Com a decisão do prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), de criar um grupo de trabalho para coordenar a formatação da nova gestão municipal, o vice-prefeito eleito, Victor Marques (PDdoB), que lidera o grupo, vai enfrentar sua primeira dor de cabeça com o Governo do Estado.
Ocorre que não é possível determinar se a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), vai continuar cedendo funcionários estaduais à Prefeitura a partir de 2025.
A medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o assunto, aprovada no dia 7 de fevereiro deste ano, determinou que os servidores que estivessem em secretarias e secretarias executivas da Prefeitura permanecessem até o final deste ano.
Victor Marques tem a missão de redesenhar o secretariado sem a certeza de que poderá contar com nomes como o de Fred Amâncio, por exemplo, que comanda a pasta da Educação, mas é auditor da Secretaria da Fazenda (Sefaz).
A própria secretária de Finanças, Maíra Fischer, que também faz parte do grupo de trabalho liderado por Marques, poderá ter que deixar a Prefeitura, a depender da vontade de Raquel. Maíra pertence à Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag).
Outros dois nomes do primeiro escalão municipal podem ser atingidos. São eles: Ermes Costa, que é secretário de Habitação e servidor da Compesa, e o secretário de Ciência e Tecnologia, Rafael Figueiredo, que é procurador do Estado.
Além deles, o presidente da Emprel (Empresa Municipal de Informática), Bernardo Almeida, também é fazendário. Outros servidores cedidos, do segundo e terceiro escalões, também podem deixar a gestão de João Campos e Victor Marques, a partir de 2025.
Grupo técnico
Além de Victor Marques e Maíra Fischer, também integram a equipe responsável pelo novo modelo de administração municipal os secretários Aldemar Santos (Governo), Marília Dantas (Infraestrutura) e Felipe Matos (Planejamento e Gestão).
O grupo é de maioria técnica e da extrema confiança de João Campos. Com exceção de Dema (Aldemar Santos), todos foram cotados para a vice na chapa liderada por João Campos este ano. É tanto que os quatro nomes foram filiados a partidos políticos no primeiro semestre de 2024.
Como ficam as alianças políticas?
Dos cinco integrantes do grupo de trabalho, apenas Dema tem experiência com articulação política. A equipe, no entanto, também tem a missão de acomodar aliados que estiveram ao lado de João Campos nas eleições, a exemplo dos partidos PT, Avante, Solidariedade, Agir e PMB.
Mas, pela formatação do grupo, apenas quatro legendas da base de Campos estão contempladas no debate da nova gestão: o PCdoB (Victor Marques), o União Brasil (Maíra Fischer), o MDB (Marília Dantas) e Republicanos (Felipe Matos).
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou, nesta segunda-feira (18), o afastamento da secretária da Mulher, Aline Melo, e do motorista citado na investigação da Polícia Civil de Pernambuco sobre o suposto atentado a tiros registrado em março deste ano na PE-28.
Na ocasião, a secretária relatou que o carro oficial em que estava foi alvo de disparos. Em nota, a gestão municipal afirmou que acompanhará o andamento das investigações e poderá adotar medidas administrativas caso haja confirmação de irregularidades.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho tomou conhecimento, nesta segunda-feira, das informações divulgadas pela Polícia Civil de Pernambuco, sobre o caso envolvendo a então secretária da Mulher, Aline Melo.
Diante dos fatos apresentados e enquanto as investigações seguem em andamento pelas autoridades competentes, a gestão determinou o afastamento da então secretária e do motorista citado no caso.
A Prefeitura reforça que acompanhará o andamento das investigações e, caso haja confirmação de conduta irregular e responsabilização dos envolvidos, adotará todas as medidas administrativas cabíveis.
A gestão municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito à população.
À medida que o Brasil se aproxima de mais um ciclo eleitoral, o debate sobre a integridade do processo eleitoral assume contornos cada vez mais complexos e desafiadores. Se, em outros momentos, as preocupações se concentravam predominantemente em aspectos formais da disputa, hoje o cenário exige uma análise mais ampla, sofisticada e conectada à realidade digital que redefine a dinâmica política contemporânea.
As eleições deixaram de ocorrer apenas no espaço físico das ruas, dos palanques e dos horários eleitorais tradicionais. Elas passaram a se desenvolver, de forma intensa, no ambiente digital — um território marcado pela velocidade da informação, pela ampliação do alcance comunicacional e, ao mesmo tempo, por riscos significativos à qualidade do debate público.
Nesse contexto, as redes sociais e as ferramentas tecnológicas, inclusive aquelas baseadas em inteligência artificial, tornaram-se protagonistas do processo eleitoral. São instrumentos legítimos de comunicação política, mas que, quando utilizados de forma inadequada, podem comprometer a isonomia entre candidatos, influenciar indevidamente o eleitorado e fragilizar a confiança nas instituições.
