Na chegada ao Recife, há pouco, com minha Nayla, a equipe do blog e meu irmão Augusto Martins, um registro histórico para comemorar o sucesso do lançamento do meu livro “O Estilo Marco Maciel”, quinta-feira passada, na Academia Brasileira de Letras.
Na chegada ao Recife, há pouco, com minha Nayla, a equipe do blog e meu irmão Augusto Martins, um registro histórico para comemorar o sucesso do lançamento do meu livro “O Estilo Marco Maciel”, quinta-feira passada, na Academia Brasileira de Letras.
Por Luiz Queiroz*
Em pouco mais de um mês, a jornalista Malu Gaspar deu uma aula sobre a essência do jornalismo: apurar e publicar fatos, independentemente de agradar ou desagradar quem quer que seja. Pagou um preço alto por isso. Foi alvo de ataques duros, em alguns casos, vis – inclusive por colegas de profissão que hoje atuam à sombra de “mecenas” públicos e privados.
Mesmo assim, deu a volta por cima ao revelar a existência de influenciadores pagos para atacar e desgastar a imagem do Banco Central no caso Master. O paradoxo é evidente: muitos dos que a atacaram passaram, depois, a se apoiar cinicamente nas informações que ela trouxe à tona para defender a própria autoridade monetária.
Ao expor o financiamento dessas campanhas de desinformação, Malu Gaspar contribuiu diretamente para que o Banco Central voltasse a ser defendido até pelo governo, após ter sido abandonado, isolado e lançado aos leões das redes sociais.
Jornalismo é isso. Não é ciência exata, mas é indispensável em um país onde algoritmos das plataformas de Internet passaram a determinar o que a população deve saber ou não. E frequentemente lucram com a desinformação.
*Editor do Capital Digital
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento em que nega qualquer participação em práticas de disseminação de desinformação contra o Banco Central após a liquidação da instituição financeira.
No pedido, os advogados solicitam a abertura de uma investigação para apurar a propagação do que classificam como fake news e crimes contra a honra.
Segundo a defesa, a apuração é necessária para demonstrar que Vorcaro não tem relação com ataques virtuais direcionados ao Banco Central, que se intensificaram nas redes sociais em dezembro, depois da decisão da autoridade monetária de decretar a liquidação do Master. As informações são do g1.
Leia maisInfluenciadores relatam propostas para criticar o BC
Um criador de conteúdo digital de São Paulo afirmou ao g1, sob condição de anonimato, que recebeu R$ 7,8 mil por uma única postagem com críticas ao Banco Central, publicada em dezembro. Segundo ele, após essa publicação, recusou uma proposta de contrato de três meses para continuar divulgando conteúdos semelhantes.
De acordo com o influenciador, o pagamento foi feito no mesmo dia do post, em 19 de dezembro, e teria partido da conta de Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação, também conhecida como Agência MiThi. Ele diz que apagou o conteúdo dois dias depois por considerar que o material “ultrapassava limites éticos” e afirma ter devolvido o valor recebido.
“Num primeiro momento, agi de boa-fé. Não tinha entendido que vinha de Vorcaro. Achei interessante, diferente do que eu estava pensando”, relatou. “Depois, fui entender que minha opinião estava sendo comprada.”
Contratos previam série de vídeos e ausência de checagem
O contrato ao qual o g1 teve acesso previa a produção de oito vídeos por mês, no formato reels, durante três meses. Ao fim do período, com desconto de comissão, o influenciador receberia R$ 188 mil. O documento também estabelecia que o criador de conteúdo não teria obrigação de fazer apuração própria ou checagem adicional, devendo se limitar a comentários informativos em tom neutro.
Procurado, Thiago Miranda não respondeu. A Olivetto Comunicação, citada no contrato como intermediária, informou em nota que apenas indicou influenciadores para eventual produção de vídeos sobre temas em alta, mas que nenhum deles aceitou a proposta e que não houve contratação nem veiculação de conteúdo.
Vereador diz ter sido convidado para campanha contra o BC
Na terça-feira (6), o blog da colunista Andréia Sadi revelou o relato do vereador Rony Gabriel (PL-RS), que expôs nas redes sociais um contrato preliminar para participar de uma campanha contra o Banco Central. Nesta sexta-feira (9), em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, ele afirmou ter ouvido, durante as negociações, que o contratante da campanha seria Daniel Vorcaro — e disse que recusou o trabalho.
