Por Muciolo Ferreira*
Foi adiado para 2026 o sonho dos missólogos brasileiros e fãs dos concursos de miss em verem uma conterrânea quebrar o jejum de 58 anos e ser eleita Miss Beleza Internacional. A primeira e única vez que esse título veio para o Brasil foi em 1968 com a carioca Maria da Glória Carvalho, eleita em Tóquio, justamente na primeira edição realizada no Japão. Até 1967, a sede do MBI era em Long Bach, na Califórnia.
Embora sempre presente e apontada em todos os sites e colunas especializadas como uma das favoritas, a Miss Brasil, Loraine Lumatelli, não avançou nem ao Top 20 das semifinalistas. Isso gerou frustração e decepção, pois havia uma expectativa da sua inclusão no Top 5. A coroa, faixa e cetro do Miss Beleza Internacional 2025 ficou com a belíssima Catalina Duque, da Colômbia. Resultado justo e recebido com unanimidade no mundo Miss.
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No segundo, terceiro, quarto e quinto lugares ficaram com Zimbábue (Yolanda Chimbara); Bolívia (Paola Sanchez); Indonésia (Melisa Xaviera) e Filipinas (Myrna Esguerra).
O concurso foi ontem à noite em Tóquio, manhã da quinta-feira no horario de Brasília. Na véspera do MBI, postei no Grupo de WhatsApp Misses Brasileiras minhas favoritas ao título, citando as representantes da Colômbia, Indonésia, Filipinas, Índia, Peru e Brasil. Só errei no Brasil, pois Índia e Peru não avançaram à final, mas conseguiram ficar no Top 20.
Sobre o Miss Beleza Internacional, muitos torcem o nariz para esse certame. Alegam ser tradicional demais para os padrões de comportamento e emponderamento da mulher nos dias atuais. Exemplo: Os vestidos são bastante comportados, discretos parecidos para quem está usando numa festa de 15 anos ou num casamento ou culto relugioso.
Existe orientação para as candidatas evitarem transparências, decotes muito ousados ou pernas e busto à mostra evitando apelaram à sensualidade, ao erotismo, como ocorrem nos concursos de Miss Universo e Miss Grand, onde candidatas desfilam com muita agressividade, jogando os cabelos, quadris e pernas de forma exagerada.
O MBI reflete o padrão-família dos bons costumes dos japoneses. Até porque embora seja uma das nações mais civilizadas e evoluídas tecnologicamente, a educação e as boas maneiras continuam preservados, mesmo chegando quase à metade do Século 21. Arigatou gozaimasu!
Recife, 27 de novembro de 2025
*Jornalista pernambucano
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