A desinformação, por sua vez, emerge como um dos principais desafios contemporâneos. A circulação de conteúdos falsos ou manipulados, muitas vezes impulsionados de forma estratégica, exige uma resposta institucional firme, equilibrada e juridicamente consistente. Trata-se de um fenômeno que não pode ser enfrentado com soluções simplistas, sob pena de se incorrer em violações à liberdade de expressão, pilar essencial de qualquer regime democrático.
É justamente nesse ponto que se revela a centralidade do Direito Eleitoral.
Mais do que regular condutas, cabe ao sistema jurídico eleitoral assegurar o equilíbrio da disputa, a transparência das regras e a legitimidade dos resultados. Isso exige uma atuação coordenada e responsável da Justiça Eleitoral, do Ministério Público, da advocacia e de todos os atores envolvidos no processo democrático.
A Justiça Eleitoral, em especial, assume papel decisivo ao estabelecer parâmetros normativos e interpretar, à luz da Constituição, as novas situações trazidas pelo ambiente digital. O Ministério Público, por sua vez, exerce função essencial na defesa da ordem jurídica e na fiscalização da regularidade do pleito. Já a advocacia atua como garantidora do devido processo legal, contribuindo para a preservação dos direitos e das liberdades fundamentais.
Nesse cenário, a integridade do processo eleitoral não pode ser compreendida apenas como ausência de fraudes. Trata-se de um conceito mais amplo, que envolve confiança pública, respeito às regras, igualdade de oportunidades e responsabilidade institucional.
As eleições de 2026 se apresentam, portanto, como um verdadeiro teste para a maturidade democrática brasileira. A capacidade de lidar com os desafios impostos pela tecnologia, sem abrir mão das garantias fundamentais, será determinante para a consolidação de um processo eleitoral legítimo e confiável.
Nesse contexto, a realização do I Congresso do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, em conjunto com o III Congresso Integrado de Direito Eleitoral do IDEPPE, revela-se de especial relevância institucional e acadêmica, ao reunir magistrados, membros do Ministério Público, advogados, servidores públicos e estudiosos para um debate qualificado sobre os desafios contemporâneos das eleições. Mais do que um evento científico, o Congresso consolida-se como espaço de construção coletiva, de alinhamento entre instituições e de fortalecimento da cultura democrática, contribuindo de forma concreta para a capacitação dos atores envolvidos e para o aperfeiçoamento do processo eleitoral brasileiro diante das transformações impostas pela era digital.
Mais do que nunca, é necessário investir em capacitação, diálogo institucional e reflexão qualificada. O enfrentamento dos novos desafios eleitorais exige preparo técnico, responsabilidade e compromisso com a democracia.
Em tempos de transformação, a defesa da integridade do processo eleitoral não é apenas uma atribuição das instituições — é um dever coletivo.
E é justamente desse compromisso compartilhado que depende o futuro da democracia brasileira.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, investiu cifras milionárias para formar um conglomerado de mídia sob sua influência antes de ser preso e ter o banco liquidado pelo Banco Central (BC). O relato é do publicitário Thiago Miranda, que organizou a campanha de influenciadores para levantar suspeitas sobre a atuação do BC no caso e que intermediou os repasses de Vorcaro para o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
À reportagem, Miranda, dono da agência Mithi, entregou um contrato de compra e venda que mostra que ele vendeu 17% do portal Léo Dias por R$ 10 milhões em 19 de julho de 2024 ao empresário Flávio Carneiro, que ele afirma ser preposto de Vorcaro. O contrato mostra que Dias também vendeu uma parte de suas ações. Pouco antes da assinatura, Miranda e Vorcaro trocaram mensagens celebrando o negócio.
Foi nessa época que o publicitário disse ter conhecido o dono do Master, com quem discutiu o negócio e os valores da transação. Miranda conta que a primeira conversa ocorreu numa das coberturas de Vorcaro no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo, num encontro do qual também teria participado Leo Dias.
Na ocasião, segundo ele, o banqueiro afirmou que estava montando um conglomerado de mídia e, àquela altura, já detinha uma participação na revista IstoÉ e no Brazil Journal. Nas palavras de Miranda, o sócio formal nos dois veículos, Vorcaro era representado Flávio Carneiro em todas as operações por meio da Foone Empreendimentos, que também comprou participação no portal PlatôBR.