O contrato mencionava um “Projeto DV”, em referência às iniciais do banqueiro, previa cláusula de confidencialidade por cinco anos e estabelecia multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo. Rony afirmou que o cachê oferecido era “de milhões, no plural”.
PF vai apurar possível ação coordenada
A Federação Brasileira de Bancos identificou, no mesmo período, uma enxurrada de ataques ao Banco Central nas redes sociais. A Polícia Federal deve investigar se houve uma ação coordenada para difundir críticas à autoridade monetária após a liquidação do Banco Master.
Outros influenciadores relataram ao g1 propostas semelhantes, também com contratos de três meses e oito postagens mensais. Alguns afirmam ter recusado o trabalho ao perceberem o objetivo da campanha.
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Por Alyson Fonseca*
O recente episódio envolvendo a nomeação de um candidato com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Recife — cidade que se orgulha de sua vocação vanguardista — transcende a narrativa política e impõe à sociedade uma reflexão jurídica profunda sobre a efetividade da Lei Brasileira de Inclusão (LBI).
O debate central não deve girar em torno do parentesco do candidato, mas sim da colisão entre o formalismo estrito do edital e o direito material assegurado pela Constituição Federal. No Direito Administrativo contemporâneo, o edital é considerado a “lei do concurso”, mas não habita um vácuo jurídico. Acima dele, repousa o Bloco de Constitucionalidade e a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é signatário.
Leia maisO ponto de inflexão neste caso é a entrega do laudo médico após o prazo editalício. Para o formalismo cego, o prazo é fatal. Para o Direito Humanizado — e para a jurisprudência consolidada dos tribunais superiores — a deficiência é uma condição pré-existente, e o laudo é meramente declaratório. Negar o direito à cota a quem comprovadamente possui a condição, fato ratificado pela Justiça do Trabalho, seria punir o indivíduo por um diagnóstico tardio. Isso, sim, fere o princípio da isonomia.
Quanto à atuação da Procuradoria Geral do Município (PGM), é preciso desmistificar a divergência de pareceres. A existência de opiniões contrárias entre procuradores de carreira é salutar e faz parte da dialética jurídica cotidiana. Contudo, cabe ao Procurador-Geral, como órgão de cúpula, a palavra final para unificar o entendimento administrativo. Se a PGM optou pela inclusão, alinhando-se à jurisprudência, agiu sob o manto da prevenção de litígios, evitando que o município fosse futuramente condenado por danos morais e exclusão indevida.
Por fim, a anulação do ato pelo Prefeito, com base no Princípio da Autotutela Administrativa (Súmula 473 do STF), demonstra prudência política. Em tempos de polarização, o gestor escolheu o recuo estratégico para conter o eco do senso comum. Mas a base jurídica que sustentou a nomeação original permanece íntegra: o direito à inclusão não é um favor do administrador público, mas uma imposição do Estado Democrático de Direito.
Justiça não se faz apenas com o cumprimento mecânico de cronogramas, cedendo aos ritos burocráticos, mas com a garantia de que barreiras biopsicossociais não impeçam o acesso ao serviço público por aqueles que, por lei, têm o direito de ocupá-lo.
*Pesquisador e acadêmico de Direito
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O Congresso Nacional só deve analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria após o feriado de Carnaval. Os congressistas retornam ao trabalho no dia 2 de fevereiro, mas as primeiras semanas de trabalho ficarão restritas à organização das pautas e ao realinhamento das comissões.
O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, deputado Sóstenes Cavalcante (PL), disse à CNN que o movimento “está alinhado desde dezembro” e que “será derrubado com toda certeza”. As informações são da CNN.
Leia maisA oposição pressiona para que a análise do veto ocorra o quanto antes, com o objetivo de derrubar integralmente a decisão presidencial sobre o projeto que revisa as penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Nos bastidores, a articulação já vinha sendo feita desde dezembro, quando a posição do Palácio do Planalto era tratada como certa.
Paralelamente, a base governista tenta se articular para sustentar a resolução de Lula. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), anunciou mobilização para impedir a derrubada da decisão presidencial.
