A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo PDT, Marília Arraes.







A ex-deputada federal e pré-candidata ao Senado pelo PDT, Marília Arraes.







A ligação que esvaziou o discurso de Túlio
A relação entre o presidente Lula (PT) e o pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, ganhou um novo capítulo, colocando em xeque a narrativa apresentada pelo deputado federal Túlio Gadelha (PSD). De acordo com o parlamentar, que é pré-candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), Lula “não estava feliz” ao gravar um vídeo de apoio à pré-candidatura de João ao Governo, no último mês. Túlio sugeriu que o gesto teria ocorrido por circunstâncias políticas, e não por convicção, citando, inclusive, que Lula estaria constrangido com o ato.
Porém, ontem, um fato público caminhou em direção oposta. Durante agenda em Brasília, Lula telefonou espontaneamente para João, que participava de um evento em Garanhuns. Na ligação, pediu que ele transmitisse um recado ao público presente. “O presidente ligou e pediu para tirar uma foto com o quadro de dona Lindu. A gente colocou o quadro aqui na frente. Ele estava tirando a foto e, por isso, pediu para interromper a transmissão”, relatou João em vídeo postado no Instagram. O gesto ocorreu de forma natural e foi interpretado como mais um sinal da boa interlocução entre os dois.
Leia maisA sequência dos acontecimentos evidencia uma contradição entre o discurso de Túlio e a postura pública adotada por Lula. A avaliação do deputado de que o presidente gravou o vídeo de apoio a João sem entusiasmo perde força diante da atitude de Lula. Ao telefonar espontaneamente para João, durante uma agenda oficial, e fazer um pedido de caráter pessoal, Lula transmitiu uma imagem de proximidade que contrasta com a narrativa de desconforto apresentada pelo parlamentar.
Na política, gestos costumam falar mais alto do que versões de bastidor. Lula produziu um fato político que torna difícil sustentar a leitura de que teria apoiado João contrariado ou constrangido, deixando a avaliação de Túlio, no mínimo, desconectada da realidade.
A decepção em Camaragibe – O rompimento político entre o deputado federal Sílvio Costa Filho (Republicanos) e o prefeito de Camaragibe, Diego Cabral (PSD), tornou-se irreversível após o gestor municipal decidir não apoiar a reeleição do parlamentar à Câmara dos Deputados. Segundo relatos de bastidores, a mudança de posição de Diego, atribuída a pressões do grupo da governadora Raquel Lyra (PSD) para que ele apoie outro nome na disputa federal, provocou uma forte reação de Sílvio, que se sentiu traído após ter sido um dos principais articuladores da eleição do prefeito em 2024 e parceiro na destinação de recursos para o município. O episódio expôs o fim da aliança entre os dois e abriu um novo capítulo na disputa política em Camaragibe.

Humberto critica gestão Bolsonaro – Durante a inauguração do Hospital de Amor de Garanhuns, o senador Humberto Costa (PT) voltou a fazer duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na área da saúde. O petista afirmou que o governo anterior deixou o país seis anos sem renovar a frota do SAMU, desmontou programas como o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular e mencionou a postura de Bolsonaro durante a pandemia. “A gente não esquece o que foi a gestão anterior”, afirmou. Humberto também destacou que o novo hospital atenderá exclusivamente pelo SUS, com expectativa de realizar 20 mil atendimentos por mês.
Victor prega diálogo com Raquel – O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), afirmou que sua relação com a governadora Raquel Lyra (PSD) será pautada pela institucionalidade, apesar de estarem em campos políticos opostos. Ex-vice de João Campos (PSB), que deixou a Prefeitura para disputar o Governo de Pernambuco contra Raquel, Victor disse que não pretende misturar disputa eleitoral com gestão pública. “O recifense nunca vai ser punido por nenhuma decisão política que se sobrepõe a uma decisão institucional”, declarou. O gestor também afirmou ter “muita segurança” de que João será eleito governador.