Na noite do dia 17 de julho, horas depois da reunião em que, segundo Miranda, ele, Dias e Vorcaro fecharam os termos do negócio, o publicitário enviou uma mensagem ao dono do Master. “Estamos otimistas e felizes com o nosso deal. Vamos juntos”, escreveu, conforme mostra a captura de tela que ele enviou à equipe da coluna. “Vamos fazer algo grande. Contem comigo”, respondeu Vorcaro.
Procurado, Carneiro confirmou ser sócio dos portais, mas negou ter Vorcaro como sócio oculto. “Daniel Vorcaro nunca foi sócio, direto ou indireto, da Foone”, disse. Admite, porém, que o Master aportou dinheiro no site de Léo Dias como anunciante. Clique aqui e leia a matéria na íntegra.
O Instituto Datafolha divulga, a partir desta sexta-feira (22), pesquisa eleitoral de intenções de voto para o cargo de presidente da República. O levantamento vai ouvir 2.004 pessoas entre quarta-feira (20) e sexta-feira (22). O questionário prevê perguntas sobre voto espontâneo e cenários estimulados de primeiro e segundo turno. As informações são do portal G1.
Em um dos cenários, devem ser testados os nomes de Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (DC), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). Em outro cenário, o instituto deve testar Michelle Bolsonaro (PL) no lugar de Flávio Bolsonaro.
A mudança ocorre após o vazamento de áudio do pré-candidato Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, investigado por supostas fraudes financeiras na condução do Banco Master.
O Datafolha também deve perguntar sobre as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atualmente preso pela Polícia Federal sob suspeita de fraude financeira.
O questionário pergunta se o eleitor tomou conhecimento das conversas; se considera que Flávio Bolsonaro agiu bem ou mal ao pedir dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro; se avalia que os dois têm relação próxima; se pensava em votar no senador antes da divulgação das mensagens; se a confiança em Flávio aumentou, diminuiu ou não mudou; e se ele deveria manter a candidatura ou abrir mão e apoiar outro candidato.
Caso o entrevistado considere que Flávio deveria apoiar outro nome, o Datafolha deve perguntar qual candidato ele deveria apoiar: Eduardo Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Romeu Zema ou Ronaldo Caiado.
Intenção de voto
Na pesquisa anterior, divulgada nesse sábado (16), Lula tinha 38% das intenções de voto em um cenário em que disputava com Flávio Bolsonaro, com 35%; Ronaldo Caiado, com 3%; Romeu Zema, com 3%; e Renan Santos, com 2%.
No segundo turno, a pesquisa deve testar quatro cenários:
Lula contra Flávio Bolsonaro;
Lula contra Ronaldo Caiado;
Lula contra Romeu Zema;
Lula contra Michelle Bolsonaro.
Na pesquisa anterior, Lula e Flávio Bolsonaro tinham 45% das intenções de voto cada em um cenário de segundo turno. O levantamento também mostrava Lula com 46% contra 39% de Ronaldo Caiado e 46% contra 40% de Romeu Zema.
O questionário do Datafolha também prevê perguntas sobre conhecimento dos possíveis candidatos, rejeição no primeiro turno, avaliação do governo Lula, aprovação ou desaprovação do trabalho do presidente, voto no segundo turno de 2022 e eventual arrependimento do voto.
A pesquisa também deve incluir perguntas sobre apostas esportivas online e cassinos online, como jogos do Tigrinho, frequência de uso, gasto mensal médio e efeitos financeiros relacionados a essas práticas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07489/2026.
Chegou o grande dia! Na noite de hoje, realizo o primeiro evento em comemoração aos 20 anos do blog: um jantar de adesão, a partir das 19 horas, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Avenida Rui Barbosa. O evento está esgotado.
Planejado para apenas 300 pessoas, em razão da capacidade do espaço, o encontro reunirá amigos, lideranças políticas, leitores, parceiros e personagens que fazem parte dessa trajetória construída com muito trabalho, ousadia e persistência. As pulseiras de acesso seguem disponíveis com a cerimonialista Branca Góes. Quem adquiriu e ainda não retirou pode entrar em contato pelo número (81) 9.9973-6095.
Será uma noitada bem especial e regada a muita música. Grandes artistas passarão pelo evento para homenagear o blog e dividir comigo esse momento tão simbólico, entre eles Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira, Walquíria Mendes e Novinho da Paraíba. Todos sob a batuta do meu amigo Renato Bandeira, músico reconhecido pela versatilidade na MPB e na música instrumental, integrante da Spok Frevo Orquestra e parceiro de nomes como Dominguinhos e Gal Costa.
O tempo voa! Parece que foi ontem que promovi um café da manhã na Sal e Brasa, quando funcionava no Pina, para anunciar o start do blog. Ali, em meio a uma mesa bem comprida e recheada de frutas, estavam apenas publicitários, marqueteiros e alguns colunistas.
