O candidato a prefeito de Arcoverde pelo Podemos, Zeca Cavalcanti, acaba de chegar ao Esporte Clube, local da convenção que homologará sua chapa com Siqueirinha na vice.
O candidato a prefeito de Arcoverde pelo Podemos, Zeca Cavalcanti, acaba de chegar ao Esporte Clube, local da convenção que homologará sua chapa com Siqueirinha na vice.
O engenheiro Nielsen Christianni oficializou sua candidatura à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) para as eleições do Sistema Confea/Crea/Mútua, marcadas para 3 de julho. Com trajetória ligada ao sistema profissional, ele afirma que pretende dar continuidade a ações implementadas nos últimos anos e ampliar iniciativas voltadas à modernização administrativa e à valorização das categorias representadas pelo conselho.
Natural de Joaquim Nabuco, na Mata Sul de Pernambuco, Nielsen acumula passagens por cargos de direção no CREA-PE e no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), onde atuou como conselheiro federal, diretor de Planejamento Estratégico, diretor Financeiro e vice-presidente. Durante esse período, participou de projetos relacionados à digitalização de serviços e à simplificação de procedimentos para profissionais da área.
Leia maisNo CREA-PE, também exerceu a função de superintendente. Segundo sua candidatura, participou da implantação de programas de qualificação profissional, do fortalecimento das inspetorias regionais e de medidas voltadas à modernização dos serviços oferecidos pelo conselho.
A campanha é apresentada sob o slogan “Continuar Avançando” e tem como uma das principais propostas a ampliação da transformação digital do CREA-PE. Entre as medidas defendidas estão a redução da burocracia, a modernização dos canais de atendimento e a diminuição dos prazos para emissão de registros, Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) e certidões.
Nielsen também afirma que pretende fortalecer a fiscalização educativa e preventiva, defender o piso salarial das categorias e ampliar a atuação institucional junto a órgãos públicos e empresas para garantir o cumprimento das atribuições profissionais das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências.
Na área de capacitação, o candidato propõe a ampliação de programas de qualificação, a oferta de cursos gratuitos e o fortalecimento de parcerias com universidades e empresas. Outra proposta é ampliar a presença do conselho no interior do estado, por meio do fortalecimento das inspetorias regionais e da criação de canais permanentes de diálogo com os profissionais.
O candidato também defende uma maior participação das áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências na formulação de políticas públicas e em projetos de desenvolvimento regional. “Acredito que o CREA-PE avançou nos últimos anos, mas ainda existem oportunidades importantes de evolução. Nosso compromisso é continuar avançando com mais eficiência, mais tecnologia, mais valorização profissional e mais proximidade com quem faz a engenharia acontecer todos os dias em Pernambuco”, defende Nielsen.
As eleições do Sistema Confea/Crea/Mútua serão realizadas de forma on-line no dia 3 de julho. Profissionais registrados poderão votar para escolher os representantes que ocuparão os cargos de direção das instituições no próximo mandato.
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Por Cláudio Soares*
A notícia do envenenamento de 64 cachorros no município de Teixeira, na Paraíba, causa revolta, indignação e profundo sentimento de impotência diante de tamanha crueldade. Trata-se de uma verdadeira chacina contra animais indefesos, um ato bárbaro que não pode ser tratado como mera ocorrência policial ou estatística.
A sociedade não pode normalizar atrocidades dessa natureza. Quem é capaz de espalhar veneno e provocar uma morte lenta e dolorosa a dezenas de animais demonstra absoluto desprezo pela vida e pelos valores mais básicos da convivência humana.
Leia maisEspecialistas das áreas da psicologia e da criminologia há muito alertam para a relação existente entre a violência praticada contra animais e comportamentos agressivos dirigidos a pessoas vulneráveis. A crueldade contra seres indefesos desperta um sinal de alerta que não pode ser ignorado pelas autoridades e pela sociedade.
Por isso, é indispensável que as forças de segurança, os órgãos de proteção animal e o Ministério Público atuem com rigor para identificar, investigar e responsabilizar os autores desse crime. A população espera respostas concretas, não apenas notas de repúdio ou promessas de apuração.
