O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) apresentou, ontem, um projeto de lei destinado a definir e explicitar alguns pontos da proposta apresentada pelo Governo do Estado para terceirizar parte dos serviços oferecidos pela Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA).
Com essa proposta, caberá à iniciativa privada fazer a distribuição de água e a coleta e tratamento do esgotamento sanitário. À Compesa, caberá produzir e armazenar a água a ser distribuída. Os pontos mais preocupantes levantados por Borges são os seguintes:
Definição dos recursos oriundos do valor pago pela iniciativa privada a título de outorga: neste item, o deputado propõe que 60% desse valor seja destinado aos municípios e 40% fiquem com o estado. O PL apresentado determina ainda que o valor recebido pelo estado só possa ser gasto em obras, ações ou serviços de abastecimento d’água, coleta e tratamento de esgoto;
A inclusão de comunidades com até 1.000. Essas comunidades foram excluídas da proposta do governo e tiveram sua inclusão determinada pelo PL apresentado;
Proteção dos direitos dos servidores da COMPESA, que são quadros técnicos muito importantes para Pernambuco;
Manutenção da política tarifária no período de 5 anos, vedando o aumento de tarifa aos usuários nesse período, possibilitando, no entanto, reajustes de acordo com o IPCA.
O projeto foi elaborado a partir das escutas públicas realizadas por iniciativa dos deputados Waldemar Borges, Pedro Campos e o PSB de Pernambuco. As audiências, que ocorreram em Gravatá, Garanhuns e Afogados da Ingazeira, reuniram autoridades municipais e diversas lideranças regionais, além de funcionários da Compesa.
A proposta agora seguirá para discussão nas comissões para em seguida ser votada em Plenário. Borges afirmou que também irá promover audiência pública na Comissão de Administração Pública, que é presidida por ele.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será candidato à reeleição. O movimento representa uma vitória para o próprio Alckmin, que vinha afirmando não ter desejo de concorrer a outro cargo, e também coroa a articulação política do prefeito do Recife e pré-candidato a governador de Pernambuco, João Campos, presidente nacional do PSB. Ninguém defendeu mais do que ele, em conversas com Lula e na mídia, a manutenção do aliado na chapa governista.
O anúncio de Lula ocorreu em reunião ministerial realizada em Brasília, na terça-feira passada. Na ocasião, o presidente fez referência à desincompatibilização de Alckmin do cargo que ele acumula à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A saída do ministro terá que ocorrer até o próximo sábado, em virtude da legislação eleitoral.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou Lula, em fala que foi sucedida por um longo período de aplausos.
O anúncio de Lula também tem repercussões na corrida ao Governo de Pernambuco. A reedição da chapa PT-PSB no plano federal fortalece ainda mais a sinergia entre os dois partidos na Frente Popular, a aliança política mais vitoriosa da história do Estado.
Recentemente, João Campos já havia sido bem-sucedido na costura de uma chapa que contará com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) como nomes para o Senado e com Carlos Costa (Republicanos) como pré-candidato a vice-governador, reforçando esse como o palanque de Lula em Pernambuco nas próximas eleições.
POLITICAMENTE CORRETA – A manutenção da chapa com Alckmin vice foi vista como uma decisão “politicamente correta” e um cálculo pragmático para manter a união de forças que levou à vitória de Lula em 2022, buscando estabilidade na relação entre os dois. Além de João, setores do PT, incluindo o núcleo próximo ao presidente, defenderam a permanência de Alckmin, como Gleisi Hoffmann, que afirmou que a chapa vencerá novamente. A escolha sinaliza a aposta de Lula em repetir a fórmula de 2022, valorizando a moderação e a aliança com setores de centro que Alckmin representa.
Ganhar de novo – A confirmação de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa de 2026 foi tratada pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, como um movimento de consolidação política do governo e da estratégia eleitoral do campo governista. Ao comentar a decisão, ela afirmou que a permanência de Alckmin reforça uma composição que já demonstrou capacidade de vitória e que, na avaliação dela, reúne condições para repetir o resultado na próxima eleição. “Lula venceu com Alckmin e vai vencer novamente”, disse Gleisi.
