Tão logo o presidente Lula (PT) sofreu um hematoma na cabeça, no dia 19 de outubro, num acidente doméstico no banheiro, a primeira ordem do médico Roberto Kalil foi proibir viagens de avião, por causa da pressurização nas aeronaves. Ouvi três médicos, há pouco, e todos me disseram que Lula deveria ter ficado pelo menos cinco meses sem andar de avião.
A hemorragia craniana se deu ontem, três dias depois de o presidente regressar de uma viagem internacional. Esteve no Uruguai. Segundo os médicos aos quais recorri, a hemorragia pode ter sido uma consequência da viagem, de mais de três horas, tempo que o avião leva de Brasília para Montevidéu.
Leia maisEsses mesmos profissionais se mostraram apreensivos e preocupados com o estado de saúde do presidente da República. Primeiro, pela idade, 79 anos. Segundo, pela região da cabeça submetida ao procedimento cirúrgico. Uma cirurgia intracraniana tem sempre riscos de provocar sequelas irreversíveis.
Uma delas, para a idade de Lula, seria uma leve demência. “Hemorragia intracraniana na região occipital e nessa idade não tem como ser coisa simples”, disse um dos médicos.
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