascinar pelas periguetes e caem na gandaia.
Os presidentes americanos são conhecidos pelo vício de cheirar barris e mais barris de petróleo. São drogas produzidas nas Arábias e também na Venezuela. Nessa onda às vezes os bichos ficam doidões com mania de guerra. Bill Clinton também tinha o vício de degustar estagiárias no Salão Oval da Casa Branca.
O comunismo é uma droga sintética criada por Karl Marx e Friedrich Engels, uma dupla intelectual altamente periculosa. Karl era inimigo ferrenho do trabalho e se tremia todo quando ouvia falar esta palavra. Mas gostava de ter amigos ricos. Daí fez amizade com Friedrich Engels, filho de uma família de industriais alemães de quem se tornou parceiro e que financiava suas farras e foi seu provedor durante toda a vida. O marxismo e o materialismo dialético são culturas as mais inúteis e enganosas das ciências humanas.
A dupla Karl Marx e Engels escreveu o “Manifesto Comunista”, de 1884, e o livro “O Capital” para se vingar da sociedade capitalista na época. Na verdade, o capitalismo daqueles tempos era muito perverso e eles tinham lá suas razoes. A criação da droga chamada comunismo foi um dos capítulos mais nefastos da história da humanidade. Produz mais vítimas fatais que as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.
Os genocidas Joseph Stalin, na URSS, Mao Tse-tung, na China Continental, e Pol Pot, no Camboja, eram viciados na droga do comunismo e foram responsáveis pelo extermínio de mais de 60 milhões de criaturas. A droga do nazismo, do satânico Adolf Hitler, matou mais de 6 milhões de judeus nos campos de concentração. Foi quando o Papa Bento XVI perguntou, no campo de concentração de Auschwitz, diante do triunfo do mal: “Onde estava Deus?”
O psicopata Fidel Castro usou a droga do comunismo, versão do Caribe, para fuzilar 3 mil cubanos e matar outros 10 mil nas prisões. Os cubanos hoje morrem de fome no dia a dia.
Em termos de letalidade a droga do comunismo só pode ser comparada ao Yersinia pestis, o vírus da peste negra que exterminou um terço da população mundial na Idade Média.
Nos Estados, as eleições para governador dificilmente ficarão desatreladas da corrida presidencial. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, por exemplo, o presidente Lula (PT) já fez uma jogada silenciosa para viabilizar Geraldo Alckmin (PSB) ou Fernando Haddad (PT) como alternativas a governador quando convenceu Guilherme Boulos (Psol), que queria ser candidato a governador, a virar ministro. Menos um para criar problemas.
Em Pernambuco, não será diferente. A rearrumação do quadro para governador está nas mãos do presidente do PSD, o partido de Raquel Lyra, Gilberto Kassab. Se Alckmin entrar na disputa para o Governo de São Paulo, a vaga de vice na chapa de Lula pode ser ocupada pelo PSD, o que levaria o PT a abrir dois palanques em Pernambuco para Lula.
Como previu o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a força e a influência de Lula em seu Estado de origem seriam disputadas pelos rivais Raquel e João. Bom para Lula, ruim para Raquel e João. João não ficaria bem na fita por não ter a exclusividade de Lula num cenário em que sua reeleição venha a ser favas contadas.
Já Raquel também sairia no prejuízo, porque, diferentemente da eleição passada, quando não assumiu nem Lula nem Bolsonaro, estreitaria o seu palanque optando por Lula. Perderia os votos da direita e, principalmente, dos bolsonaristas. Mas este é o preço a ser pago para ambos os lados do casamento forçado e obrigatório dos vínculos das eleições presidenciais com as estaduais.
Pernambuco não é uma ilha e será tratado por Lula e os arquitetos do seu projeto de reeleição dessa forma, queira ou não João ou Raquel. As cartas já estão postas na mesa de um jogo que só irá clarear em meados de julho, prazo para as convenções partidárias que homologarão os candidatos a presidente e governador.