Túlio vai de Caiado? – A aliados mais próximos, o deputado Túlio Gadelha, que trocou o partido Rede pelo PSD, confirmou que disputará o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra. Ao ingressar na legenda de Kassab, Gadelha vai seguir a orientação partidária apoiando a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República ou abrirá uma dissidência na legenda em apoio à reeleição do presidente Lula? Com a palavra, o próprio Gadelha, cujo símbolo maior da sua primeira eleição foi a estrela da jornalista global Fátima Bernardes, com quem é casado.
Miguel, o segundo? – Faltando apenas dois dias para encerrar o prazo do troca-troca partidário, a governadora continua mantendo suspense quanto à montagem da sua chapa. Não deu pistas ainda para o segundo candidato ao Senado nem se mantém Priscila Krause na vice. Aliados do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, estufam o peito e arriscam que o segundo nome na corrida para a Casa Alta será o representante do clã Coelho.
A chapa da morte – A chapa do PSD, partido de Raquel, escalada para a conquista de cadeiras na Assembleia Legislativa, foi batizada de “a chapa da morte”. Tudo porque os camurins, como se refere o ex-deputado Sílvio Costa aos postulantes que entram na eleição com resultados abaixo de 40 mil votos, são vistos como compradores do “passaporte eleitoral da morte”. O time dos tubarões, gente com votações acima de 50 mil, é extenso: Débora Almeida, Aglailson Vitor, Andrea Medeiros, Antônio Moraes, Romero Sales, Jarbas Filho, Willian Brígido, Joãozinho Tenório, Fabio Aragão, Anderson Luiz e Viviane Fagundes, esposa do prefeito de Gravatá. Já Marconi Santana, Professor Lupercio e Raimundo Pimentel vão entrar numa guerra desigual pelas duas últimas vagas.
CURTAS
NO MDB – O deputado Luciano Bivar, ex-União Brasil, ingressou no MDB num ato super concorrido, com a presença de pesos-pesados, como o líder do partido na Câmara, Isnaldo Bulhões. Deve ser escolhido primeiro-suplente do senador Humberto Costa (PT) na chapa de João Campos, candidato a governador pelo PSB.
DEUSES – O presidente Lula afirmou, ontem, que senadores podem criar problemas para o governo se não houver uma base de sustentação. “Um senador com mandato de 8 anos pensa que é Deus e pode criar muito problema se você não tiver base no Senado”, disse o petista em entrevista à TV Cidade, do Ceará.
ARTISTAS – Pelo menos dez artistas consagrados na música regional irão dar uma canjinha no jantar de adesão dos 20 anos do blog no dia 18 de maio, no restaurante Sal e Brasa Jardins da Rui Barbosa. Amanhã, numa postagem neste blog, vou revelar as estrelas que já confirmaram.
O ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSB-MG) oficializou nesta quarta-feira (1º) a sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). O evento ocorreu em Brasília.
“Com 9 anos de atraso eu estou aqui, para poder me filiar ao PSB com muita alegria e o coração cheio de esperança”, disse Pacheco. As informações são do g1.
A escolha do partido é mais um passo de alinhamento de Pacheco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que desde o ano passado tenta convencer o senador a ser candidato ao governo de Minas Gerais.
A ideia é que Pacheco apoie Lula no estado. O movimento se tornou inviável no antigo partido do senador, o PSD, após a filiação do então vice-governador do estado, Mateus Simões, que assumiu o governo com a renúncia de Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência, e disputará a reeleição.
“Eu destaco algo que pra mim foi a motivação desta filiação. Primeiro que é um partido que tem história, uma história muito longa, de oito decadas. […] o PSB, desde a sua inauguração concebeu uma ideia de combater o autoritarismo”, disse Pacheco. O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), principal figura do partido, e do prefeito de Recife (PE), João Campos, presidente nacional do partido.