É preciso saber quem fez, como fez e por que fez. E, sobretudo, é preciso garantir que os responsáveis sejam punidos dentro dos limites da lei. A impunidade, em casos como este, transmite a perigosa mensagem de que a crueldade compensa.
O massacre de 64 cães em Teixeira não é apenas uma agressão contra os animais. É uma agressão contra toda a comunidade, contra o senso de humanidade e contra o direito à vida. O silêncio e a omissão não podem prevalecer.
A sociedade paraibana tem o dever de cobrar uma investigação séria e célere. E as autoridades têm a obrigação de dar uma resposta à altura da gravidade dos fatos. Crimes dessa natureza não podem ser esquecidos, relativizados ou arquivados na memória coletiva. Quem pratica tamanha perversidade precisa ser encontrado e responsabilizado.
Porque a civilização se mede, também, pela forma como protege os mais vulneráveis. E não há nada mais vulnerável do que um animal indefeso diante da crueldade humana.
*Advogado criminalista e jornalista
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, negou o novo pedido do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, para assumir o governo do Estado interinamente. Fux destacou que há uma “determinação expressa” do plenário do STF no sentido de que o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, deve continuar como governador em exercício até uma nova decisão do colegiado.
Segundo Fux, tal ordem, do Plenário, impede que ele analise o pedido de Ruas e assim não era possível acolher o pedido. O ministro ainda indicou que “fatos novos” comunicados ao gabinete, como a eleição de Ruas para a presidência da Alerj, serão “oportunamente submetidos ao conhecimento do Plenário da Corte”. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisA ponderação consta de despacho assinado ontem (29), no qual Fux ainda negou um pedido do PDT para participar do processo que trata das regras para eleições indiretas no Rio de Janeiro em casos de dupla vacância —quando ambos os cargos de governador e vice estão em aberto ao mesmo tempo.
No documento, Fux citou dois pedidos semelhantes feitos por Ruas, um no final de abril, logo após sua eleição, e outro nesta quinta. Quando a primeira solicitação foi feita, o ministro Cristiano Zanin determinou, no bojo da ação sobre o formato das eleições suplementares no Rio, que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deve continuar como governador do estado até a conclusão do caso.
Zanin sinalizou que, apesar do pedido do PSD, não havia “nada a ser atendido” vez que hoje Couto está como governador interino do Estado em razão de uma decisão colegiada do STF — e não uma decisão individual. O ministro lembrou que, quando foi suspenso o julgamento da Corte máxima sobre as eleições no Rio, o colegiado assinalou que o presidente do Tribunal de Justiça permaneceria no exercício do cargo até uma nova deliberação do Supremo.
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O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, admitiu ao blog da Andréia Sadi, do g1, a possibilidade de uma chapa puro-sangue do partido na disputa presidencial de 2026, com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato ao Palácio do Planalto e ele próprio na vice. Segundo Kassab, porém, essa definição ficará para julho.
Hoje, o PSD trabalha com dois cenários. O primeiro é uma candidatura de Caiado em uma ampla aliança de centro-direita, hipótese que inclui conversas com outros partidos e nomes como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para compor a chapa. O segundo cenário é justamente uma chapa exclusivamente do PSD, com dois nomes da legenda na cabeça e na vice. As informações são do g1.
Leia maisQuestionado sobre a possibilidade de integrar a chapa como vice de Caiado, Kassab afirmou que não tem pretensão pessoal de ocupar o cargo e que sua prioridade é construir as condições para a vitória do governador goiano. “Isso será decidido em julho. Não tenho nenhuma pretensão nesse sentido. Minha pretensão é que o Caiado ganhe a eleição”, disse Kassab ao blog da Andréia Sadi.
A definição sobre o formato da candidatura deve ocorrer nos próximos meses, à medida que avançarem as negociações políticas e as alianças para a disputa presidencial.
Em publicação nas redes sociais, no início da tarde deste sábado (30), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse sentir-se honrado com as manifestações em favor de seu nome para compor como vice uma eventual chapa presidencial liderada por Ronaldo Caiado. O dirigente, porém, ponderou que a definição dependerá de negociações e entendimentos que ainda precisam ser construídos dentro e fora do partido.