Todos estupefatos, olhando nos meus olhos com ar de desconfiança. Senti que, no fundo, eles diziam: “Se o Magno já dava sinais de doido, agora não se tem mais dúvidas”. E eles tinham razão de sobra. Há 20 anos, a cultura de informação no Estado ainda prevalecia fortemente com o jornal impresso, o rádio e a televisão.
Arriscar um palpite empresarial fora dessa caixinha rotulada era mesmo uma loucura. Mas o tempo, que é o senhor da razão, foi mostrando que eu estava certo e os publicitários errados. Hoje comemoro duas décadas de funcionamento ininterrupto do blog, com 2 milhões de acessos mensais, 10 milhões de contas alcançadas pelo Instagram e milhares de acessos também pelo Facebook e pelo X.
As comemorações seguem no dia 13 de junho, com o 1º Forró do Magno, no Sesc de Arcoverde, a partir do meio-dia, animado pela Super Oara e com participações especiais, entre elas, a de Maciel Melo. As mesas já estão disponíveis pelo número (81) 9.9973-6095.
Haverá, por fim, um terceiro evento para fechar as festividades dos 20 anos em alto astral: um jantar de adesão em Brasília. A ideia era promover logo em seguida ao forró de Arcoverde, mas Brasília fica esvaziada em junho, em seguida vem o recesso de julho. Em razão disso, ficou agendado para 11 de agosto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confidenciou a aliados que pode reenviar a indicação do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) antes das eleições, mas uma ala do governo avalia que há novo risco de derrota. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Um ministro disse, porém, que o presidente ainda não bateu o martelo e ainda estuda o que fazer nas próximas semanas. Lula fez o comentário sobre a possibilidade de reenviar o nome de Jorge Messias durante viagem na semana passada, mas, no Palácio do Planalto, assessores mais próximos dizem que o presidente ainda não chamou uma reunião para tratar do assunto. Ou seja, reforçam não haver decisão tomada.
Segundo a Constituição de 1988, se um nome for rejeitado pelo Senado para o STF, o presidente da República deve indicar outro nome para ocupar a mesma vaga, submetendo‑o novamente à aprovação pela maioria absoluta do Senado. A legislação, contudo, não prevê vedação prévia de que o mesmo nome seja encaminhado à apreciação dos senadores.
Interlocutores do presidente aconselham Lula a, primeiro, ter uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsável, na visão do governo, pela rejeição do nome de Jorge Messias em votação no plenário da Casa.
Messias teve 42 votos pela rejeição de sua indicação, e apenas 34 a favor — sete a menos do que os 41 necessários para sua aprovação. Lula, porém, segue resistindo a se encontrar com Alcolumbre. Eles estiveram juntos na posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, mas apenas se cumprimentaram formalmente.
Sentaram lado a lado, mas Lula praticamente não olhou para o presidente do Senado durante a cerimônia. Segundo presentes, o clima entre eles não está nada bom. O presidente considera que a rejeição de Jorge Messias foi uma derrota do governo, e não do advogado-geral da União.
Hoje celebramos os 20 anos do Blog do Magno, um verdadeiro marco no jornalismo político de Pernambuco e do Brasil.
Sob o comando firme, ético e visionário de Magno Martins, o blog consolidou-se como pioneiro em um modelo de comunicação ágil, independente e comprometido com a informação política tratada com seriedade, coragem e fidelidade aos fatos.
Duas décadas noticiando a política como ela de fato é, com credibilidade, análise precisa e protagonismo, transformaram o Blog do Magno em referência indispensável para leitores, lideranças e formadores de opinião.
Seu pioneirismo abriu caminhos para uma nova era da comunicação digital em Pernambuco, fortalecendo a democracia por meio da informação responsável.
Parabéns a Magno Martins e toda sua equipe por essa trajetória de excelência, coragem e contribuição histórica à imprensa pernambucana!
Vida longa ao Blog do Magno!
*Professor universitário aposentado e memorialista
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse, ontem, que a chance de o senador Flávio Bolsonaro (PL) desistir de ser candidato à Presidência é “zero”. Mensagens mostram que o congressista pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para bancar o filme biográfico de Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”.
Eduardo participou de programa do jornalista Paulo Figueiredo, transmitido no YouTube. Questionado sobre qual a chance de o conteúdo das mensagens fazer o irmão sair da disputa presidencial em favor de outro candidato, respondeu: “Zero, nenhuma. Até porque, com todo o respeito a todas as outras pessoas do espectro de direita, eu acho que essa possibilidade, ainda que aventada, seria, realmente, o fim dessa eleição”.