Raquel fecha ciclo de entregas – A governadora Raquel Lyra (PSD) encerrou a agenda de atos públicos antes do início das restrições eleitorais reunindo mais de 100 prefeitos aliados no Palácio do Campo das Princesas. Na cerimônia, assinou ordens de serviço e convênios que somam R$ 2,6 bilhões destinados aos municípios. A partir de hoje, candidatos no exercício do cargo ficam impedidos de participar de inaugurações, realizar publicidade institucional e fazer transferências voluntárias de recursos, salvo as exceções previstas na legislação eleitoral.

Lula entrega pacotaço – O presidente Lula (PT) também aproveitou o último dia antes das restrições eleitorais para anunciar um pacote de entregas nas áreas de saúde, educação e moradia. O evento teve transmissões simultâneas em 12 cidades e mobilizou ministros, secretários, parlamentares aliados e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na educação, foram inaugurados dez campi de institutos federais, com R$ 206,6 milhões em investimentos. Lula voltou a criticar o defeso eleitoral, que chamou de “papagaiada desgraçada”, e disse que, mesmo sem poder inaugurar obras, continuará visitando ações do governo.
CURTAS
Michelle elogia programa de Lula – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) surpreendeu ao elogiar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo do presidente Lula (PT). Em publicação nas redes sociais, classificou a iniciativa como “um sonho realizado” e destacou que a medida fortalece a autonomia da comunidade surda.
Bolsonarismo reage – O elogio de Michelle Bolsonaro (PL) ao programa lançado pelo governo Lula (PT) provocou forte reação entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nas redes sociais, a ex-primeira-dama foi chamada de “traidora” por parte da militância e virou alvo de críticas de aliados do bolsonarismo. O episódio ocorre poucos dias após o racha público com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e amplia o desgaste interno no Partido Liberal.
Pressionado pelo Master, Ciro elogia Lula – Investigado no caso Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) surpreendeu ao elogiar o presidente Lula (PT) durante agenda no Piauí. Ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Ciro afirmou admirar o petista pelo enfrentamento à fome e voltou a adotar um tom diferente das críticas frequentes que fazia ao governo. A mudança ocorre em meio às investigações da Polícia Federal e ao distanciamento político em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Perguntar não ofende: Quantos telefonemas de Lula ainda serão necessários para convencer Túlio?
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que a sanção dos Estados Unidos imposta na última quarta-feira (1º) a pessoas e empresas brasileiras fez os policiais da corporação anteciparem a Operação Exchange, deflagrada nesta sexta contra suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo Andrei, o desfecho da operação desta sexta-feira poderia ter sido outro, caso a imposição da sanção pelos Estados Unidos não tivesse sido anunciada na quarta-feira. As informações são do g1.
Nesta sexta, os policiais foram às ruas, mas não localizaram o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que é considerado foragido da Justiça. Shimada é suspeito de integrar uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC que tem sido investigada na Flórida.
Leia maisNa Operação Exchange, os policiais conseguiram prender outra brasileira alvo de sanções dos EUA: Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
“[A sanção dos EUA] alterou a nossa ação. Houve uma antecipação. Mas, de fato, não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, a gente teria localizado essa pessoa [Shimada], mas infelizmente não localizamos. Então, houve prejuízo à investigação”, afirmou Andrei em um café com jornalistas na sede da PF em Brasília.
Shimada recebeu a punição dos EUA acusado de ligação com o PCC. Com a medida, os bens do empresário no país norte-americano ficam bloqueados, entre outras medidas.
Com as sanções, os bens nos Estados Unidos dos alvos são bloqueados e qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais, às pessoas punidas, também será bloqueada. Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas alvos de sanções econômicas pelo governo dos EUA.
No comunicado, os EUA chamaram o empresário de “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais” e o acusaram de:
As autoridades norte-americanas afirmaram que Stella Stefanie é parente de Shimada e atuou como a secretária dele e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais para as operações de lavagem da rede.