Kassab também destacou que a decisão final deve ser do pré-candidato do partido à Presidência da República. “Obviamente, a palavra final deve ser do nosso candidato, depois de ouvidas todas as instâncias partidárias e o conjunto de nossas forças apoiadoras. Como presidente e militante do PSD, coloco-me à disposição para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva, sabendo, de antemão, que ela será a melhor para o futuro do nosso projeto”, declarou.
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O pré-candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas (PSDB), o JHC, foi flagrado utilizando um helicóptero da empresa de Joaquim Luiz de Araújo Neto, que teve contrato com a Prefeitura de Maceió à época em que JHC era prefeito. O empresário é conhecido como Netinho Lins. As informações são da coluna Grande Angular, do Metrópoles.
Em imagens obtidas pela coluna, é possível ver a aeronave de inscrição PR-DRE. Em consulta ao Registro Aeronautico Brasileiro (RAB), o helicóptero aparece no nome da empresa Dubem, da qual Netinho Lins é um dos sócios.
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Em 2025, a mesma empresa fechou um acordo com a prefeitura da capital de Alagoas, até então sob comando de JHC, para patrocinar parte das Festas de Verão do município de Maceió. O contrato teve o valor de R$ 800 mil, pagos pela empresa de Netinho Lins para a contratação de um cantor.
O empresário recentemente foi citado no âmbito do caso do Banco Master por ligação com um avião bloqueado por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele teria feito negócio com Ciro Nogueira (PP-PI).
O empresário do ramo de eventos também apareceu na Operação Overclean. Segundo o colunista Lauro Jardim, a Polícia Federal identificou o nome de Netinho na planilha apreendida no caso que mostra o esquema de fraude em licitações com recursos de emendas parlamentares em 12 estados.
Netinho figurava como responsável pelo repasse R$ 25,4 milhões para a Paraíba e outros R$ 2,2 milhões para Patos. De acordo com o jornal, o cantor não mandava os recursos diretamente para a Paraíba, mas atuava como intermediário, recebendo os valores dos prefeitos e depois repassando.
Em nota divulgada à época, Netinho Lins afirmou que “não atua nem nunca atuou com obras públicas, muito menos recebeu qualquer tipo de valor dos contratos públicos ou emendas direcionados a Paraíba ou Patos”. Disse, ainda, que a própria Polícia Federal se manifestou formalmente, informando que não havia investigação contra ele.
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Pouco mais de um mês depois do presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, revelar a saída da Cobra Coral Participações da compra da SAF do clube, um novo grupo de investidores está muito próximo de adquirir as ações da operação.
Fazem parte desse grupo, Thairo Arruda, CEO do Botafogo na campanha dos títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro de 2024 (saiu do clube em fevereiro), e Vinicius Diniz, que esteve presente no início do processo de negociação entre a Cobra Coral Investimentos e o Santa Cruz e deixou o projeto em julho do ano passado. As informações são do Globo Esporte.
Leia maisComo âncora financeira do negócio está a Köli Capital, gestora carioca com mais de R$ 1,5 bilhão sob gestão, liderada pelo empresário Elias Weber. Os três, inclusive, estão no Recife e irão assistir a partida do Tricolor amanhã (31), contra a Ferroviária-SP, na Arena de Pernambuco, pela Série C.
O memorando de intenções para comprar das ações da Cobra Coral já está assinado, restando ainda a ase de Due diligence, que é uma investigação aprofundada realizada antes de qualquer transação comercial.
Em entrevista ao Globo Esporte, o presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, confirmou a nova negociação e disse que espera ter toda a transferência concluída em pouco mais de 30 dias, com a anuência do clube.
“É uma virada de página, um gol de placa. Estou muito otimista. Estamos trazendo pessoas vitoriosas no futebol. Um CEO que há dois anos foi campeão brasileiro e da Libertadores com o Botafogo. Isso é fruto da nossa resiliência e da nossa responsabilidade, mesmo com toda pressão. E mostra a força do Santa Cruz”, destacou o dirigente.