“Histórico! Dosimetria vetada! Agora é com a gente. Vamos mobilizar as redes e as ruas para que não seja derrubado no Congresso!”, escreveu o deputado no X.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) afirmou que o projeto abriria caminho para a impunidade de golpistas. “Quem atentou contra a democracia deve pagar por seus crimes”, disse.
Segundo levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, o projeto da Dosimetria é rejeitado por 63,3% da população brasileira. Outros 34% se dizem favoráveis à proposta.
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Se o leitor não conseguiu acompanhar o tributo ao compositor e cantor João Silva, o matuto de Arcoverde, maior parceiro de Luiz Gonzaga, no quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), decidiu que vai renunciar ao cargo e, portanto, não vai assumir o Governo do Estado em abril, após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT). Com isso, o estado deverá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolha de um governador e um vice para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027.
A decisão de Walter foi comunicada na última quarta-feira (7) ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. O vice-governador disse que vai renunciar porque pretende disputar um mandato de deputado estadual nas próximas eleições. Pela lei, um político não pode ser governador e concorrer a um cargo legislativo ao mesmo tempo.
Leia maisDurante a conversa, Baleia Rossi comunicou a Walter a extensão de seu mandato como presidente do MDB no Rio Grande do Norte. Agora, ele ficará no cargo até pelo menos 15 de março de 2027.
Procurado, o vice-governador declarou que anunciará sua decisão na próxima semana.
No último dia 19 de dezembro, Walter já havia admitido publicamente que poderia renunciar à Vice-Governadoria.
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O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Ricardo Paes Barreto, concedeu ao tenor Igor Alves o Diploma Desembargador Waldemir de Oliveira Lins, honraria instituída pelo Ato TJPE nº 91/2025, publicado no Diário de Justiça Eletrônico em fevereiro de 2025. A comenda é destinada a pessoas físicas ou jurídicas que tenham se distinguido por relevantes serviços prestados à sociedade pernambucana e, em especial, ao Judiciário estadual.

A concessão da homenagem considera a importância do reconhecimento público a pessoas, empresas e instituições que atuam de forma convergente com as missões institucionais da Presidência do TJPE. O ato foi publicado oficialmente e assinado pelo presidente da Corte, conforme estabelece a normativa que regulamenta a concessão da honraria.
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) enviou nota de repúdio contra as afirmações da deputada Débora Almeida (PSDB), que encaminhou ofício para todos os deputados e superintendências da Casa questionando o trabalho do órgão (veja aqui). O texto é assinado por todos os procuradores da Alepe. São nove profissionais no total, contando com o procurador-geral, Hélio Lúcio Dantas.
Este blog apurou que o clima tenso entre Débora Almeida e a Procuradoria da Alepe existe há mais de um ano e vem ganhando força porque a deputada não concorda com as constantes consultas do presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), ao órgão, porque, na opinião dela, é uma forma de Porto “se eximir do ônus de decisões, justificando com os pareceres”.
Leia maisOs procuradores, no entanto, argumentam que essa é a função do presidente: buscar orientação legal por meio de consultas técnicas, e que a Procuradoria tem justamente o dever de atender. Em entrevista a este blog, Hélio Lúcio Dantas avaliou que as solicitações de Débora Almeida têm “tom intimidatório” contra a equipe de procuradores da Assembleia, algo que lamentou e disse nunca ter visto em mais de duas décadas de atuação na Alepe.
Confira a íntegra da nota da Procuradoria-Geral da Alepe:
“NOTA – ESCLARECIMENTO E REPÚDIO INSTITUCIONAL (PROCURADORIA DA ALEPE)
A Procuradoria da Assembleia Legislativa de Pernambuco vem a público prestar esclarecimento firme e inequívoco diante de acusações e insinuações que vêm sendo repercutidas em meios de comunicação, inclusive a imputação — grave e inaceitável — de que este órgão técnico seria instrumentalizado para produzir pareceres ‘sob encomenda’.
1. Autonomia e independência técnica
A Procuradoria da ALEPE é órgão técnico-jurídico permanente, composto por procuradores efetivos, aprovados em concurso público, com trajetória consolidada na defesa institucional do Parlamento e no assessoramento técnico-jurídico. Atua com autonomia funcional e independência, não estando adstrita ao entendimento de qualquer autoridade ou parlamentar.