Desde que os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o diretor-geral da PF tem defendido uma integração entre forças brasileiras e americanas no combate às organizações criminosas.
“É importante salientar que esse cidadão citado [Shimada] já foi preso pela Justiça Federal numa operação nossa iniciada em 2024 e foi condenado pela Justiça Federal em 2025, fruto dessa operação”, declarou Andrei.
Operação Exchange
A PF fez nesta sexta uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.
Ao todo, são 11 mandados de prisão temporária, e sete foram cumpridos até a última atualização desta reportagem.
Para despistar as autoridades, as investigações apontam que Stella Oliveira e Victor Shimada usavam apelidos: ele era “o Japa”; Stella, “Lara Croft”. Segundo a acusação, Stella organizava a coleta do dinheiro, e Shimada era o elo com os traficantes ligados ao PCC no Brasil.
Outros 13 mandados de busca também foram expedidos, em endereços localizados na capital paulista, em Santos, em Praia Grande e em Santana de Parnaíba.
Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões.
Segundo a PF, os investigados utilizavam um sistema estruturado para a movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de valores, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades financeiras.
Os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Em nota, Yuri Cruz, do escritório Marcelo Cruz Advocacia Criminal, que faz a defesa de Victor Shimada, informou que “tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas”.
“Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”, diz o comunicado.
Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, Cruz disse ainda que Shimada é um dos alvos de prisão temporária e deve analisar a possibilidade de se entregar à polícia. “Isso passa também por uma decisão pessoal, mas é mais uma das hipóteses a serem avaliadas”.
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A bancada do PT no Senado vai se reunir na próxima quarta-feira para definir quem vai liderar o partido na Casa. Há um acordo encaminhado para que o escolhido seja o senador Camilo Santana (CE), ex-ministro da Educação.
A saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado, na semana passada, após a operação da Polícia Federal que expôs as relações dele com o Banco Master, provocou uma dança das cadeiras nos cargos ligados ao PT e ao governo na Casa Legislativa. As informações são do jornal O GLOBO.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu escolher Teresa Leitão (PT-PE) para liderar o governo no Senado. Como ela era líder do PT na Casa e há um acordo no partido para não acumular funções, o cargo ficou vago.
Leia mais– Vamos bater o martelo quarta feira. Está se encaminhando pra isso (Camilo ser escolhido líder do PT) – disse Teresa Leitão ao GLOBO.
Camilo chegou a ser lembrado por uma ala do partido como opção para se tornar líder do governo no Senado. No entanto, há uma avaliação de que o ex-ministro da Educação não poderia assumir o cargo de líder do governo porque ele precisa focar nas articulações das eleições e a função exige uma dedicação e maior tempo em Brasília.
O governo ainda precisa fechar acordo para votar iniciativas que considera prioritárias, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, a PEC da Segurança, que amplia as funções da União na área, o projeto de lei que regulamenta a exploração dos minerais críticos
Há um entendimento de que Camilo precisará ficar muito tempo no Ceará para evitar que o governo do estado saia das mãos do PT. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) tem ameaçado o projeto de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). O próprio nome de Camilo é citado como possibilidade de candidato a governador caso Ciro cresça nas pesquisas e consolide um favoritismo.
Por conta disso, o entendimento é que Teresa Leitão é um nome melhor para assumir a tarefa de substituir Wagner. O mandato dela como senadora vai até 2030, e ela teria mais disponibilidade para ficar em Brasília nesta reta final das sessões do Congresso antes das eleições.
A tarefa de liderar o PT em vez de representar o governo, dá mais espaço para Camilo conciliar as idas à Brasília com as articulações para as eleições.
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O deputado federal Silvio Costa Filho participou, nesta sexta-feira (3), da inauguração do Hospital de Amor Dona Lindu, em Garanhuns, e destacou o impacto da nova unidade para o fortalecimento da assistência oncológica no Agreste e no interior de Pernambuco.