Ainda de acordo com Bruno Rodrigues, após concluída a fase de Due diligence será criado um “comitê de transição”, entre os novos investidores e o clube, com os novos donos da SAF coral já aportando recursos de imediatos para sanar os salários atrasados com o futebol profissional e base.
Além disso, o contrato assinado com a Cobra Coral Participações será praticamente todo mantido, inclusive os valores previstos de investimentos no futebol e com a Recuperação Judicial. Porém, uma modificação importante diz respeito ao Arruda, que deixa ser transferido em definitivo para a SAF e passa a ser administrado em forma de comodato.
As bases contratuais são praticamente as mesmas, com algumas pequenas mudanças positivas como a do Arruda, que passa a ser cedido por comodato e não mais em definitivo. E com isso, evidentemente, o aporte a ser feito no estádio também será alterado. Porque uma coisa é investir em algo que seu. Outra é investir em algo que você vai utilizar — explicou Bruno Rodrigues.
Ainda assim, segundo o presidente tricolor, o aporte inicial para a recuperação do estádio, que segue sem laudos de funcionamento dos órgãos públicos, está mantido.
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O deputado federal e ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), publicou um vídeo nas redes sociais, na manhã deste sábado (30), em que afirma querer ampliar o diálogo com a população pernambucana. O parlamentar destaca os investimentos realizados em Pernambuco durante sua passagem pelo ministério e convida os cidadãos a enviarem críticas, sugestões e propostas por meio de suas plataformas digitais.
Segundo Silvio, sua atuação seguirá voltada para Pernambuco no Congresso Nacional. “Acompanhe, participe e vamos juntos construir um Pernambuco ainda melhor, porque Pernambuco pode mais”, declarou. Na publicação, ele também disponibilizou um número de WhatsApp para receber mensagens da população.
O ex-governador do Rio de Janeiro e ex-ministro de Estado durante os governos Dilma e Temer, Moreira Franco (MDB), é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, da próxima terça-feira. Atualmente, Moreira é presidente do Conselho Curador da Fundação Ulysses Guimarães (FUG). Em abril deste ano, ele lançou o livro “Política como destino – Caminhos e descaminhos da redemocratização”. A obra, que apresenta um relato detalhado dos bastidores das principais decisões políticas do país nas últimas décadas, será uma das pautas durante a entrevista.
No podcast, Moreira também irá abordar temas como o plano nacional, as eleições deste ano e as recentes movimentações no Congresso Nacional. Com mais de mil páginas, o livro recém-lançado por Moreira Franco é resultado de um trabalho baseado em entrevistas conduzidas pela socióloga Aspásia Camargo, com colaboração do filósofo Denis Rosenfield, reunindo informações, episódios e análises sobre momentos decisivos da política nacional. A narrativa adota formato de diálogo, com o objetivo de tornar o conteúdo mais acessível, sem abrir mão da densidade histórica e analítica.
Leia maisFiliado ao MDB, Moreira foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência e, posteriormente, ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer. Sua vida pública teve início em 1974, quando foi eleito deputado federal pelo MDB-RJ. Elegeu-se ainda prefeito de Niterói e, logo depois, governador do Estado do Rio de Janeiro. Retornando ao Congresso Nacional em 1994, exerceu por duas legislaturas o mandato de deputado federal. Além disso, foi vice-presidente da Caixa Econômica. No governo Fernando Henrique Cardoso, atuou como assessor especial no Palácio do Planalto.
Foi nomeado, no início da gestão Dilma-Temer, para a hoje extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos e, posteriormente, a pedido do então vice-presidente, nomeado ministro da Aviação Civil. Em 3 de fevereiro de 2017 foi confirmado como o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência do gabinete de Michel Temer. No dia 10 de Abril de 2018, o Palácio do Planalto informou que Moreira Franco viria a assumir o Ministério de Minas e Energia, substituindo o deputado Fernando Coelho Filho no cargo.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Igor Gadelha
Do Metrópoles
O governo Lula descarta buscar diálogo com a gestão Donald Trump no curto prazo para reverter a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A ordem inicial do Palácio do Planalto é para que o Itamaraty e outros ministérios examinem com lupa os efeitos da medida para o Brasil antes de tentar qualquer contato com integrantes da gestão Trump.