2. Parecer jurídico não é “censura”: é cautela institucional e dever de ofício
Encaminhar proposições para análise da Procuradoria — especialmente quando apresentam peculiaridades relevantes e exigem exame prévio para definição de rito e segurança jurídica — constitui procedimento regular e necessário. No caso, foram emitidos e encaminhados à Presidência, em 09/01/2026, os Pareceres nº 14 e nº 15/2026, com encaminhamentos acolhidos no âmbito administrativo, evidenciando atuação técnica objetiva e documentada.
3. Repúdio a ataques e tentativas de constrangimento institucional
A Procuradoria repudia ataques que buscam deslegitimar sua credibilidade e, por consequência, enfraquecer a própria Assembleia. Há registros de reiteração de consultas dirigidas à Procuradoria e à Consultoria Geral com indisfarçável propósito de constranger ou intimidar a sua atuação técnica, inclusive por meio de demandas de caráter manifestamente constrangedor.
4. Uso de expedientes para “desacreditar” a Procuradoria e tensionar o ambiente institucional
Também causa perplexidade a adoção de providências formais com o objetivo de desacreditar publicamente a atuação da Procuradoria, como o envio de ofício circular a parlamentares e setores internos, em contexto de exposição indevida e potencial indução de juízo equivocado sobre a prestação do serviço jurídico.
5. O alvo real dos ataques é o Poder Legislativo
É preciso afirmar com clareza: atacar a Procuradoria é atacar o Poder Legislativo. Trata-se de conduta incompatível com a institucionalidade mínima exigida no ambiente parlamentar, pois busca intimidar órgãos técnicos que existem para assegurar qualidade normativa, regularidade do processo legislativo e proteção do interesse público. A Procuradoria e a Consultoria Geral construíram credibilidade “que extrapola os muros” da Casa, precisamente por seu apuro técnico e compromisso com a defesa intransigente da ALEPE.
6. Compromisso com a ALEPE e com a legalidade
A Procuradoria permanecerá exercendo suas atribuições com independência, rigor técnico e responsabilidade institucional, mantendo-se à disposição da Mesa Diretora, dos parlamentares e dos órgãos administrativos — sem ceder a pressões, constrangimentos ou tentativas de intimidação.
Procuradoria da Assembleia Legislativa de Pernambuco – ALEPE
Cláudia Lins de Albuquerque Mendes
Douglas Stravos Diniz Moreno
Edvaldo José Cordeiro dos Santos
Graziela Bacchi Hora
Hélio Lúcio Dantas da Silva
Juliana Salazar Pereira
Juliene Viana Martins Santos
Paulo Roberto Fernandes Pinto Júnior
Silvio Pessoa de Carvalho Júnior
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A deputada estadual Débora Almeida (PSDB) encaminhou um ofício circular internamente na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a todos os gabinetes e superintendências da Casa no qual faz questionamentos sobre o ritmo da Procuradoria da Alepe quanto aos pedidos enviados pelo seu gabinete. O documento, de número 18/2026, foi criado no último dia 5, às 8h13 (veja anexo).

No texto, a deputada, uma das mais fiéis à governadora Raquel Lyra (PSD), relata que seu gabinete protocolou diversas solicitações de pareceres consultivos-opinativos à Procuradoria, mas não obteve resposta em tempo hábil e, segundo ela, “compatível com o bom exercício da atividade parlamentar”. Ela exemplifica com ofícios de 2024 e de 2025 que nunca teriam sido respondidos. O mais antigo é de 2024 e estaria sem resposta há 611 dias.
Leia maisEssa atitude de Débora Almeida surge em meio à tensão na Assembleia provocada desde que a governadora convocou o período extraordinário e encaminhou quatro projetos para serem votados, sendo que dois deles foram enviados primeiro à Procuradoria, enquanto os outros dois estão nas comissões, por decisão do presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB).
No ofício, a parlamentar indaga: “só este gabinete encontra dificuldades em obter resposta de solicitações de pareceres consultivos-opinativos por parte da Procuradoria-Geral da Alepe ou trata-se de um problema generalizado?”
Em conversa com este blog, a deputada explicou que o presidente Álvaro Porto tem baseado suas decisões em pareceres da Procuradoria, portanto, ela gostaria de ter acesso aos documentos, porque são públicos. Débora não escondeu o incômodo com Porto e com a Procuradoria da Casa, expondo o clima interno tensionado entre as bancadas de governo e oposição e que se estendeu para além do Plenário.