Segundo Eduardo, apenas Flávio consegue impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O próprio Jair Bolsonaro falou para ele [Flávio]: ‘Segue firmeza, garoto, manda ver’”, afirmou. As informações são do portal Poder360.
Dedico este artigo ao lindo blog do magnífico blogueiro Magno Martins, que comemora nesta data 20 sois de existência na blogosfera. Salve salve!
MONTANHAS DA JAQUEIRA – A pré-candidatura presidencial daquele cara da direita está ferida de morte. Tornou-se insustentável. Se insistir em ser candidato será feito bovino a caminho do matadouro. Não vai resistir, certamente será renunciado. Não tem nenhuma moral para falar em CPI do ex-banco patrocinador do maior golpe financeiro da história de Pindorama.
Ele não pediu dinheiro privado para financiar um filme. Pediu dinheiro a um gângster, dinheiro roubado, para financiar o filme. E prometeu lealdade ao gângster. Adeus, bicho!
O cara poderá ser candidato à moda da viúva Porcina, aquele que foi sem nunca ter sido candidato. Agora será sempre o ex. Haverá nihil condições para ele registrar candidatura partidária a partir de julho. Vencer nas urnas o guru da seita vermelha, líder das esquerdas? Zero grau Fahrenheit de chance. A menos que esteja de olho apenas nas verbas milionárias do fundo partidário.
O futuro ex-pré-candidato da direita é um sem noção. Ao manter relações espúrias com um bandoleiro, a quem pediu dinheiro sujo e chamou carinhosamente de “mermão”, imaginou o quê, que o caso seria abafado ou ignorado? Inacreditável é imaginar de onde vem tanto dinheiro. O indivíduo lida com milhões como se fossem tostões. O senador que recebia mesada de 500 mil tem a desfaçatez de propor, impunemente, o aumento do limite do Fundo Garantidor de Crédito de 250 mil para 1 milhão de reais. Estarrecedor também é saber que existe um batalhão de sicários em defesa do meliante.
As patotas dos vermelhos estão comemorando. Daqui da minha choupana eu ouço o foguetório na rampa do Planalto, na Alvorada, na granja do Torto, nos pagodes do cordão encarnado.
O ovo da direita gorou, tornou-se radioativo. A questão agora é saber se o candidato sucedâneo terá impulso para romper a força de gravidade da bipolarização, feito a cápsula Orion da missão Artemis. O ponto positivo é dar a vez para ser substituído por Ronaldo Caiado, representante do agro. O touro é valente. Ou ao mineiro Zema. A bola de fogo está no ar. Além de implodir o próprio projeto, ele bagunçou o sistema partidário em seu entorno. O risco é que a substituição seja feita apenas para cumprir tabela e entregar a eleição de mão beijada para as esquerdas.
O guru da seita vermelha, hoje bem velhinho com 199 anos de idade, recebeu de presente de aniversário este gol contra cometido pela direita, ao aprovar a queda da taxa chinesa das blusinhas e depois do beija-mão com o aiatolá Donald Tramp.
O gângster e seus agregados representam as elites nefastas alimentadas por um sistema corrupto. Do outro lado existem as elites do bem, empreendedoras, honestas, que honram as atividades que exercem. As elites pecaminosas contaminam o coração do Brazil e deveriam ser esconjuradas. O PIB subterrâneo da corrupção é fator de atraso social. A indústria da impunidade funciona a todo vapor, vapores malignos. Não por acaso o Brazil é um País subdesenvolvido.
Enquanto os hospitais sangram, Raquel curte Noronha
A permanência da governadora Raquel Lyra (PSD) em Fernando de Noronha após cumprir agenda oficial na sexta-feira transformou-se em mais um símbolo da desconexão entre o Palácio do Campo das Princesas e a realidade enfrentada diariamente por quem depende da saúde pública estadual.
Em um momento em que Pernambuco convive com uma escalada de denúncias, imagens de superlotação e relatos de atendimento degradante nas maiores unidades hospitalares do Estado, a escolha política da governadora não poderia produzir outro efeito senão indignação.
Os corredores do Hospital da Restauração seguem sendo retrato permanente do colapso. Macas espalhadas, pacientes acomodados em condições precárias, acompanhantes vivendo jornadas exaustivas e profissionais submetidos a uma rotina desumana já deixaram de ser situações excepcionais.
O Getúlio Vargas e o Otávio de Freitas repetem a mesma realidade: estrutura pressionada, atendimento saturado e sensação crescente de abandono. O que antes era tratado pelo governo como dificuldade pontual hoje já se consolidou como crise sistêmica.