Leia maisInicialmente, a estratégia do governo Lula é analisar a repercussão de medidas semelhantes adotadas pelos americanos em outros países. O objetivo é examinar, sobretudo, os impactos financeiros.
Diplomatas ouvidos pela coluna lembram que, no México, por exemplo, três instituições financeiras foram sancionadas por suposto papel na lavagem de dinheiro para cartéis designados como terroristas pelos EUA.
As três instituições mexicanas ficaram proibidas de fazer transações com bancos norte-americanos. O governo Lula quer entender se a designação do PCC e do CV também terá impacto sobre instituições financeiras no Brasil.
“O nome do jogo é o interesse nacional. Isso significa proteger emprego e renda. Se houver sanções econômicas, esses pilares podem ser afetados”, afirmou um diplomata à coluna, pedindo reserva.
Governo Lula foi pego de surpresa
À coluna, um ministro do Planalto ponderou ainda que o governo Lula não teria motivo para buscar a gestão Trump agora, já que o Departamento de Estado norte-americano anunciou a medida sem comunicar previamente o Brasil.
Esse auxiliar de Lula lembra que o presidente brasileiro esteve na Casa Branca no início de maio, quando entregou documentos propondo parcerias no combate ao crime organizado e acabou “ignorado”.
Nesse cenário, a reação do governo Lula se limitará, por ora, à nota oficial já emitida pelo Planalto e às declarações do presidente, que mirou suas críticas no senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O encontro de Lula e Trump no G7
Como noticiou a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, Lula e Trump poderão se encontrar pessoalmente nas próximas semanas durante a cúpula do G7, que acontecerá de 15 a 17 de junho no interior da França.
Apesar de os dois presidentes já terem confirmado presença na cúpula do bloco, não há, até o momento, qualquer previsão de reunião bilateral entre eles à margem do evento.
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Por Blog da Folha
O senador Humberto Costa (PT) demonstrou confiança na aprovação da PEC que põe fim à escala de trabalho 6×1 no Senado Federal. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (28), agora seguirá para análise dos senadores, onde precisará de ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação.
Segundo o parlamentar, a mobilização popular será decisiva para garantir o avanço da matéria na Casa Alta. “Sou muito otimista quanto à possibilidade de aprovarmos a PEC. A pressão será maior e mais eficaz do que foi na Câmara dos Deputados. Mas tem que haver pressão, não pode deixar de haver”, afirmou.
Leia maisA proposta altera a Constituição Federal para assegurar dois dias de descanso semanal remunerado, consolidando a escala 5×2 como referência, sem redução salarial. O texto prevê ainda a redução gradual da jornada semanal: de 44 para 42 horas em até 60 dias após a promulgação, chegando a 40 horas semanais ao fim de 12 meses.
Humberto Costa afirmou que atuará diretamente na articulação política em defesa da PEC no Senado, embora o projeto ainda não tenha data definida para votação. “Trabalhadoras e trabalhadores terão mais tempo para o descanso, para ficar com a família, com os filhos, para praticar sua fé e para o lazer. No Senado, vamos lutar firmemente pela rápida aprovação. Não vamos esmorecer”, declarou.
O senador também criticou parlamentares contrários à proposta e afirmou que a população acompanhará o posicionamento de cada senador sobre o tema. “Nossa luta no Senado será para que votemos a PEC antes do recesso parlamentar, que começa em 17 de julho. É uma pauta urgente, que mobiliza a sociedade brasileira, e o Senado precisa dar uma resposta rápida em favor dos trabalhadores”, concluiu.
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Por Blog da Folha
O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão (PSD), declarou apoio à reeleição do senador Fernando Dueire (PSD) e destacou a atuação municipalista do parlamentar em defesa do Polo de Confecções do Agreste pernambucano. Segundo o gestor, o senador tem mantido uma atuação próxima das demandas da cidade e contribuído para o desenvolvimento econômico da região.