A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por videoconferência, além do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa, e do candidato ao Senado, Humberto Costa. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisConstruído com investimento superior a R$ 100 milhões, o Hospital de Amor possui mais de 25 mil metros quadrados de área construída e será referência no atendimento a pacientes com câncer em toda a região. A expectativa é que a unidade realize mais de 20 mil atendimentos por mês, todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Após a solenidade, Silvio Costa Filho afirmou que o hospital representa um marco para a saúde pública pernambucana e reforça o compromisso do presidente Lula com a ampliação do acesso ao tratamento oncológico.
“O Hospital de Amor construído pelo governo do presidente Lula será um divisor de águas para a saúde do Agreste e de Pernambuco. Quero agradecer ao presidente Lula pelo compromisso com o povo pernambucano e por apoiar uma obra tão importante para salvar vidas. O presidente Lula mais uma vez demonstra amor por Pernambuco”, afirmou.
Durante a agenda, o parlamentar também posou para uma foto ao lado do quadro de dona Lindu, mãe do presidente Lula.
Silvio ainda ressaltou a parceria da Prefeitura de Garanhuns, responsável pela doação do terreno onde o hospital foi construído, destacando a união entre os entes públicos para viabilizar a obra.
Com o início das atividades, a expectativa é que o Hospital de Amor reduza o deslocamento de pacientes para outras regiões do estado e amplie significativamente a oferta de atendimento oncológico no interior de Pernambuco.
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A ausência do senador Cid Gomes (PSB) na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Ceará, na quinta-feira, ocorre em meio à tentativa petista de convencê-lo a disputar reeleição. A presença do irmão do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na corrida eleitoral é vista como prioritária para fortalecer a chapa do governador Elmano de Freitas (PT), que citou Cid duas vezes durante evento realizado em Juazeiro do Norte, no Cariri.
O grupo político composto por Cid e o PT busca conquistar a sexta eleição consecutiva no Ceará. Em uma primeira citação, Elmano menciona o senador ao tratar sobre avanços na educação durante o período. A segunda menção se refere a dificuldades na área da saúde enfrentadas até mesmo pela própria família do governador. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais— E a vida da minha família, como a do presidente Lula, é a vida do povo do Ceará que não tinha hospital e precisou. Esse Estado, que tem quase 300 anos, precisou ter Lula, precisou ter Cid, precisou ter Camilo, precisou ter Elmano: agora tem hospital para o povo Cariri, a alta e a média complexidade — disse Elmano.
Cid não participou de agendas conjuntas com o presidente Lula nos últimos meses no Ceará. Ao GLOBO, em abril, o senador afirmou que apoiaria Ciro caso ele fosse candidato à Presidência e que chancelará a candidatura de Lula à reeleição apenas “se não houver outra alternativa”. O tucano, por sua vez, descarta disputar o Planalto e mantém a pré-candidatura ao governo estadual.
O campo governista pressiona Cid a disputar a reeleição para antagonizar com o irmão, com quem rompeu após desentendimento em 2022. É uma tentativa de fortalecer a chapa de Elmano, que aparece estacionado na faixa dos 30% nas pesquisas de intenção de voto.
Mas Cid resiste, mesmo com a pressão pública da irmã, a deputada estadual Lia Gomes (PSB). Ele afirma ter um compromisso firmado com o deputado Junior Mano para que ele seja o candidato do PSB ao Senado. A defesa da candidatura do aliado também é justificada por Cid pelo apoio angariado por Junior Mano entre prefeitos — mais de 40 já se comprometeram a atuar na campanha. A segunda vaga da chapa de Elmano ao Senado deve ser distribuída para outro partido da base do governo.
Ciro e Cid Gomes estão afastados há cerca de três anos, após discordarem sobre quem deveria ser o candidato do PDT, partido que integravam, no pleito estadual de 2022. O senador defendia a continuidade da então governadora Izolda Cela, que assumiu o cargo após a saída de Camilo para disputar as eleições. Já Ciro bancou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.
