Metrópoles
Um vídeo com o depoimento de barraqueiros envolvidos na confusão registrada na praia de Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco, viralizou nas redes sociais, ontem. Apesar da tentativa dos comerciantes de apresentar sua versão dos fatos, internautas criticaram o conteúdo, afirmando que nada justifica a violência relatada por turistas.
Nas imagens, trabalhadores da praia rebatem as acusações feitas por um casal de turistas de Mato Grosso, que denunciou agressões após um desentendimento sobre a cobrança pelo uso de cadeiras na faixa de areia.
Leia maisO vídeo, postado no perfil de um barraqueiro conhecido na região, é conduzido por um homem identificado como Dinho. Logo no início, ele nega que o episódio tenha tido motivação homofóbica. “Não foi um caso de homofobia. Estão tentando atrelar isso à história e não foi”, afirma.
Segundo a versão dos barraqueiros, o valor do aluguel da estrutura teria sido informado previamente – R$ 80 – e os turistas teriam ultrapassado o limite permitido das barracas, demarcado por bandeiras na areia. Dinho sustenta que o uso de guarda-sol e cadeiras implica cobrança e que ninguém trabalha gratuitamente. “Ninguém vai te proibir de sentar na areia, mas se usar o guarda-sol, tem que pagar pelo serviço”, diz.
Ainda no vídeo, os trabalhadores alegam que os turistas estariam embriagados no momento do desentendimento e contestam a informação de que dezenas de pessoas teriam participado das agressões. “Foi uma briga generalizada, isso eu não vou defender. Mas não foram 30 pessoas. Foram quatro, cinco”, afirma Dinho.
Outra trabalhadora, identificada como Vera, relata que houve confusão quando os turistas teriam se recusado a permitir que outras pessoas se sentassem à frente deles. Já Eduardo, também barraqueiro, afirma ter sido agredido primeiro. “Ele me deu um mata-leão, eu fiquei apagado no chão”, alega.
O vídeo ainda traz o depoimento de Guilherme, turista de Belo Horizonte, que diz frequentar Porto de Galinhas há anos e afirma nunca ter tido problemas com os barraqueiros envolvidos. Segundo ele, a versão apresentada pelos trabalhadores “não tem mentira”.
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