E é justamente nesse contexto que o gesto político ganha dimensão ainda mais grave. Porque governar não é apenas administrar planilhas, contratos e agendas oficiais. Governar é entender o peso simbólico das próprias escolhas. Quando uma população acompanha diariamente imagens de sofrimento dentro dos hospitais e vê sua governadora estendendo a permanência em um dos destinos mais paradisíacos do país, a mensagem transmitida é inevitavelmente devastadora.
Não se trata de questionar a importância institucional de agendas em Fernando de Noronha. O problema é a incapacidade de compreender o timing político e humano de um Estado mergulhado em uma emergência sanitária silenciosa. Pernambuco não vive um momento de normalidade administrativa. Vive uma crise aguda em serviços essenciais, especialmente na saúde, que exige presença, comando e demonstração inequívoca de prioridade absoluta.
Na política, ausência também comunica. E, neste caso, comunica distanciamento. Enquanto famílias peregrinam por vagas, pacientes aguardam horas em corredores e profissionais denunciam o esgotamento da rede, o governo parece incapaz de transmitir senso de urgência compatível com a gravidade da situação.
A imagem que fica é a de uma gestão anestesiada diante do próprio colapso. O desgaste aumenta porque a crise da saúde já se tornou uma das principais marcas negativas da atual gestão. A cada nova imagem viralizada dos hospitais, cresce a percepção de perda de controle administrativo. A cada denúncia, aprofunda-se a sensação de que falta coordenação, investimento eficiente e capacidade de resposta.
E, diante disso, a postura esperada de uma liderança política seria justamente ocupar o centro da crise, e não se afastar dele.
SEM O ECO DAS RUAS – O episódio de Noronha acaba funcionando, portanto, como metáfora perfeita do atual momento do governo Raquel Lyra: um governo que parece cada vez mais distante da realidade das ruas, enquanto a população enfrenta, nos hospitais públicos, uma rotina de sofrimento, espera e indignidade. E olha que a melhoria na saúde foi uma das suas principais bandeiras de campanha como contraponto às deficiências das gestões passadas.
Que sequestro? – A Neoenergia Pernambuco informou, em nota, que iniciaria no sábado passado o restabelecimento das subestações com fornecimento interrompido nas vilas agrícolas de Itaparica. Alegou que a medida só seria possível em razão do apoio das forças de segurança pública, porque a subestação Brígida, em Orocó, estava sequestrada, “com terceiros impedindo a entrada dos profissionais da distribuidora”. Este blog recebeu, entretanto, vídeos de agricultores da região mostrando a porteira de acesso à referida subestação com cadeado, sem nenhum sinal de um suposto sequestro.
O apagão – A empresa efetuou o desligamento da energia das subestações Brígida, Maria da Boa Vista e Caraíbas II. A ação impacta os municípios de Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Parnamirim, no Sertão. Segundo a Neoenergia, foi necessário ampliar, na manhã da quinta-feira passada, o desligamento emergencial da Subestação Brígida devido ao impedimento de acesso das equipes para realização de manutenções preventivas e corretivas.
Prefeitos protestam – Em nota, o prefeito de Orocó, Ismael Lira, declarou que a situação é consequência de políticas públicas mal feitas e mal executadas. “Tenho acompanhado de perto e gerenciado toda a crise que se instalou por conta desse impasse entre o Governo Federal e a Neoenergia”. Na nota, ele afirma ainda que haveria desligamento total de energia na cidade de Orocó a partir das 11 horas. Também na sexta-feira, o prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte (PP), gravou um vídeo com uma vela na mão em uma rua escura. “Parece mentira, parece um filme de fantasia, mas a Neoenergia simplesmente desligou a subestação do Projeto Brígida”, protestou.
Promessa de religação – De Fernando de Noronha, onde passou o fim de semana, a governadora Raquel Lyra postou um vídeo em suas redes sociais, revelando indignação com a situação. “Hoje o ministro Waldez [Integração e Desenvolvimento Regional], em telefonema comigo, garantiu a retomada da conexão de energia para todos que foram afetados. Falei com os prefeitos. No dia de hoje, a energia está sendo retomada”, afirmou. Mas, pelo menos até boa parte do dia de ontem, os protestos continuaram.
CURTAS
VAI QUEBRAR A CARA? – O presidente Lula (PT) avisou a aliados nos últimos dias que pretende reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição inédita sofrida pelo advogado-geral da União na Casa. Tem tudo para sofrer um novo revés, segundo o termômetro político da Casa Alta.
LÁ E LÔ – A Cálix Propaganda, agência do coordenador da comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro, Marcello Lopes, o Marcelão, já recebeu R$ 71,5 milhões do governo Lula, por serviços prestados aos ministérios dos Transportes e da Integração e Desenvolvimento Regional, segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo.