O objetivo de Ciro era ter um palanque no estado em sua campanha ao Planalto, quando disputou com Lula. O PT, que defendia a candidatura de Izolda, rompeu com o PDT e lançou Elmano. O petista teve 54,02% dos votos, e o aliado de Ciro, 14,14%.
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POR JÚLIA DUAILIBI – G1
A carta enviada por Flávio Bolsonaro (PL) às autoridades americanas tende a causar mais prejuízos do que benefícios à sua estratégia política. Ao pedir que um eventual tarifaço sobre produtos brasileiros seja adiado para depois das eleições, o senador expõe uma articulação que joga contra os interesses do próprio país.
A principal falha da carta está em antecipar publicamente uma estratégia de negociação. Em qualquer processo desse tipo, revelar previamente a intenção de negociar reduz o poder de barganha. Além disso, ao sinalizar que a discussão sobre as tarifas deveria ficar para depois do pleito, Flávio deixa explícita a preocupação com os impactos eleitorais da medida.
Leia maisHá um trecho considerado um “sincericídio” político, ao admitir que o objetivo não seria encerrar definitivamente o tarifaço, mas apenas adiar sua implementação. Essa posição reforça a percepção de que a preocupação central é evitar desgaste eleitoral, e não solucionar o impasse comercial.
A carta acaba favorecendo, indiretamente, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento transmite a mensagem de que as tarifas estariam beneficiando o adversário político e sugere um pedido de intervenção para alterar esse cenário.
Outro ponto de destaque é a relação entre o tarifaço e a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora aliados neguem qualquer vínculo entre os dois temas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro comemorou o anúncio das tarifas e participou de articulações nos Estados Unidos em defesa de sanções, o que enfraquece esse argumento.
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O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o vereador de Caruaru e pré-candidato a deputado estadual Anderson Correia (PP) defenderam, nesta sexta-feira (3), a transformação do Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA) em Hospital Infantil do Agreste (HIA). A proposta prevê a ampliação da atuação da unidade para além da oncologia pediátrica e foi formalizada por Eduardo da Fonte em ofícios encaminhados à governadora Raquel Lyra e à Secretaria Estadual de Saúde, solicitando prioridade e celeridade no processo de credenciamento da unidade.
Autor de uma indicação apresentada na Câmara Municipal de Caruaru sobre o tema, Anderson Correia afirmou que a medida poderá ampliar a oferta de atendimento especializado para crianças e adolescentes no interior do Estado. “Esse é um sonho que defendemos há muito tempo e que agora ganha ainda mais força com o apoio de Eduardo da Fonte. O ICIA já é referência no tratamento oncológico infantil, mas pode ir muito além, tornando-se um Hospital Infantil do Agreste, com todas as especialidades necessárias para atender nossas crianças”, declarou.
A chapa apoiada pelo atual presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), Adriano Lucena, venceu as eleições realizadas nesta sexta-feira (3). Nielson Christianni foi eleito presidente da entidade com 2.840 votos, mais de 1,5 mil à frente da segunda colocada, Hilda Gomes, que recebeu 1.322 votos.
Também foram eleitos Clóvis II para a Diretoria-Geral da Mútua, Ayrton Nepomuceno para a Diretoria Administrativa e Maristela para a Diretoria Financeira.
Além de revogar o porte de arma e o Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) na decisão em que manteve a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o recolhimento de todo o arsenal registrado em nome do antigo mandatário, composto por dez armas de fogo, entre fuzis, carabinas, pistolas e espingardas.
Na decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa entregue o armamento à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. O ministro também determinou a comunicação imediata à PF para que sejam adotadas as providências necessárias à revogação do porte de arma e do registro de CAC de Bolsonaro. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA lista inclui sete pistolas, duas espingardas e duas carabinas/fuzis, de calibres permitidos e restritos. Entre elas está a pistola Glock calibre 9 milímetros apreendida no último dia 15 de junho durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal a um militar do Exército que integrava a equipe de segurança do ex-presidente.