“O PSB não fica apenas maior, mas fica melhor, Rodrigo Pacheco, com a sua filiação. Nós estamos muito felizes. Minas Gerais, estado que você é senador, em tamanho de país, é uma síntese do Brasil”, afirmou Alckmin durante o evento.
O peso de Minas Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral brasileiro. O estado é estratégico para todos os candidatos presidenciáveis, uma vez que costuma ditar o rumos das eleições.
De acordo com os dados estatísticos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acumulados desde 1998, todos os candidatos que venceram no estado acabaram levando as eleições presidenciais.
Em 2022, o presidente Lula venceu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado por uma margem pequena, pouco mais de 563 mil, uma diferença de 9%.
O empresário carioca Marcelo Paes Fernendez Conde, de 65 anos, é procurado pela Polícia Federal, desde o início da manhã desta quarta-feira (1), por suspeita de comprar e vazar dados sigilosos de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Marcelo Conde é filho do ex-prefeito do Rio e ex-vice-governador Luiz Paulo Conde – morto em julho de 2015 aos 80 anos. As informações são do g1.
A nova fase da Operação Exfil pretende apurar um esquema de “obtenção ilícita de declarações fiscais sigilosas de autoridades públicas e de seus familiares, mediante acesso não autorizado aos sistemas da Receita Federal do Brasil”, segundo a Polícia Federal.
O ministro Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio e em São Paulo. Todos ligados ao empresário Marcelo Conde.
As investigações apontaram indícios de que dados fiscais protegidos de ministros da Corte, do Procurador-Geral da República (PGR) e de seus familiares teriam sido acessados indevidamente.
Foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas. De acordo com a Procuradoria Geral da República foram acessados dados de 1.819 contribuintes, entre os quais pessoas vinculadas a ministros do STF, do Tribunal de Contas da União (TCU), de deputados federais, ex-senadores, ex- governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários.
O g1 apurou que Marcelo Conde é suspeito de encomendar os dados de Viviane Barci ao contador Washington Travassos de Azevedo, que já foi preso em outra fase da operação por determinação do STF.
O material apreendido e depoimentos colhidos pela Polícia Federal até o momento apontam Marcelo Conde como o suspeito de encomendar uma espécie de pacote de dados de pessoas físicas. Depoimentos apontam que ele teria fornecido listas de CPFs e realizado pagamentos em espécie, no valor de R$ 4.500, para receber as declarações fiscais obtidas de forma ilícita.
Em sua decisão, a partir de parecer da PGR, o ministro Alexandre de Moraes destacou a necessidade da busca e apreensão para a “reconstrução das cadeias de eventos e identificação de outros possíveis envolvidos”.
“A apreensão de dispositivos eletrônicos revela-se medida indispensável, uma vez que comunicações por aplicativos de mensagens e registros em nuvem podem evidenciar a extensão da atuação do investigado”, destaca o relatório da autoridade policial acolhido pelo relator.
A operação Em fevereiro, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão que miraram servidores públicos em três estados: Rio, São Paulo e Bahia.
A ação da PF ocorreu em meio à investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades.
De acordo com as investigações, os dados teriam sido extraídos dos sistemas da Secretaria da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). A investigação revelou uma “cadeia de intermediação estruturada”, que contava com a participação de:
Servidores públicos com acesso funcional;
Funcionários terceirizados (vigilantes);
Despachantes e intermediários.
Os mandados foram cumpridos a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os investigadores buscam saber, por exemplo, se funcionários da Receita quebraram ilegalmente sigilo de ministros do Supremo e de parentes deles sem aval.
Os investigadores suspeitam que houve uma espécie de pacote com vários nomes. Alguns dos servidores envolvidos eram do Serpro (Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital e Tecnologia da Informação), que estava cedido à Receita.
O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) anunciou, nesta quarta-feira (1º), que decidiu não concorrer à reeleição ao parlamento estadual. Em nota, ele explicou que a decisão foi tomada após “reflexões compartilhadas e agradeceu aos que contribuíram com sua trajetória ao longo de 40 anos na política.