ESGOTADO – Muito feliz com a grande demanda para o jantar dos 20 anos de fundação deste blog, hoje, a partir das 19 horas, no Sal e Brasa Jardins, na Rui Barbosa. Todos os convites já foram vendidos e não haverá venda de última hora no local do evento, simplesmente porque o ambiente não comporta tanta gente.
Perguntar não ofende: Lula vai insistir com Messias ou é blefe?
O presidente Lula (PT) reagiu em sua pré-campanha à reeleição depois de passar meses com um discurso ameno diante de adversários e desofrer uma derrota histórica com a rejeição, pelo Senado, da nomeação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
Nas últimas duas semanas, o petista teve uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o elogiou, lançou uma nova subvenção para conter os preços dos combustíveis e revogou o imposto sobre importação de pequenas compras pela internet, que era conhecido como “taxa das blusinhas”. As informações são da Folha de S. Paulo.
Segundo o Datafolha, o petista mantém avaliação de governo estável e seguia empatado com o senador na simulação de segundo turno das eleições presidenciais. O levantamento foi realizado na terça (12) e na quarta-feira (13), e a maioria das entrevistas foi feita antes da divulgação, pelo site Intercept Brasil, dos diálogos entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
As medidas de Lula, assim como a visita aos EUA, foram tomadas após Flávio, que anunciou a pré-candidatura no fim do ano passado, alcançá-lo nas pesquisas de intenção de voto nos primeiros meses do ano.
Desde então, o petista fez uma série de críticas à sua equipe de comunicação, sob o argumento de que suas políticas não estavam chegando à população na ponta. Por trás das medidas econômicas, está a justificativa, que ele tem dito a aliados, de que elas ainda são capazes de decidir uma eleição e precisam ser bem comunicadas.
Por isso, em busca de um fôlego, na última terça-feira (12), Lula revogou a “taxa das blusinhas”. Criada em seu governo, ela era impopular e causava desgaste junto aos setores do eleitorado que fazem compras no exterior por meio de sites e aplicativos. A medida foi uma vitória da área política do governo. Integrantes da área econômica, inclusive o vice-presidente e ex-ministro da Indústria e Comércio Geraldo Alckmin (PSB), eram contra a revogação.
Já na quarta (14), Lula divulgou uma nova medida para conter a alta dos combustíveis. O Executivo fará uma subvenção de até R$ 0,89 por litro de gasolina para evitar o reajuste. Os preços estão pressionados por causa da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que tem aumentado a cotação do petróleo no mercado internacional. O impacto nas contas públicas poderá chegar a R$ 2,4 bilhões.
Dias antes, em 7 de maio, Lula encontrou Donald Trump na Casa Branca em uma viagem que foi considerada um sucesso pelo entorno do petista. Aliados avaliam que a recepção pelo americano, líder da direita mundial, isolou Flávio Bolsonaro, uma vez que o grupo político busca se associar a Trump.
Lula voltou dos Estados Unidos demonstrando satisfação com os resultados da viagem. Aliados do petista ouvidos pela Folha sob condição de reserva avaliam que o humor do presidente melhorou depois da visita à Casa Branca.
Em paralelo, Lula viu o escândalo do Banco Master atingir o centro do grupo político de seus adversários e enfraquecer a oposição.
Primeiro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de busca e apreensão da PF (Polícia Federal), no último dia 7. Depois, na última quarta-feira, foi divulgado um áudio no qual Flávio pedia dinheiro para Daniel Vorcaro, antigo dono do Master.
A ação policial contra o senador do PP reforçou o discurso dos petistas sobre o envolvimento de rivais com o caso.
Lula tem tido atritos com o Senado desde o fim do ano passado depois de indicar Messias para uma vaga no Supremo contra a vontade do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Distante de Alcolumbre, o petista teve o indicado rejeitado, e o veto à redução de penas dos condenados pela trama golpista, derrubado. A ideia era trabalhar na campanha a derrota como uma vitória da bancada que teria interesses em esvaziar as investigações sobre o Master.
Na última quarta (13), o site The Intercept Brasil revelou um áudio em Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para produzir o filme “Dark Horse” (“azarão”), sobre Jair Bolsonaro.
Também veio à tona uma mensagem em que o bolsonarista demonstra proximidade com Vorcaro. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”, escreveu o político.
Flávio diz que não cometeu irregularidade alguma e houve apenas a busca por um patrocínio privado para o filme que homenageia seu pai.
Foi bem recebido por lulistas o resultado de pesquisa Quaest divulgada na quarta. O levantamento mostra que a diferença entre os percentuais do eleitorado que avaliam o governo negativa e positivamente saiu de 11 para 5 pontos.