Na decisão desta sexta, além da Glock, Moraes determinou a apreensão de:
Embora tenha mantido Bolsonaro na prisão domiciliar, Moraes concluiu que sua atual condição jurídica é incompatível com a manutenção do direito de possuir armas de fogo.
Ao citar o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, o ministro destacou que “a condição atual do custodiado é incompatível com a posse de arma de fogo”, uma vez que a legislação exige, entre outros requisitos, que o proprietário não responda a investigação criminal nem cumpra pena.
Apesar disso, Moraes afastou a possibilidade de considerar que Bolsonaro tenha cometido falta grave durante o cumprimento da prisão domiciliar. Segundo o ministro, as investigações conduzidas pela Polícia Civil e a manifestação da Procuradoria-Geral da República não comprovaram violação das regras do regime domiciliar capaz de justificar seu retorno ao regime fechado.
O magistrado advertiu, no entanto, que o descumprimento das condições impostas à prisão domiciliar ou de qualquer medida cautelar implicará a revogação do benefício e o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado.
Bolsonaro foi condenando a 27 anos e dois meses de prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
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O presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (3) um pacote com as últimas entregas do Executivo antes do prazo de restrições do período eleitoral.
Foram realizadas inaugurações nas áreas de saúde, educação e moradia. O evento contou com transmissões de cerimônias simultâneas em outras 12 cidades nos estados do Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Piauí, Alagoas e Pernambuco. As informações são da CNN.
A partir de 4 de julho, três meses antes do primeiro turno das eleições, entram em vigor regras mais rígidas previstas em lei para evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas durante o pleito. Na quinta-feira (3), Lula criticou o prazo do chamado defeso eleitoral e o chamou de uma “papagaiada desgraçada”.
Leia mais“Agora a gente não pode inaugurar mais nada até as eleições. Embora não possa inaugurar, eu vou visitar muitas coisas que ainda tenho que visitar”, disse Lula no evento desta sexta.
Durante o defeso eleitoral, há restrições de publicidade institucional, como a presença de governantes em inaugurações. A vedação da presença em inaugurações também vale para pré-candidatos.
Para a divulgação do “pacotaço” de entregas, o Planalto escalou ministros, secretários, parlamentares aliados e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para os eventos realizados fora de Brasília.
Em São Paulo, a ex-ministra Marina Silva (Rede-SP), pré-candidata ao Senado, também esteve em um evento de inauguração de novo campus de instituto federal em Mauá, no ABC Paulista.
Na área de Educação, foram inaugurados dez campi de institutos federais, com investimento de R$ 206,6 milhões, dos quais R$ 196,5 milhões são provenientes do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
“Se eu esperar o meu pessoal da Fazenda e o meu pessoal do Planejamento dizer para mim ‘olha, está sobrando dinheiro, vamos colocar na Educação’, a gente nunca vai investir. Porque nunca vai sobrar. Dinheiro público nunca sobra. E dinheiro bom não é dinheiro guardado, é dinheiro investido em obra, educação, saúde, ferrovia, rodovia, hidrovia”, declarou Lula no evento.
Maior colégio eleitoral do país, São Paulo foi o estado que teve mais cidades com eventos e transmissão simultânea na agenda no Planalto.
Para as entregas da Educação, Alckmin esteve em Bauru (SP) enquanto Marina Silva e o ministro da pasta, Leonardo Barchini, estiveram em Mauá (SP). O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, conduziu evento em Cotia (SP).
Em Campinas (SP), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou investimentos na assistência especializada, como foco no programa Agora Tem Especialistas.
Em relação ao setor habitacional, o Ministério das Cidades anunciou a entrega de 1.619 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em seis estados brasileiros. O ministro da pasta, Vladimir Lima, esteve em Nova Iguaçu (RJ), onde foram entregues 900 residências.
De acordo com o governo, as unidades habitacionais vão beneficiar 6.476 pessoas em Nova Iguaçu, Barra de São Miguel (AL), Itabaiana (SE), Caldas Novas (GO), Campo Grande (MS) e Olímpia (SP). O investimento total estimado foi de R$ 262,9 milhões.