Waldemar Borges ocupa pela quarta vez consecutiva uma cadeira na câmara estadual. Ele foi eleito em 2022 com 44.857 votos.
“Após um longo período de dedicação à vida pública — desde a retomada do processo democrático no país, passando pelos quatro mandatos como vereador do Recife e quatro mandatos como deputado estadual — decidi seguir contribuindo com a política e com a vida pública em outras funções, sem disputar, neste momento, um novo mandato eletivo.
A decisão foi construída a partir de reflexões compartilhadas com familiares, amigos/as de militância, além do nosso líder João Campos. Há um entendimento comum de que este é um momento de priorizar a saúde, estar mais próximo da família e dos amigos, e também de contribuir com a campanha majoritária de João, sem necessariamente participar do processo eleitoral na condição de candidato.
Minha experiência, compromisso e empenho na vida pública seguirão presentes em todas as missões que venha a assumir. Vamos continuar trabalhando para a consolidação da democracia, que há pouco tempo ainda foi ameaçada.
Expresso aqui minha gratidão a todos e todas que, ao longo desses últimos 40 anos, construíram uma bela trajetória de atuação pública e parlamentar em Pernambuco, da qual, com muito orgulho, fiz parte”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira dois aplicativos do Ministério da Educação (MEC) que disponibilizarão acesso a livros e cursos de idiomas de forma gratuita. Ele não informou, porém, quando as ferramentas estarão liberadas para o uso da população.
— Agora só depende de você. Tire duas, três horas por semana para ler e aprender — afirmou Lula.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a pasta lançará o MEC Livros e o MEC Idiomas. O primeiro disponibilizará oito mil obras, clássicos de domínio público e também lançamentos. O outro oferecerá aulas de inglês e espanhol do básico ao avançado. De acordo com o presidente, há a previsão para que mais idiomas sejam incluídos na plataforma. As informações são do jornal O GLOBO.
Em um vídeo publicado por Lula, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que o aplicativo de livros funcionará como uma biblioteca. Nele, o usuário fará um empréstimo da obra por 14 dias e depois poderá renovar por mais 14.
— Vai ter categorias como clássico, aventura, ficção cientifica, biografia, história. E ninguém paga nada — diz Santana.
No ano passado, o MEC lançou um aplicativo para os estudantes estudarem para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Entre outros recursos, a ferramenta disponibiliza uma inteligência artificial que corrige os textos dos alunos com base nas competências da prova.
O Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos publicou nesta quarta-feira um novo relatório sobre o Brasil, no qual critica o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O grupo, atualmente comandado pelo partido Republicano, do presidente Donald Trump, afirma que o magistrado atua em uma “campanha de censura” que “atinge o cerne da democracia brasileira e ameaça a liberdade de expressão” americana.
“A supervisão do Comitê revela que o ministro Moraes e outros membros do Judiciário brasileiro, assim como um número crescente de censores estrangeiros, buscam impor um regime global de censura ao ordenar a remoção de conteúdos em todo o mundo”, diz o documento sobre decisões de Moraes no STF. As informações são do jornal O GLOBO.
No relatório, o comitê argumenta que decisões, avaliadas pelos deputados como de censura, proferidas Moraes e outros magistrados brasileiros “têm repetidamente mirado os discursos proferidos nos Estados Unidos, incluindo os de jornalistas e comentaristas brasileiros” que vivem no país governado por Trump.
O documento também menciona o cenário eleitoral no Brasil, citando a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para os parlamentares americanos, “as ordens de censura e o ‘lawfare’” de Moraes contra a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e apoiadores “podem prejudicar significativamente sua capacidade de se expressar on-line sobre questões de interesse público nos meses que antecedem a eleição presidencial brasileira”.
A comissão é presidida pelo deputado Jim Jordan, que é apoiador de Trump. Ele esteve com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e Flávio em 8 de janeiro deste ano.
O GLOBO procurou o STF, mas não teve retorno até a publicação da reportagem. O texto será atualizado em caso de resposta.