“Santa Cruz do Capibaribe precisa da reeleição do senador Fernando Dueire para que essa atuação continue fortalecendo nossa cidade e os municípios pernambucanos. Ele é um senador que escuta, acompanha de perto as necessidades da população e tem sido uma voz firme na defesa do Polo de Confecções do Agreste, dos empreendedores e de quem gera emprego e renda em Pernambuco”, afirmou Helinho Aragão.
Leia maisNa última quinta-feira (28), o prefeito e o senador participaram, ao lado do ex-prefeito Fábio Aragão, da assinatura da ordem de serviço para construção do Hospital Municipal Fernando Aragão, em Santa Cruz do Capibaribe. A obra será executada às margens da PE-160 e prevê a implantação de uma unidade com mais de 100 leitos para atendimento da população da cidade e da região do Agreste.
Durante o evento, Fernando Dueire afirmou que a construção do hospital representa uma ação estruturadora para o município e destacou o planejamento da gestão municipal na área da saúde.
“A construção desse novo hospital mostra a capacidade de planejamento e o compromisso da gestão do prefeito Helinho com as pessoas, com o cuidado e com o futuro da cidade. É uma obra estruturadora, que vai ampliar o atendimento, garantir mais dignidade à população e fortalecer a rede de saúde do Agreste. Nosso compromisso, em Brasília, é seguir trabalhando para assegurar investimentos e apoiar ações que transformem a vida das pessoas nos municípios pernambucanos”, declarou o senador.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Esta semana o advogado Robert Amsterdam voltou a virar notícia na Europa. Venceu uma causa milionária defendendo a cantora Shakira do Fisco espanhol. Foi uma goleada. Ela recebeu de volta 55 milhões de euros (cerca de R$ 324 milhões) pagos indevidamente. Amsterdam lançou livro, escrito em parceria com seu sócio Christopher Wales, especialista em tributos, conselheiro do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, relatando as atrocidades praticadas pela AEAT (Agência Tributária da Espanha). Hacienda y el estado dual estará nas livrarias (inclusive Amazon) a partir de 3 de junho.
O livro é explosivo como quase tudo que envolve Amsterdam. Este advogado de 70 anos ficou famoso ao defender o oligarca russo Mikhail Khodorkovski, então dono da petroleira Yukos. Contratado em 2003 para defender Khodorkovski, perseguido por fazer oposição ao presidente Vladimir Putin, transformou a disputa numa batalha internacional sobre Estado de Direito, seletividade judicial e uso político do sistema tributário.
Leia maisSua estratégia não foi apenas jurídica, mas sobretudo política. Mobilizou imprensa, organismos multilaterais, investidores estrangeiros e cortes internacionais. Acusou o Kremlin de usar a máquina fiscal como arma política para expropriar ativos privados e intimidar oligarcas críticos ao regime.
Sua ousadia rendeu-lhe uma visita do serviço secreto de Putin. No meio da noite, agentes invadiram seu quarto no hotel em Moscou, o detiveram e, em seguida, veio uma ordem de expulsão. A ofensiva russa terminou com a quebra da Yukos, prisão de Khodorkovski e confisco dos principais ativos da companhia pela estatal Rosneft. Amsterdam retaliou entrando com ações nos tribunais europeus, pedindo indenização. O Tribunal de Haia condenou a Rússia a pagar US$ 50 bilhões, mas Putin fez cara de paisagem.
O livro de Amsterdam e Wales é importante, porque mostra o lado escuro de um país que se diz democrático, mas faz vista grossa para distorções típicas da ditadura franquista, enterrada em 1975 com as primeiras eleições livres desde os anos 1930.
É uma acusação contundente, inspirada na teoria do cientista político e advogado alemão Ernst Fraenkel (1898-1975). No seu livro “O estado dual“, de 1941, ele descreve a ditadura nazista como um sistema de governo com dois tipos de autoridade coexistindo dentro do mesmo marco institucional. O Estado normativo, com leis, tribunais, cidadania, direitos, normas econômicas e uma certa previsibilidade. E outro Estado operando à margem destas regras, exercendo um poder sem limites legais, agindo discricionariamente, disseminando o medo e a imprevisibilidade da força coercitiva.