Nas últimas semanas, Lula acelerou entregas por conta do calendário eleitoral. Como mostrou a CNN, o presidente tem anunciado, em média, uma entrega a cada três dias em 2026. No geral, as agendas são voltadas à área social, de saúde e infraestrutura.
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Por Marlos Porto*
Na última sexta-feira, 19 de junho, após a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Haiti, numa transmissão pós-jogo que reunia convidados para comentar a partida, uma imagem chamou a atenção de quem assistia. Romário, campeão mundial em 1994, artilheiro daquela conquista, eleito o melhor jogador do mundo naquele ano, autor de mais de mil gols na carreira, sentado no braço do sofá. Ao centro, dois apresentadores jovens ocupavam o lugar de destaque. Ao lado, Matheus Cunha, autor de dois gols na partida e grande nome do jogo, completava o grupo. A cena não passou despercebida e já gerou muitos comentários nas redes sociais.
O que se celebra hoje, no entretenimento esportivo e em outras esferas da mídia, não é a qualidade, mas a aderência. Não se pergunta: “O que essa pessoa tem a dizer?”; pergunta-se: “Essa pessoa gera reação?”. A linguagem que domina é a do excesso: vozes elevadas, risadas que soam quase cenográficas, gestos amplos, trejeitos que funcionam como marca registrada. A aparência, por vezes, acompanha esse exagero: cabeleiras desgrenhadas, figurinos que buscam chamar atenção. Não há juízo de valor estético nessa constatação; trata-se de observar que o invólucro, muitas vezes, ocupa o lugar que deveria ser do conteúdo. O comentário não precisa ser inteligente; precisa ser rápido. Não precisa ser verdadeiro; precisa ser impactante. Não precisa acrescentar; precisa entreter. E o público, educado para consumir esse modelo, começa a confundir popularidade com autoridade e ruído com relevância.
Leia maisA inversão se dá em várias camadas. Quem construiu uma carreira por décadas vê seu espaço ocupado por quem aparece por um clique. O saber é substituído pelo espetáculo. Romário tem muito a dizer sobre tática, sobre posicionamento em campo, sobre a inteligência para ler o jogo e decidir no momento exato. Tem uma compreensão ímpar do espaço e do tempo dentro das quatro linhas, algo que poucos jogadores na história dominaram como ele. Tem também uma personalidade fortíssima, que se manifestava na postura em campo, na confiança inabalável, na capacidade de assumir a responsabilidade nos momentos decisivos. Do ponto de vista humano, sua trajetória é repleta de lições sobre superação, resiliência e autoconfiança, elementos que poderiam enriquecer qualquer debate sobre futebol e sobre a formação de atletas. Mas o programa, muitas vezes, não quer isso; quer a “lenda” dando risada, sendo descontraída, validando o clima de “resenha”. E o convidado, mesmo tendo mais a oferecer, se curva ao palco. Fala o que se espera. Entra no jogo da leveza, da anedota, da brincadeira, porque ser levado a sério, hoje, muitas vezes, significa ser chato.
Não custava nada um daqueles apresentadores ter se levantado e dado o lugar para Romário. Seria um ato de profunda gentileza, um reconhecimento mínimo à trajetória de quem ali estava. Mas talvez eles tenham receio de perder o espaço se fizerem isso. E essa é uma das faces mais reveladoras do modelo vigente: o lugar de destaque é ocupado com tanta insegurança que não pode ser cedido, nem mesmo por um instante, a quem evidentemente o merece mais.
Romário não precisava estar ali. Ele tem seu próprio canal, a Romário TV, com sua própria voz e curadoria. Tem uma história no futebol que poucos no mundo podem ostentar, com atuações que marcaram gerações. Isso sem falar no mandato de senador, que traz ainda um relevo maior para sua participação (não há incompatibilidade da atividade de comentarista com suas funções parlamentares, e o senador pode participar de sessões de forma remota). Mas sentou no braço do sofá por escolha, porque topou o jogo, porque entrou na dinâmica da “resenha leve”, talvez pensando em dar uma força, se divertir ou simplesmente aparecer. Ao fazer isso, ao aceitar o lugar marginal, ao não questionar o formato, escancarou, sem querer, a mediocridade do programa. Porque, se até Romário, com todo o peso que tem, aceita ser coadjuvante num formato que não privilegia quem tem o que dizer, o que isso revela sobre o modelo?