A Federação União Progressista oficializou, nesta quarta-feira (1º), a pré-candidatura do ex-prefeito de Toritama, Edilson Tavares, à Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito pelo presidente da federação, deputado federal Eduardo da Fonte, ao lado do deputado estadual Adalto Santos, que fará dobradinha com o pré-candidato. O ato contou com a presença de lideranças políticas da região, incluindo o prefeito de Toritama, Sérgio Colin, o vice-prefeito Gil Custódio, o presidente da Câmara Municipal, Zé Neto, e vereadores do Agreste.
Edilson Tavares administrou o município por dois mandatos e também atua no setor de confecções. “Queremos levar a experiência de Toritama para todo o estado, ampliando oportunidades, gerando emprego e renda e defendendo quem produz. Assumo o compromisso de trabalhar por um Pernambuco mais forte e desenvolvido”, afirmou.
Quarta-feira, 1º de abril. No Brasil, hoje, o dia é conhecido na tradição popular como o Dia da Mentira. A origem foi impulsionada a partir de 1828, quando o jornal mineiro A Mentira publicou falsamente a morte de Dom Pedro I. Nos tempos atuais, esse fato seria rotulado de uma tremenda fake news. Entretanto, as brincadeiras de inventar e espalhar mentiras, enganando pessoas e montando “pegadinhas”, sobrevivem até hoje.
Curiosamente, há exatos 37 anos, o lendário comunicador Silvio Santos, dono do SBT, promovia, em São Paulo, nos estúdios da TVS da Vila Guilherme (colado ao complexo penitenciário do Carandiru), aquele que seria o último concurso de Miss Brasil do seu canal de televisão. Mas essa desistência só seria anunciada, oficialmente, meses depois do concurso.
Todavia, nos corredores e nos camarins onde as misses se preparavam para o início do Miss Brasil de 1989, a fofoca corria solta e chegava até à imprensa credenciada que aguardava o Senor Abravanel para uma coletiva.
Ousado e atrevido ao que estava acontecendo, não poderia perder a oportunidade e fui direto ao ponto quando fiquei tête-à-tête com ele: “Silvio, é verdade que hoje é o último concurso do Miss Brasil realizado pelo SBT?”
Ele respondeu com um largo sorriso acrílico, perguntando por Marco Maciel. É que já tinham informado que eu era um jornalista pernambucano.
Terminado o encontro com o “homem do baú da felicidade”, fomos deslocados ao auditório para acompanhar o concurso.
E, para dizer que não falei da miss, a vencedora da última edição da Era Silvio Santos foi Miss Ceará, Flávia Cavalcante. Não importa se a vitória dela foi em 1º de abril — o Dia da Mentira. Até porque Flavinha é, até hoje, uma Miss de Verdade.
Após vários atrasos não planejados nos últimos meses, a Nasa deu início na noite desta quarta-feira (1) ao segundo passo do histórico programa que promete retornar humanos à superfície Lua: o lançamento da missão Artemis II.
Quatro tripulantes estão viajando dentro da cápsula Orion, o foguete mais poderoso já construído pela agência espacial americana. As informações são do g1.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou em carta enviada ao Senado nesta quarta-feira que reúne os requisitos constitucionais para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a harmonia entre os Poderes e citou sua origem evangélica ao apresentar seus valores pessoais.
No documento que acompanha a mensagem presidencial, Messias sustenta que possui “notório saber jurídico e reputação ilibada”, como exige a Constituição, e afirma que o cargo exige “respeito absoluto à separação dos Poderes” e “equilíbrio entre os Poderes da República”. As informações são do jornal O GLOBO.
Em um dos trechos, o indicado detalha sua visão sobre o papel do Supremo e os princípios que pretende adotar no cargo:
“Acredito firmemente que o fortalecimento das instituições, o respeito às leis e o diálogo entre os Poderes são os pilares da democracia e da harmonia institucional. Tenho absoluta consciência de que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal exige distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes”.