Qualquer um, especialmente adversários políticos, poderiam receber a qualquer hora a visita da polícia em casa. Desta forma, os regimes totalitários decidiam o que aconteceria quando estivessem em jogo os interesses do Estado e de seus mandatários.
Depois de 85 anos, a teoria de Fraenkel, testada e comprovada, continua de pé. Totalitarismos disfarçados corroem por dentro democracias, semeando o medo, a insegurança e a diáspora de riquezas na qual estão empreendedores, artistas, financistas, atletas, cientistas e qualquer um com talento para ganhar dinheiro.
No “Hacienda y el estado dual“, Amsterdam e Wales mostram a vida como ela é nas relações entre o Fisco espanhol e os pagadores de impostos. Nessa investigação, que consumiu dois anos de trabalho, revelam a verdadeira tirania de um Estado com uma fome voraz por arrecadar cada vez mais. Se Shakira não tivesse contratado o escritório de Robert Amsterdam, provavelmente teria o mesmo destino de milhares e milhares de espanhóis nas últimas décadas, vítimas de um sistema que premia o fiscal quanto mais ele arrecada.
Diferentemente de França, Inglaterra, Suécia, Estados Unidos ou Canadá, a Espanha instituiu um prêmio em dinheiro. Em 2025, o sindicato dos fiscais de renda conseguiu incluir no orçamento 125 milhões de euros (cerca de R$ 736 milhões) para serem distribuídos como bônus de produtividade. Impossível qualquer fiscalização imparcial. Detalhe: se a Justiça decidir que o fiscal errou ele não precisa devolver o bônus.
O livro mostra o quanto esse tipo de incentivo favorece a tirania do Fisco contra os pagadores de impostos. Os prazos para prestar esclarecimentos são curtos, as fiscalizações, na maioria das vezes, são iniciadas sem base jurídica sólida e provas são colhidas sem mandados específicos. Na maioria das vezes, os processos partem de teoria e não de provas concretas para investigar qualquer pagador de impostos. Zero transparência.
Isso se dá num país onde a carga tributária pode chegar a 47% para pessoas físicas. Além de pagar caro para manter o Estado, o pagador de impostos acaba sendo achacado pela truculência da Receita, movida à base de bonificações pagas com os impostos deste mesmo cidadão.
No livro “Como as democracias morrem“ de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, são listados exemplos de governos eleitos que romperam com os princípios democráticos, citando Hungria, Venezuela e Peru. Mas não penetram fundo nesse lado escuro tratado por Fraenkel e Amsterdam e Wales.
Da mesma forma que os extremismos ameaçam os regimes democráticos, a burocracia sevada com prêmio em dinheiro, tendo como único objetivo o aumento de arrecadação, é um veneno a corroer o Estado de Direito. Numa entrevista ao jornal El Español, Amsterdam contou da sua surpresa quando, numa feira de livros de Barcelona, as pessoas compravam exemplares do “Hacienda y el estado dual” com dinheiro vivo. “Eles diziam ter medo da Receita descobrir que estavam gastando com aqueles livros. Nunca vi tanta gente comum com tanto medo do Fisco”, arrematou.
A cidadania está em xeque num mundo com cada vez menos dinheiro vivo — o que garroteia a liberdade do cidadão comum de gastar o que ganha como bem entender — e enorme pressão por arrecadar não importando as consequências. Afinal, quem fiscalizará o fiscal? No caso da Espanha, o pagador de impostos emparedado fica entre a cruz e a espada: se faz um acordo e paga, admite a fraude. Se enfrenta, sofre devassa financeira de consequências imprevisíveis.
O livro de Amsterdam e Wales nos faz refletir sobre a qualidade das relações entre o Estado e o cidadão. Nos países ditos democráticos, até que ponto a sociedade estaria disposta a aceitar o controle extremo sobre a vida das pessoas, num mundo já devassado por câmeras ou redes sociais, sem freios para exposições?
A diluição da intimidade, a subtração do direito de não ser visto nem reconhecido, como já acontece na China, por exemplo, aos poucos vai virando o novo normal. Na Espanha, a tirania do Fisco é cupim a corroer o Estado de Direito de dentro para fora. Deve ser complicado viver num país onde imposto vale mais que democracia.
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