QUAEST SAI QUARTA – A Quaest divulgará na próxima quarta-feira sua primeira pesquisa de 2026 sobre as intenções de voto para presidente da República. Contratado pelo Banco Genial, o levantamento contará com 2004 questionários e uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto considerará em seu principal cenário os seguintes potenciais candidatos: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão).
Apoio do PP a Flávio só em abril – O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), diz que o partido só decidirá em abril se apoiará a eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. Segundo ele, a legenda aguarda para avaliar se a campanha terá como objetivo “ganhar e unificar o país” ou apenas “defender o legado político” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Houve uma decisão do presidente Bolsonaro, que é mais do que legítima, ele que detém o capital político e optou pela candidatura do senador Flávio e temos que respeitar essa escolha e aguardar que tipo de candidatura será. Se é uma candidatura para ganhar e unificar o país, ou somente para defender o legado político. Estamos aguardando um pouco mais como sobre como vai ser conduzida essa campanha”, declarou. “Apoio ou não à candidatura de Flávio, vamos tomar em abril”, acrescentou.
Prisão domiciliar – Senadores pediram ao Supremo Tribunal Federal a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre na Superintendência da Polícia Federal em Brasília uma pena de 27 anos por liderar a tentativa de golpe de Estado. Encabeçada pelo senador Wilder Morais (PL-GO), a solicitação conta com 41 assinaturas. Além da prisão domiciliar, os parlamentares demandam uma “perícia médica oficial” sobre as condições de saúde do ex-capitão, após ele ter sofrido uma queda da cama na madrugada da terça-feira passada.
Rebelo anuncia candidatura dia 31 – Ex-filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e próximo do bolsonarismo, Aldo Rebelo agendou um ato público para oficializar sua candidatura ao Planalto para o próximo dia 31, em São Paulo. Em vídeo em suas redes sociais, Rebelo se apresenta como uma pessoa plural e justifica sua trajetória, que foi de um partido comunista à interlocução com a extrema-direita. Na publicação, ele explica que entrou no PCdoB nos anos 1970, “quando a agenda da esquerda era uma agenda nacionalista, uma agenda democrática, uma agenda da luta pela redução das desigualdades”.
Quem tem prazo, não tem pressa – Há setores que apoiam a candidatura de João Campos (PSB) defendendo internamente que saia na frente de Raquel e já anuncie sua chapa antes do carnaval, marcado para 14 de fevereiro. Seria até compreensível se ele não tivesse tantos abacaxis para descascar, entre eles nomes em excesso brigando pelas duas vagas ao Senado. O calendário eleitoral tem três datas fundamentais: 4 de abril, que abre a janela para a troca de partidos e a desincompatibilização para quem ocupa cargos, 20 de julho a 10 de agosto, as convenções, e 4 de outubro a eleição. Antecipar decisões antes de prazo é amadorismo. Marco Maciel dizia que quem tem prazo, não tem pressa.
CURTAS
A CHAPA – O que se ouve fortemente nos bastidores é que o desejo de João seria atrair a federação PP-União Brasil para a sua aliança, abrindo uma das vagas ao Senado para o presidente da federação, Eduardo da Fonte. A outra já está reservada para Humberto Costa (PT).
O VICE – Ao grupo Coelho, seria oferecida a vaga de vice ao ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), mas o clã resiste. Insiste no nome de Miguel para o Senado. Sexta-feira passada, João e Miguel tiveram uma longa conversa, mas em nenhum momento o ex-prefeito sinalizou que se contentaria com a vice.
AVULSA – Outro imbróglio na montagem da chapa, a ex-deputada Marília Arraes, do Solidariedade, que também pleiteia o Senado, deve sair candidata a deputada federal. A interlocutores, Marília, entretanto, admite sair ao Senado numa chapa avulsa, o que, certamente, só trará mais dor de cabeça para João.
Perguntar não ofende: Por que os menudos de João andam tão ansiosos com o calendário eleitoral?