“Parecer é público”
“A partir do momento em que a Procuradoria emite um parecer, ele é público. Eu solicito para poder fazer o contraditório. Mas não respondem, não sei se é porque têm muito trabalho. Acho que os pareceres são dados para embasar o entendimento dele (de Álvaro) sobre as questões. Ele se exime do ônus e justifica as decisões com pareceres da Procuradoria”, argumentou.
“Censura prévia”
Para Débora, a decisão de Porto de enviar dois projetos para análise da Procuradoria antes das comissões parlamentares é uma espécie de “censura prévia”. “A governadora mandou quatro projetos e somente dois foram para as comissões. Os outros dois estão na Procuradoria. Vai ter censura prévia? Só publicam o que é conveniente? Não existe parecer com poder de lei. A Procuradoria não pode usurpar o trabalho dos deputados. Com certeza, os deputados não estão felizes com a falta de soberania do Plenário”, disparou.
O outro lado
O procurador-geral da Alepe, Hélio Lúcio Dantas, negou que as solicitações do gabinete da deputada Débora Almeida não tenham sido atendidas. Em conversa com este blog, defendeu o trabalho do órgão ressaltando que a Procuradoria é um setor técnico e consultivo e que não faz distinção entre bancadas na Casa.
Hélio Lúcio mencionou que algumas demandas enviadas pela parlamentar por vezes pareceram ter “tom intimidatório” contra a equipe de procuradores da Assembleia, algo que lamentou e disse nunca ter visto em mais de duas décadas de atuação na Alepe. O procurador ainda defendeu a análise das duas matérias do governo enviadas à Procuradoria, porque explicou que a Presidência necessita de orientação legal quanto à tramitação, já que um dos projetos tem decisão judicial (da LOA) e o outro tem prazo vencido (do TJPE).
Leia menos
O Sextou de hoje faz um tributo ao compositor e cantor João Silva, o matuto de Arcoverde, maior parceiro de Luiz Gonzaga, mas não tão celebrado como Zé Dantas, Humberto Teixeira, Onildo Almeida e Zé Marcolino.
Autor de grandes sucessos, como “Danado de bom”, que deu a Gonzagão seu primeiro disco de ouro, e “Pagode Russo”, esta gravada até por Ney Matogrosso, João Silva foi retratado em livro biográfico de José Marques e ganhou um filme em estilo documentário. No tributo, quem fala da sua trajetória e sucessos é a filha primogênita Lúcia Silva, residente no Rio de Janeiro.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
A Prefeitura de Surubim divulgou a programação cultural da 100ª edição da Tradicional Festa de São Sebastião, co-padroeiro do município, que será realizada de 11 a 20 de janeiro. As atividades ocorrem em dois polos — Palco da Igreja e Palco da Usina — e incluem apresentações religiosas, culturais e musicais, com participação de artistas locais e nacionais.
A programação começa no domingo (11), no Palco da Igreja, com o Projeto Agreste em Dois Tons, seguido por Banda São José na segunda (12). Na terça-feira (13), o espaço recebe a Companhia de Dança Surubinense, o Balé Sonho de Criança e o Grupo de Dança Pararelo. Na quarta (14), se apresentam a Orquestra Filarmônica de Surubim e Valda Sedícias; na quinta (15), o cirandeiro Anderson Miguel; e na sexta (16), o DJ Roony Moura. No sábado (17), ocorre a tradicional Arrematação, e no domingo (18) a programação é voltada ao público infantil, com o Palhaço Xililique.
A etapa final acontece no Palco da Usina, com shows a partir das 20h da segunda-feira (19), reunindo Léo Santana, Nadson O Ferinha e Magníficos; no mesmo dia, o Palco da Igreja terá seresta com Sandro Rogério. O encerramento será na terça-feira (20), às 20h, com apresentação da banda católica Colo de Deus. “Serão dias de oração, celebrações, encontros e muita devoção, fortalecendo a identidade e a religiosidade do povo de Surubim”, afirmou o prefeito Cleber Chaparral.
Um homem foi detido após tentar roubar o relógio do empresário e ex-vereador do Recife Homero Lacerda em um restaurante localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital. A ocorrência foi registrada no Spettus Boa Viagem, onde o suspeito foi contido por seguranças que acompanhavam Lacerda e impedido de deixar o local.