Parte dos aliados do presidente avalia que essa melhora se deve ao aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, em vigor desde janeiro. A hipótese desse grupo é que despesas típicas de início de ano haviam impedido os beneficiados de perceberem o impacto da isenção.
Já no Datafolha, o cenário é de estabilidade do índice de avaliação, com 39% dos entrevistados afirmando que o presidente está fazendo um trabalho ruim ou péssimo, enquanto 30% consideram a gestão boa ou ótima, e 29% a classificam como regular.
O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro (PSD), lamentou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determina que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A não assumam novos compromissos financeiros para a retomada das obras da Transnordestina, no trecho Salgueiro-Porto de Suape. Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, o gestor admitiu preocupação com a medida e estimou os prejuízos da decisão.
“Isso (a decisão do TCU) nos preocupa porque é um impacto muito grande. A gente está falando de uma previsibilidade que teria este ano de R$ 200 milhões de investimento, tinha uma previsão de mais R$ 56 milhões, que estava previsto no orçamento. E se isso, por um acaso, foi interrompido, o impacto econômico é muito ruim”, explicou.
Somado a isso, o gestor exemplificou que a medida pode impactar na retirada de investimentos na cidade.
“A gente está discutindo com a Sudene e com outros órgãos algumas situações. A Petrobras, por exemplo, estuda um terminal de combustível em Salgueiro, mas isso (decisão do TCU) pode trazer uma inviabilidade geral para esses investimentos. No caso dessa discussão da Petrobras, não acho que retira do radar, mas outros investimentos, sim. Então a gente está muito preocupado”, afirmou.
Fabinho ainda comentou que a suspensão da retomada das obras freia ainda mais o crescimento da cidade. Segundo o prefeito, a expectativa quando a Transnordestina estiver funcionando é de que o município aumente seu Produto Interno Bruto (PIB) em até seis vezes.
“Se nós tivéssemos a viabilidade da plataforma junto com a transnordestina funcionando hoje, a expectativa é de que o PIB de Salgueiro sextuplica em cinco anos. Então imagine que uma obra que se arrasta há 20 anos, se isso já tivesse ocorrido, a gente está falando que poderíamos estar no mínimo dez vezes maior do que estamos hoje. Então é um prejuízo dantesco para o município que deixou de crescer”, disse.
Ida à Brasília Durante a entrevista, Fabinho Lisandro também afirmou que irá à Brasília nesta segunda (18) para discutir sobre a determinação do TCU. Ele deve contar com o apoio da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que também viaja à capital Federal no mesmo dia.
O prefeito também afirmou ter conversado com o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, Pedro Freitas (Amupe), para solicitar que o assunto seja pautado em Brasília. Fabinho defendeu que o momento agora é de união.
“A governadora falou comigo, ela está indo à Brasília na segunda, eu também vou estar lá e a gente vai ter que ir atrás de entender e buscar soluções. Não é hora de buscar culpados, é hora de juntar forças, porque a preocupação é latente. Eu já falei com Pedro (Freitas) também para que a gente possa pautar essa discussão na reunião com a bancada. O momento agora é de unidade”, comentou.
Decisão do TCU Determinada na última quarta-feira (13), a decisão do TCU é válida até que seja sanada a “deficiência de motivação” da decisão administrativa e haja demonstração da pertinência e da vantajosidade socioeconômica do empreendimento.
“Determino que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. que deixem de assumir novos compromissos financeiros relacionados a retomada da construção do trecho até que esteja corrigida a deficiência de motivação, mediante a demonstração de vantajosidade do empreendimento”, afirmou o ministro relator, Jhonatan de Jesus, durante sessão plenária da Corte de Contas.
A auditoria técnica do TCU apontou ausência de estudos atualizados suficientes para comprovar que os benefícios sociais do empreendimento superam seus custos, além de entraves socioambientais, fundiários e operacionais e indefinições de traçado em partes do ramal.
Como segunda determinação, o TCU ordenou que a Infra S.A. apresente, no prazo de 30 dias, um plano de ação para a conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da futura concessão do trecho Salgueiro-Suape. O plano deverá conter, no mínimo, as providências a serem adotadas, os marcos temporais correspondentes e os responsáveis pela implementação.
“O estudo precisa esclarecer ainda se a concessão é efetivamente atrativa e qual a dimensão do aporte público para cobrir o gap de viabilidade para que não se perpetue o risco de obra paralisada … Determina-se que a Infra S.A apresente em 30 dias plano de conclusão do EVTEA da futura concessão”, afirmou.
Também recomendou que, caso a política pública prossiga, os órgãos reavaliem e explicitem, em ato formalmente motivado, o sequenciamento executivo das obras, considerando a conectividade funcional entre os lotes, a aptidão operacional do ramal e a mitigação do risco de implantação de trechos isolados.