Qualquer pessoa comum, sem formação em mídia, com um mínimo de senso de hospitalidade e respeito, perceberia o constrangimento da cena. Bastaria um olhar leigo para sentir que a figura maior deveria ocupar o lugar maior, não por vaidade, mas por reconhecimento elementar. Se uma pessoa comum percebe o equívoco, por que os profissionais não percebem? Porque não querem. Perceber significaria abrir mão do centro, reconhecer que o protagonista da história não são eles.
Nas redes sociais, muita gente criticou o Romário por estar sentado no braço do sofá, por ter pegado o celular e mandado um áudio durante o programa. Mas essa crítica revela mais sobre o público do que sobre ele. Se o programa não o tratou com o devido respeito, por que ele teria que dedicar toda sua atenção àquele formato? Se o lugar que lhe ofereceram foi marginal, por que ele deveria corresponder com protagonismo? A atitude de Romário, olhar para o celular, enviar mensagens, não se entregar totalmente à dinâmica foi, talvez, uma resposta silenciosa ao espaço que lhe deram e uma exposição involuntária do que o programa realmente valoriza.
Não se trata de um programa específico, de um apresentador ou de um sofá pequeno. Trata-se de uma parcela significativa dos espectadores, aquela que aplaude o palavrão em vez da ideia, que lota canais para ver alguém reagir, mas não lê uma página de análise, que confunde autenticidade com ausência de filtro e profundidade com pedantismo. Romário no braço do sofá é a imagem de uma sociedade que não sabe mais onde colocar seus verdadeiros patrimônios, colocando-os na margem, no canto, no desconforto e ainda achando bonito.
Obviamente, os apresentadores fazem seu trabalho dentro das regras do jogo que o mercado estabeleceu e conforme o que eles têm a oferecer. O tal Casimiro construiu um negócio legítimo, gera empregos, movimenta a economia (e ainda ajuda a quebrar um pouco a tão danosa hegemonia da Globo). Mas há uma escolha estética e ética que estamos fazendo coletivamente: a de valorizar mais o invólucro do que o conteúdo, mais a forma do que o fundo, mais o “como” do que o “quê”: um modelo que privilegia a superficialidade em detrimento da substância. Romário, por sua trajetória, por sua bagagem tática, técnica e humana, não precisa daquele sofá. Mas aceitou o lugar e, ao aceitar, deu um atestado involuntário da mediocridade do programa. E, ao pegar o celular e se desconectar, mostrou que o respeito, quando não é oferecido em termos minimamente aceitáveis, também não precisa ser devolvido em padrões ideais.
A pergunta que fica é: até quando uma parcela significativa do público continuará valorizando a superficialidade, enquanto quem tem o que dizer segue sentado no braço do sofá?
*Ensaísta
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A cantora pernambucana Bruna Magalhães, vocalista da banda Forró Cariciar, informou que sofreu uma tentativa de assalto na tarde desta sexta-feira (3), no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no Recife. Segundo ela, um homem tentou roubar seu celular enquanto aguardava o ônibus da banda para uma apresentação. Bruna reagiu e conseguiu impedir a ação, recuperando o aparelho. Ela não se feriu e embarcou normalmente com a equipe.
O relato foi publicado nas redes sociais e recebeu manifestações de apoio de fãs e amigos. O caso ocorre uma semana após a cantora Kally Fonseca, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró, relatar ter sido assaltada na Avenida Boa Viagem, no Recife. Na ocasião, a artista informou que teve o celular e joias avaliadas em cerca de R$ 40 mil levados pelos criminosos.