Messias também faz referência à sua formação pessoal e religiosa:
“Meu compromisso, se aprovado por esta Casa, é o de exercer a jurisdição constitucional com independência, imparcialidade e fidelidade à Constituição e observância à Lei Orgânica da Magistratura Nacional, guiado pelos valores que me formam: a fé, a família, o trabalho, a ética no serviço público, a justiça e o amor ao Brasil”.
Ao apresentar sua trajetória, o indicado menciona a experiência na chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) e em outros órgãos do Executivo e afirma que sua atuação foi voltada à “defesa do Estado e das instituições”.
Na documentação, ele também inclui, entre suas produções técnicas, trabalhos que tratam da participação de entidades religiosas na formulação de políticas públicas, um aceno ao segmento evangélico no Senado.
A carta segue o modelo protocolar das indicações ao STF e reúne ainda declarações formais exigidas pelo Senado. Messias afirma, por exemplo, não incorrer em hipóteses de nepotismo e estar em situação regular com suas obrigações legais.
O envio do documento ao Legislativo ocorreu mais de 24 horas após o anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que formalizaria a indicação. A demora surpreendeu aliados do governo, que atribuíram o atraso a trâmites internos da Casa Civil.
Nos bastidores, a combinação entre a menção à fé e à atuação envolvendo entidades religiosas é vista por interlocutores como uma tentativa de ampliar a aceitação do nome entre senadores de oposição e da bancada evangélica, considerada peça relevante para a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A indicação de Messias enfrenta resistências desde o anúncio, em novembro do ano passado, especialmente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia outro nome para a vaga. O Planalto segurou por meses o envio formal da mensagem como estratégia para reduzir a rejeição.
Com a documentação agora protocolada, a expectativa no governo é que o rito seja destravado e que Alcolumbre avance na marcação da sabatina. No entanto, ele tem indicado a aliados não ter pressa.
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 327/2024, de autoria da deputada federal Michele Collins. A proposta suspende uma resolução que impede o reconhecimento das comunidades terapêuticas como entidades do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
“Apresentei este projeto para suspender a exclusão das comunidades terapêuticas do SUAS. Esta é uma vitória importante para essas instituições, que realizam um trabalho em todo o país e já têm esse direito garantido por lei”, afirmou a parlamentar. O texto segue agora para análise nas demais etapas do processo legislativo.
O MDB oficializou, nesta terça-feira (31), a filiação do deputado federal Luciano Bivar, ex-União Brasil. O evento, marcado por um clima de entusiasmo, contou com a presença de lideranças como o líder do partido na Câmara, Isnaldo Bulhões, e o deputado federal Ricardo Maia (BA).
Durante o anúncio, Isnaldo Bulhões destacou a importância da chegada de Bivar, classificando-a como uma das filiações “mais especiais” do partido nesta janela partidária. “Bivar é um dos grandes deputados do Brasil, um grande idealista e um político muito especial”, afirmou o líder emedebista. As informações são do JC.
Luciano Bivar, por sua vez, expressou sua satisfação com o novo ciclo. “Sinto-me muito honrado pelo convite de toda a bancada e da liderança do MDB. Estou muito feliz e pronto para contribuir com projetos para o nosso Brasil”, declarou o parlamentar, selando o compromisso com a legenda que completa 60 anos em 2026.
A entrada de Bivar no MDB não é apenas uma troca de legenda, mas um passo decisivo nas articulações para as eleições de 2026. Nos bastidores, a filiação é vista como o alicerce para consolidar a presença de Bivar na chapa majoritária encabeçada pelo atual prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB).
Crescem as especulações de que Luciano Bivar poderá ocupar a primeira suplência na candidatura de Humberto Costa (PT) ao Senado Federal. Essa composição visa unir a força capilar do PSB, o apoio do Governo Federal via PT e a experiência política de Bivar, agora sob a bandeira do MDB.
A estratégia fortalece a frente ampla que João Campos busca construir, garantindo ao MDB um papel de destaque na coalizão e ao projeto de Humberto Costa uma ponte sólida com setores do centro político.